Binormativismo para o galego da Galiza

Uma réplica ao artigo de Francisco Castro



O outro dia li por acaso um artigo de Francisco Castro, diretor da Editorial Galaxia, onde, a petição de Eduardo Maragoto, presidente da AGAL, exprimia a sua opinião sobre a proposta do binormativismo para o galego da Galiza. Ainda que concordo com a sua descrição da situação de dificuldade pela que atravessa o nosso galego na atualidade, penso que a presunção que ele faz sobre a atitude profunda da sociedade galega a respeito da língua própria é errada, e portanto a sua objeção, tão só pragmática, à estratégia binormativa para reverter esta situação é também equivocada. Escrevo aqui como galega leiga em matéria linguística mas, como muitos outros, sensibilizada com a minha língua materna. Não pertenço à AGAL e não sou filóloga, mas senti-me interpelada perante a afirmação de Castro de que “ese conflito”, em relação à normativa do galego, “non existe (…) na sociedade. Non hai conflito de ningunha clase”. Tentarei, pois, contestar neste artigo as premisas  nas que Castro baseia a sua posição mono-normativa RAG desde a minha visão, também prática, da questão, como utente de galego que desenvolve (e desenvolveu) a sua vida certamente não em um departamento de Filologia.

Castro reconhece que o galego e o português são duas variantes da mesma língua, da língua comum, que o galego se está a estudar como língua estrangeira na Galiza e que é imprescindível que em todas as escolas se estude o português ainda que sem especificar porque, supondo que os motivos são bem conhecidos pelos leitores. Sem entrar em discussões filológicas ou teóricas, admite o erro que supôs a proposta normativa RAG “ao non pegar a grafía ao portugués”. No entanto, considera que na sociedade galega não se tem grande preocupação pelo progressivo esmorecimento da língua própria, quanto mais uma consciencia de um conflito sobre a normativa na que se escreve o galego. Apresenta-se, assim, contrário à introdução do binormativismo apoiando-se fundamentalmente em duas hipóteses de caráter estritamente prático:

  1. A normativa RAG está perfeitamente habilitada para a “facilitación da nosa lingua en contextos internacionais”, questão que Castro parece considerar o motor primário para a proposta binormativa;
  2. A implementação das duas normativas no ensino criará confusão em pais e alunos. A dupla exposição poderá conduzir a um rejeitamento do galego superior ao atual.

Os galegos odeiam a língua galega

Castro destaca ao fim do seu artigo “o desleixo, o rexeitamento, o odio, etc, que a meirande (podo dicilo así, son máis da metade dos galegos e galegas os que non o usan) parte da xente do noso país ten polo galego”, insistindo em que esta é a realidade existente. Mas esta afirmação reflete verdadeiramente a experiência que do galego temos no nosso país? É ódio ou vergonha? Desleixo ou adaptação a um meio hostil? Pode a população galega decidir livremente em que língua se exprime?

A poeta Luz Fandiño explicou em uma clarividente entrevista disponível em Nós Televisión a repressão que comummente sofriam os nenos na escola pública franquista por mor da língua galega, através de violência direta, para aqueles que falavam galego, e indireta, para aqueles que já conseguiam exprimir-se em castelhano. Luz descreveu no seu testemunho como uma das suas amigas, monolingue galega, recebia golpes nas mãos cheias de frieiras até fazer-lhas sangrar, colocavam-lhe orelhas de burro e um cartaz que dizia “Yo soy una burra, yo no sé hablar” e fazia-na passear assim diante dos seus companheiros para que riram dela. Sem necessidade de retroceder ainda mais na nossa história, é esmagadoramente lógico que vivências individuais desta natureza, frequentes no espaço e no tempo, tenham deixado uma marca coletiva muito negativa a respeito do galego no substrato emocional do nosso povo.

Os preconceitos sobre a língua que subsistem hoje na sociedade galega conhecemo-los bem todos nós: língua de pobres e analfabetos, rústica e inútil, só serve para falar com as vacas… Mas não nos confundamos, estes clichés refletem os estereótipos que sobre os galegos se criaram e perpetuaram ao longo da nossa convivência com Espanha e que ainda se continuam a potenciar, também em parte por instituições e entidades públicas de âmbito tanto galego como estatal. Quando os galegos deixam de lhe transmitir a sua língua aos seus filhos e netos, estão a demonstrar que creem nestes estigmas herdados e que se poderão liberar deles toda vez que adotem o castelhano como língua veicular.

