POR UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DOS ESCOLARES COM NEE

Filmes: «O caminho da vida» e «Filhos do silêncio»



dia-int-pessoas-com-deficiencias-cartaz00Dia internacional das pessoas com deficiência celebra-se a 3 de dezembro. É esta uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem-estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspeto da vida política, social, económica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Ação a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembleia Geral da ONU em 1982. Nos estabelecimentos de ensino de todos os níveis é muito necessário desenvolver uma educação inclusiva, para melhor integrar os escolares com necessidades educativas especiais (NEE).

A educação inclusiva aponta para a transformação de uma sociedade inclusiva e é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade dos alunos. É uma abordagem humanísticademocrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos. A inclusão perpassa pelas várias dimensões humanas, sociais e políticas, e vem gradualmente se expandindo na sociedade contemporânea, de forma a auxiliar no desenvolvimento das pessoas em geral de maneira e contribuir para a reestruturação de práticas e ações cada vez mais inclusivas e sem preconceitos.

As expressões integrado e inclusivo são comumente utilizadas como se tivessem o mesmo significado. No entanto, em termos educacionais representam grandes diferenças a nível da filosofia a qual cada termo serve. O ensino integrado refere-se às crianças com deficiência aprenderem de forma eficaz quando frequentam as escolas regulares, tendo como instrumento a qualidade do ensino. No ensino integrado, a criança é vista como sendo portadora do problema e necessitando ser adaptada aos demais estudantes. Por exemplo, se uma criança com dificuldades auditivas é integrada numa escola regular, ela pode usar um aparelho auditivo e geralmente espera-se que aprenda a falar de forma a poder pertencer ao grupo. Em contrapartida, não se espera que os professores e as outras crianças aprendam a língua de sinais. Em outras palavras, a integração pressupõe que a criança deficiente se reabilite e possa ser integrada, ou não obterá sucesso. O ensino inclusivo toma por base a visão sociológica de deficiência e diferença, reconhece assim que todas as crianças são diferentes, e que as escolas e sistemas de educação precisam ser transformados para atender às necessidades individuais de todos os educandos, com ou sem necessidade especial. A inclusão não significa tornar todos iguais, mas respeitar as diferenças. Isto exige a utilização de diferentes métodos para se responder às diferentes necessidades, capacidades e níveis de desenvolvimento individuais. O ensino integrado é algumas vezes visto como um passo em direção à inclusão, no entanto sua maior limitação é que se o sistema escolar se mantiver inalterado, apenas algumas crianças serão integradas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência. Na maioria das vezes, esses problemas são tratados pelo restante da população como um motivo para a discriminação, o que dificulta uma vida de qualidade e digna para as pessoas com algum tipo de deficiência. Segundo o Decreto Nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, a deficiência pode ser definida como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”. A deficiência pode ser classificada em física, auditiva, visual, mental ou múltipla, quando duas ou mais deficiências estão associadas.

Uma pessoa com deficiência física é aquela que possui alterações que comprometem a realização de determinada atividade física. Essas alterações podem existir desde o nascimento ou serem adquiridas durante a vida. Nesse último caso, a violência e acidentes são fatores bastante relacionados com o aumento do número de deficientes físicos a cada ano.

deficiência auditiva é aquela que se caracteriza pela perda bilateral, parcial ou total da audição. Ela pode ser ocasionada por má-formação ou lesões nas estruturas que fazem parte da composição do aparelho auditivo.

Uma pessoa com deficiência visual, por sua vez, é aquela que apresenta cegueira ou baixa visão. No primeiro caso, o portador não consegue perceber imagens e nem mesmo a luz. O paciente com baixa visão, entretanto, consegue perceber algumas imagens, porém, necessita da ajuda de alguns instrumentos, como lupas ou então a ampliação de materiais. Pessoas que apresentam problemas como miopia, astigmatismo ou hipermetropia não podem ser consideradas deficientes visuais.

