AS AULAS NO CINEMA

ANTIA CAL, UMA PEDAGOGA GALEGA

Documentário: «Tita, a palavra justa»



Entre as poucas pedagogas que tivemos e podemos destacar na Galiza, encontramos Antia Cal Vázquez. Antia tinha nascido, de pais emigrantes de uma família de Muras (Lugo), em Havana (Cuba) a 18 de abril de 1923. Com 93 anos, por sorte, ainda a temos entre nós. Em 1932, com nove anos, regressou à Nossa Terra, embora seu pai tenha ficado na capital cubana para sustentar economicamente a família. Realizou os estudos de ensino secundário no Colégio «Dequidt» da Corunha. Para o efeito de estudar o curso de Comércio, por vontade do pai, estabeleceu-se em Vigo com a sua mãe e seus irmãos.

Ao terminar a guerra fratricida espanhola terminou os estudos de comércio, mas também realizou os de Magistério na Escola Normal de Compostela. Finalizados os mesmos passou à Universidade compostelana para estudar Filosofia e Letras, especializando-se em Geografia e História, estudos que terminou em 1945.

Dous anos mais tarde casou com o famoso oftalmologista Antão Beiras Garcia, galeguista e irmão de Manuel Beiras, com o qual chegou a ter quatro filhos. Por causa do estrabismo de uma das filhas, ambos decidiram viajar pela Europa (França, Alemanha e Suíça), para encontrar uma solução a este defeito físico da visão e fazer investigações sobre esta doença ocular. Com o pouco dinheiro que tinham em 1954, numa das viagens, param na cidade suíça de Genebra.

Ali, por acaso, lendo uma notícia num jornal, inteira-se que existe um Museu Pedagógico, em que nesse mesmo momento estão a ordenar o legado de J. H. Pestalozzi, pedagogo pelo que Antia sempre teve grande admiração. Sem duvidá-lo, Antia foi visitar o museu, e depois iria alguma vez mais. Na catalogação pestalozziana estava trabalhando um antigo professor, agora reformado, que a fez refletir em que a etapa fundamental da educação são os primeiros 3 anos da vida. O mesmo velho professor pôs Antia em contacto com uma antiga aluna sua que trabalhava na Unesco em Paris, a qual ia ter no futuro muita influência no desenvolvimento educativo dos filhos da família, pela sua recomendação de que realizassem os seus estudos em estabelecimentos de ensino britânicos. Que, embora hoje não, naquela altura do franquismo, eram muito mais avançados nos métodos pedagógicos que desenvolviam.

Também, porque a partir desse momento Antia começou a ter contactos mais intensos com os círculos dos pedagogos europeus, e mandou os filhos estudar entre 1956 e 1964 à «Stanway School» do Reino Unido. Tudo isto foi formando a ideia na nossa pedagoga de criar em Vigo (Galiza) a sua primeira escola, seguindo os modelos educativos mais avançados. Com o apoio de seu esposo e de seus pais, Antia abre a 14 de setembro de 1961 em Vigo, na rua Pizarro, as portas do que ia chamar-se Colégio «Rosalia de Castro». Pioneiro na Galiza pelo seu inovador modelo pedagógico: escola laica, mista e coeducadora, igualitária, aberta, bilingue e, na prática, trilíngue (castelhano, inglês e galego). Este seu estabelecimento educativo foi na Galiza do momento um farol de irradiação progressista das novas tendências pedagógicas, mais tarde claramente alinhadas com as da Associació de Mestres «Rosa Sensat» da Catalunha. No mesmo, pela primeira vez, mesmo no país, adotam-se como línguas veiculares o castelhano e o inglês, acrescentando-se com o galego, que vai estar presente de forma viva fora das aulas desde o princípio, mas não nas mesmas de forma oficial porque, pelo franquismo infame dominante, não era possível pois não era «legal», nem estava permitido. A convivência exemplar das línguas pelo relaxada, natural e pacífica que era, já figurava no pensamento de Antia, quando de forma muito acertada dizia: «O segredo para instalar o galego não está em reprovar os escolares, nem na sua imposição, senão no carinho. Não se pode ensinar o galego que é a nossa língua própria, como se fosse o inglês». No ano 1962, pelo incremento da matrícula, num Vigo com grande crescimento económico, o «Rosalia» estabeleceu-se na Grande Via, num solar adquirido por Antia, graças a um empréstimo de seu pai. E em 1978 o Colégio abandona a Grande Via para deslocar-se para o bairro de Bembrive. Tudo provocado pelo espertar dos anos 60, em que os investimentos dos emigrantes provocam um grande aumento da construção urbana e um aumento enorme do preço, que abre uma etapa do urbanismo caótico e selvagem, pela inexistência de planos de crescimento ordenado.

