Os Colóquios da Lusofonia que regressam a Belmonte

A localidade lusa acolherá desde esta sexta-feira 12 até o dia 15 sessões científicas, exposições artísticas, apresentações literárias, músicas e recitais



Eduíno de Jesus, decano dos escritores açorianos, é o autor homenageado na 31ª edição dos Colóquios da Lusofonia que regressam a Belmonte. Será desde o dia 12 até o dia 15 Abril, com sessões que vão comemorar os 20 anos do Referendo que deu a independência a Timor-Leste, sessões sobre Judaísmo, a assinatura de convénios entre a Sinagoga de Ponta Delgada e a de Belmonte, além de muita música e danças de Timor.

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O vasto programa que integra sessões científicas, recitais, poesia, exposições e concertos, conta com 80 participantes. Para celebrar os 20 anos após o referendo que deu a independência a Timor, o ato contará com a presença dos dois Prémio Nobel da Paz 1996: os lusofalantes Mons. Ximenes Belo e Ramos Horta. Também estarão presente o aclamado escritor timorense contemporâneo, Luís Cardoso de Noronha e a pintora Lotus de Jade Tchum. Igualmente acudirá o reputado doutor José Bárbara Branco, que juntamente com outro timorense por adoção, Rui Brito da Fonseca, nos vão falar do património arquitetónico de origem portuguesa que também faz parte do ADN timorense.

O programa também inclui o professor Barbedo de Magalhães, que, durante muitos anos foi a face mais visível em Portugal da luta contra a ocupação indonésia de Timor e, nos falará desses dias da resistência. O público poderá gozar ademais com a cantora timorense Piki Pereira (uma das poucas vozes femininas durante os 24 anos de ocupação indonésia) acompanhada de Mintó Deus, e Alfredo Azinheira, um músico da década de 1960 nos Chinchilase vencedor do prémio da Canção com os Nevada em 1989, que em Timor parte fez parte da banda Os Académicos, agora tocando boa música portuguesa contemporânea com a  Banda Ar D’Graça.

Porém, um dos momentos altos é o regresso, diretamente de Díli, do Grupo de Danças Timor Furak que esteve na edição dos Colóquios de 2014 em Seia, e 2016 em São Miguel. Graças aos apoios do governo da República Democrática de Timor-Leste e da Empresa Municipal de Belmonte vão deliciar mais uma vez com as suas danças.

A Açorianidade, como sempre, terá lugar de relevo com a maestrina e pianista, Ana Paula Andrade e a presença de dez autores açorianos contemporâneos. Haverá 3 recitais com Ana Paula Andrade, atuações da Academia de Música de Belmonte e da Academia Sénior. As sessões (palestras e sessões culturais) são gratuitas e abertas ao público. Os almoços, jantares e passeios são reservados aos inscritos oficiais. O programa completo pode ser consultado na página do evento ou no próprio portal de Lusofonias.


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