UM PAÍS TROPICAL

小即是美 (Xiǎo jí shì měi)



Diz-que na muralha chinesa há um epígrafe retranqueiro que reza: “O pequeno é formoso”.

Conheci durante um jantar em Luxemburgo um advogado francês especialista em direito internacional que está precisamente a dar aulas numa universidade chinesa para melhorar a sua competência na língua oficial daquele país. Como não poderia ser doutra maneira, saiu o tema da democracia e da liberdade de expressão e outros direitos civis. Ele disse “cumpre entendermos um país do tamanho da China nunca poderá ser gerido da mesma maneira que um do tamanho do Luxemburgo”.

Traduzido para o meu idioma político isto significa que um país do tamanho da China nunca poderá ser democrático. E quem diz a China, diz a Rússia, diz os Estados Unidos, etc. Já os romanos se precataram de que império e democracia são termos antitéticos e já Borges escrevera nos poslúdios da segunda guerra mundial que para os EUA alcançarem o lugar no mundo que estavam chamados a alcançar deveriam primeiro abandonar quaisquer “superstições democráticas”.

Isto conduz-nos à pergunta de qual é a massa crítica a partir da qual a democracia é impossível. Se calhar é uma pergunta estúpida, pois cumpre considerar outros fatores para além da demografia. Reformulando a questão em chave local poderíamos interpelar-nos: pode a Espanha virar um estado democrático? A teimuda história semelha responder que não. Até hoje, quando menos, nunca o foi e precisamente estamos hoje mergulhados num processo involutivo de fundo calado. Pareceria que a muito precária democracia que conquistáramos resulta-lhes excessiva àqueles que têm a tigela pela asa. Mas, permitam-nos insistir, poderia acaso ser doutro jeito?

Depois de ter morado em sete países (todos ocidentais), a minha experiência indica-me que que, grosso modo, quanto mais pequeno mais democrático. Governe quem governar. Quando menos no mundo ocidental. Um governo conservador em Luxemburgo, por exemplo, onde todos nos conhecemos, é muito mais sensível às necessidades das pessoas do que qualquer governo do PSOE na Espanha.

No caso da Catalunha é verdade que o governo de CiU está a aplicar desapiedadamente o rolo neoliberal. Não admira, é o seu. E também é a única maneira da Catalunha ser aceite de bom grau nesta UE que padecemos. Porém, numa Catalunha independente é muito provável uma coligação de governo (ERC-CUP-IC, por exemplo) que dê passos decididos cara à democracia participativa. Muito provável, quase segura.

Já na Espanha… bom, digamos que a ultima vez que se tentou já sabemos em que deu o tema… Nem bom vento, nem bom casamento.

 

Edelmiro Momám

Edelmiro Momám

Miro Moman nasceu em Ferrol (Galiza). Morou na Galiza, EUA, Itália, Irlanda, França, Alemanha, Catalunha, Eslováquia, Luxemburgo e Rússia, país no que reside desde 2018. Para além de uma desmesurada paixão pela ciência, tem o vício de se interessar por tudo.
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  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    Eu sempre o disse: grupos pequenos. Mas a vida desmentiu-me a teoria: nos grupos pequenos (mesmo muito pequenos) também pode haver ditaduras. Avonda com que a maior parte estejam de acordo. Assim que agora penso que se trata mais duma questão individual, de cada uma, de sermos fieis ao bem comum, à justiça e não outorgarmos privilégios a ninguém.

  • Heitor Rodal

    Se calhar também está relacionado ou, no mínimo, o enunciado coincide com a inscrição da muralha chinesa: http://en.wikipedia.org/wiki/Small_Is_Beautiful

    • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

      Para dizer verdade, eu não lembro exatamente o que põe na grande muralha. O conto contou-no há anos um cientista sino-americano durante uma palestra e até mostrou uma fotografia do epígrafe em questão.

      Acho que o seu nome ou sobrenome era “Xiao” (pequeno) e dai a piada. A palestra era sobre diminutas máquinas moleculares, as quais, segundo o adagio, seriam formosas e ele próprio (sendo Xiao) também seria bonito… 😉

      • Ernesto V. Souza

        Eu como sou baixinho, concordo também… XD

    • Ernesto V. Souza

      ei, Heitor… como se viviu essa muralha em forma de V… vás escrever alguma cousa, para nos contar, ainda que seja pequenina? 😉

      • Heitor Rodal

        Sim, deveria, porque a verdade é que cada etapa que queima o processo de autodeterminação catalã vão ficando à vista de maneira mais evidente três cousas:

        1) o tremendo divórcio entre a sociedade catalã e o estado espanhol e a sociedade espanhola, por viverem a primeira e os segundos em universos completamente diferentes.

        2) a tremenda cegueira e a teimosia absurda do governo espanhol.

        3) a lição de civismo, pluralidade e respeito que está a dar a sociedade catalã, que foi quem de movilizar milhões de pessoas em anos sucessivos sem que se produzisse nem um só incidente resenhável.

        Já logo dum ponto de vista estritamente galego, sei que a maior parte do chamado ‘nacionalismo’ galego ficará agora admirado e maravilhado mais uma vez com esta última demonstração de força do nacionalismo catalão, sem reparar que a chave do sucesso está no trabalho calado, constante e coerente ao longo de décadas. Quer dizer: admirar os resultados sem ter os azos, a decisão ou a vontade de assumir os trabalhos. Enfim.

        • Galician

          Com bem diz o Joam Facal, o chamado ‘nacionalismo’ galego sempre foi mais de meta-física que de física. Demasiado filósofo-intelectual e pouca gente a trabalhar em cousas práticas e reais que ajudem realmente a construir identidade nacional.

          E nessas continuam de forma maioritária, e o patético é que depois dizem que a culpa é da sociedade, que está colonizada. Normal que esteja colonizada. Que lhe oferece esta gente?

          Já no campo da ‘esquerda’ (palavra suprema e totémica para eles). Que faz por exemplo um sindicado como a CIG com 80.000 afiliados e uns quantos milhões de € de orçamento por construir identidade nacional galega? Qual a sua estratégia a esse nivel? Existe alguma estratégia, plano?

          • Ernesto V. Souza

            A cousa, caro, não tem já – há muitos anos – remédio por isso o que conta é o que façamos e fazemos cada um de nós, a estratégia que temos ou podemos chegar a ter.