É muito curiosa a decisão de Antia de batizar as salas de aulas do seu colégio com os seguintes nomes: Rosália de Castro, Bertrand Russell, Alexandre Bóveda, Marie Curie, Maria Montessori, Carlos Maside, Eduardo Pondal, Castelão, Luís de Camões, «Marinheiros» e «Labregos». Sem ensino religioso católico obrigatório, nota-se a influência no seu galeguismo do esposo Antão Beiras, que faleceu de cancro em Vigo a 1 de abril de 1968. No seu passamento, o Padre jesuíta Seixas pronunciara a primeira homilia em idioma galego, depois da guerra.
Quando nasceu o «Rosalia» em 1961 contava com 3 professores e 38 estudantes. O britânico Roderick Price Mann («Míster Mann»), responsável em Vigo do Cabo inglês, foi o melhor intermediário, ativo e efetivo, para conseguir para o Colégio a cobertura do «British Council» (Conselho Britânico) e converter o inglês em língua veicular da escola, contando com os conselhos da especialista educativa da Unesco antes mencionada, que Antia conhecera em Paris. Mais tarde foi contratada, para dirigir o Departamento de Idioma Inglês, Dorothy Combee, que na atualidade mora no Porrinho. O ingresso das crianças no colégio era aos três anos e já se acostumavam a viver num ambiente com 3 idiomas: castelhano, inglês e galego (este só nos recreios e fora das aulas, por não autorizá-lo o franquismo dominante).
Em 1969, Antia Cal viajou a Barcelona e entrou em contacto com as «escolas d´estiu» (escolas de verão) organizadas pela A. M. «Rosa Sensat», que presidia a pedagoga catalã, muito amiga minha, a propósito, Marta Mata i Garriga (1926-2006). Ali, com aquele movimento de renovação pedagógica, e o relacionamento que estabeleceu com os seus responsáveis, ajudou também muito à melhoria da preparação dos mestres do «Rosalia». E nessa época introduz já o idioma galego nas aulas de forma normal.
Antia, depois de 30 anos dedicados ao ensino, reformou-se em 1988. Em 1994 recebeu a distinção de «Galega Destacada». Em 2004, em Padrão, recebeu o «Pedrão de Ouro», pelos seus valores galegos e sociais. E, em 2012, em Trasalva (Amoeiro), na casa-museu «Otero Pedraio», pela fundação, entregou-se-lhe o prémio Trasalva desse ano, onde aproveitou para criticar o conselheiro de educação, hoje alcaide de Ourense, por eliminar muitas aulas no rural galego. Antes, em 2002, fora nomeada «Viguesa Distinguida» e «Chairega de Honra». Uma rua do bairro de Lavadores leva o seu nome, e bastantes colégios da Comunidade Galega, incluído o de Muras, onde o concelho a nomeou «filha adotiva». Uma magnífica maneira de informar-se sobre a vida de Antia é ler a sua autobiografia Este caminho que fizemos juntos (Galáxia, 2006) e o livro Antia Cal. Sementar no futuro, publicado em 2012 pela Fundação «Otero Pedraio».
FICHA TÉCNICA DO DOCUMENTÁRIO:
Título: A palavra justa.
Subtítulo: A palavra justa. Uma casa. Uma paisagem. Uma mestra. Tita.
Diretor: Miguel Pinheiro (Galiza, 2015, 67 min., cor, gravação digital).
Produção executiva: Miguel Pinheiro, Carme Varela e Fernando Alfonsín.
Produtora: Atlantis Multimedia, S.L.U.
Fotografia: Alfredo Pérez Sánchez. Música: Nano Garcia.
Narradora: Rebeca Montero. Voz do esposo de Antia: Xavier Gutiérrez.
Protagonista: Antia Cal (mestra e pedagoga entrevistada, com 92 anos).
Argumento: Uma mestra e pedagoga de 92 anos regressa a uma casa parada no tempo. Ali Antia Cal Vázquez («Tita») inicia uma conversa com as suas lembranças, as imagens de uma vida escondidas em velhas fotografias, a paisagem da montanha de Muras no Gistral luguês, que rodeia a casa, e a memória do amor de sua vida, Antão Beiras. Através das suas palavras em galego – cujo uso oficial foi proibido durante os anos do franquismo – conhecemos a Espanha cinzenta dos anos 50. Sabemos das suas viagens pela Europa para encontrar-se com uma pedagogia renovadora, que a leva a criar em 1961 um colégio em Vigo. Uma escola laica, igualitária, conectada com a realidade imediata, e onde as aulas eram lecionadas em diferentes línguas. «A palavra justa» é uma história de amor e de educação que podem ver todos, graúdos e miúdos.


