AS AULAS NO CINEMA

Ensinar a ver e fazer cinema nas aulas, com o DVD ‘OUFF-Escola’



Mais vale tarde do que nunca. Depois de catorze anos de vida, em 2009 o Festival de Cinema de Ourense preocupou-se com o cinema realizado nas aulas dos nossos estabelecimentos de ensino. Na sua décimo quarta edição do ano antes mencionado, foi convocado o Iº Certame de Cinema OUFF-Escola. Com o apoio da Secretaria Geral de Política Linguística, Normalização Linguística do Concelho ourensano e a Agência Galega do Audiovisual. Eu tive a honra de fazer parte do júri. Junto com Gregório Ferreiro Fende, César Silva, Manolo González e Rubén Riós. Durante o mês de agosto de 2009 tive que visionar várias vezes os 39 filmes apresentados ao Certame. Trabalho árduo de visionado que mereceu a pena. Tínhamos de escolher três filmes por categoria e outro para o prémio do guião de cada uma das duas. Na categoria de escolas infantis e de primária foram escolhidos, pelos seus valores fílmicos, os seus conteúdos temáticos, criatividade icónica e envolvimento de professores e rapazes na realização, os filmes seguintes, ordenados do primeiro ao terceiro prémio sucessivamente: 17 de maio, festival das Letras Galegas, apresentado pelo CEIP Mestre Valverde de Mós; Não tocar, pelo CPI Janceda de Mesia; Um dia na quinta, da Escola Infantil A Gândara da Guarda e, pelo seu roteiro, A brigada ecológica, do CEIP Pepe de João Banha de Santa Comba.

Na categoria de escolas de ensino secundário e outros, a escolha resultante foi a seguinte: Maus tempos, do IES de Alfoz-Valadouro, com uma muito acertada encenação; Desde dentro, do CPI Uxio Novoneira de Pedra Fita do Zevereiro; Pequenas obsessões, do IES de Cacheiras-Teu e, pelo seu roteiro, O doador, do IES Leliadoura de Ribeira. Por proposta do nosso júri, outorgou-se uma menção especial, sob a epígrafe de José Luis Darriba, a favor do emprego das artes da imagem como ferramenta pedagógica, ao IES Lagoa de Antela de Ginzo. Que apresentou ao certame interessantes trabalhos sobre a Lírica medieval em cantigas, a poesia, a festa do entrudo e a repressão da guerra. O júri, para além da qualidade técnica, fílmica e de montagem, teve muito em conta o envolvimento nos trabalhos dos filmes premiados, de maioria de estudantes e docentes. Todos os trabalhos premiados foram editados em DVD pelo Festival de Cinema de Ourense. E enviados a estabelecimentos de ensino, casas de cultura e juventude e bibliotecas galegas.

Particularmente eu quero destacar, pelo muito que gostei deles (e que projetei no seu dia aos meus estudantes de Didática na Faculdade ourensana de Educação), os trabalhos realizados pelos estabelecimentos de ensino de Pedrafita do Cebreiro e a Escola Infantil A Gândara da Guarda. No primeiro caso envolveram-se no projeto, com espontaneidade suprema, todos os alunos e a maioria dos docentes. Mesmo aqueles mais criticados pelo seu deficiente labor didático. Do filme impressionou-me muito o acertado discurso pedagógico da professora de Tecnologia, realmente modelar e clarividente. No segundo caso é maravilhoso desfrutar das imagens, em que aparecem crianças de infantil ajudando rapazes deficientes, nomeadamente com síndrome de Down. E como estes, com grande sensibilidade, ajudam nas suas atividades os pequenos de pré-escolar. O estupendo documentário recolhe a visita dos pequenos, durante todo um dia, a uma quinta, na qual se formam, trabalham e integram, em obradoiros e hortos, rapazes com necessidades educativas especiais.

É muito importante promover as realizações fílmicas, com as novas tecnologias, nos nossos estabelecimentos de ensino. E, especialmente, o cinema. Também o é ensinar em todas as aulas o ABC da arte cinematográfica: planos, movimentos de câmara, ensinar a analisar o fundo e a forma dos clássicos, etc. Isto último continua a ser a matéria pendente do nosso Festival. Que em 2014 há cumprir os seus dezanove anos de vida. Para apoiar os presentes comentários, não podia ser outro, escolhi o DVD “OUFF-Escola”, editado pelo Festival ourensano de cinema, onde se podem ver os trabalhos premiados no primeiro certame de cinema escolar.

