CELSO EMÍLIO FERREIRO, O NOSSO GRANDE POETA

José Paz traz mais um capítulo das 'Aulas de Cinema'. Esta semana é o turno do poeta de Cela Nova, Celso Emílio Ferreiro



    Durante o mês de março têm lugar numerosas comemorações e jornadas internacionais. Normalmente perto da data do início da primavera, e mesmo nesta data de 21 de março, em que se celebram os Dias da Primavera, da Poesia, da Árvore, e, durante os sete dias próximos a “Semana contra o Racismo”. Já no dia 27 a comemoração está dedicada ao Teatro. Acho que a figura que escolhi desta vez para a série de grandes vultos da humanidade, que iniciei no seu dia com Sócrates, é a mais adequada para lembrar estas jornadas comemorativas, de grande interesse para celebrar com atividades artísticas, didáticas e lúdicas, nos diferentes estabelecimentos de ensino dos distintos níveis escolares, e mesmo universitários. O depoimento, dedicado ao grande poeta de Cela Nova Celso Emílio Ferreiro, faz o número 92 da série.

PEQUENA BIOGRAFIA

celso emilio ferreiro jovem

    Celso Emílio Ferreiro nasceu em Cela Nova no ano 1912. Ali estudou com os Padres Esculápios, dos quais recebeu uma formação cultural muito pouco comum na época. Esteve relacionado desde muito jovem com o movimento nacionalista e a começo dos anos 30 afiliou-se às Mocidades Galeguistas para iniciar uma atividade política e literária que estaria sempre marcada pelo compromisso com o país.

     Quando estalou a guerra Celso Emílio foi obrigado a se incorporar ao exército franquista. Esteve condenado a morte e, nas quatro noites que passou no cárcere até a família conseguir o indulto, escreveu o poema Longa noite de pedra, núcleo central do livro do mesmo título.

     Finalizado o conflito, cursou Magistério e Direito em Compostela. Só concluiu o primeiro dos cursos, mas nunca chegou a exercer como mestre. Casou com Moraima e o casal instalou-se em Ponte Vedra. Nesta cidade fundou em 1948 a coleção Benito Soto.

     Estabelecido em Vigo desde 1949 como solicitador, escreveu uma biografia de Curros Enríquez, consciente de que a recuperação da figura do poeta podia jogar um papel importante no despertar da consciência coletiva do país num momento tão delicado. Em Vigo publicou O sonho sulagado (1954), colaborou em várias revistas e dirigiu, para Galáxia, a coleção de poesia “Salnés”, onde saiu, em 1962, Longa noite de pedra. O impacto desta obra foi enorme, esgotou-se em poucos dias e correu multicopiada de mão em mão, representando um marco na história da nossa literatura. Ainda que não era o primeiro poemário da corrente social-realista, Celso Emílio passou a ser o símbolo deste movimento.

     Em 1966, respondendo a um convite da emigração, partiu para Caracas, onde aginha se enfrentou com a direção da Irmandade Galega e o setor mais reacionário da coletividade galega, contra o qual redigiu Viagem ao país dos Ananos (1968), polémico poemário com que inicia um registo satírico que continuará com Cantigas de escarnho e maldizer (1968), assinado sob o pseudónimo de Arístides Silveira, no romance de cego Paco Pixinhas (1970), em Os autentes (1973) e mais em Antipoemas (1972). Celso Emílio decanta-se pela atitude beligerante e o compromisso, pois entende que a poesia é um instrumento eficaz para transformar a realidade.

celso emilio ferreiro 2

     Em 1973 instalou-se em Madrid, onde desenvolveu uma intensa tarefa a prol da cultura e a literatura galegas, dedicando-se por completo à atividade literária e jornalística. São desta época os poemários Cimetério privado (1973) e Onde o mundo se chama Celanova (1975). A morte surpreende-o em Vigo no verão de 1979, num momento em que Celso Emílio Ferreiro se convertera já num autêntico mito vivo para as novas gerações.

