Opiniom

  • Português para ‘dummies’ em aulas de Língua Galega

    Estou a visualizar uma aula de Língua Galega em sexto de Primária, que inclui uma nova unidade didática chamada “Do galego ao portugués en 3 horas”.

  • Uma ilusão necessária

    Outra vez saíram números, desta vez do IGE, Instituto Galego de Estatística. Nos tempos que nos tocou viver os números ganharam grande importância na hora de criar emoções e mover o pessoal. De facto, ambas as palavras, emoção e mover, estão unidas em origem. Os números sobre usos da língua galega são os habituais e […]

  • Canção de Natal

    Estava morto e isso não tem volta. Várias décadas atrás algumas pessoas viram a vida lhe sair do corpo doente, deixando-o seco e lívido. Sim, morrera. Ademais, disseram no TV. Com toda certeza, Franco estava morto. Há que deixá-lo claro porque é indispensável para entender o pavor do juiz Scrooge quando o espetro de Franco […]

  • Fagamos contas. 35 anos de reintegracionismo, como nos foi?

    ‘Reintegracionismo’ é um termo que já quase ninguém usa: após a entrada do galego no ensino, foi caindo em desuso e desaparecendo em poucos anos.

  • De arcaísmos e modernices

    O falante de espanhol experimenta a agradável sensaçom do já visto quando escuita falar ladino sefardi. Guardo na memória a imagem daquele senhor de falar polido que se nos acercou em Istambul para oferecer-se amavelmente a orientar-nos diante dum mapa da cidade. Era Cervantes guiando um transeunte. A sensaçom assemelha-se à que sentimos ao escuitar […]

  • Memória reintegracionista

    Os coletivos humanos, das famílias às nações, precisam de suportes em que se encarnam, espaços onde sedimentar as memórias para saber donde vêm e aonde vão. Em Breve História do Reintegracionismo, Tiago Peres Gonçalves não só reconstrói com minúcia historiográfica a nossa árvore genealógica, senão que também nos dá o calor dum álbum familiar.

  • Uma história de sobrevivência

    Era meu avô mas poderia ser qualquer uma de nós, se fôssemos [email protected] e tivéssemos ido ao Ribeiro dias antes da estourada franquista. Teríamos montado no Quibém de Codesseda, pequeno autocarro alugado para levar as nossas pipas, que por causa do número e a dificuldade dos tempos não poderiam ir de comboio como de costume. E teríamos enfiado para Riba d’Ávia desde Compostela na intenção de voltar [email protected] dos caldos finamente escolhidos nas adegas da comarca.

  • Poblacht na hÉireann…

    Dous galegos, a rirem, num barzinho. Em qualquer parte, num pseudo-pub irlandês em cidade castelhana. Penumbra e pouca gente no princípio do serão.

  • Reintegracionismo de rua

    Quês e porquês do reintegracionismo é um ameno breviário da estratégia reintegracionista para a recuperaçom da língua galega, à vez que um percurso polo movimiento social que esta gerou desde os anos ’80.

  • Para além do mar

    Na Madeira, pérola da Macaronésia, o mar sobe por cima dos telhados das casas, por cima das ruas e praças da nobre e leal cidade do Funchal. Adiante, praias vulcânicas bordando os degolados rochedos. Atrás, a montanha impraticável do Hélder. Na cidade, ruas de calçada portuguesa. E o mar por cima e por baixo de tudo, aberto e atlântico, imenso, selvagem.