Docentes de Português na Galiza denunciam a realidade anómala do português no secundário

A associação critica que ainda não se tramitaram as primeiras três substituições de 2019 de matérias de língua portuguesa na lista de português



associacao-docentes-de-portugues

Desde a associação Docentes de Português na Galiza lamentam a demora da Conselharia de Educação em publicar a lista de pessoas substitutas para a especialidade de português, já com código próprio e uma lista criada pelo concurso-oposição realizado neste ano. Esta situação “permitiu a contratação de pessoas que não pertencem a essa lista para substituírem vagas onde se leciona 100% matérias de português”, denunciam.

A alerta desde a DPG já iniciara no passado mês de Setembro, quando avisaram a Conselharia e centros de ensino para tomar a sério a publicação das listas de substituição de português, um passo mais para “começar a normalizar a nova realidade no secundário, com docentes contratados através da especialidade”. Os dois principais problemas que devem ser encaminhados, denunciam, é a situação no concurso geral de traslados de secundário, onde não se solicitam vagas definitivas de português “apesar de a última oposição ter criado 7 especialistas em secundário” nem terem sido solicitadas vagas provisionais nos 15 centros actuais que contam com a maior parte dos níveis de português e com uma quantidade de inscrições significativas, do total de 67 que estão a oferecer a matéria.

A segunda questão, e de maior impacto para a qualidade docente, é a atual contratação de substitutos através de listas que não são da especialidade e de pessoas sem um mínimo nível de proficiência certificada, apesar de essas baixas terem, na sua totalidade ou numa carga horária maioritária, matérias de português.

No novo cenário em que existe uma lista oficial de substituição com mais de 25 profissionais da especialidade não é aceitável esta lista continuar a ser ignorada nem que continue a haver contratações sem atender à qualidade profissional e à existência de especialistas. O chamamento na lista da especialidade tem que se tornar a prioridade  até esta se esgotar.

Por isso, desde Docentes de Português na Galiza requerem da Direção Geral de Recursos Humanos da Conselharia:

  • Que informe aos centros de que as baixas com 60% de portuguê sejam tramitadas como vacantes da especialidade, habilitando a sua petição.
  • Que os últimos três centros que não conseguiram realizar a petição na lista adequada (IES Ribadeu, IES Tomiño e IES Antonio Fraguas) sejam informados da nova situação e de como realizar futuras petições sobre a lista da especialidade para não desatenderem a existência de lista própria da especialidade à hora de solicitar vacantes e sustituições.
  • Que convoque vagas nos 15 centros atuais que contam com a maior parte dos níveis de português e com uma quantidade de alunado significativo.

 

Mais informação de anos anteriores:

Campanha de 2018 (não existia a especialidade em secundário)

infografia de 2018


PUBLICIDADE