    A sua produção literária é muito interessante e importante. Dela destacamos os seguintes livros publicados: Cartafol de poesia (1936), Al aire de tu vuelo (poemário em castelhano de 1941), Baladas, cantigas e donaires (Céltiga, 1947), Musa Alemá (Col. B. Soto, 1951), Curros Enríquez (biografia, Moret, 1954, e muitas edições posteriores), O sonho sulagado (Alba de Vigo, 1955), Voz y voto (Papel de Estraza de Montevideu, 1955), Longa noite de pedra (Galáxia, 1962, e muitas edições posteriores), Viagem ao país dos ananos (1968 e em Akal no 1979, e outras edições), Cantigas de escarnho e maldizer (Nós de Caracas, 1968), Terra de ningures (Xistral de Monforte, 1969), Paco Pixinhas. História dum desleigado contada por ele mesmo (O Castro-Sada, 1970), Antipoemas (Álamo de Salamanca, 1972), Autoescolha poética (Razão Actual do Porto, 1972), A fronteira infinda (Castrelos de Vigo, 1972), Cimetério privado (Roi Xordo de Genebra, 1973), Onde o mundo se chama Celanova (editora Nacional, 1975) e A taberna do Galo (Castrelos-O Moucho, 1978). Nas seguintes obras coletivas aparecem textos de Celso Emílio: Antologia de poesia galega atual (Nordés-O Castro-Sada, 1978), 16 poemas galegos para Ernesto Che Guevara contra a sua morte (1967-1973) (Universidade de Compostela, 1997) e Correspondência de Neira Vilas com Valentim Paz Andrade e Celso Emílio Ferreiro (Centro R. Pinheiro de Compostela, 2012).

FICHAS TÉCNICAS DOS DOCUMENTÁRIOS

  1. Celso Emílio, ferreiro das palavras aceirudas.

     Duração: 76 minutos. Realizado pelo IES de Chapela (2013).

     

  1. Deitado frente ao mar (Língua proletária).

     Duração: 5 minutos. Produtora: Borderline 79 (2012).

     

  1. Deitado frente ao mar. Poema de C. E. Ferreiro.

     Duração: 9 minutos. Canta: Dios que te crew (2008).

     

  1. Anaina para o Che Guevara por C. E. Ferreiro-Suso Vaamonde.

     Duração: 2 minutos. Ano 2008. Canta Suso Vaamonde.

     

  1. Monólogo do velho trabalhador.

     Duração: 9 minutos. Canta Pucho Boedo.

     

  1. Moraima: Poema de C. E. Ferreiro. Comentário.

     Duração: 8 minutos. Janeiro de 1972.

     

  1. Maria Solinha por Luar na Lubre.

     Duração: 3 minutos.

     Ver em: http://poemacadadia.blogspot.com/2015/12/maria-solina.html

  1. Cantigas de Celso Emílio.

     Produtora: TVG.

     Ver em: https://celsoemilioferreiro.org/2015/08/cantigas-de-celso-emilio/

  1. Longa noite de pedra.

     Duração: 3 minutos.

     

O SEU IMPORTANTE LABOR SOCIAL

    Celso Emílio Ferreiro, ademais de ser um grande poeta da nossa língua, desenvolveu ao longo de vários anos, nas diferentes localidades em que morou (Cela Nova, Ponte Vedra, Vigo, Caracas, Madrid), um importante labor de tipo social, mesmo implicando-se em distintas militâncias políticas, e participando em processos eleitorais. Junto com José Velo, em 1932 funda as Mocidades Galeguistas de Cela Nova, e também com ele cria o famoso Cartafol de Poesia, em 1935, para fomentar entre os cidadãos da comarca cela-novense o interesse pela poesia. O governador civil de Ourense, em 1936, designa-o representante na corporação municipal da sua vila natal, pela Frente Popular, das Mocidades Galeguistas, embora termine por renunciar à ata de concelheiro. Por encontrar-se em zona franquista, contra a sua vontade, é obrigado a integrar-se no exército fascista, sendo mandado à frente das Astúrias, integrando-se na seção de transmissões da telefónica de Oviedo.

moraima celso emilio

Ali no mês de setembro de 1937 conhece Maria Luisa Moraima Loredo, que vai ser depois a sua esposa, com a qual se casou em 15 de julho de 1943. Numa licença que consegue, estando em Cela Nova, por uns comentários que fez, é detido e ingressado no cárcere do mosteiro cela-novense, e salvo de ser fuzilado, graças aos amigos e familiares que o defenderam. Em 1939, terminada a guerra, regressa a Cela Nova, onde acaba por conseguir o título de ensino secundário. Com José Velo exerce a docência na vila e inicia por livre os estudos de Direito e de Magistério. Em 1940 por oposição consegue o cargo de secretário e depois o de chefe de justiça na promotoria de taxas de Ponte Vedra, onde trabalhou até 1950. De 1943 a 1946 exerce de redator-chefe da revista Finisterre, que dirigia Emílio Canda. Entre 1944 e 1952 colabora de forma intensa na revista Sonata Galega, coordenando a seção de “Seleções Literárias”. Em 1947 publica em edições Céltiga uma antologia de poemas neopopularistas, que lhe prologara Fermim Bouça-Brei. Nos anos 1948 e 49 participa em programas radiofónicos da BBC britânica, dentro do programa “Galician Programme”, dirigido por Francisco Fdez. del Riego. Em 1949, de forma cooperativa com Sabino Torres Ferrer, Emílio Álvarez Negreira e Manuel Cunha Novás, cria a coleção Benito Soto de poesia, para dar a conhecer poemários em galego durante o após-guerra. Em outubro de 1949 consegue o título de Solicitador dos tribunais, deslocando-se em setembro de 1950 para Vigo, com o fim de exercer como tal na cidade olívica.