Outro fator na substituição inter-geracional do galego pelo castelhano é puramente prático, i.e. ‘com o castelhano, o meu filho terá um futuro melhor’, já que é inegável que, desafortunadamente, o galego não é admitido em certos âmbitos profissionais como opção linguística, quer a nível oral, quer a nível escrito. A dificuldade do galego para penetrar nos  mundos empresarial, científico, financeiro ou judicial entre outros é evidente, e as políticas linguísticas do governo da Junta da Galiza, como a proibição do galego no ensino para matérias científico-técnicas, trabalham para fomentar os estigmas da língua e, em consequência, acelerar o seu processo de degradação e extinção na Galiza.

Pode-se então dizer que os galegos decidem livremente qual é a sua língua de uso habitual? A resposta é bem clara: decidem sim, mas condicionados enormemente pela hostilidade do ambiente no que se veem obrigados a se relacionarem. O contexto é fatal para aquelas pessoas que quereriam falar galego na Galiza mas devem conviver neste cenário de adversidade. Um precisa quase ser um herói para se poder desenvolver com normalidade em galego em determinados circuitos, e noutros a exclusão do galego é imperativa. Não é surpresa, então, que a atitude geral e maioritária seja a de reagir metendo-se no ‘armário castelhano’. Estão aqueles que o fazem de maneira seletiva e ainda falam galego quando as circunstâncias lhes são favoráveis. Outros não saem nunca, mas compreendem e empatizam com aqueles que decidem, contra ventos e marés, continuar a utilizar a língua própria; não julgam ou se o fazem é em positivo. Outros preferem a seguridade que lhes confere um bunker no que se retirarem tranquilos, e quando se atopam com um galego-falante repetem verbalmente os clichés aprendidos sobre a língua, talvez de maneira inconsciente. Finalmente, estão também uns poucos que se blindam em um tanque armado, desfilam os seus preconceitos em qualquer fórum que lhes dê espaço e procuram a morte do inimigo; porém, estes militantes ‘anti-galego’ não sabem que na realidade estão a manifestar que, não obstante a sua ‘salubridade’ linguística, ainda se sentem culpáveis de serem galegos. Estes odeiam, sim, mas odeiam-se a si mesmos.

Não há conflito normativo

Castro  está convencido de que não existe conflito normativo na sociedade galega e que é só uma preocupação daqueles que vivem em uma bolha cultural de costas à realidade. Bem, não sei até que ponto um pode habitar na Galiza e ficar completamente isolado de interferências mais ou menos mundanas. Eu devo afirmar desde a minha experiência pessoal que houvo e há conflito normativo, e que a questão normativa do galego na Galiza ainda está por resolver . Negá-lo, neste caso sim, é não entender a realidade que há e fugir ao que não se quer ver. Desde o meu humilde ponto de vista, este conflito também o reflete Castro nas contradições do seu argumento discursivo: quando reconhece que foi um erro histórico “non pegar a grafía ao portugués”, sendo diretor da Editorial Galaxia, onde a normativa RAG se emprega com exclusividade; ou quando, depois de reconhecer o erro normativo de há quarenta anos, fala de uma lingua de verdade (…) que [se] foi facendo ao longo dos séculos”. Pergunto-me também que se entende por ‘língua de verdade’, o castrapo dos apresentadores da TVG, a língua cada vez mais deturpada das novas gerações? Porque assumo que essa ‘língua de verdade’ à que ele se refere não pode ser o resultado de uma normativização fabricada em gabinetes, seja de uma ou outra orientação.

