GROTESCO & ARABESCO: UNIVERSO FANTÁSTICO

‘Enterramento Prematuro’: Ficção e realidade



Quando eu li, pela primeira vez, adolescente ainda, “O Enterramento Prematuro”, de Edgar Allan Pöe, numa tradução de Oscar Mendes, tive a impressão de que, na impressionante narrativa, mesclavam-se artigo jornalístico e fantasia.

Agora, passado tanto tempo, ao recuperar, dos arquivos da Biblioteca Nacional, uma tradução do conto para o português, de autor anônimo, publicado originariamente na revista Fon-Fon há setenta anos, fui presa da mesma sensação.

Explico.

premature burial poe

O Enterramento Prematuro” (“Premature Burial”, 1844), publicado originariamente no “The Philadelphia Dollar Newspaper”, tem uma peculiar e original estrutura.

 Após a costumeira introdução, na qual postula a tese de que ser enterrado vivo é o maior dos horrores, Allan Pöe não mergulha prontamente no cerne de sua história. Ao contrário, dedica-se a inserir breves narrativas autônomas de casos de catalepsia em apoio àquela tese.

Certos detalhes habilmente inseridos nas historietas incutem no espírito do leitor a nítida impressão de que estas não são episódios puramente inventados. Pöe era um mestre na arte — da qual, creio, ele mesmo foi o inventor — de mesclar gêneros literários num mesmo texto. Em “O Mistério de Marie Rogêt”, por exemplo, o grande mestre estadunidense mescla inteligentemente ficção e jornalismo investigativo. De sua feita, “O Demônio da Perversidade” é um misto de tratado erudito e ficção. Bem por isso, confesso que, a princípio, cheguei a acreditar que uma ou outra das historietas exemplares bem poderia ser verídica.

Até a metade de “O Enterramento Prematuro”, tem o leitor a impressão de aquilo que lê é, efetivamente, um autêntico artigo jornalístico. Vale-se Pöe de um sagaz recurso literário predisposto a infundir, com inegável êxito, a verossimilhança, peculiar aos artigos jornalísticos, numa obra de pura ficção. Não tenho dúvida de que não poucos leitores de meados do século XX acreditaram piamente no “embuste” habilmente engendrado por Pöe. Fico a imaginar quantos homens e mulheres, após a leitura de “O Enterramento Prematuro”, não desenvolveram verdadeiramente, em seus espíritos sugestionados, a tafofobia (medo mórbido de ser enterrado vivo, conforme o Dicionário Estraviz).

Mas, apraz-me fazer um paralelo entre a ficção e a realidade.

Começo pelo romântico episódio de Victorine Lafourcade, inserto em “O Enterramento Prematuro”:

“Em 1810, verificou-se na França um caso de inumação de pessoa viva, acompanhado de circunstâncias que demonstram perfeitamente a veracidade da afirmativa corrente de que a verdade é mais estranha que qualquer ficção. A heroína da história foi a srta. Vitorina Lafourcade, jovem de família ilustre, rica e de grande beleza. Entre seus numerosos pretendentes encontrava-se Juliano Bossiet, um pobre escritor ou jornalista de Paris. Seus talentos e suas maneiras, sob todos os aspectos simpáticas, tinham chamado a atenção da herdeira que parece tê-lo efetivamente amado; todavia, o orgulho de sua raça levou-a, finalmente te, a rejeitá-lo para desposar certo sr. Renelle, banqueiro e diplomata bastante conhecido. Depois do casamento, ele descuidou-a e talvez a tenha tratado bem mal. Após ter vivido com o marido alguns anos infelizes, ela morreu, ou pelo menos pareceu tão bem morrer, que seu aspecto enganou a todos que a viram. Foi enterrada — não num mausoléu, mas numa sepultura comum, num cemitério de sua aldeia natal. Cheio de desespero e ainda inflamado pela recordação de seu imenso afeto, o apaixonado transporta-se de Paris para a província distante onde se encontra essa aldeia, na intenção romântica de exumar o cadáver e se apoderar de um dos cachos da cabeleira luxuriante. Chega à sepultura; à meia-noite, retira o caixão e abre-o; está entretido em cortar os cabelos que deseja quando abriram-se os olhos da bem-amada. De fato, a moça havia sido enterrada viva. A vitalidade ainda não se havia retirado completamente, e as carícias de seu apaixonado retiraram-na da letargia que lhe infundira a aparência de morta. Ele levou-a, então, com um cuidado frenético, até sua própria habitação na aldeia. Lançou mão de certos fortificantes poderosos que seu grande conhecimento de medicina lhe sugeriu. Para resumir, ela sobreviveu. Reconheceu seu salvador. Ficou com ele todo o tempo necessário para recuperar inteiramente, aos poucos, sua saúde anterior. Seu coração de mulher não era inflexível e essa derradeira prova de amor foi o bastante para comovê-la. Por isso o deu a Bossiet. Não voltou para o marido e, ocultando sua ressurreição, partiu com o amante para a América. Vinte anos mais tarde, os dois regressaram à França, convencidos de que o tempo transformara o aspecto da senhora em questão o suficiente para que seus amigos não a pudessem reconhecer. Mas enganavam-se, porque na primeira vez em que a encontrou, o sr. Renelle reconheceu-a, e reivindicou-a como sua mulher. Ela não concordou e os tribunais homologaram sua resistência, decidindo que as circunstâncias particulares, bem como o tempo decorrido, tinham anulado a autoridade marital, não somente sob o ponto de vista da equidade, como sob o legal.”