Por fim, temos a deficiência mental. Ela afeta o funcionamento intelectual do paciente, que é relativamente menor que o da média dos outros indivíduos. Nesse caso, o problema aparece antes dos 18 anos de idade

De uma maneira geral, pessoas com deficiência precisam de uma maior atenção por parte dos governantes, principalmente no que diz respeito à acessibilidade e inclusão na sociedade. Segundo a ONU, pessoas com deficiência são mais vulneráveis a abusos e normalmente não frequentam a escola.dia-int-pessoas-com-deficiencias-cartaz5

Também é importante destacar que a maioria dos deficientes não consegue entrar no mercado de trabalho principalmente porque alguns empregadores acreditam que essas pessoas não são capazes de realizar o trabalho com eficiência, além de acharem que a construção de um ambiente acessível é bastante cara. Sendo assim, está claro que é fundamental que se criem políticas que acolham melhor essa parcela da população. Diante disso, em 1992, a ONU instituiu o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que passou a ser comemorado todo dia 3 de dezembro. Com a criação dessa data, a ONU tinha como objetivo principal conscientizar a população a respeito da importância de assegurar uma melhor qualidade de vida a todos os deficientes ao redor do planeta. É importante, no entanto, que todos tenham em mente que as pessoas com deficiência não são menos capacitadas e, assim como todas as outras, possuem direitos e deveres assegurados.

Para o presente depoimento escolhi dous interessantes filmes, um realizado pelo japonês Kurosawa e o outro um filme norte-americano, que apresenta o problema da deficiência auditiva.

FICHAS TÉCNICAS DOS 2 FILMES:

1. Dodes ´Ka-Den (Dodeskaden – O caminho da vida).bom-dodeskaden-cartaz

  Diretor: Akira Kurosawa (Japão, 1970, 140 min., cores).

Roteiro: A. Kurosawa, Hideo Oguni e Shinobu Hashimoto, segundo a obra de Shugoro Yamamoto..

Fotografia: Takao Saito e Yasumichi Fukusawa. Música: Toru Takemitsu. Produtora: Toho.

Atores: Yoshitaka Zushi (Rokkuchan), Kin Sugai (Okuni), Toshiyuki Tonomura (Taro Sawagami),  Shinsuke Minami (Ryotaro Sawagami)Jitsuko Yoshimura (Yoshie Kawaguchi),  Hisashi Igawa (Masuo Masuda), Tatsuo Matsumura (Kyota Watanaka), Tomoko Naraoka (Ochô), Noboru Mitani (Beggar), Koji Mitsui (dono do restaurante), Atsushi Watanabe (Sr. Tanba), Kamatari Fujiwara (idoso suicida), Masanari Nihei (homem nº 4), Hiroyuki Kawase (filho de Beggar), Yuko Kusunoki ( Misao Sawagami), Junzaburo Ban (Yukichi Shima) e Kiyoko Tange (Sra. Shima).

Argumento: Por sua luz e suas imagens, este, que é o primeiro filme em cores de Kurosawa, foi comparado à pintura de Mondrian e do primeiro Kandinski. Uma comovente crônica sobre o cotidiano de uma favela de Tóquio, com episódios e personagens que se entrelaçam. O filme narra episódios da vida de um grupo de favelados da capital japonesa: Rokkuchan, um menino retardado que dirige um bonde imaginário; crianças que apoiam seus pais em empreendimentos tediosos e mal pagos; e pessoas que esquematizam e tentam o sonho de sair da pobreza. Destacam entre as personagens o menino que mendiga, nos fundos de um restaurante, o alimento para ele e seu pai que juntos visualizam a casa de seus sonhos, a tímida jovem que faz flores artificiais para sustentar o padrasto alcoólatra, o “maquinista” de um imaginário trem, que imita o som (Dodes’ka- Den…Dodes’ka- Den…) das rodas sobre os trilhos. Tudo à margem da metrópole, que mesmo invisível, sufoca essas vidas excluídas.

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Comentário: Baseado em A Cidade Sem Estações, uma coletânea de contos de Shugoro Yamamoto, Dodeskaden não tem um enredo propriamente dito. Trata-se de uma série de episódios sobre as vidas de favelados unidos por sua convivência num dia-a-dia duro e desesperadoramente triste. O título do filme se refere ao barulho feito pelo trem imaginário do personagem Rokkuchan, um garoto que corre pelas ruas na ilusão de que está conduzindo um bonde. Primeiro filme em cores do diretor Akira Kurosawa, os vários esquetes ricos em análise social que alternam drama com toques de humor se entrelaçam e formam um mosaico emocionante e visualmente bonito. Prêmio Especial no festival de Moscou.