 “(N)on hai conflito de ningunha clase” na sociedade, escreve Castro. Analisemos, então, se isto é verdade. Primeiro, parece-me uma asseveração excessivamente rotunda quando se trata só de um, neste caso seu, pressuposto. Eu sou engenheira de profissão e de certo que me interessa e preocupa a questão normativa enquanto dificulta a normalização da minha língua. Por exemplo, estamos privados de aprender o galego reintegrado na escola; a produção escrita em galego reintegrado da Galiza é essencialmente de caráter voluntarista e a sua difusão não é devidamente promovida ainda se há obras de excelente qualidade; o nosso acesso à literatura em versão original procedente dos países lusófonos é escasso. Segundo, existe um lugar no planeta onde a maior parte da população se interessa e participa ativamente na normativização da sua língua? Ou, pelo contrário, trata-se de uma questão que se delega em filólogos expertos? Terceiro, ainda supondo que não existisse um interesse explícito maioritário, a questão normativa tem um impacto, talvez indireto mas fundamental, na vida das pessoas enquanto pode interferir na estrutura económica, social e política do país. Que aconteceria se na Andaluzia se estabelecesse uma normativa fiel à ‘língua de verdade’ que ali se fala? Ou na Argentina? Ou no México? Qual seria a reação do Estado espanhol? Afetaria isto as relações diárias e materiais da Andaluzia com o resto da Espanha? Ou da Espanha com o México? Acho que os leitores estarão agora a acenar a cabeça diante do seu computador.

O binormativismo não é necessário, com a  normativa RAG já nos podemos comunicar em Portugal

Castro argumenta que, como empregando a normativa RAG nos podemos fazer entender  nos países da lusofonia, não é preciso introduzir outra normativa do galego para este fim. No entanto, o objetivo principal do binormativismo, tal como eu o concebo, não é tanto usar o galego em âmbitos internacionais como revitalizar e normalizar o galego na Galiza, ou seja, que deixe de perder falantes e de se castelhanizar. Por outra banda, impor uma barreira ortográfica, no mínimo, entre nós e os demais falantes da língua comum quando pretendemos facilitar a nossa comunicação com os outros lusófonos não parece muito inteligente.

Mas, voltando ao problema galego, se um dos motivos ‘freudianos’ para a desaparição do galego na Galiza é o contexto de hostilidade linguística resultante da história do nosso país, a transformação rumo a um quadro mais favorável para o galego ajudará a normalizá-lo. As minhas experiências em contextos onde o castelhano é tão útil, ou inútil, como o galego para a comunicação apoiam esta hipótese. Os prejuízos contra o galego tornão-se tão absurdos como um sketch dos Monty Python. Contarei-vos agora uma breve anedota do meu tempo em London com uma amiga corunhesa que conhecera durante a carreira na Corunha e com a que sempre falara castelhano. Na nossa estadia em London coincidimos com um rapaz de Vigo a partir de amigos comuns. Pareceu-me que este rapaz era habitualmente galego-falante, assim que me dirigi a el em galego e começamos a falar na nossa língua sem problema nenhum. A minha amiga para se integrar na conversa empeçou também a falar em galego, ainda que com um pouco de dificuldade, mas foi a primeira (e única) vez que lho escutei. Pelo contrário, quando nos encontrávamos com amigos galego-falantes feitos na Corunha, ela continuava com o seu castelhano enquanto os demais falávamos galego, porque o contexto sociolinguístico estava já definido pelas vivências galegas anteriores. Eu deduzo, então, que nas circunstâncias atuais, a normalização do galego é só possível fora da Galiza.

Qual seria a reação dos galegos que creem que a sua língua é inútil se através do binormativismo se reforça a ideia de que o galego não é rústico e local mas urbanita e internacional, não é língua de pobres e analfabetos mas um idioma completo e multifuncional? E se, para além disso, se decatam de que temos uma situação privilegiada no planeta onde podemos aprender e usar simultaneamente as duas línguas romances mais faladas do mundo? Muito provavelmente, os óculos do descrédito cairiam e a visão distorcida de nós mesmos mudaria radicalmente.

Qual seria a reação dos galegos de consciência exclusivamente espanhola se pudessem estudar na escola uma outra língua percebida como útil? Pois que oporiam menos resistência à aprendizagem do galego e tentariam aproveitar a sua vantagem competitiva. Seria provável também que abandonassem os argumentos para a desqualificação sistemática do galego, diminuindo a pressão e hostilidade sobre os galego-falantes e os castelhano-falantes que quiserem recuperar a língua própria.

Por outra banda, o contacto mais frequente com a produção cultural lusófona autóctone e estrangeira, no ensino e no tempo de lazer, poderia contribuir a melhorar também a qualidade do galego falado na Galiza, contendo ou corrigindo o avanço da castelhanização atual.