            Acho que já passou o tempo de criticarmos outros e passar a fazer e a construir apenas pensando nas nossas cousas, forças e projetos…

          • Galician

            Sim, concordo, e nisso estamos, estruturando e trabalhando em projetos de futuro na medida das possibilidades sempre limitadas. Porém, eu pessoalmente, não vou guardar o que penso sobre isso.

          • Ernesto V. Souza

            Perfeito, logo…

        • Ernesto V. Souza

          Heitor, caro, devias contar e devias dizer… é muito interessante…

          • Heitor Rodal

            Desculpai, quanto comentário desde a minha última participação! 😉 O certo é que ando enleado noutras cousas e lideiras e o tempo não dá para muito mais. Contudo, obrigado polos comentos e sugestões.

        • Joám Lopes Facal

          Quanto ao último comentário, Heitor, talvez nom seja justo. Nom foi empenho e coragem o que faltou no nacionalismo pós franquista senom compreensom do país real e fixaçom política em estratégias canceladas polo decurso da história. Pouca leitura e mal escolhida e também pouco cinema. Por exemplo, a cousa teria melhorado um bocado caso a dirigência houvesse visto filmes como “A vida dos outros” ou “Good-bye Lenin”. Mas, enfim.

          • Ernesto V. Souza

            Suponho que seriam muitas cousas, ou “cousas” de muita gente…

            Mas, não sei… algo é que se faria… ainda que eu francamente não penso que tenha achegado muito nem que vaia achegar nada de interesse à teoria da construção nacional ou à pratica de construirmos um estado galego…

            Em realidade tenho a sensação de que a diferença da Catalunha, na Galiza, os galegos, cada um de nós… anda na sua guerra….

          • Galician

            E em todo este tempo (olha que passaram 3 décadas) não tiveram tempo de ler outros livros e ver esses filmes que citas? Digo-o por isso do método Paulov. Prova-Erro.

          • Ernesto V. Souza

            Mas isso, caro é uma obsessão pessoal tua…XD

            Eu não acho que pintar estreleiras ou colaborar a decorar faixas, ou inventar palavras de ordem seja algo dos 14… é de quando cumpre ou toca, de quando há gente nova e entusiasmo, que sempre é o melhor mestre… são tarefas e estéticas nas que um Casal, um Castelao, um Picalho, um Diaz Valinho, um Seoane, na sua maturidade mais plena, não deixaram de fazer…

          • Galician

            Utilizo o tema da estreleira como metáfora apenas. Claro que é uma bandeira a existir e usar como qualquer outra para quem gostar dela. Mas o problema metafórico é que para essa ‘esquerda’ atual (que pouco tem a ver com essa dos anos 30 que comentas) só existe essa bandeira, o demais não existe, é pouco menos que espanhol. Quando os espanhóis são eles no sua dependencia mental da Espanha.

          • Ernesto V. Souza

            Meu caro, todos temos as nossas teimas… a minha durante muitos foi demonstrar que o galeguismo pinheirista contribuira, tanto ou mais que o franquismo, ou justamente canda ele pelo seu caráter e projeto de “Normalizador” do galeguismo, do galego, da cultura, da literatura da Galiza, a apagar a tradição, figuras e discursos da ESQUERDA GALEGUISTA…

            Uma esquerda, uma tradição que existira, que fora no político e organizativo, mais importante que a da direita… sobre a que se montara toda a história do movimento galeguista, da tradição cultural e política.

            E este apagamento propositado era triplamente perverso: primeiro porque apagara uma parte da história para justificar umas escolhas pessoais e presentes; segundo porque bifurcara o galeguismo entre exílio e interior e terceiro, porque as novas gerações de galeguistas que trataram de romper com o Mandarinato piñeirista e com a política de Galáxia extraíram a sua teorização e dinámicas dos movimentos de libertação nacional de corte anticolonial e marxista, copiando os discursos e programas de América Latina, África, Ásia e tratando de imitar os discursos de Euzkadi, Catalunha sem conhecer que na Galiza já existia uma tradição própria e característica (e encontrada em dinámicas sociológicas com essas histórias, dinámicas e projetos), uma tradição que era doadamente ligável e remontável aos movimentos do século XIX, XVIII, à história da Galiza, entre Castela e Portugal e a tudo quanto anterior de revolta antisenhorial, caminhos no mar, nascimento dos reinos, queda de Roma, atlantismo, Celtismo, idade do Ferro, bronze… e além até a origem do mundo…

          • Galician

            Sim, acho que Villares explica muito bem isso que comentas aqui: http://www.editorialgalaxia.es/imxd/libros/doc/1141896935166_Ramon_Villares.pdf

            Agora estou lendo o livro de Miguel Anxo Murado: “Outra idea de Galicia” Conheces? É muito interessante a sua perspectiva…

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Luís, há uma cousa que se chama (ou eu lhe chamo) leitura sonoro-visual dos textos. Não é nada de ler em diagonal nem patacas dessas. É ler ouvindo as palavras, e deixando que as palavras formem imagens na tua mente, ler observando o vocabulário utilizado e as cores que esse vocabulário desprende. Se aprendes a ler assim poderás descobrir qualquer tipo de serpente, por muito sobranceira e vestida de seda que se amostre. Recomendo-te que repasses o artigo que dizes (eu acabo de lê-lo) com essas dicas, observa as cores das palavras, tenta seguir o desenho que o autor traça e verás que está muito distante da tua intenção, mesmo afirmando quase o contrário do que tu propões.
            Poucas pessoas há que expliquem melhor estas cousas que o Ernesto, mesmo nas suas épocas baixas. Eu não conheço nenhuma, mas sim sei reconhecer quem se agacha nas saias do poder. Uma boa análise desse artigo revelaria aquilo que quer esconder, e que afeta intimamente ao seu autor. No fundo todos somos vítimas de nós [email protected]

          • Galician

            Relerei de novo esse artigo de Villares então. Quanto ao livro de Murado é muito bom. E penso que é bom também para os galegos e galegas lerem…

          • Ernesto V. Souza

            Caro… não sei bem que queres dizer, nem fazer… mas ânimo… seja o que for… tudo quanto leiamos, pensemos, comentemos, debatamos, que sirva para fazer depois… o que seja… é bom…

            é algo que têm bom @s [email protected]… fazem… pensam… encetam uma e outra vez… e volvem outra vez…

            Uma muralha chinesa… dá para falar…

            Abraço a todos…

          • Ernesto V. Souza

            Como diz o dito castelhano… unos cardan su fama y otros pagan la lana… ou cousa assim XD

            O importante é ter saúde… que as ideias mesmo aquelas que não… circulam e terminam por sair tarde ou cedo… das bocas autorizadas e importantes… e daí ao mundo…

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Sim, mas o caso era não ser somente um saco de onde saem ideias. Ora, tu mesmo. E já me sei de cor os teus contos da cabeça flutuante e demais. Tudo desculpas para não fazer o que há que fazer.