 

 

2. Children of a Lesser God (Filhos do Silêncio ou Filhos de um Deus menor).

  Realizador: Randa Haines (EUA, 1986, 118 min., cores).filhos-do-silencio-cartaz1

Roteiro: Hesper Anderson e Mark Medoff, segundo a obra deste.

Fotografia: John Seale. Música: Michael Convertino. Produtora: Paramount Pictures.

Nota: Pode ver-se dublado entrando em: https://www.youtube.com/watch?v=VyPVxht-0hk

Atores: William Hurt (James Leeds), Marlee Matlin (Sarah Norman), Piper Laurie (Mãe de Sarah), Philip Bosco (Dr. Curtis Franklin), Allison Gompf (Lydia), E. Katherine Kerr, Linda Bove, James Carrington e María Cellario.

Argumento: Filhos de um Deus menor (no Brasil intitulado Filhos do silêncio) é uma emocionante e envolvente história de amor, que deu a Marlee Matlin, no papel de Sarah, o Óscar para Melhor Actriz em 1987. Sarah é uma bela jovem surda-muda, com problemas emocionais muito fortes, que deixa o liceu com a nítida perceção que o sexo não precisa de palavras. James, interpretado por William Hurt, é um professor pouco convencional, cuja tarefa é ensinar pessoas como Sarah, a falar. O filme é a história destas duas pessoas, uma experiência bastante mais rica do que qualquer palavra. Baseado numa peça de teatro de êxito escrita por Mark Medoff, este melodrama é dirigido por Randa Haines e conta ainda com o bom desempenho da atriz Piper Laurie no papel de mãe de Sarah.

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Comentário: No filme, o professor John Leeds, conhecido pelos seus métodos inovadores e pouco convencionais, chega àquela escola de surdos-mudos, tendo lecionado já nas mais conhecidas.

Ao contrário dos conservadores e limitados métodos da escola, John procura que os seus alunos encontrem motivação para aprenderem a falarem, tenta que se divirtam com jogos, que sintam a vibração da música… que sejam felizes. Um dia conhece uma rapariga surda-muda, incapaz de soletrar uma única palavra, e que é empregada de limpeza. Descobre que ela se chama Sarah e foi uma das melhores alunas daquele colégio, mas que nunca prosseguiu os estudos. Mais tarde, e à medida que cresce o seu amor por ela descobre que não fala porque, não só gozaram com ela devidos aos estranhos sons que emitia quando tentava falar, como também porque abusavam dela os amigos da irmã. Ele procura chegar até ela. Devido a todo esse passado ela deixou de tentar falar, preferiu fechar-se para sempre no seu silêncio e também se isolou, afastando-se da família e recusando-se a corresponder à atenção do professor. Ele tentou de tudo. Até que finalmente, aos poucos a foi fazendo ceder. Ao princípio Leeds vê Sarah apenas como um desafio enquanto professor. Convencê-la a voltar a tentar falar, a perder o medo, parece um desafio impossível. Mas aos poucos a sua relação de professor/estudante e esse desafio que ela representava para ele vai ganhando contornos de paixão e torna-se impossível para o professor estar longe de Sarah. Os dois começam a viver uma intensa história de amor. Num determinado dia, ao ver um espetáculo, em que os alunos de John dançam e a cantam, sendo generosamente aplaudidos pela assistência, Sarah fica triste e revoltada. Acaba mesmo por lançar a sua fúria contra um espelho, partindo e cortando-se na mão. Quando ele a encontra, Sarah apenas lhe pergunta se ele queria muito que ela falasse. A isto, John responde que não e que não a irá pressionar. John e Sarah vão viver juntos na casa dele. Esta vivência é um verdadeiro desafio. Como vão coabitar numa mesma casa… Ele que sempre gostou de ouvir Bach, de falar; ela que não soletra uma única palavra, não ouve… Parece que esta relação está condenada à partida, pela incompatibilidade dos seus membros. Ele traduz o mundo a Sarah pela linguagem gestual. É esta a expressão máxima do seu amor… Um amor tão forte, que com persistência de ambos os lados e contra todos os obstáculos que lhes surgem pela frente, é capaz de quebrar a barreira do silêncio que os separa.