Vejam leitor e leitora que a história, tão ao gosto do espírito romântico da época, assume ares de verossimilhança quando Pöe, inteligentemente, leva a querela às barras dos tribunais, que decidem com uma lógica ético-jurídica irretocável.

Mas, na vida real, temos exemplos da romântica perseverança de um homem apaixonado que, não se conformando com o “falecimento” da esposa, salva-a de um sepultamento prematuro.  Eis o que nos conta o médico português Francisco d’Assis e Souza Vaz, em interessante artigo publicado na edição da “Revista Médica Fluminense” de 1838:

“O Jornal dos Sábios, ano de 1745, encerra um exemplo muito notável (de retorno à vida após a morte aparente): é o de Milady Roussel, mulher de um coronel inglês, tão ternamente amada de seu marido que este não podia persuadir-se de que ela estivesse morta.

Ele deixou-a no seu leito todo o tempo prescrito pelo uso do país.

Os oito dias se passaram assim, sem que o corpo apresentasse o menor sinal de alteração, nem também o menor sinal de vida.

Mal qual foi a surpresa do marido quando, por última despedida, apertando-lhe a mão, que banhava com suas lágrimas, ao som do sino de uma igreja próxima, Milady acorda como sobressaltada, e, sentando-se repentinamente, diz:

–  Já é o último toque para a oração. Vamos, que é tempo de partir!

Ela curou-se perfeitamente e viveu ainda muito tempo.”

Interessante é uma anedota fúnebre-humorística contada pelo erudito frade galego Benito Feijó Montenegro em suas “Cartas Eruditas e Curiosas”, na qual não é o amor, senão o enfado, o que marca a relação entre o marido e a mulher falecida (tradução minha):

“Iam enterrar a mulher de outro (cavalheiro), que julgavam morta por um delíquio longo e  profundo em que havia caído. E havendo tropeçado numas sarças, que havia no caminho, as picaduras delas a despertaram do letargo, e ela viveu alguns anos depois, ao cabo dos quais, sobrevindo-lhe outra enfermidade, morreu dela. E quando chegou o caso de conduzi-la à sepultura, ordenou o marido, com muita veemência, aos condutores, que a levassem por onde não houvesse sarças.”

Tomemos, agora, uma segunda historieta de Pöe:

“Lembro-me, contudo, a respeito da bateria galvânica, de um caso muito conhecido, e muito extraordinário, no qual esse aparelho serviu para fazer tornar à vida um jovem advogado de Londres que permanecera enterrado dois dias. O fato ocorreu em 1831 e produziu profunda impressão em todos os lugares onde foi conhecido.