FICHA TÉCNICA DO DVD:

  • Título original: I Certame de Cinema. OUFF-Escola-2009.
  • Realizadores: Equipas de professores e estudantes de oito estabelecimentos galegos de ensino infantil, primário e secundário (Galiza, 2009, 219 min., a cores).
  • Produtora: Festival de Cinema Internacional de Ourense-OUFF International Film Festival.
  • Entidades colaboradoras: Secretaria Geral de Política Linguística-Junta da Galiza, Agência Audiovisual Galega, Normalização Linguística do Concelho de Ourense.
  • Títulos das curta-metragens: 17 de maio-festa das Letras Galegas (10 min.), Não tocar (20 min.), Um dia na quinta (32 min.), Brigada ecológica (13 min.), Maus Tempos (60 min.), Desde dentro (60 min.), Pequenas obsessões (6 min.) e Doador (18 min.).

 

FAZER CINEMA NAS ESCOLAS:

Tardou bastante tempo, apesar de lho termos recomendado já desde a primeira edição do ano 1996, o festival de Cinema de Ourense em promover por meio de um Certame a realização de cinema nas escolas infantis, primárias e secundárias. Com o apoio do próprio festival, da Secretaria Geral de Política Linguística da Junta da Galiza, a área de normalização linguística do concelho ourensano e a Agência Audiovisual Galega, em 2009, dentro da edição décimo quarta do festival, convocou-se o primeiro “Certame de Cinema Ouff escola”. O mesmo teve uma grande acolhida, pois foram apresentados uns 40 trabalhos fílmicos de diversos estabelecimentos de ensino de toda a Comunidade Galega e de todos os níveis educativos. Naturalmente, daquelas escolas em que há algum docente entusiasta e amante do cinema, com experiência na realização de documentários e curta-metragens e com a infraestrutura necessária para filmar imagens. Como, por exemplo, é o caso da Escola “Cisneros” de Ourense e os IES “Lagoa de Antela” de Ginzo e “Alfoz-Valadouro” de Lugo.

O mencionado Certame, de que já lá vão cinco edições (as dos anos 2009 a 2013), nasceu com o objetivo de promover o uso do idioma galego entre crianças e jovens, fomentar a criatividade audiovisual e o trabalho em equipa, sempre numa linguagem atrativa para os estudantes, com a meta de contribuir para a geração do espírito crítico. O Certame pretende também promover o uso das tecnologias da informação e da comunicação nos estabelecimentos de ensino e criar um espaço de referência para a amostra do audiovisual realizado nas aulas de infantil, primária e secundária da nossa Comunidade Autónoma, e territórios próximos que ainda conservam viva a nossa língua nas Astúrias e no Berço. E que nos seus estabelecimentos de ensino há matérias de língua galega, ou que participam no projeto “Ponte… nas Ondas”. Em todos os casos tem que haver um docente responsável pelo trabalho que se apresenta ao Certame, que acolhe prémios diversos: em categoria infantil e primária há quatro tipos de prémios, primeiro e segundo, prémio “Blanco Amor” ao melhor roteiro e prémio outorgado pelo público; e em categoria secundária e outros níveis não universitários, primeiro e segundo prémios, prémio “Blanco Amor” ao melhor roteiro, menção especial do júri e prémio do público. No ano 2009, em que quem escreve fez parte do júri, participaram 40 trabalhos; 61 estabelecimentos de ensino em 2010 e 21 escolas com 46 trabalhos fílmicos em 2012. Quero destacar, e dar os meus parabéns, aos IES participantes nas últimas edições “Lagoa de Antela” de Ginzo, o de Alfoz-Valadouro (Lugo), “Leiadoura” de Ribeira, “Cacheiras” de Teu, o de Porto d’Oçom, “Europa” de Ponferrada, o de Barro (Ponte Vedra), “A Carvalheira” de Ponte Vedra, “Manuel Garcia Barros” da Estrada, o de Chapela e o “Virgem da Saleta” de Ceia.

 

ENSINAR A VER O CINEMA:

É de grande importância ensinar aos estudantes dos diferentes níveis educativos a ver o cinema, considerado como a sétima arte das Belas Artes. Para isto é necessário levar o cinema de qualidade às aulas e organizar nos estabelecimentos de ensino ciclos de cinema, de diretores, temáticos, por nacionalidades, por movimentos fílmicos e artísticos, ecológico, sobre direitos humanos, etc. As sessões fílmicas devem ser aproveitadas para ensinar o ABC do cinema e o universo fílmico integrado pelo espaço, o tempo e o movimento fílmicos, os diferentes tipos de planos e todo o que configura a linguagem cinematográfica ou fílmica, que é específica.

