Todos os artigos de Luis Gonçales Blasco "Foz"

(Foz, 1941) cursa alguns cursos do bacharelato em Gijom, onde começa a sentir um galeguismo primário ao ver a falta de consideração para com os Galegos. Transladado a Madrid contata com o fato Brais Pinto em 1960; conhece Reimundo Patiño (quem influiu muito nele junto com Luís Soto). Membro do Conselho da Mocidade foi expulso junto com o secretário geral Antón Moreda, Bautista Álvarez, X.L. Méndez Ferrín e outros, acusados de comunistas. Com alguns deles e gente de gerações anteriores (Luís Soto, Celso Emílio, Rufo Pérez, Manuel Caeiro, etc.) funda, em 1964, a UPG. Em 1968, devido à sua participação nas lutas estudantis de Compostela, passa à clandestinidade e acaba por se exilar em Paris. É pioneiro na constituição da UPG na Europa. Com Henrique Líster será um dos últimos galegos em poder retornar do exílio, não se lhe outorga passaporte espanhol até depois das eleições espanholas de 1977, mas toma parte no acidentado primeiro congresso da UPG. Ainda em Paris, em 1978, é convidado para participar no Congresso extraordinário da UPG e que se converte em fundacional do Partido Galego do Proletariado. Desde então, tem-se movido na órbita do independentismo, organizado ou sem organizar. Participou na criação de GC (OLN) permanecendo na mesma quando se produz o intento liquidacionista; participa na mudança normativa desta organização e nos contatos com outros coletivos para a formação da primeira Frente Popular Galega em 1986. Ao se cindir esta, em 1989, participará na criação da Assembleia do Povo Unido da que chegou a ser candidato em vários processos eleitorais. Nos últimos tempos da APU ao não concordar com a política oficial, não estará muito ativo até o ponto de não participar na assembleia de auto-dissolução. Participou com entusiasmo em convocatórias como as das Bases Democráticas Galegas, Causa Galiza e outras iniciativas unitárias do independentismo galego. É professor aposentado de Língua e Literatura, grande amador da história tem feito uma série de trabalhos nesse campo que publicou em Agália assim como em livros coletivos e de homenagens. Em 2012 publicou em Laiovento: "A política e a organizaçom exterior da UPG (1964-1986).