          • Joám Lopes Facal

            Muito bom Murado, umha olhada fresca sobre a identidade colectiva.

          • Joám Lopes Facal

            A nómina dos que deixárom de ler é ampla no nacionalismo, Galician, e a longevidade dos magistérios estabelecidos interminável. Ortega opinava que cada 15 anos aparece umha nova geraçom: calcula. A mim a “estreleira” tampouco me entusiasma, prefiro a original ainda que por mais nom seja que por ter sido a do mestre fundador, Castelao. Contodo, nom perdemos as esperanças, como Almada Negreiros dizia rememorando a desgraçada vida de Camões: “Não há portugueses, há Portugal”. É a persistente identidade cultural que nos define e convoca. Virám tempos melhores, há hoje mais consciência nacional do que nunca, apesar das apariências.

          • Galician

            Que os Deuses galaicos te ouçam… 🙂

          • Ernesto V. Souza

            pois eu penso justo a contrário que Almeida … e que o mais do nacionalismo Português (e espanhol): e acho um outro dos pontos a destacar… deixemos de falar de Galiza (de que Galiza, a Celta, a Sueva, a Medieval, a magna, a castelhana, a provincial, a autonómica…? ) como algo feito, como uma nação a que há que lhe colocar um Estado…

            No nosso casso ainda não houve nem há Galiza, talvez não chegue nunca a haver… mas [email protected] há por toda parte… é com a ideia dos [email protected] que há que construir não com a da Galiza…

          • Joám Lopes Facal

            Que é entom o que nos convoca e se ramifica na confusa algaravia? A raiz do mito é múltiplo e a sua persistência e potencial, inegável.
            A verdade é que a mao política nom deu com a ferida e o nacionalismo pós franquista perdeu o rumo por erro na diagnose e incapacidade de correcçom.Mas, onde cresce o perigo cresce também o remédio como lecionou um poeta alemám. A história é longa e as naçons mostram tendência a reverdecer, parece ser.

          • Ernesto V. Souza

            Penso que não é tanto a Galiza, quanto a galeguidade… entendida como uma etnicidade, um espaço cultural, folclórico, filosófico, mental, social, organizado arredor de lugares e espaços de memória, símbolos, costumes, tradições, leis não escritas, ditos … algo que não se fixou, por escrito ou não se refletiu como religião ou estado, senão esparso em momentos, sentimentos, lugares, feitos, livros, ritos sacralizados…

            A Galiza, entendida como galeguidade, ou como base de reconhecimento étnica é anterior às nações que são uma cousa contemporânea e francesa e às línguas que são uma invenção também moderna…

            As nações o conceito tem várias fases todas arredor de crises mundiais (ocidentais)… o liberal libertador de fins do XVIII, o estadual de meados do XIX, o nacional popular da crise finisicular-grande guerra… e parece, concordo, que estamos agora numa fase nova, de revitalização do modelo e conceito, mais do que no espertar seródio de velhas nações…

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Essa galeguidade estava sustentada por uma estrutura socioeconómica que existe apenas na memória. A nova galeguidade será projeto cívico e vontade ou não será.

          • Ernesto V. Souza

            Pois é. a estrutura socioeconómica, constrói e reforça a maneira de pensar da gente e a maneira de pensar da gente dá forma à estrutura e a sociedade. As mudanças económicas e sociais, são rápidas, mas o fundo cultural, a interpretação das causas e das cousas que acontecem… tarda mais em desaparecer, especialmente quando tem tão forte raiz, e ainda condiciona, por muito tempo

            Agora, para essa nova galeguidade cívica e com vontade, é para o que, entre outros, acho, todos nós escrevemos estas esquisitices… 😉

          • Galician

            Com certeza mas a identidade nacional cívica (Catalunha, Escócia, etc) só se manifesta se há antes um árduo e duro trabalho de construção dessa identidade usando todas as ferramentas havidas e por haver: história, símbolos, geografia, arte, economia, literatura, desporte… até a gastronomia nacional é um potente instrumento de construção de identidade.

            As identidades cívicas não nascem por “arte de mágia”. Há que criá-las primeiro…

          • Joám Lopes Facal

            Exacto, a naçom construída e em construçom polo pensamento nacionalitário a partir do material histórico reinterpretado, o resto é paisagem. Nom é de outra maneira como se construiu Espanha e Portugal, embora com material mais sólido e arquitectos masi expertos: a escola, o púlpito, as instituiçons.

          • Galician

            Espanha, Portugal, Catalunha (a propria Diada celebra o 1714)… e todas as nações ou Estados da Europa foram construídas assim. A propria frança republicana foi construida assim:

            ****

            Thiesse (2008) identifica os parâmetros modernos na
            construção das identidades nacionais como uma mistura
            dos conceitos clássicos de nação política ‘a la francesa’
            surgida da Revolução de 1789 onde a nação é a expressão
            duma escolha e duma adesão política. Ou na sua versão
            romântico essencialista alemã da nação se conformando
            a partir duma comunidade de destino que compartilha
            traços étnicos e culturais unificadores.

            Porém, as nações modernas melhor sucedidas fazem
            sempre uso das duas metodologias na sua construção
            nacional. Qualquer nação tem assim, hoje, ao mesmo tempo
            um componente político -universal e abstrato- e cultural
            -particular e concreto-, começando pela própria França
            que nas actuais leis de imigração exige aos estrangeiros
            «não um bom conhecimento da constituição republicana
            mas da língua francesa.» (Thiesse 2008)

            Magarinhos, L. (2014) “O Eterno Retorno da Europa.
            Aspectos Comparados da Cultura e Identidade Europeia.” Porto: Cultureprint. p. 40

          • Joám Lopes Facal

            Excelente Thiesse a nom ser a torpe traduçom. Magarinhos, 2014 umha boa introduçom ao europeísmo actualizado, e muito perseguido por estes lares, da-lhe os meus parabens, Galician.

