Todos os artigos de Carlos C. Varela

  • O Santo dos Eucaliptos

    Há duas aldeias chamadas Rosende na comarca de Ordes e, aliás, estám bastante pertinho umha da outra, umha na freguesia de Campo e outra na de Chaiám. Há, também, um rego de Rosende, no linde entre Traço e Benza. Trata-se, mais umha vez, dum topónimo formado a partir dum nome germánico de possessor. As de […]

  • A importáncia da força do focinho

    Na mitologia germánica e nórdica Freyr (ou Fro), junto com a sua irmá Freya, eram os deuses da fertilidade, razom pola qual ele era representado nas estátuas com um enorme pénis ereto. Freyr, aliás, acostumava deslocar-se num carro movido por dous singulares animais de tiro aos que se acha associado: os porcos bravos Slidrugtanni e […]

  • De caçadores caçados e ursos regicidas

    Mapa de Bermui, em Bascói, Messia Apenas há rasto toponímico do urso na Terra de Ordes, nom sendo, quiçá, umha Pena da Usa –elevaçom de 482 m. entre a freguesia de Vila de Abade e o concelho do Val do Dubra[1]– e, de maneira indireta, no lugar de Bermui, em Bascói. E é que este […]

  • O apelido LOURO

    Voltamos à Fraga de Ardemil, cabo da extensa família dos sensacionais irmaos Louro Raposo, músicos e combatentes antifranquistas, para aprofundar no primeiro dos seus apelidos, mui frequente também na vizinha freguesia de Buscás e presente no sector do hotalaria na vila de Ordes. Se for um apelido de origem toponímica, em Ardemil tam-só aparece umha […]

  • A saudade do fundador

    Muitas quenlhas e quenlhos há na microtoponímia ordense, e mesmo umha que deu nome à contra-concelharia de cultura da Pontraga, a Asociación Cultural “Brisas do Quenllo”. Temos a Quenlha de Santaia de Gorgulhos, a Quenlha Grande em Lesta, a Quenlha da Ermida em Benza; um Quenlhas em Neám, dous o Quenlho, um em Visantonha e […]

  • Os Templários de Leira

    para Noelia Gestal A Bailia –que no Nomenclátor vem sem artigo, ainda que todo o mundo o usa, dizendo-se também muito a Beilia– é umha aldeia de Leira que, polo seu afastamento da igreja paroquial, sempre tivo muito vida própria dentro da freguesia, contando com escola unitária durante muitos anos e na qual mesmo se […]

  • O que os paços nom vem

    para Marcela Paço do Vidueiro, em Ordes Dos bosques de vidoeiros (Betula pubescens Ehrh.) conservados pola ingente memória da toponímia, sempre se suspeitará se teriam atraido a atençom das gentes antigas, antes do que pola sua madeira, por favorecerem a proligeraçom da amanita muscaria à sombra das suas folhas. A micologia assegura que estes cogumelos […]

  • Genealogia do Vilar

      O erudito eumês Millán González-Prado estudou com detalhe a evoluçom semántica da palabra galega “vilar”, generadora de muitos topónimos no Reino medieval da Galiza[1]. Na comarca de Ordes achamos lugares chamados Vilar –sem artigo-, nas freguesias de Cerzeda, Mercurim, Messia, Castenda da Torre e Campo, e O Vilar –com o artigo- nas de Ordes, […]

  • Tabernas que nom faltem!

    “Todo homem passou noites com amigos fascinantes em torno a umha boa mesa, quando as personalidades se abrem como flores tropicais. Cada um era mais do que nunca um próprio, cada um era umha deliciosa caricatura de si próprio. Quem tenha conhecido tais noites entenderá Pickwick; os demais nom se divertirám com ele nem, segundo […]

  • Ouveios suevos

    Em praticamente todos os nomes de lugar que rematam en –ulfe ou –ufe, ressoam os últimos ouveios dos suevos, já que som topónimos que se devem à antiga palavra germánica wulf ‘lobo’, e se encontram concentrados na Península Ibérica quase exclusivamente no território do antigo Reino da Galiza. O étimo resulta hoje mais do que […]