Opiniom

  • São Martinho e os dias de Xavestre

    Domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado são os dias da semana tradicional. Este sistema, único na Europa, deve-se a Martinho de Dume, bispo de Braga, capital do Reino suevo da Galiza.

  • As nossas repúblicas

    Os superficiais debates sobre a adoção de uma fórmula monárquica ou republicana para o Estado espanhol são evidência da trivialidade imperante no discurso político atual. Numa Europa onde as diferenças entre Estados nominalmente republicanos e monárquicos são insignificantes no que ao (nulo) poder político das pessoas e comunidades diz respeito, o debate deveria estar entre a continuidade do ente político Estatal, tal é como hoje se apresenta, e a criação de verdadeiras alternativas que nos permitam lidar com os nossos problemas e desafios futuros.

  • Harmónica frase de pedras lavradas

    Salamanca em primavera é um sonho de limpa luz e suave pedra dourada. Dir-se-ia que as unhas da gente, desocupando o tempo, poderiam lavrar aos poucos todos os grandes edifícios da cidade ao seu capricho.

  • Supremacismo

    Na casa não temos TV. O que sim temos é um descodificador de TV, porque vinha no pacote do cabo. Um dia, haverá um par de anos, ocorreu-se-me ligar a saída de vídeo do descodificador a um ecrã do computador e a de áudio à cadeia de música e, voilà, já tínhamos TV. Com a […]

  • Cousa de raízes

    No domingo 8 de junho foi apresentada ao público a nova campanha de ADEGA em defesa das nossas florestas. Como habitantes sensíveis da Galiza e, ainda, por sermos um grupo ecologista, manifestamos a nossa grande preocupação pelo deterioração ambiental da nossa Terra. Nomeadamente, pelo que diz a respeito das massas florestais mais nossas, como as que formam os soutos, carvalheiras, etc., carvalhos, castinheiros, nogueiras freixos, vidoeiros, amieiros… Quer dizer, as massas arvoradas caducifólias.

  • Amores fugazes de marinheiro

    Que terám de especial os amores fugazes de marinheiro para tanto ser cantados? Será porventura o poder hipnótico da inconstáncia do mar, sempre recomeçado? Será a nostalgia que o mar suscita, ritmo e horizonte irredutivelmente indiferentes ao pesadume do coraçom? Será, talvez, a imagem arquetípica da vagabundagem sem raiz nem destino que o jovem marinheiro encarna?

  • Carlos, culpável

    Todo o mundo sabia que o Carlos era a todas luzes culpável. Culpável de rachar com a inércia mental do nacionalismo monolítico introduzindo ideias pouco conhecidas como o municipalismo libertário ou o confederalismo democrático, base para uma nova era de resistência pacífica no Curdistão.

  • Galiza não quer ser uma nação

    À vista destes novos resultados eleitorais e, tendo em conta a elevada abstenção, há algumas conclusões que com a devida prudência podemos tirar: Catalunha já não é um espelho dos resultados eleitorais da Espanha – quer dizer, Catalunha já não vota com Espanha.  Ciutadans arrebata diretamente ao PP a defesa da espanholidade na nação mediterrânea, […]

  • Língua de futuro, língua universal

    “Pega na cona e vai botando os polvos!” -berrou um marinheiro no porto de Ferrol. / – E tu que figeche? -perguntei. / – Caralho! Eu aguardei para ver o que acontecia!

  • Diferenças e igualdade

    Alguém dizia um dia que somos diferentes e por isso a igualdade entre as pessoas não pode existir. Da mesma maneira nos ensinaram a pensar sobre a língua: O galego é diferente do português e por isso a igualdade ortográfica, normativa, linguística, não pode existir. O que é diferente não pode ser igual. Mas que é o diferente?