          • Galician

            Hehehe… Esse livro de Thiesse está editado em português em Portugal mas acho que está descatalogado. É uma pena… O meu podes encontrá-lo na Ciranda em papel ou no Amazon em digital: http://www.amazon.com/eterno-retorno-Europa-comparados-identidade-ebook/dp/B00JH6O0JK/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1410789031&sr=1-1

          • Joám Lopes Facal

            Já o lim com aproveitamento, sócio.

          • Ernesto V. Souza

            Não li, mas penso procurar….

            Caros, devíeis fundar um Seminário de estudos nacionais (?), com um site WEB, um foro ou um espaço permanente de debate…

            Nestes debates, nas margens tocam-se temas que depois muito ecoam cá e lá… nunca sei se é o signo dos tempos, e as ideias estão no ambiente e qualquer pequeno fulminante as detona ou que as mensagens se replicam e esparegem até se fazerem lugares comuns…

          • Galician
          • Ernesto V. Souza

            ??? o que é isso? teu?

          • Galician

            É um projeto em constituição. Por enquanto não posso dar muita informação. A que forum online te referias? Podes podes por algum exemplo?

          • Galician

            Hoje não é só a escola mas as redes sociais, internet… Nunca tão facil foi como hoje difundir novas ideias. O central é ter claro que ideias se querem difiundir. se é para difundir as de Lenine na Galiza, o fracasso absoluto está garantido…

          • Joám Lopes Facal

            Certo, o potencial dos meios contemporáneos: aí está a opurtunidade de difusom e persuasom do discurso de construçom nacional. O discrurso adversário impera no argumento quotidiano dos comentaristas consagrados pola imprensa e a TV regional.

          • Galician

            Concordo ainda que o Praza Pública, a mim pessoalmente, parece-me, tirando algúns opinadores, claro. Um médio profundamente hispano-dependente e inserido no marco mental espanhol…

          • Joám Lopes Facal

            É verdade, plural e progressista si, semelhante ao espectro social a interpelar.

          • Heitor Rodal

            É possível que seja mesmo injusto, Joám. Porém, não é de justiça que estou a falar, mas de efetividade. E já vai lá uma cheia de anos que não acho nem um só elemento ou cousa de interesse no assim chamado ‘nacionalismo’ galego, que como aponta o Luís foi construído e continua sustentado em mitos, dogmas e axiomas que não mudaram em décadas, mesmo se terem demonstrado de duvidosa quando não de manifesta inutilidade.
            Um deles o voluntarismo imaterial ou platônico, que seica irá vencer todos os males que nos aqueixam por mor da simples vontade, e que pode ser resumido naquele famoso lema que diz: “A forza do noso amor non pode ser inútil”. Pois sim, pode. De facto, foi.

          • Ernesto V. Souza

            A sério que devias escrever mais… Abraço, meu…

  • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

    A campanha de independência da Escócia está a resultar absolutamente fascinante. Um dos aspetos mais interessantes é como os países escandinavos estão a “conspirar” para absorver a Escócia na sua área de influência:

    http://www.esquerda.net/dossier/o-modelo-nordico/34043

    Na verdade, visto o espaço céltico não existir em absoluto, enquanto o espaço víquingue é um espaço económico, político e cultural absolutamente consolidado e compacto desde há muito tempo, é lógico para a Escócia se integrar nele.

  • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

    Luís, modifiquei um bocadinho o teu desenho da bandeira do Reino Suevo para poder serigrafiá-lo com facilidade:

    1.- O leão é o escocês (acho que o mesmo que empregaste tu, mas simplificado).

    2.- O dragão é o do brasão de Bragança muito simplificado.

    3.- O graal é o teu mas com fundo transparente.

    4.- A tipografia, , por não romper a cabecinha, é Uncial Antiqua, mas poderia ser qualquer outra.

    Eis o arquivo SVG (editável e com fundo transparente para poder fazer camisolas, bandeiras, etc):

    https://mediacru.sh/7QNLd0UYckay

    Por exemplo:

    http://s29.postimg.org/i6ou63wsn/camisolas_regnum.png

    As cores reais são as da rapariga.

    • Ernesto V. Souza

      Já que estais… o leão galego acho que é originalmente passante ou andante, no selo dos reis da Galiza e no desennho do Tombo, não rampante… Que se colocou depois em equilíbrio com as Torres) e o mesmo a Coca…

      http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6c/Adefonsus_legio_galle.jpg

      No escudo de São Mamede de Portugal, o Leão é dourado e passante…

      • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

        Acho que Luís baseou-se nisto:

        http://institutogallaecia.org/docs/A%20bandeira%20do%20Reino%20Suevo%20da%20Gallaecia%20revista.%20Tom%C3%A1s%20Rodr%C3%ADguez%20Fern%C3%A1ndez.%20Rev.%20Agalia%202010.pdf

        De facto, ele fez uma excelente reprodução da sugestão que faz o autor. A verdade é que não li o artigo mas é verdade que os leões de Afonso IX e Fernando II estão a quatro patas.

        Já em Portugal, tanto o brasão de Coimbra quanto os da casa de Bragança representam os bichos rampantes.

        • Ernesto V. Souza

          Mas é porque são refações a posteriori, o rampantismo foi uma moda na heráldica que veu à península com os Plantagenet, que curiosamente conservaram nos seus brasões os originais passantes…

          Se reparas nas mais das casas galegas e brasões antigos, Moscosos, Osórios… os lobos, porcos e outras bestas totêmicas… são passantes…

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            O que diz Rodríguez Fernández é que, por ser um brasão pré-heráldico, os bichos podem adaptar-se ao campo e serem passantes ou rampantes segundo convier… De facto diz que o leão é passante e púrpura no selo, mas rampante e dourado no escudo… Em que se baseia não o sei…

            Mas bom, digamos que devem ser os dous passantes: Valeria o dragão galês? Teria quatro patas ou apenas dous braços e uma cauda?

            E se o leão está à direita do graal, imagino que mirará para a esquerda, não? Mas isso é o contrário do que fazem os leões do selo e dos tombos…

            Se fazes um esquema com a tua ideia, tentaria plasmá-lo numa imagem vectorial.

