Opiniom

  • Uma história de sobrevivência

    Era meu avô mas poderia ser qualquer uma de nós, se fôssemos [email protected] e tivéssemos ido ao Ribeiro dias antes da estourada franquista. Teríamos montado no Quibém de Codesseda, pequeno autocarro alugado para levar as nossas pipas, que por causa do número e a dificuldade dos tempos não poderiam ir de comboio como de costume. E teríamos enfiado para Riba d’Ávia desde Compostela na intenção de voltar [email protected] dos caldos finamente escolhidos nas adegas da comarca.

  • Poblacht na hÉireann…

    Dous galegos, a rirem, num barzinho. Em qualquer parte, num pseudo-pub irlandês em cidade castelhana. Penumbra e pouca gente no princípio do serão.

  • Reintegracionismo de rua

    Quês e porquês do reintegracionismo é um ameno breviário da estratégia reintegracionista para a recuperaçom da língua galega, à vez que um percurso polo movimiento social que esta gerou desde os anos ’80.

  • Para além do mar

    Na Madeira, pérola da Macaronésia, o mar sobe por cima dos telhados das casas, por cima das ruas e praças da nobre e leal cidade do Funchal. Adiante, praias vulcânicas bordando os degolados rochedos. Atrás, a montanha impraticável do Hélder. Na cidade, ruas de calçada portuguesa. E o mar por cima e por baixo de tudo, aberto e atlântico, imenso, selvagem.

  • Vale do Pó, um enterro e um depósito de minhocas

    A várzea padana que se estende polo vale do Pó entre os Apeninos e os Alpes até debruçar-se no Adriático é umha regiom privilegiada. A história demorou sempre por estas terras. A planície é formada por terras de aluviom arrastadas polo rio Pó que contribuem a fazer da regiom a mais rica e povoada da Itália.

  • A Galiza na Europa do desleixo

    Dentro dos três tabuleiros de controle geoestratégico que tinha descrito Josef Nye, a Europa situa-se levitando como quem não quer arriscar para obter petisco. Como ignorante da sua pertença ao Império Ocidental, ela segue a jogar dentro do seu imaginário mar de possibilidades, como se essas possibilidades duma independência não dependessem.

  • 0,7% para o galego (português)

    Os dados feitos públicos recentemente sobre os usos do galego na Galiza som realmente preocupantes mas nom mostram nada de novo. Confirmam umha realidade: umha grande perda de falantes, sobretodo porque o pessoal mais jovem fala muito menos galego, sendo nas cidades quase inexistente.

  • Um New Deal para o galego

    O Instituto Galego de Estatística fornece-nos novos velhos dados sobre o usos da nossa língua na Galiza. Novos porque acabam de sair, velhos porque não surpreendem ninguém. Quem tem olhos para ver, vê, e quem tem orelhas para ouvir, ouve.

  • El Sindicato del Espectáculo

    Ainda nunca descrevemos, e provavelmente não o façamos nunca, o processo surrealista e as cenas hilariantes que tivemos que padecer na Universidade de Santiago de Compostela por incorrer no grave pecado de ter redigido a nossa tese de doutoramento na versão mais internacional da nossa língua.

  • A morte extrema

    Invirto o título do livro do poeta Mário Herrero A vida extrema para refletir na natureza deste último momento do mundo. É verdade que não existe um desenho, nunca existiu, e portanto é possível que a humanidade estivesse a morrer já logo que começou.