Sobre o espaço fílmico é muito importante fazer ver aos estudantes que no cinema existem três dimensões: o comprimento e a largura e uma terceira que é a perspetiva. Na que no cinema existem quatro tipos: linear, cromática ou tonal, focal e cinética. A arte cinematográfica permite criar espaços por parte do realizador, graças à montagem de planos, imagens e cenas diferentes. Kulechov em 1920, e também Pudovkin, realizaram um lindo experimento para nos mostrar como cenas diferentes, reunidas com a montagem posterior, podem dar-nos a sensação aos espetadores que a ação é unitária. Em cinco cenas distintas temos o exemplo experimental: 1ª, um moço avança da direita para a esquerda; 2ª, uma moça caminha da esquerda para a direita; 3ª, ambos se encontram e se dão a mão, e ele assinala com a outra mão qualquer cousa; 4ª, aparece um prédio branco com umas escadas e 5ª, moço e moça sobem por umas escadas parecidas às do prédio. Cada plano e cada cena foram filmados em lugares diferentes, mesmo em cidades e países diferentes. A montagem dos mesmos criou um espaço novo inexistente na realidade, mas que para o espetador resultou verosímil e totalmente real. Por isto podemos falar de dous tipos de espaço: o geográfico, quando a ação se situa em qualquer ponto real da Terra; e dramático, que é quando se utiliza um espaço para localizar e ambientar a psicologia das personagens e as situações, um recurso muito utilizado para sublinhar ideias ou sentimentos. Ingmar Bergman foi um diretor sueco que utilizou muito os espaços dramáticos em muitos dos seus filmes.

Nas mãos dos realizadores está também a formosa possibilidade de jogar com o tempo. Os jovens espetadores devem aprender também sobre as caraterísticas próprias do que entendemos como tempo fílmico. O tempo físico tem só a dimensão linear, uma só direção e uma só marcha. Não se pode nem acelerar nem inverter, pois é sempre uniforme e não admite retrocesso. No cinema, no entanto, o tempo é distinto, é variável, verdadeiro brinquedo em mãos do realizador e do roteirista. Este “tempo”, que devemos denominar fílmico, pode ser usado das seguintes formas criativas:

a) Por adequação: Igualdade entre o tempo de ação e o tempo de projeção. Uma forma que foi utilizada muito poucas vezes.

b) Por condensação: Este é o usado mais frequentemente no cinema. Trata-se de dar muita ação em pouco tempo, fazendo uso da elipse e da montagem. Anos e meses podem ser reduzidos a minutos.

c) Por distensão: Quando se produz um prolongamento subjetivo da duração objetiva de uma ação. Não consiste no uso da câmara lenta, nem de contar lentamente o que aconteceu em segundos, mas em fazer um impossível físico prolongando uns momentos e enchendo-os de ação. Um estudante num exame sente que o tempo é mais prolongado que quando está numa festa agradável com os seus amigos. Este tipo de uso do tempo poucas vezes foi utilizado pelos diretores de filmes.

d) Por continuidade: O tempo da realidade transcorre na mesma direção que o fílmico. De uso muito normal em filmes sobre a vida e biografia de grandes personagens.

e) Por simultaneidade: Alternam-se dous tempos vitais em que a ação passa de uma para outra. Todos os filmes de suspense, como os de Hitchcock, usam este tipo de tempo, graças à montagem.

f) Por elipse: Suprimir os elementos narrativos e descritivos de uma história, que não são significativos, não necessários para que o espetador entenda a história.

g) Por salto atrás ou “flash-back”: A ação costuma começar na segunda parte, no final ou desenlace e às vezes no meio da ação e, por lembrança, retrocede-se a épocas anteriores. Existem muitos filmes em que se usa este jogo com o tempo. Estou a pensar agora em “Cinema Paradiso” e também em “Doutor Jivago”.

h) Tempo psicológico: Todos sabemos que, segundo como nos encontremos pessoalmente, uma hora pode parecer-nos uma eternidade, ou, pelo contrário, como só um quarto de hora. Isto depende de se nos sentimos muito à vontade e felizes, no segundo caso, ou se estamos a passar muito mal e aborrecidos, no caso primeiro. No cinema isto se expressa com o que se chamam “tempos fracos”, de escassa ação e sem interesse, e “tempos fortes”, em que se passam muitas cousas interessantes. O realizador do filme deve saber conjugar bem os dous tempos. Os planos longos, com tempo fraco, aumentam a impressão de duração, e os curtos e continuados o contrário, devendo ser usados para os “tempos fortes”. O bom uso do tempo psicológico é fundamental para conseguir que um filme tenha ritmo.