          • Ernesto V. Souza

            Caro, eu não desenho bem…

            No escudo de Coimbra eu diria que são Batalhantes… (enfrentados)… simbolizando Celto-Romanos e Suevos

            Talvez no da Galiza… tenha a mesma lógica e estejam bem como no vosso desenho… doutro jeito, como eu digo… haveria que ir a um escudo composto (em quarteis) com o Graal no centro ?

            Deixai que o pense…

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman
          • Ernesto V. Souza

            Mola… agora se colocamos saindo do graal em vez da ostia e da princesa de Coimbra um sol como o que desenhou Fontenla leal para o da RAG… XD XD

            http://noticias.universia.es/es/images/migracion/f/fu/fun1/funda-academia-galega.jpg

          • Ernesto V. Souza

            MIro… o fundo dourado é dos Suevos… podes fazê-lo em Branco… e uma variante com as aspas azuis da Cruz de Santo André?

            Destarte temos uma outra bandeira moderna… para agasalhar o Luis sem a estreleira…

            Salvo que lhe metamos a estrela em vez no colo do cálice… XD

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman
          • Galician

            Afinal vai ser que a estreleira foi um invento do Partido Comunista de España (PCE) nos anos 30:

            ***

            “O caso é que Luis Soto (o da posiçom Soto da que sempre falam os da FPG ), comenta neste livro:
            http://pictures2.todocoleccion.net/tc/2014/04/16/20/42869761.jpg
            que a estreleira foi umha bandeira de combate que apareceu como insignia do “Batallón Líster” integrado exclusivamente por galegos no exército da república. Galegos que se atopavam fóra do País quando a rebeliom militar. Nom tenho o livro agora na minha morada e nom vos podo transcrever o que nele diz. Polo tanto, se entendemos que a bandeira republicana galega da estrela branca é previa a vermelha da guerra, o nosso caso é como o dos cataláns Do que nom creo que gostem muitos indepes galegos, é de que o primeiro usso documentado da estreleira, fosse por parte de membros do PCE, que hoje tanto arrenegam dela… cousinhas da história”

            Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=698029380289353&set=a.121438277948469.25148.100002468936450&type=1&theater&notif_t=photo_reply

          • Ernesto V. Souza

            Isso é verdade… em geral é a estrela branca (ou preta) a que acompanha a fouce (também branca ou preta)… ve-se muito bem num dos cartazes do Estatuto, acho que num dos de Diaz pardo… com duas estrelas uma branca e outra vermelha e um pé que diz algo como… as duas simbolizam a liberdade… não topo na rede, mas acho que estará nalgum dos livros de homenagem ao estatuto ou Dias pardo… ou pode que na Gran enciclopédia galega…

            A respeito dessas cousas do PC, recomento em AKAL, arealonguinha a Historia do Galeguismo Político (1976), de Ramon de Valenzuela… com os apêndices da polêmica posterior… por falar do papel do PC (do que era na altura militante) durante a campanha do estatuto…

            Bota um olhos nas personagens que intervêm na polêmica… é para escaralhar-se

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            E a versão serigrafiável:

            https://mediacru.sh/659–ycZvz_E

            http://www.pictureshack.us/view_69427_bandeira_galega_reino_suevo_passant_camisola.png

            A versão passante fica bem para fazer estandartes desses alongados… 😉

            Para camisolas e escudos melhor a rampante… 😉

            (o fundo não é branco, é transparente, destarte pode-se colar acima de qualquer cousa)

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Bom, o que diz Rodríguez Fernández, e isso sim que o explica, é que inicialmente a hóstia não se via porque estava dentro do cálice. A moda de tirar a hóstia do cálice seria posterior.

            O do Sol é uma ideia magnífica, porque a hóstia é o corpo de Cristo e o Cristo é uma personificação do Sol. O cristianismo é um culto ao Sol, só que os cristãos esqueceram… Ficaram com as alegorias e esqueceram o essencial.

          • Ernesto V. Souza

            Fontenla que era Mação… é o Sol dos orientes…

            O mito da custódia descoberta é porque só a Galiza tem esse privilégio, dado que nunca foi tomada de árabes… XD

            Mas o Sol fica muito mais ajeitado e à vez deixa dalgum jeito o símbolo tradicional.

          • Tomas RF

            Caros, acho que estamos a falar duma questão transcendente, eu fugiria das conjeturas e procuraria
            transcender os pontos de vista e gostos pessoais.

            Ernesto, ao respeito dos árabes na península ibérica, recomendo um livro: http://www.casadellibro.com/libro-historia-general-de-al-andalus/9788488586810/1101167

          • Ernesto V. Souza

            Obrigado, lerei…

            O meu comentário é apenas uma piada sobre o que dizem os velhos escritores galegos…

          • Tomas RF

            🙂

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman
          • Galician

            Ficou muito bem. Vou agregar ao meu desenho esse sol a ver q tal fica.. 🙂

          • Ernesto V. Souza

            Mola, a verdade é que se poderia re-fazer o escudo e a bandeira…

            Com fundo branco só faltam apenas as 7 cruzes, que podiam ser aspas ou estrelas… XD

            A bandeira com a franja azul, que mais bem deveria ser com as Aspas de Santo André seria mais bem da Crunha… e da emigração…

          • Galician
          • Ernesto V. Souza

            Sim essa… mas penso que essa é a da Crunha, antes de que lhe tiraram uma banda, porque coincidia com a da Marinha Imperial Russa…

            Mais ainda, eu diria que é a da Pescadaria, porque devia ser a bandeira do grêmio de mareantes… cujo patrão era Santo André… e é a dos emigrantes, porque é a do Porto de saída…

          • Tomas RF

            Os quarteis nos
            brasões representam as diferentes famílias, ou a genealogia da pessoa concreta (uma
            pessoa). Este nosso é o brasão dum reino, um símbolo que ultrapassa a pessoa
            que tem o direito de o levar. Também convém lembrar que este brasão é anterior
            à formulação das leis da heráldica.