Para mim, não há duvida de que a fórmula binormativa é imprescindível se queremos um futuro em galego. A pergunta, então, não é se este é o caminho certo mas como percorrê-lo, isto é, como implementamos o binormativismo na prática.

O binormativismo causa confusão e rechaço

Não obstante as vantagems do binormativismo, acho que é legítima a preocupação que Castro mostra sobre a sua gestão em âmbitos como o ensino, ainda que discordo com que deva conduzir inevitavelmente à confusão e rechaço dos estudantes. Opino que os esforços se devem concentrar agora em propor alternativas sólidas e credíveis que procurem o grau máximo de aceitação da comunidade educativa. O segredo, penso desde uma mentalidade típica da engenharia, está na estratégia e planificação. Em qualquer caso, quereria sublinhar que as opções existem, não estamos perante um fundo-de-saco mas uma ramificação de possíveis estradas. Nesta linha, deixo-vos algumas ideias ou pensamentos que poderiam ajudar:

a) Quem determina a/s normativa/s a leccionar nos centros de ensino? Eu vejo aqui duas possibilidades: (i) que um órgão de decisão central estabeleça uma distribução geográfica coordenada de centros mono-normativos para asegurar o acesso equitativo de qualquer estudante a uma ou otra opção segundo a sua preferenza; ou (ii) que a decisão seja tomada individualmente por cada centro de estudo. A primeira opção talvez seja mais adequada para núcleos urbanos com mais de uma oferta de ensino; a segunda, para zonas rurais.

b) No caso de autogestão dos centros de ensino, quem decide sobre a orientação normativa? Pode-se tratar de uma decisão interna do departamento de galego democraticamente adotada e respeitada por todos os seus membros ou pode ser uma decisão também consultada com os pais e alunos. As possibilidades ofertadas poderiam ser:

  • Oferta de uma única normativa para o estudo do galego. O programa deve incluir uma breve introducão à segunda normativa. Poderão-se acomodar as necessidades particulares daqueles alunos que queiram receber material didático adicional nesta segunda normativa;
  • Oferta das duas normativas como optativas a escolher pelos alunos: uma de galego RAG e outra de galego reintegrado;
  • Oferta das duas normativas em uma mesma disciplina.

c) Como implementar a mudança do modelo de ensino? Poderia-se introduzir uma fase-piloto em colaboração com centros voluntários para avaliar as possíveis alternativas e otimizar aquelas que fossem selecionadas. Isto não deveria impedir que outros centros pudessem iniciar em paralelo a transição para um ensino binormativo.

Finalmente, quero apenas dizer que espero que estejamos todos à altura das circunstâncias e que desta vez não se cometa um outro erro histórico com o galego e para os galegos. Ainda temos tempo de mudar tendências. Agora binormativismo!

Saleta Gil Lorenzo

Saleta Gil Lorenzo

Nascida em Santiago de Compostela, morou até os vinte e cinco anos na Crunha, para depois se mudar para a Inglaterra. Estudou Engenharia Civil na Universidade da Crunha e um mestrado em sistemas ferroviários na Universidade de Birmingham. É doutora em Engenharia pela Universidade de Cambridge, especializada em revestimento de túneis. Gosta da natureza, de viajar e de aprender.
Saleta Gil Lorenzo

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  • Paulo Ferández Mirás

    Muito boa análise. Parabéns.

  • Eduardo Maragoto

    Adoro as análises, como esta, em que as autoras estám mais preocupadas com encontrar soluções que com ganhar debates. Parabéns, Saleta!

  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    Gostei muito de te ler, Saleta. Parabéns! O meu parágrafo preferido:

    “Qual seria a reação dos galegos que creem que a sua língua é inútil se através do binormativismo se reforça a ideia de que o galego não é rústico e local mas urbanita e internacional, não é língua de pobres e analfabetos mas um idioma completo e multifuncional? E se, para além disso, se decatam de que temos uma situação privilegiada no planeta onde podemos aprender e usar simultaneamente as duas línguas romances mais faladas do mundo? Muito provavelmente, os óculos do descrédito cairiam e a visão distorcida de nós mesmos mudaria radicalmente.”