    Junto com Méndez Ferrím, Luís Soto e Raimundo Patinho, em julho de 1964 funda a UPG (União do Povo Galego). Em 1966, em 15 de maio, organiza-se em Ourense, no hotel Roma, uma homenagem de despedida pela sua partida e autoexílio para Caracas-Venezuela, que terminou por ser uma ato de desafio ao regime franquista, e de apoio dos intelectuais aos camponeses de Castrelo de Minho, que se opunham à expropriação das suas terras para construir a famosa barragem sobre o rio. Hoje aproveitada pelos gângsteres da empresa que já ninguém sabe seu nome, e não está nem radicada na nossa Galiza.

    Em Caracas Celso Emílio termina por dirigir a Irmandade Galega e a sua revista Irmandade, publicada quinzenalmente. Também dirigiu o seu Cine Clube, a escola Castelão e o programa de rádio Sempre em Galiza, tudo isso dependente da sociedade citada. Em 1967 funda e preside a agrupação “Nós”, e no ano seguinte, junto com o seu filho, é expulso da Irmandade Galega, pela sua nova junta de ideologia franquista. De alguma maneira, o seu poemário Viagem ao país dos ananos é uma denúncia contra a minoria de emigrantes galegos, com comportamentos infames para os outros irmãos emigrantes por necessidade, que terminaram por “governar” à sua maneira a Irmandade. Em 1969 consegue a cidadania venezuelana, que os novos dirigentes da Irmandade não puderam impedir, embora muito o intentassem. Em 1970 entra no gabinete de imprensa, como corretor de estilo, do presidente Rafael Caldera, e colabora na revista caraquenha Expediente. Em 1971 ganha um concurso poético organizado em Salamanca em castelhano. Porém, os editores posteriores do poemário, sem autorização do autor, censuram e eliminam dez poemas. Celso Emílio responde publicando em Caracas uma separata com o título de Poemas proibidos. Dez poemas não incluídos no livro Antipoemas, por causas não imputáveis à vontade do autor.

Celso Emilio Ferreiro amizades

    Nos inícios de 1973, desde Caracas, retorna para Madrid. Na capital publica Os Autentes, com o pseudónimo de “Alexis Vainacova”, e Foram-se à punheta, com o pseudónimo de “Neskezas Cokhan Mordhe”, livros profundamente satíricos. Em 1974 desempenha no Ateneu de Madrid o cargo de diretor da aula de cultura, com uma seção de literatura galega desde o primeiro de julho. A sua obra mais lírica e intimista sai à luz em 1975, com o atrativo título de Onde o mundo se chama Celanova. Publicada em edição bilingue, mais tarde sai à luz o poemário Al César enano, em castelhano, assinado com o pseudónimo de “Stow Kiwotto Lumen”, uma dúzia de versos antifranquistas que foram parte escritos em 1961 e os outros no momento de serem publicados. O livro sobre a sua localidade natal recebeu em 1976 o prémio da crítica da poesia galega. Finamente, dous anos antes de falecer, em 1977, publica em Plaza-Janés a obra completa de Curros e a sua própria antologia poética bilingue. Nesta altura ingressa no PSG (Partido Socialista Galego), entrando a fazer parte na Candidatura Democrática Galega, para um assento de senador por Ourense, nas eleições gerais de 1977, as primeiras depois da ditadura franquista. Em 1974 rompera com a UPG, grupo com o qual mantinha grandes diferenças desde a sua emigração à Venezuela. E finalmente, muito pouco antes de falecer, mesmo ingressou no PSOE para tentar galeguizá-lo. Por causa de um derrame cerebral faleceu na sua casa de Vigo, na rua Castrelos, em 31 de agosto de 1979, sendo soterrado no cemitério de Cela Nova. Em 1989 foi-lhe dedicado o Dia das Letras Galegas. E, para conservar a sua obra e memória, existe na Galiza uma Fundação com o seu nome.