          • Ernesto V. Souza

            Pois é… eu dizia na perspectiva de consideramos, com a lenda, que o leão representa os Suevos, a Coca os celto-romanos… e o do Graal sobre branco… que segundo a tradição é por ter “escolhido primeiro” 😉

            Mas fantasiamos num brasão novo, não do dos suevos, galaicos… refeito… para hoje…

          • Tomas RF

            Concordo com que é de hoje, mas eu gosto e prefiro as lendas tradicionais e não as académicas que falam de celtas e romanos… São alheias ao povo e atentam contra o nosso patrimonio imaterial, são desprezativas com nós.

          • Ernesto V. Souza

            Eu também…

            E, enfim, caro, ti és o especialista… não é que não tome a sério, não… nada é desprezativo com nós…é simplesmente como diriam o Said o Bahbha ou o Kiberd, reutilizável… 😉

          • Tomas RF

            Olá, sou o Tomás,
            autor do artigo da bandeira sueva. Vejo que no artigo ficaram escuras algumas questões
            que agora, talvez, convêm pôr algo mais claras, ou pelo menos intentá-lo. O
            facto de se adaptarem os animais heráldicos ao quadro que os contem e,
            portanto, serem passantes ou rampantes; é evidente ao observarmos os
            testemunhos documentais mais antigos ou próximos a aquela época sueva. As
            normas heráldicas, fixas e rígidas (e nunca totalmente seguidas) podem ser
            vistas na praxe do brasão físico desde o século XVII. Antes disso o brasão é um símbolo, uma sinédoque
            evocadora e, como tal, só adquire significado com o seu uso.

            Acho que as
            figuras hão ser rampantes/batalhantes por simples coerência compositiva com um
            cálice que sempre será vertical. De serem passantes deveriam estar colocadas
            uma sobre o cálice e outra abaixo dele para se adaptar ao quadro da fasquia
            duma bandeira.

            No caso do nosso brasão
            é imprescindível lembrar que está composto por três figuras, não poderá ser um
            simples agregado de significados discretos. As três figuras representam uma narração
            (mítica), ou uma ideia complexa. Por isso as três figuras devem ser tratadas em
            conjunto, mantendo uma unidade de significado entre elas; pensando sempre que
            fazem parte dum brasão e não dum carimbo ou um desenho.

            No que se
            pregunta do dragão galês, eu acho que não, o dragão deve ser galego: duas
            pernas com garras e uma cauda

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Olá Tomás,

            Obrigado polo teu inestimável contributo.

            O que achas deste?

            https://pgl.gal/%E5%B0%8F%E5%8D%B3%E6%98%AF%E7%BE%8E-xiao-ji-shi-mei/#comment-1591112643

            Seja como for, agora temos todos os elementos (rampantes e passantes) em formato vectorial (SVG) e qualquer um pode instalar um programa livre e gratuito como o Inkscape e fazer a composição ao seu gosto.

            Aclaro que eu não sei nada (zero) de desenho gráfico e que para fazer isto fui aprendendo sobre a marcha. Todas as composições que aparecem neste fio representam em conjunto 2 ou 3 horas de trabalho (imagino que um profissional poderá fazê-lo melhor em menos tempo).

            E se nada sei de desenho gráfico menos ainda sei de heráldica.

            Apertas,

            Miro

          • Tomas RF

            Acho que ambas podem ser usadas, mas é de ter muito presente que o dragão não deve(ria) ter quatro patas.
            Assim e tudo penso que para desenhos longos ou em banda pode ser ussado o passante e para quadros mais retangulales o verticiais o outro.
            A nossa tradicão é anterior às leis da heráldica! Falamos do primeiro reino de Europa, essa antiguidade deveria estar (muito) presente no brasáo

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Já, há algum exemplo de dragão passante sem patas traseiras?

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Coca sem patas traseiras:

            https://mediacru.sh/fW5C5pj512HZ

            https://mediacru.sh/pkIDEWeWeyCV

            Há um ímpio Sol, mas pode-se eliminar facilmente com o Inkscape (primeira ligação). Para serigrafia, cumpre também eliminar o fundo.

            http://s29.postimg.org/tnnvfsikm/bandeira_galega_reino_suevo_passant_coca_sol.jpg

          • Ernesto V. Souza

            Ei… que bom, não lera entre tanto balbúrdio… olha… caro, e não podias dar um bocadinho mais de forma a estes comentários teus e encaminhar um texto para cá no PGL ??

            Obrigado!!

    • Galician

      Está bem… Aqui o vector EPS do meu desenho: http://www.institutogallaecia.org/descargas/bandeira-galega-historica-reino-suevo.zip
      De onde tirás-te esse dragão? Eu tive muitas dificuldades para encontrar desenhos de dragões que puderam valer…

    • Heitor Rodal

      Muito bom! Devo dizer que considerações e justificações históricas à banda, dum ponto de vista estético gosto mais do leão vermelho que do púrpura. Poderia ser que o vermelho tivesse degradado para púrpura com a passagem do tempo..? ;D

      Púrpura

      s. f.

      (1) Substância corante vermelho-escura, tirando a violeta, que se extrai da púrpura (molusco).

      (2) A cor púrpura.

      (3) EXT. A cor vermelha.

  • Galician

    Nossa senhora, quanta criatividade… Boa ideia o das camisetas…

    • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

      Pois a ver se alguém se anima a fazê-las e comercializá-las.

      • Galician

        Sim, com certeza! 🙂

      • Galician

        🙂

    • Tomas RF

      Do meu parecer o desenho final de Luis é ótimo. Parabéns

      (No texto, ainda que o leão é roxo, falas de vermelho)

  • Ernesto V. Souza

    Miro… para já digo que falar da muralha chinesa é ainda pior que falar do tempo… 😉

  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    E aqui ninguém pensou em pôr uma leoa? ou uma dragoa? Olhai que sois monotemáticos… Ademais, isso do cálice lembra-me ao da Bethânia: afasta de mim esse cálice (= esse “cale-se” da ditadura brasileira no seu dia)
    https://www.youtube.com/watch?v=tjgekw58WBg

    • Galician

      Fica dificil saber o género do dragão ou leão…. 🙂

      • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

        Dragão/dragoa e leão/leoa, são quatro palavras. Se é dragão não é dragoa. Gosto da ambiguidade visual de género, mas nos vossos comentos só há duas palavras “dragão” e “leão”, sempre vedes essas representações como masculinas… Se é tão ambíguo por que não mostrais essa ambiguidade com palavras e conceitos também?
        Ah, e gosto muito do Sol e dos animais reunidos em torno a uma alvorada, dragão e leoa, dragoa e leão, dragoa e leoa… seria bonito se fora certo.

