Apelidos em -es | @emgalego



Muita gente nom sabe que os apelidos em -es nom som só portugueses. Som também os tradicionais na Galiza, desde a Idade Média até à atualidade. Só que administrativamente fôrom todos castelhanizados para -ez, só permenecendo inalterados aqueles que diferiam mais do castelhano, como Bieites. Porém, eles continuárom a usar-se no âmbito das alcunhas familiares, como nos explica Digna Serantes para o caso do Ortegal, zona da Galiza onde nom se regista sesseio implosivo.


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  • abanhos

    se um pegar documentação administrativa e notarial do século XIX, por exemplo da zona de Vigo, descobre que não existia nenhum gonzalez… todos eram gonçalves, gonzalves e gonzalvez.
    se um pega o interessante livro A Vida e Fala dos devanceiros
    https://gl.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Xes%C3%BAs_Ferro_Couselo._A_vida_e_a_fala_dos_devanceiros._Galaxia,_1967.jpg

    onde se recolhe documentação dos séculos XIV a XVI da Galiza oriental ioncluído o Berzo, e nessa documentasção não há nenum apelido patronímico que não for acabado em s,

    Se um pega a normativa do ILG, nela se explica que as palavras “llanas” em galego não rematam em z e põe-se o exemplo de lapis etc….porém o ILG RAG logo dizem que nos apelidos Castela manda,

    O dos apelidos e uma mostra mais do nosso caso clínico

  • abanhos

    corrijamos a deturpação dos nossos apelidos

    Há dous processos de regularização do nome e apelidos.

    A) O normal ou simples e com esse fim foi desenvolvida a normativa legal.

    Artigo 192 do Regulamento do Registo Civil
    http://noticias.juridicas.com/base_datos/Privado/rrc.t5.html#a193

    Del nombre propio
    Artículo 192
    No se podrán imponer más de dos nombres simples o de uno compuesto. Cuando se impongan dos nombres simples, éstos se unirán por un guión y ambos se escribirán con mayúscula inicial.
    Se considera que perjudican objetivamente a la persona los nombres propios que, por sí o en combinación con los apellidos, resultan contrarios al decoro.
    La sustitución del nombre propio por su equivalente onomástico en cualquiera de las lenguas españolas requerirá, si no fuese notorio, que se acredite por los medios oportunos esta equivalencia y la grafía correcta del nombre solicitado.
    Artículo 192 redactado por el artículo único del R.D. 193/2000, 11 febrero, de modificación de determinados artículos del Reglamento del Registro Civil en materia relativa al nombre y apellidos y orden de los mismos («B.O.E.» 26 febrero). Vigencia: 27 febrero 2000

    Como se faz:

    O interessado dirige-se ao registo civil no que figure inscrita a sua partida de nascimento, presenta um simples escrito,
    (encabeçado, -dados do sujeito-,
    O que se solicita—que o seu nome e apelido ou apelidos se passem a forma da sua língua espanhola, a que for.

    Se o que se solicita é notório (nos registos civis tenhem normalmente um livro Xerais de nome e apelidos), realiza-se muito rápido, e em menos de uma hora terá uma cópia da sua partida de nascimento corrigida com a que procederá a modificar o seu dni e toda a documentação consequente, incluídos os descendentes menores.

    Se o seu nome e apelido não é notório, deverá levar documentação que certifique que essa é uma forma galega plena.

    Como os registos civis são burocracia, o melhor certificado é um emitido por autoridade notável na matéria, ou ainda melhor a Secretaria geral de Política linguística… Valentim Garcia…

    O tema da escrita ortografia é fonte de muito incomodo, com as peculiaridades do submetimento da Galiza. A base de dados dos apelidos galegos
    https://ilg.usc.es/cag/Controlador?busca=MARTINS
    pode ser de ajuda.

    B) A forma complexa, v.g. a mudança do meu Baños a Banhos (ou incluídas letras aceitáveis porém não comuns no sistema castelhano/gallego)

    A sua regulação legal é outra, é o procedimento aliás muito distinto

    Eis a regulação legal,
    https://www.mjusticia.gob.es/cs/Satellite/Portal/es/servicios-ciudadano/tramites-gestiones-personales/cambio-nombre-apellidos

    1- O primeiro é, que há que acumular muita documentação, e o mais alargada no tempo, que acredite que essa forma que queres que figure, é a forma pola que és socialmente conhecido/a
    -Subscrições, cartas, artigos citações, quanta mais e mais alargada no tempo melhor.
    Tampouco faz mal nenhum, um certificado que explique que além de todo o que se demonstra, essa é uma forma corrente e válida na língua galega. Um professor de galego é suficiente como autoridade.

    Quando tens isso, inicia-se o procedimento
    1.1. Há que fazer a solicitude ante o julgado civil do concelho no que estejas empadroado.
    1.2 Acompanhar certificado municipal do padrão de estares empadroado nesse concelho.
    1.3 e para apurar esse processo, ir acompanhado de duas testemunhas (maiores de idade), que não podem ser familiares diretos, que vão declarar que essa é a forma pola que te conhecem e desde quando. (se não levassem as testemunhas teriam que aguardar a ser citados no julgado para isso, e pode demorar meses).

    O julgado faz um informe (pode ser favorável ou desfavorável, porém se for o segundo recorre, pois va ganhar (Jorge Rodrigues Gomes, antigo membro da Comissom Linguística fora-lhe denegada a mudança e ganhou).

    Messes depois, uns seis meses, receberás uma citação do julgado, para ires a recolher a resolução, com ela vas logo ao teu registo civil de nascimento e solicitas uma cópia literal da partida de nascimento corrigida, com a que procederá a modificar o teu dni e toda a documentação consequente, incluídos os descendentes menores.