i) Representação do passado: Existem múltiplos recursos fílmicos para representar a ação de tempos passados: uso da viragem de cores (tintas vermelhos, azuis, verdes…) no celuloide para representar as lembranças, reduzir a imagem lembrada a um recanto do plano, intercalar na imagem a cores lembranças em cores naturais, usar a sobreimpressão de imagens, uso do som ou da música de forma sugestiva, etc.

j) Recursos para expressar a passagem do tempo: Calendário com folhas que passam rapidamente, um relógio, objetos que estão e depois não estão, um cigarro acesso e depois terminado, cinzeiro com restos, uma vela que se consumiu, a luz do amanhecer ou do pôr-do-sol, paisagens por estações, uma criança que cresce, a barba no rosto do homem, o pó sobre a mesa, as teias de aranha e as sobreimpressões.

O movimento fílmico é, sem dúvida, o aspeto mais importante no cinema. Por isso costuma definir-se o cinema como “a arte das imagens em movimento”. Em qualquer filme existem dous tipos de movimento: o que se dá nos atores, ficando a câmara fixa, e o que pode realizar a câmara. Ambos podem combinar-se e integrar-se formando uma unidade de movimento, muito mais estética e muito mais natural. As possibilidades de uso da câmara em movimento são, para os realizadores, múltiplas e variadas. A partir do seu próprio eixo a câmara permite-nos fazer três movimentos diferentes: balanceio, cabeceio e olhar em redor. Temos além disso o possível uso para fazer movimentos de rotação e filmar panorâmicas horizontais (de direita para esquerda e vice-versa), que são muito frequentes, e verticais, ascendentes ou descendentes. Assim mesmo as angulações da câmara, que dão lugar ao que se chama câmara em picado, em contrapicado, perspetiva favorável e ângulo impossível. Os movimentos de panorâmica provocam três tipos de uso: descritivo, dramático e subjetivo.

Mais interessantes do ponto de vista cinematográfico são os movimentos de deslocação da câmara, entre os que temos os seguintes: “Travelling” de profundidade em avanço, de profundidade em retrocesso, vertical, lateral e, por último, estão os movimentos complexos (câmaras montadas num braço móvel, num balão, num helicóptero, numa grua, etc.)

Outros elementos fílmicos que podem e devem aprender os estudantes são o ritmo fílmico, os truques cinematográficos, a montagem, o cinema de animação, o roteiro e estrutura narrativa, a história básica do cinema e, muito especialmente, os diferentes tipos de planos e o seu uso mais adequado em cada momento do roteiro e da narração: planos geral, de conjunto, inteiro, médio, americano, primeiro, primeiríssimo, plano de detalhe, campo-contracampo e profundidade de campo.

TEMAS PARA REFLETIR E ELABORAR:

Utilizando a técnica de dinâmica de grupos do “Cinema-fórum” debater, depois de ver este DVD de OUFF-Escola, em que se incluem as oito curta-metragens premiadas no primeiro Certame de 2009 do Festival de Cinema de Ourense, sobre os temas que aparecem nas mesmas, os modelos educativos, os roteiros de cada um, a participação dos escolares e dos docentes e, no seu caso, as alternativas que se apresentam e as opiniões de algumas das personagens que aparecem nas fitas.

Projetar e ver nos diferentes estabelecimentos de ensino um filme modelar para poder analisar a sua linguagem fílmica e o uso que o realizador faz do espaço, o tempo e o movimento fílmicos e os planos que emprega. Um filme extraordinário, em que aparecem todos os recursos possíveis de linguagem fílmica, usados pelo seu realizador Tornatore, é “Cinema Paradiso”. Que eu sempre ponho como exemplo didático.

Elaborar uma monografia, seguindo o modelo da Biblioteca do Trabalho de Freinet, por parte dos estudantes, com a ajuda dos seus professores, sobre a linguagem fílmica (com exemplos de filmes da cinematografia mundial em cada caso): planos, espaço, tempo e movimento fílmicos, truques, montagem, etc. A monografia teria de incluir também uma pequena história do cinema (diretores, obras mestras, cinema das nacionalidades, géneros cinematográficos, ciclos por temas, movimentos fílmicos, etc.). Paralelamente podia organizar-se uma oficina pedagógica para construir brinquedos óticos da arqueologia do cinema (praxinoscópio, taumatropo, lanterna mágica, fenakitiscópio, zootropo, etc.), para que os estudantes conheçam as origens e o nascimento do cinema.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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  • madeiradeuz

    O OUFF é uma dessas iniciativas impagáveis.