        • Galician

          Certo, aí tens razão. A liguagem é produndamente masculina…

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Se falas da linguagem em geral, não sei se é masculina ou está masculinizada. E tampouco diria “masculinizada” porque o masculino não é mau (nem o feminino bom ou mau tampouco), só é má a hierarquia, a prepotência, o privilégio. Tanto se virado para o masculino, quanto para o feminino, quanto para tudo ao contrário. O equilíbrio entre as partes é um ideal mais amável, acho.

    • Heitor Rodal

      Bom Isabel, polo de agora parece que se decidiu que não era dragão, mas coca galega. 😉

      • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

        Ah, então vale. A coca e o leão. Pode valer. 🙂 Agora só falta afastar de nós esse Cale-se. ^^

        • Heitor Rodal

          Há quem diga que esse cálice é sobretudo referência artúrica. Logo lá as cavaleiras da Mesa Redonda! 😉

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Não, a lenda de Artur ganhou muitos pontos quando foi contada desde a perspetiva de Morgana. Então é que se percebe tudo. Cuidado, não é cousa de mudar de género deixando tudo tal como está: é cousa de que a atenção a todos os géneros construa uma organização nova da sociedade, um mundo novo. Mudar cavaleiros por cavaleiras pouco importa se a hierarquia, a organização, subserviências, intrigas, da tábua redonda continuam na mesma. Não se trata de manter a hegemonia do masculino ou do feminino, mas de mudar o nosso conceito de brasão e de elementos a ter em conta nele dado que será um mapa do nosso horizonte simbólico. O feminino tem de estar aí e o resto de géneros, também. Para já proponho um arco-íris por algum lado.

          • Heitor Rodal

            Concordo. Ao meu ver a potencialidade da Mesa ou Tábua Redonda é precisamente essa: reunião entre iguais, sejam cavaleiras ou eguariços ou nem uma cousa, nem a outra.

          • Ernesto V. Souza

            Efetivamente… Artur é um símbolo. Não é por nada : REX QUONDAMQUE FUTURUS… é dizer o que foi e será… e bem pode ser mulher…

            É um símbolo de um tipo de liderado que parece o mais acaído para os celtas… é o primus inter pares, escolhido e aceite, mas com um liderado, facilitador, de ponte (quem quera ser rei seja ponte)… o sistema é a Mesa redonda, onde [email protected] são iguais sem preferência… e onde cada qual deve ter na própria casa e clã as atitudes da mesa e a sua mesa própria redonda…

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Caro, Artur, com esses valores dele não tem probabilidades de ser mulher. Ela nunca teria feito as cousas da maneira em que ele as fez. Nem tampouco, se fosse uma mulher, o pai dele teria afastado a menina Morgana quando entrou no corpo morto do verdadeiro marido para estar com a mãe. Essas bruxarias merlinianas, essas intrigas e mentiras para conseguir o poder a qualquer custo… Isso tem pouco a ver com os valores das mulheres. A esses personagens tem-lhes feito muito dano a falta de equilíbrio genérico. Foram construídos desde o monotemismo viril, a espada e a lança, mas nunca um escudo ou uma boa rede, elementos considerados até “deshonrosos” para um “bom cavaleiro”. Ui, meu, isto não che é só dar-lhe a volta ao cartãozinho.

          • Ernesto V. Souza

            Claro, é uma narrativa do masculino e com uma refação cristiana sobreposta… Mas pode-se fazer… porque em origem já é uma narrativa de advertência, de aviso…

            Afinal, que é do Rei, da mesa, das torres de Camelot, da lança e da espada…

            São as desfeitas produzidas precisamente por essas atitudes, o que sobranceia finalmente tudo… que finalmente levam à desfeita da fim da Mesa extraviada na procura do absurdo e dos campos de Camlaam… onde ambos, Arthur e Mordred, perecereram… com o mundo inteiro…

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Ah… e que é de Genebra? E que é de Morgana?? E que é de Viviana??? Das três Anas! Que é delas que ficam sem honra, sem vida, confinadas numa ilha, traídas, sem amparo, separadas dos seres queridos, maltratadas e abusadas???
            Claro que é advertência e ensinamento, mas qual é essa advertência? Qual o ensinamento? Por que as mães, as companheiras, as amantes, personagens tão fundamentais na vida de qualquer pessoa e de qualquer reino, se convertem em sombras de fantasmas? Quem é a defensora do estudo, dos ensinamentos, da reflexão em Avalon? E quem o maior intrigante da corte artúrica? Não, caro, não é preciso dar-lhe a volta a nenhuma personagem, só dar o peso devido às personagens mutiladas, o equilíbrio entre elas é fundamental para entender a história.

          • Ernesto V. Souza

            Mas Isabel, para isso está a gente como tu… Podes ler doutro jeito, podes contar, podes explicar-nos, podes narrar de novo a história focando nas personagens separadas, maltratadas e abusadas… mesmo podes narrar livremente uma nova história a sabor…

            Por isso o do Passado e o do Futuro… e tu escolheste narrar o futuro possível :)… ânimos e abraços!

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            O futuro possível… isso era antes. Agora é nada mais o título duma seção do PGL.
            A nova história está já narrada. Eu não invento nada, já inventaram outras 🙂 Eu só leio e atendo bem o que me dizem.
            Pensei que sabias de que estava a falar porque já tenho deixado a referência, mas trata-se disto: http://libros.fnac.es/a709400/Begona-Caamano-Morgana-en-Esmelle

            Mesmo em castrapinho merece a pena.

          • Ernesto V. Souza

            sei sim… recomendei a muita gente para ler… quando saiu…

          • Ernesto V. Souza

            Sei, sim, recomendei a muita gente para ler…

          • Heitor Rodal

            Sim, precisamente. A história e as histórias estão aí sempre para serem re-escritas: http://lgbti.prazapublica.com/post/62236206188/eu-violei-o-lobo-feroz-a-nova-aposta-de-teresa-moure E também a da Tábua Redonda, é claro.

          • Ernesto V. Souza

            Dá muito jogo a narrativa artúrica… podes mudar todos os géneros e os relacionamentos… porque no fundo é uma narrativa acumulativa e elaborada por gerações para educar na experiência o coletivo… e portanto pode-se ir retificando…

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Respondi abaixo, a retificação, necessária, é caminho longo e DELICADO QUE HÁ QUE FAZER BEM.