O paciente, sr. Edward Stapleton, morrera, aparentemente, em consequência de tifo acompanhado de sintomas anormais que tinham despertado a curiosidade das pessoas que o tratavam. Quando pareceu morto, pediram aos seus que consentissem numa autópsia, mas eles recusaram. Como muitas vezes acontece diante de semelhantes recusas, os médicos resolveram exumar o corpo para dissecá-lo, com vagar, em segredo. As medidas necessárias foram facilmente tomadas com o auxílio de um desses ladrões de cadáveres que não faltam em Londres; e na terceira noite consecutiva ao enterramento, o suposto cadáver foi retirado de sua sepultura, de oito pés de profundidade, e colocado na sala de autópsia de um hospital particular. Depois de ter sido praticada no abdômen uma incisão bastante grande, o aspecto do corpo — que estava fresco e não revelava nenhum sintoma de decomposição — sugeriu a aplicação da bateria. Sucederam-se as experiências e os efeitos habituais se verificaram sem que coisa alguma os caracterizasse, em particular, a não ser que, numa ou duas ocasiões, as convulsões provocadas lembraram, mais de que costume, as de uma pessoa viva.

A noite ia adiantada, o dia estava prestes a surgir, pelo que se julgou dever realizar a autópsia sem mais detença. Um dos estudantes, contudo, desejava particularmente experimentar uma teoria sua e fez absoluta questão de aplicar a bateria a um dos músculos peitorais. Fizeram uma incisão sumária e aplicaram vivamente o fio. Nisso, o paciente, com um movimento precipitado, mas de modo algum convulsivo, levantou-se da mesa, caminhou até o meio do aposento, lançou de um lado para o outro, durante alguns segundos, olhares perturbados, depois parou. O que ele disse foi incompreensível, mas pronunciou palavras, sílabas perfeitamente audíveis. Depois de ter falado, caiu pesadamente ao chão.

Todos ficaram um momento paralisados pelo terror; mas a gravidade do caso fê-los bem depressa recuperar a presença de espírito.  Compreenderam que o sr. Stapleton estava vivo, embora desmaiado. Fizeram-no respirar éter. Logo ele voltou a si e, depressa, recuperou a saúde, sendo então restituído a seus amigos — que só foram avisados de sua ressurreição depois de afastado todo o receio de recaída. É fácil conceber seu espanto — seu enlevado assombro.

Mas a mais empolgante particularidade do caso reside no que o próprio sr. Stapleton contou. Declarou que em nenhum momento se encontrara em estado de insensibilidade total — que percebera de maneira perturbada e confusa tudo o que lhe acontecia, desde o instante em que os médicos declararam-no ‘morto’ até aquele em que caiu desfalecido no assoalho do hospital. ‘Estou vivo’— eis as palavras incompreensíveis que, ao reconhecer a câmara de autópsia, ele havia tentado pronunciar no meio de seu pavor.”

O horror de despertar numa sala de necropsia já foi compartilhado por pessoas reais. O mesmo médico lusitano nos conta o episódio do Abade Prévost, célebre escritor francês:

“Em 23 de novembro de 1736, o Abade Prévost, tão conhecido por suas produções literárias, teve um ataque de apoplexia atravessando a floresta de Chantilly. Julgado morto, levaram-no à residência do maire, e a justiça fez proceder à autópsia. Um grito agudo lançado por este infeliz provou que ele estava vivo. O operador e os assistentes ficaram gelados de terror; e o desgraçado foi vítima do escalpelo!”.

O “Museo Universal”, em edição de 1838, narra a experiência a real e terrível de uma vítima de catalepsia:

“Sofri por algum tempo um ataque nervoso, as minhas forças diminuíam gradualmente, mas o sentimento da vida parecia tornar-se cada vez mais ativo, à medida que as minhas faculdades corporais diminuíam. Conheci pelos gestos do médico que havia perdido a esperança de salvar-me, e a dor muda, mas expressiva, dos meus amigos, dizia-me que todos os esforços da arte eram inúteis.

