Todos os artigos de Ernesto V. Souza

(Crunha, 1970). Formado como filólogo, publicou algum trabalho sobre história, contexto político e cultural do livro galego das primeiras décadas do século XX. Em 2005 começou a colaborar com o PGL e a vincular-se ao reintegracionismo. É sócio da Associaçom Galega da Língua e membro da Academia Galega da Língua Portuguesa; entre 2016 e 2019 foi Diretor do Portal Galego da Língua.
  • Da necessidade de um reintegracionismo historiográfico

    Ernesto V. Souza fala da necessidade duma construção narrativa para a Galiza e como esta pode quebrar com os limites da Autonomia.

  • Andar-se assim queixando

    Cirola vi andar se queixando de que lhi nom dam sas quitações mais des que oi bem sas razões ena conta foi mentes parando logo tenh’ei que nom dissera rem ca era ja quite de todo bem porem faz mal d’andar se assi queixando. Afonso X Os efeitos dos recortes são evidentes. São. Também é […]

  • pangaleguismo

    * Publicado em A Viagem dos Argonautas,  25 de Outubro de 2018 e cá a petição de Alexandre Banhos. Em 17 e 18 de novembro do ano corrente celebrar-se-á em Lugo o Centenariazo da 1ª Assembleia das Irmandades da Fala, em cuja conclusão foi lido o histórico manifesto, aprovado e assinado por uma série de intelectuais […]

  • Ordem 73

    * Re-publico este texto, escrito sem muitas mais pretensões que refletir um bocadinho pessoalmente, e que não passa de um depoimento um tanto friqui, no PGL, a petição de um bom número de amizades que acharam interessante divulgar um bocadinho mais e por perto, nomeadamente para aquela gente que – eu próprio – não temos […]

  • faroeste

    Queiram que não, meus, minhas, a Galiza é diferente. A pouco que venham tomar a sério, já para explicar de fora, já para negar, combater e desmontar os seus tópicos, estruturas sociais, territoriais, património, economia atlântica, história, etc., a densidade e complexidade do que aparece, ao retirar as primeiras capas de crosta, tona e pele, […]

  • propaganda

    Resulta interessante considerar como a noção que hoje temos a respeito do que é a Literatura é aplicada a todas as manifestações das escritas antepassadas. Fazemos com tudo, é verdade, interpretando e dando sentido ao passado, a cada vez, em função de cada presente e dos contextos formativos, ideológicos, religiosos, culturais. Talvez há aspectos nos […]

  • belos cadáveres

    Ecoa, de Oscar Wilde a Sid Vicious, passando por James Dean, a quem a cultura popular terminou por atribuir, o dito de roda queimada e no future: Viva rápido, morra jovem e deixe um belo cadáver. Francamente se tivesse de fazer hoje, e após tão poucos e agitados anos, uma descrição simples do momento atual […]

  • ilusão retrospectiva

    Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura, é uma sucessão de desgaste, resistência, destruição, paciência e saqueio. Uma perda de centralidade e […]

  • Carvalho contra Chronos

    Meu pasado imperfeito, meu futuro condicional! Mais o presente, u-lo? R.C.C. “Excalibur” in Futuro Condicional, 1982, p.13 Tal como apontávamos, a questão da fixação da língua, na Galiza, passa pelo consenso, pela construção da ilusão coletiva (tal como o Mário Herrero destaca) em positivo. Na narrativa comum de uma ficção inventada (galego possível impossível), assumida, […]

  • reintegracionismo 3.0

    As línguas de cultura são cousa frágil, condicionadas por catástrofes, sucessos, azares, acasos políticos, invasões, migrações, expulsões, genocídios, mudanças dinásticas, económicas e  sociais; por inventos, descobertas, modas; sujeitas ao capricho, às vontades, teimas higienistas, restauradoras, historicistas, ou reformistas das elites; condicionadas pelo isolamento ou pela sua internacionalização em diversas épocas, pelo seu papel como língua […]