RECUPERANDO A FIGURA DE UMA PEDAGOGA GALEGA:
«A palavra justa» é um jogo inventado por uma professora para os seus alunos. Ao terminar a aula cada criança há de escrever num pequeno papel e da forma mais sintética o que aprendeu durante o dia na aula. Se for possível, numa só palavra. As respostas põem-se na parede e entre todos/as escolhem a melhor: «a palavra justa». Essa professora chama-se Antia Cal Vázquez – «Tita» para os seus alunos –, hoje tem 93 lúcidos anos e desde a distância olha aquele tempo em que fundou um colégio e pôs em andamento uma das mais singulares experiências pedagógicas do seu âmbito.
Perante a câmara, Tita vai-nos narrando as suas lembranças, os seus pensamentos e as suas emoções. Antia Cal busca para nós «a palavra justa» para contar-nos as suas origens, a sua infância, o despertar da sua vocação, a ânsia por saber, a sua luita para poder estudar, o seu encontro com a universidade ancorada no passado, a chegada do grande amor da sua vida, a fundação dum colégio que rompia com o estabelecido… Tudo quanto a conformou como mulher, como mestra e como pedagoga. Com «A palavra justa» acercamo-nos a uma mulher singular que fundou o Colégio «Rosalia de Castro» de Vigo, em 1961, e cuja obra perdurou através dos seus alunos até hoje. «A palavra justa» leva-nos através das estâncias de uma casa parada no tempo que desvela ao espectador uma vida tão silenciosa como frutífera. Essa casa é o princípio e também a metáfora. O filme é também uma viagem através da memória das cousas. Os objetos que enchem as gavetas e os armários são a memória sensorial que aproxima o espectador a um tempo já passado. «A palavra justa» é o contraponto emocional e poético das cartas que Antão Beiras escreveu a Tita antes de casar-se, nos tempos de noivado: uma história de amor que uniria dous fanáticos do progresso, da evolução científica e da liberdade. Dous apaixonados por quanto há de humano nas pessoas. Por fim, «A palavra justa» é o olhar do ourensano Miguel Pinheiro, nascido em 1965, realizador do filme, sobre o mapa dos sulcos que a vida deixou na pele – e no coração – de «Tita». Essas pegadas na sua pele, envolvidas na beleza e na humildade da montanha e da casa, toma-nos pela mão para fazer uma viagem que percorre os lindeiros do tempo e do espaço. Eis a história de Antia Cal, uma mestra comprometida que fundou na cidade olívica um colégio que foi um farol revolucionário da nova pedagogia. As pessoas que aparecem no documentário dialogam com Antia, uma pedagoga naquela altura com 92 anos, que faz um balanço honesto e sem preconceitos do tempo que lhe tocou viver. O ourensano Miguel Pinheiro acompanha a mestra Antia à sua casa da localidade luguesa de Muras, onde lembra como desde menina, na sua Cuba natal, começou a sonhar como ser quando fosse maior, como as primas de sua mãe, universitárias e trabalhadoras.
O diretor Miguel Pinheiro, nascido na cidade das Burgas, filmou grande parte do documentário em Muras. A partir da publicação da obra de Antia O livro dos nenos galegos, que fora um excelente recurso didático em galego para a sua escola, inédito desde 1958, e utilizado nas aulas do colégio viguês «Rosalia de Castro», em que Antia contou com a colaboração do seu esposo Antão Beiras, Pinheiro desenvolveu um projeto de documentário longo de mais de uma hora, com o objetivo de recuperar a memória e o pensamento crítico de uma das figuras emblemáticas da renovação pedagógica galega, durante a segunda metade do século XX, No documentário, Antia aproveita para alertar do sofrimento do idioma galego nos últimos tempos, com grande descida no seu uso, pelo que é necessário responsabilizar-se, para «fazer-lhe um lugar na nossa vida ao galego», pois a língua é uma «obra de arte», segundo diz Antia. Para isto faz falta o compromisso individual e o compromisso coletivo.
Com o tempo já passado, damo-nos conta do grande erro que foi para o nosso idioma o seu afastamento do tronco linguístico lusófono, o seu isolamento e castelhanização, e a imposição por diploma, sem admitir qualquer discussão, duma infame norma ortográfica desvalorizadora do idioma, que, por desgraça, ainda impera hoje, e não se admite oficialmente a norma internacional lusófona, marginando de forma imoral e injusta todos os que contra ventos e marés a vimos mantendo em uso desde os inícios dos anos oitenta.