Uma noite veio a crise. Fui atacado de um tremor geral, e de um zunido que me atordoava. Vi em volta de minha cama grande número de figuras extravagantes. Eram brilhantes, vaporosas e sem corpo. O quarto estava iluminado e apresentava um aparato solene. Procurei mover-me, mas não o pude conseguir. Uma confusão terrível me perturbou então os sentidos. Mas quando, passados alguns instantes, tornei em mim, recordei-me de tudo o que havia passado, possuía toda a minha inteligência. Em uma palavra, gozava de tudo o que pertence à vida, menos a faculdade de agir e de falar. Ouvi alguns gemidos e a voz do enfermeiro pronunciar: “Está morto!” Impossível me é descrever o que senti ao ouvir estas lúgubres palavras. Quis tentar um último esforço para mover-me, mas nem pude mexer a pálpebra. Após um curto intervalo, aproximou-se um amigo ao meu leito, agitado pela dor, e com o rosto banhado em lágrimas. Pôs-me a mão na cara e fechou-me os olhos. Fiquei, então, nas trevas. Mas podia ainda ouvir, sentir e sofrer.

Depois que me cerraram os olhos, conheci, pelos discursos das pessoas que ficaram no quarto, que o meu amigo me tinha deixado e, pouco depois, senti os agentes funerários amortalharem-me. A sua frígida indiferença era-me mais penosa do que a dor dos meus amigos. Viravam-me de todos os lados, riam-se e tratavam com a maior brutalidade aquilo que chamavam cadáver.

Quando esses miseráveis acabaram, retiraram-se, e então começou a formalidade das honras funérias. Por espaço de três dias, foi grande o número de amigos que veio ver-me. Eu os ouvia falar em voz baixa das minhas boas qualidades, dos meus defeitos, e sentia os dedos de muitos deles apalpando-me o rosto. No terceiro dia, falavam do mau cheiro que havia no quarto.

Veio o caixão, meteram-me dentro, e senti as lágrimas do meu amigo caírem sobre o meu rosto.

Passados alguns minutos, conheci que se retiravam todos os meus amigos e conhecidos, e que entravam os carpinteiros para fechar o caixão. Eram dois: um saiu antes de acabada a obra. O outro eu ouvia assobiar ao furar com a verruma, parar, calar-se, e, por fim, meter o ultimo prego.

Fiquei só. Todos fugiam do meu quarto. Sabia, porém, que ainda não estava enterrado. Suposto estivesse imóvel e nas trevas, tinha ainda alguma esperança. Mas ela se desvaneceu bem depressa. Chegou o dia do enterro. Senti levantarem e levarem o caixão. Percebi que o colocavam no coche, e que era muita a gente que o rodeava: algumas pessoas falavam de mim com afeição. O carro principiou a andar. Sabia que me levavam para o cemitério. Parou o coche e tiraram o caixão: pela desigualdade dos movimentos, notei que era levado sobre os ombros de algumas pessoas. Houve uma pausa. Ouvi o atrito das cordas, moveu-se o caixão, e senti pouco depois que balançava. Foi descendo e parou no fundo da cova. Ouvi cair as cordas sobre o ataúde. Fiz um esforço terrível para mover-me, mas todos os meus membros ficaram imóveis.

Logo depois, lançaram alguns punhados de terra sobre o caixão, e houve uma segunda pausa. Passaram-se alguns minutos, e ouvi o som da pá. A terra caía sobre mim, e o ruído da sua queda, mais terrível que o estrondo do trovão, enchia-me de horror. O ruído diminuiu gradualmente, e, pela surdez do som, reconheci que a cova estava cheia. Terminada esta operação, ficou tudo no mais profundo silêncio.

Não tinha meio algum de conhecer o tempo que passava assim; o silêncio continuava. Eis, pois a morte, dizia eu, e ficarei debaixo da terra até o dia da ressurreição. O meu corpo vai corromper-se, os vermes virão fartar-se nos meus membros. Enquanto me ocupava com estas horríveis reflexões, ouvi sobre a terra, por cima da cabeça, um som surdo e prolongado; julguei que eram os bichos e os répteis da morte que vinham reclamar a sua presa.

O ruído aproximava-se e aumentava. Seria possível que os meus amigos se lembrassem que me tinham enterrado antes de tempo? Fiquei cheio de esperança.