    Para refletir sobre os seus diferentes poemários, o seu estilo, os seus temas e as suas reivindicações sociais, culturais e idiomáticas, é muito interessante a leitura dos estudos e monografias que se têm publicado ao longo dos anos. Dos quais são autores Ramiro Fonte, X. M. Álvarez Cáccamo, Gonçalo Navaza, Jesus Oreiro, J. Perozo e Fernández del Riego, entre outros.

    TRÊS LINDOS POEMAS DE CELSO EMÍLIO

    Deitado frente ao mar

    Língua proletária do meu povo,
eu falo-a porque sim, porque me gosta,
porque me peta e quero e dá-me a gana;
porque me sai de dentro, alá do fundo
de uma tristura aceda que me abrange
ao ver tantos patufos desleigados,
pequenos mequetrefes sem raízes
que ao pôr a garavata já não sabem
afirmar-se no amor dos devanceiros,
falar a fala mãe,
a fala dos avós que temos mortos,
e ser, com o rosto ergueito,
marinheiros, labregos da linguagem,
remo e arado, proa e relha sempre.

Eu falo-a porque sim, porque me gosta
e quero estar com os meus, com a gente minha,
perto dos homens bons que sofrem longo
uma história contada noutra língua.

Não falo para os soberbos,
não falo para os ruins e poderosos
não falo para os finchados,
não falo para os estúpidos,
não falo para os valeiros,
que falo para os que aguentam rejamente
mentiras e injustiças de cotio;
para os que suam e choram
um pranto cotidião de bolboretas,
de lume e vento sobre os olhos nus.
Eu não posso arredar as minhas verbas
de todos os que sofrem neste mundo.

E tu vives no mundo, terra minha,
berço da minha estirpe,
Galiza, doce mágoa das Espanhas,
deitada frente ao mar, esse caminho…

Numa foxa comum

Aldrajados por séculos
malhados e feridos,
assovalhados sempre,
de cote desvividos,
pergunto que fizeram,
resposto que fugiram
da terra mal-poucada,
sem pelejar, vencidos,
abandonado o campo
à fúria do inimigo.
Só uns quantos bravos
a prova resistiram.
Guarda, mátria, um loureiro
para a frente destes filhos.

Inverno

    Chove, chove na casa do pobre
e no meu coração também chove.

Dor da mão encalecida,
dor da gente aterecida
de frio pelos caminhos.
Dor dos velhos e meninos.
Dor dos homens deserdados
e dos que estão aldrajados.

Mágoa da ferida alheia.
Dor dos que estão na cadeia,
dos que sofrem a injustiça
e vivem baixo a cobiça.

Mágoa e loito
por tanto pranto que escuito.
No meu peito, sulagado,
soturno, fundo, calado,
um rio de amor se move.

Chove, chove na casa do pobre
e no meu coração também chove.

Conselhos

    Se fosses a jantar com poderosos
cuida bem a carão de quem te sentas.
Peja a tua gula e couta os teus degaros,
põe-lhe portas à fame se a tiveras,
pois é pão mentireiro o pão dos ricos,
doce por fora, por dentro amargueja.
Afoga a tua cobiça,
não desacougues por juntar fazenda.
Não cuidas que a riqueza não é nada,
que o vento a traz e o vento aginha a leva?
Não comas pão dum homem desonroso,
nem da fartura dele tenhas inveja.
Te há dizer, come e bebe, meu amigo,
desfruta dos meus teres quanto queiras;
mas o seu pensamento não concorda,
de boca afora serão as suas verbas,
pois o seu coração, cativo e duro,
tem de cotio fechas
as janelas do amor e da justiça.
Não o esqueças.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR

    Vemos os documentários citados antes, e depois desenvolvemos um Cinema-fórum, para analisar a forma (linguagem fílmica) e o fundo (conteúdos e mensagem) dos mesmos.

    Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Celso Emílio Ferreiro, a sua obra e as suas ações. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias.

     Podemos organizar no nosso estabelecimento de ensino uma Audição Musical dos poemas de Celso Emílio, interpretados por vários cantores. Existem discos e CD dos seus poemários, com diferentes intérpretes dos mesmos. Com interpretação de Suso Vaamonde, existe um CD editado em 1972, com edições posteriores do mesmo. Paco Ibáñez cantou alguns dos seus poemas, o mesmo que Amâncio Prada e Ángeles Ruibal. Ouvirmos, em 2012, publicou um CD com um recital de 100 poemas seus.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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