ANTIA CAL NA SUA VOZ:
Um formoso documento que todos, galegos e galegas, e em especial os docentes, deveríamos ler é a autobiografia que no seu dia escreveu a nossa pedagoga, publicada por Galáxia em 2006, sob o título de Este caminho que fizemos juntos. A leitura pode completar-se com o livro publicado pela Fundação «Otero Pedraio», em 2012, Antia Cal. Sementar no futuro, e mesmo com a entrevista que lhe fizeram no programa de «Pré-escolar na Casa» da CRTVG em 2012, e a entrevista que em Eduga 50 lhe fez Gena Borrajo, com o título de «Antia Cal Vázquez: uma vida de superação».
Tiramos alguns treitos da sua autobiografia, em que com as suas próprias palavras nos diz: «Fiz-me amiga dum velho catedrático reformado em Genebra, que trabalhava na catalogação dos documentos de Pestalozzi. Um dos dias que voltei ao museu pedagógico genebrino, quando se inteirou de que meu filho mais velho fizera cinco anos, espetou-me: Já lhe passou o sol pela porta. Queria dizer-me que a educação começava desde o mesmo momento de nascer, cousa que eu tive muito em conta depois quando abri o Rosalia às crianças de 3 anos (…) Aquele velho professor pôs-me em comunicação com uma aluna sua, especialista em educação, que trabalhava em Paris para a Unesco. Esse foi outro contacto fundamental para a minha vida, porque desde que, numa conversa que mantivemos Antão e eu com ela, recomendou-nos a educação no Reino Unido, como a mais avançada naquela altura para os nossos filhos. Voltamos à Galiza com uma ideia fixa, na qual o meu esposo insistia, apesar das minhas prevenções pelos nossos pequenos problemas económicos: mandar os nossos filhos estudar ao Reino Unido, apertando-nos o cinto, em diferentes anos. E assim o fizemos (…) No colégio o ensino era bilíngue a 50 por cento entre o castelhano e o inglês, que as crianças já praticavam desde que chegavam aos seus três anos. Era uma imersão total nos dous idiomas. A presença do galego não era oficialmente possível, embora o falássemos com normalidade fora das aulas entre nós. E nisso, como no inglês, foi decisiva para mim a opinião do meu esposo Beiras, que o falava de forma habitual».
Quando em 2012 lhe entregaram o prémio Trasalva desse ano, perante o conselheiro de educação e cultura, cuja conselharia decidira fechar numerosas escolas rurais, Antia Cal não conseguiu conter as lágrimas quando se referiu aos cortes que o Governo de Mariano Rajoy realiza aos orçamentos de Educação, o qual obriga a fechar escolas no meio rural. Sentada frente ao conselheiro Jesús Vázquez, a pedagoga rompeu a chorar ao mencionar este anunciado feche de escolas. «Hoje não podemos consentir que existam analfabetos», diz, apelando à reflexão. Afirmando que «a educação é a base e a pedra angular de uma sociedade livre e desenvolvida».

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:
Servindo-se da técnica do Cinema-fórum, analisar e debater sobre a forma (linguagem cinematográfica: planos, contraplanos, panorâmicas, movimentos de câmara, jogo com o tempo e o espaço, truques cinematográficos, etc.) e o fundo do documentário sobre Antia Cal.
Organizar nos estabelecimentos de ensino galegos dos diferentes níveis uma amostra-exposição sobre a pedagoga Antia Cal e o seu colégio «Rosalia de Castro». A mesma deve incluir textos, fotos, esquemas, resenhas jornalísticas, murais, cartazes com frases da pedagoga, os seus livros, desenhos, esquemas, etc. E mesmo textos livres das crianças. Pode encontrar-se bastante informação na internet.
Organizamos um Livro-fórum, pondo-nos de acordo todos, escolares e docentes, para escolher entre ler a autobiografia da pedagoga antes citada, ou o livro que a Fundação «Otero Pedraio» publicou em 2012 dedicado à sua figura, que também antes resenhamos.

 

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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