Cessou o ruído, e senti uma mão apalpar-me o rosto. Tiraram-me do caixão pela cabeça. Senti o ar. Fazia um frio glacial. Levavam-me furtivamente talvez para o tribunal terrível! Talvez para as chamas eternas!

Passados alguns minutos, atiraram comigo como se fosse algum fardo, mas não no chão. Um momento depois, reconheci que estava em uma carruagem e, por algumas frases soltas, soube que estava em poder desses ladrões noturnos, chamados homens da ressurreição, que profanam os túmulos para fazerem um trafico sacrílego com os cadáveres que desenterram. Logo que a carruagem principiou a rodar, começou um desses homens a assobiar e o outro a cantar algumas cantigas obscenas.

Parou a carruagem, pegaram-me, levaram-me, e percebi, pela densidade do ar e mudança da temperatura, que estava em um quarto. Arrancaram com violência a mortalha em que estava envolto, e puseram-me cima de uma mesa. Pela conversa que ouvi desses dois homens e de outro que ali se achava, soube que devia ser dissecado essa mesma noite.

Os meus olhos estavam ainda cerrados. Nada via, mas concluí, logo depois, pelo tropel que ouvi, que haviam chegado os estudantes de anatomia. Alguns deles aproximaram-se da mesa e examinaram-me minuciosamente. Por fim, chegou o lente.

Antes de começar a dissecção, propôs que se fizessem no meu cadáver algumas experiências galvânicas, e preparou-se um aparelho para esse fim. O primeiro choque abalou todos os meus nervos, que ressoaram e vibraram como as cordas de uma harpa. À vista deste fenômeno, testemunharam os estudantes a sua admiração. O segundo choque fez-me abrir os olhos, e a primeira pessoa que vi foi o médico que me tinha assistido na minha enfermidade. Estava eu, porém, como um morto, ainda que pudesse distinguir entre os estudantes algumas caras que me não eram desconhecidas. Logo que os meus olhos se abriram, ouvi pronunciar o meu nome por muitos dos circunstantes em tom de compaixão, e ouvi dizer a muitos que teriam desejado que as suas experiências não fossem feitas sobre o meu cadáver.

Logo que terminaram as suas experiências galvânicas, o mestre tomou o bisturi e fez-me uma incisão grande no peito; senti uma sensação terrível em todo o corpo; um tremor convulso se apoderou de mim, e todo o auditório começou a dar gritos horrorosos. Os laços da morte estavam quebrados; a letargia tinha cessado. Prestaram-me todos os socorros, e, passada uma hora, recuperei todas as minhas faculdades.”

Os horrores descritos por Pöe, em sua obra magistral de ficção, são reais. Um contraponto com a realidade rotineira dos séculos passados são uma prova incontestável disto.

Caso queira, você poderá ler a íntegra de “O Enterramento Prematuro” aqui. Também invitamos a amável leitora (ou leitor) ao cotejo de dois clássicos da literatura tumular: “A Ressuscitada”, da galega Emília Pardo Bazán (em português, tradução minha) e “O Defunto”, do brasileiro Thomaz Lopes. E, também, à leitura de  obras mais recentes que, de alguma forma, abordam o tema  inaugurado por Pöe: “A Necropsia”, de Paulo Soriano; “O Carrasco de Jean-Luc Chiendenuit”, de Aldo Addobbati e  “As Circunstâncias e Causas da Minha Morte”, do escritor e editor  Gustavo Felicíssimo.

Paulo Soriano

Paulo Soriano

Natural de Itabuna, Estado da Bahia, Brasil, é tradutor e contista amador. Reside em Salvador/BA, onde exerce a advocacia pública. Na Galiza, organizou as seguintes antologias: Mestres do Terror (Santiago de Compostela, 2010) e A Voz dos Mundos (Compostela, 2015), esta última em colaboração com o ensaísta Valentim Fagim.Mantém na internet o sítio Contos de Terror (http://www.contosdeterror.site) e Litteratus (https://www.litteratus.site/). É editor de Edições Virtuais TRUMVITATUS (http://triumviratus.weebly.com/).
Paulo Soriano


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