Diálogos significativos:

“ – O que é que ouves? É só silêncio? ( John Leeds )

– Nunca ninguém cá entrou para descobrir. (Sarah)

– Alguma vez me deixarás entrar?”

“Enquanto não me deixares ser eu, como tu és, nunca entrarás no meu silêncio, nem me conhecerás.” (Sarah)

      “Achas que podíamos arranjar um lugar para nos encontrarmos? Sem ser no silêncio nem no som?” (John).

*

UM MODELO DE PROJETO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: «SUPERANDO LIMITES»:

dia-int-pessoas-com-deficiencias-cartaz2Na Escola Municipal de Infantil e primária «Vicente Fialho» de Fortaleza (Brasil), tiveram no seu dia a feliz ideia de pôr em prática dous inovadores projetos de educação inclusiva. O primeiro foi intitulado «Superando limites» e o segundo «Brincadeiras antigas não saem de moda», organizando diversos e variados jogos tradicionais ou populares. Durante três dias levou-se a cabo nas aulas da escola o primeiro projeto que, pelo seu grande interesse, considero merece ser resenhado neste depoimento. O mencionado projeto esteve estruturado tal como a seguir tenho a bem citar.

«Introdução:

O Projeto Superando Limites visa apresentar aos estudantes e a toda comunidade escolar a definição sobre Inclusão Escolar, especialmente quando se refere ao aluno público alvo da educação especial (deficiência física, sensorial, intelectual, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação). Pretende também promover a socialização entre os discentes, os docentes e os pais. As atividades do projeto serão desenvolvidas no período da manhã durante as acolhidas dos dias 24, 26 e 28 de setembro.

Objetivos:

Geral: Preparar e organizar o espaço escolar para acolher os alunos público alvo da educação especial objetivando contribuir para seu desenvolvimento, mediante atividades que promovam a conscientização, a socialização e a interação.

Específicos:

– Promover a conscientização e  socialização dos discentes, docentes e pais no espaço escolar, através da confeção de cartazes feitos pelos próprios alunos sobre o que eles entendem sobre educação inclusiva.

– Promover a interação entre os alunos de diferentes níveis intelectuais e/ou outras dificuldades de outra natureza, através de uma contação de história, cujo a temática é a inclusão de um deficiente intelectual no ambiente escolar.

– Confrontar a realidade dos alunos diante de atividades vivenciadas cotidianamente por pessoas com deficiência física e visual de como transpor barreiras arquitetónicas como calçadas, paredes e terrenos acidentados.

Metodologia: A escola promove todos os anos uma semana de inclusão que começa no dia 24 de setembro, com palestras e filmes sobre o assunto. Diante da programação da escola sentimos a necessidade de elaborar uma programação diferenciada sendo necessário um trabalho mais detalhado sobre a temática em um período anterior e utilizaremos os dias 17, 19 e 21 pela manhã para a organização dessas acolhidas.

Dia 17-09: Escolha das imagens dos cartazes confecionados pelo grupo de organização, assim como algumas frases para a decoração da escola e o ensaio da encenação com os fantoches para a familiarização com a história.

Dia 19-09: A equipe se dividirá em duplas para passarem em cada sala de aula  para uma explanação do que terá na próxima semana e conversando com a turma teríamos um panorama do que os educandos conhecem sobre inclusão. Será proposto que eles confecionem um cartaz com a temática «Inclusão Escolar», onde escolherão um voluntário para representar a turma na apresentação que acontecerá na acolhida do dia  28 de setembro. Também solicitaremos que os educandos produzam frases sobre o tema, realizadas em pedaços de papel ofício e assinados pelos mesmos.