    Acho que aí está a chave de tudo. A norma comum e internacional é um remédio eficaz para o auto-ódio histórico. E diria que imediato, a teor da minha experiência no meu centro de ensino. Eu também não sou linguista. Como costuma dizer um amigo das duas, é fora dos âmbitos filológicos onde a língua galega acha as suas melhores defesas. Eu ainda não tenho claro se sou a favor ou contra o binormativismo, e acho que há algumas questões colocadas pelo diretor da Galaxia que ficam no ar e é importante atender, mas do que sim estou certa é que com gente como tu vou ao fim do mundo. Beijinhos.

  • http://rosadecastela.blogspot.com Sandra Caldas Lourenço

    Saleta, parabéns! Seu artigo é lindo, sensato, útil, verdadeiro e devidamente legítimo! Sou brasileira, mas nutro um carinho especial pelo povo galego e a situação linguística na Galícia. Tenho afinidade ancestral com esse lugar. E, embora você inicie seu artigo explicando ao leitor que não é filóloga ou uma profissional da área de Linguística, pontuou e argumentou perfeitamente suas explanações, chegando a utilizar termos técnicos dessa área de estudos. Solidarizo-me com sua preocupação e com tudo o que você expôs. Obrigada!

  • Arturo Novo

    Que bom! Que bem se expresou esta mulher. Ela sim que entendeu e compreendeu o espírito do binormativismo. Uma resposta caralhuda e uma análise perfeita. Melhor impossível. Obrigado.

  • Paulo Gamalho

    Adorei a análise, a argumentação e as propostas. Mesmo me emocionei um chisco lendo o texto. Bravo!

  • luiz

    gostei imenso do seu texto, apenas se me ocorre uma pequena contribuição ou crítica .

    Não entrarmos a definir como será nas escolas.
    Acho mais inteligente planificar, planificar muito e termos claro quem, com quem, para qué, quando, como, etc tornar oficial o direito a termos duas normas oficiais.

    A respeito do ensino não me parece que deva extender-me mas aponto um percurso possível:
    Acho mais inteligente propor uma constituição dum gabinete de professoras/es de galego e português nesse assunto. Elas que conhecem o secundário é que deverão ser consultados e constituir um grupo para lidar com essa situação e estudar como e de que maneira implementar essa política.

    Já disse antes, o seu artigo magnífico. Parabéns e obrigado por elucidar-nos

  • Antia CL

    Yeah! Pode-se dizer mais alto mas não mais claro! Parabéns! (o do ensino daria para discutir…).

  • Saleta Gil

    Obrigada a todos pelos parabéns e comentários positivos.

    Isabel, não conheço bem a tua experiência, mas se de facto lhe estás a oferecer aos teus alunos um ensino em galego reintegrado, incorporando-lhes de certa maneira uma experiência vital binormativa, acho que seria interessante recolher dados para demonstrar com evidência empírica a eficácia do remédio. Por exemplo, a sua perceção do galego antes e depois de entrar em contato com a versão internacional; e se este contato lhes fez mudar condutas a respeito do galego, nomeadamente, empregá-lo mais habitualmente e em mais contextos diversos ou consumir mais produtos culturais lusófonos. Talvez seja algo que já fazes.

    Uma pequena aclaração: a inclusão no artigo de ideias/pensamentos em relação à aplicação da fórmula normativa no ensino pretendia, primeiro, exemplificar que há muitas opções diferentes para levar adiante uma implementação coordenada do binormativismo e que portanto esta não deve ser uma desculpa para renunciar a ele; e, segundo, que, considerando que esta não é a minha competência profissional, talvez poderia haver algo aproveitável para os debates futuros que seguro mantereis.

    Contudo, acho que é fundamental acumular experiências como a de Isabel, chamemos-lhes ‘projetos-piloto’, naqueles centros de ensino onde for possível, sem ter de esperar por uma coordinação absoluta com todas as partes interessadas, e poder assim avaliar resultados e aperfeiçoar propostas.

    E agora já calo!

  • abanhos

    de melhor que tenho lido, que bom e que distinto. apreendamos todos com a Saleta, NÃO EM RESALTARMOS OS PROBLEMAS E SIM NA ACHEGA E PROCURA DE SOLUÇÔES