Chega Titiribéria, o primeiro festival dedicado aos títeres tradicionais

Teu acolhe um programa que inclui sete obras, ateliês, palestras, projeçons e umha exposiçom



 

Teu vai acolher entre 7 e 9 de dezembro a primeira ediçom de Titiribéria, toda umha maratona de representaçons e de atividades com os títeres tradicionais da Península como eixe. O Pericu catalán, o Robertos portugues o Don Cristóbal andaluz e, com certeza, o Barriga Verde galego, vai-se reunir num programa que mistura entretimento e reflexom e que chega sete obras diferentes, dez funçons e diversas atividades sobre estes espetáculos populares.

 

O programa mistura entretimento e reflexom e chega sete obras diferentes, dez funçons e diversas atividades

 

 

O evento acolhe mostras das diferentes famílias de títeres que desde hai séculos existem na Península Ibérica e que fam parte dumha família comum com os monicreques europeus. O Titiribéria nasce com o lema “Olladas nos Cristovos”, com que se reivindica um nome, o de Cristovos, que chegou a denominar de maneira popular este tipo de bonecos em todo o nosso país, e que deriva do nome de Don Cristóbal Polichinela, a versom hispana do personagem. Com este projeto a Asociación Cultural Morreu o Demo para a Recuperación do Títere Tradicional Galego dá mais um passo no seu labor de recuperaçom deste património imaterial, e organiza o primeiro festival de títeres tradicionais ibéricos, numha iniciativa em que colaboram a Deputaçom de Corunha e o Concelho de Teu.

A primeira ediçom do encontro conta com convidados de altura como Sebastián Vergés, exponhente dumha saga de titiriteiros cataláns que mantém viva a tradiçom dos pericus. A companhia portuguesa Red Cloud vai traguer o seu espetáculo de Dom Roberto, personagem tradicional que até os anos 60 do século passado era habitual encontrar nos teatrinhos dos parques e das praças do Porto. Pola outra parte, a companhia granadina Siesta Teatro presenta um espetáculo baseado na tradiçom europeia de títeres de cachaporra à que incorpora caraterísticas andaluzas. No entanto, para grande parte do público, o mais destacado vai ser a presença da companhia Títeres desde Abajo, que se fijo famosa após serem acusados os seus membros de apologia do terrorismo precisamente pola sua versom do espetáculo de Don Cristóbal. Nesta ocasiom, o grupo encena outra das suas adaptaçons, as Cristobitas, neste caso dirigida para o público infantil.

Titiriberia apresenta-se para reclamar a vigência dum entretimento que na atualidade está em risco de extinçom, e nessa linha quer servir de espaço para a reflexom quanto a este património. Assim, o programa inclui conferências de titiriteiros e mesas redondas em que se abordem questons como a problemática de adaptar estes espetáculos aos gostos e às sensibilidades do público atual, ou revisons da tradiçom ibérica nas artes cénicas. Entre outros relatores, chegará-se a Teu Adolfo Ayuso, principal historiador dos títeres de âmbito peninsular.

De jeito pioneiro em todo o Estado, um festival explora o património ibérico de títeres tradicionais

Num evento como este nom poderia faltar o Barriga Verde, o mais conhecido dos títeres populares galegos e homólogo no nosso país das figuras da familia de Pulcinella. Este celebérrimo personagem, presente durante boa parte do século passado em feiras e em festas de todo o país, estará presente num encontro de memória. No mesmo, pessoas da vila de recuperarám as suas lembranças do espetáculo, o personagem e o mundo das feiras tradicionais. Ademais, Títeres Alakrán presenta a sua nova versom deste personagem e projetará-se o documentário Morreu o Demo, acabou-se a peseta, um percurso polo mundo de Barriga Verde e dos títeres populares europeus.

 


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