Dia 21-09: Com as imagens selecionadas e ampliadas organizaremos os cartazes que ficarão como enfeites pela escola durante a semana de inclusão, porém, na semana posterior ao evento serão distribuídos para as salas de aula como registro da semana de inclusão. Selecionaremos as frases feitas pelos estudantes, com as melhores confecionaremos alguns cartazes, pois achamos interessante os estudantes terem a sua contribuição valorizada.

Atividades:

Dia 24: O projeto disponibiliza de pouco tempo, pois será aplicado na acolhida da escola. Para a abertura da semana será desenvolvida a encenação com fantoches do livro Meu amigo Down, de Claúdia Werneck. Utilizaremos este recurso, pois o livro narra a história de um garoto que tem um amigo com Síndrome Down. Em relação à narrativa, ela se dá na maior parte no ambiente escolar, é narrada através de uma narrador-personagem. O livro Meu amigo Down possui linguagem cotidiana de fácil compreensão e utiliza o discurso indireto, por esse motivo não há falas dos personagens na história. Os fantoches auxiliarão no fato de que não precisaríamos de muitos adereços para contar a história, pois  acreditamos que é um recurso que transmite fantasia e que prende a atenção  das crianças em geral.

Dia 26: Desafio superando limites. Utilizaremos alguns recursos para construir um circuito com alguns obstáculos, tendo como objetivo propiciar aos alunos, de maneira lúdica a vivência de quem  possui  deficiências. Com o circuito colocado pediremos a colaboração de quatro voluntários, que serão os próprios alunos. O circuito acontecerá da seguinte forma: uma pessoa sozinha se locomove pelo circuito em uma cadeira de roda. Depois uma pessoa empurra a outra que está na cadeira de rodas. Em seguida, vendaremos alguém e pediremos que se movimente pelo circuito com uma bengala e por último pediremos que uma pessoa guie outra que vai estar vendada. Depois de feito a atividade, pediremos que eles relatem o que sentiram, as suas dificuldades, o que aprenderam, assim como pediremos a opinião dos que apenas viram. Refletindo que muitas vezes passamos por essas pessoas com deficientes e não oferecemos ajuda.

Dia 28: Apresentação dos cartazes feitos em sala sobre “O que é inclusão?” para a comunidade escolar. Um representante da turma irá falar sobre o momento da confeção e o que a turma aprendeu com a atividade. Em seguida, os cartazes formaram um mural que será fixado no pátio da escola.

Materiais Utilizados:

Para desenvolver este projeto, usaremos o livro Meu Amigo Down, fantoches, cones, banco, cadeira de roda, venda, papéis madeira, canetinhas, pincel, papel ofício, cola, fita gomada, imagens e teatro de fantoches.

Conclusão:

Com a finalização do Projeto Superando Limites  acreditamos ter contribuído para a conscientização, a socialização e a interação de todos que fazem parte da comunidade escolar, devido ao êxito nas realizações das atividades  propostas, na qual houve participação de toda comunidade escolar, principalmente dos alunos. Acreditamos também  que o projeto, possa ter esclarecido  o que é educação inclusiva, pois abordamos esse tema de uma maneira simples e bem didática, facilitando assim o entendimento. E que consigamos ter desmistificado algum tipo de preconceito que alguém possa ter tido, muitas vezes por falta de informação».

Nota: Os dous projetos, com numerosas fotos da sua realização prática, estão expostos na ligação seguinte: http://pibidvicentefialho.blogspot.in/2013/01/projetos-realizados.html

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, truques cinematográficos, etc.) e o fundo dos dous filmes antes resenhados.

Organizamos na nossa escola uma magna amostra sobre a Educação Inclusiva, os seus aspetos e caraterísticas. Na mesma hão de ser expostos cartazes, textos, desenhos, fotos e mesmo trabalhos elaborados pelos escolares.

Tomando como modelos os projetos desenvolvidos pela escola de Fortaleza antes citada, podemos elaborar um projeto próprio para a nossa escola, colaborando toda a comunidade educativa no seu desenho e elaboração. Depois de ter chegado a um consenso, podemos levá-lo à prática, sem nos esquecermos de fazer no final uma avaliação do mesmo, por meio de um debate-papo ou reunião.

 

*

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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