      • Ernesto V. Souza

        pois é: COCA…

  • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

    Para resumir o tema dos brasões, colo aqui o que para mim seriam as melhores versões desde o ponto de vista estético:

    Rampante:

    https://mediacru.sh/P7Rzi3ZBRteG

    Passante:

    https://mediacru.sh/YtNU7G7ja3fS

    São imagens vectoriais (SVG) que podem ser visualizadas com quase qualquer programa que permita visualizar imagens e que podem ser editadas com programas livres e gratuitos como o Inkscape. Para descarregar, premei “Download”.

    Para serigrafar cumpre apagar o fundo (selecionar o rectângulo e apagar).

    Quem desejar as versões mais estritas deve apagar também o sol.

    • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

      Resumindo o artigo do Tomás (Agália, 2010) e o debate posterior (vide infra/supra):

      – Sabemos que havia três elementos sobre fundo dourado: Um dragão, o graal e um leão.

      – Sabemos que o dragão era verde e o leão “roxo”. Supomos que roxo corresponde com a cor heráldica púrpura e não com a vermelha. Nisto semelha haver consenso em todas as fontes (incluídas as espanholas).

      – Deduzimos que o dragão era em realidade uma coca ou serpe alada.

      – Ignoramos a disposição exacta dos elementos. As fontes indicam que o dragão ia “primeiro”, seja isto acima ou à esquerda.

      – Sabemos que não havia hóstia sobre o graal.

      Em base a isto fizemos duas versões: uma rampante e outra passante.

      A passante quase com total seguridade é incorrecta e deveria ter a coca acima do cálice e o leão debaixo (provavelmente com o leão também orientado de esquerda a direita). Não sabemos se a versão rampante é ou não anacrónica. Semelharia que não necessariamente.

      Interpretamos esta simbologia como representando o contrato entre galaicos (coca verde) e suevos (leão roxo) para custodiar o graal (e, em particular, o reino da Galiza).

    • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

      Os elementos que empreguei foram:

      – Graal do Cebreiro desenhado por Luís em base à proposta de Tomás.
      – Leão rampante: Real Estandarte de Escócia.
      – Coca rampante: Brasão de Catarina de Bragança.
      – Leão passante: Indefinido. Semelhante ao que aparece em dúzias de brasões por toda a Europa.
      – Coca passante: Wyvern de Wessex.

      – Sol de Fontenla Leal (elemento anacrónico e não heráldico).
      – Tipografia: Uncial Antiqua.

    • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

      Finalmente, as minhas impressões estéticas:

      – Fiquei impressionado pelo preciosismo do graal de Luís.

      – Se bem inicialmente gostava mais do leão vermelho, agora acho que o verde e o roxo sobre fundo dourado criam um efeito absolutamente distintivo.

      – Gostei imenso da ideia do sol de Ernesto, embora não seja heráldica.

      – Inicialmente achei muito mais digna a versão rampante, porém, agora penso que a passante confere ao símbolo um toque arcaizante e muito distintivo.

      Seja como for, e assumindo a ideia adaptativa de Tomás, cada uma das disposições (e outras que se fizerem) podem ter os seus usos modernos.

      Já a ideia de Ernesto da Cruz de Santo André com uma ou duas aspas: Não gosto. Demasiadas cores e cores pouco compatíveis.

      A outra proposta de Ernesto do fundo branco: Não fica mal. Acho que o dourado é muito mais elegante e distintivo, mas o fundo branco pode estar bem para muitos usos modernos.

      • Ernesto V. Souza

        Obrigado, caro…

        • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

          Eu só modifiquei o desenho do Luís
          porque não era serigrafiável… Já posto, fiz uma ou duas pequenas
          mudanças mais, mas realmente mínimas.

          Depois chegaste tu com o tema dos animais passantes e pareceu-me
          uma ideia interessante.

          Como já disse, eu não sou desenhador nem quero sê-lo. O que fiz é
          um “collage”, que pode fazer qualquer um com um computador.

          Mas, como diz a cantiga:

          Sei cantare e sei bailare

          também sei fazer o tonto

          como som filho dum probe

          tenho que saber de todo.

          Como na Galiza há quatro que se interessam por estes temas, pois
          todos escrevemos artigos e desenhamos brasões… mesmo que não
          saibamos escrever nem desenhar.

          Mas imagino que isso é o que faziam também as Irmandades da Fala e
          o resto que vieram depois… não?

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Para que fique mais claro, vou explicar mais uma vez, as três modificações que fiz ao desenho original:

            1.- Fazer uma versão serigrafiável. Bom, acho que não faz falta explicar as razões para isso. Nomeadamente o graal tinha umas linhas douradas que cumpria fazer transparentes para que o tom não fosse distinto do do tecido em questão.

            2.- Mudar o dragão original pelo de Bragança. Isto não o fiz por razões estéticas (ainda que também) se não para contribuir para uma unidade estética no espaço galaico. De maneira que todos nos identifiquemos com os símbolos. Por exemplo, eu tenho uma camisola amarela com o dragão verde e o leão vermelho e quando vou correr com ela os Portugueses reconhecem o brasão de Coimbra (se calhar também o da casa de Bragança, não o sei) e as cores da sua bandeira. O impacto simbólico disto não é negligenciável.

            3.- Separar os bichos do graal para que não o toquem. Esta foi a única mudança essencialmente estética, mas inspirada pelo brasão moderno de Coimbra:

            http://i51.tinypic.com/2ee8xs3.jpg

            No antigo tocam mas não se sobrepõem:

            http://www.museumachadocastro.pt/Data/ContentImages/brasao_3.jpg

            Isso foi tudo. Depois está a outra versão que é um experimento para o Ernesto 😉 mas acho que também pode ter utilidade para “banners”.

          • Galician

            Está bem, mas acho que há gente na Galiza que sabe muito destas cousas (o Tomás por exemplo), convém assessora-se antes fazer desenhos deste tipo. O dragão que está no meu desenho é galaico pois cumpre o requisitos de ter só duas patas. De feito, isto foi consultado com o próprio Tomás no seu momento.

            Do resto óptimo…

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Sim, mas como disse,desde que seja adequado, é melhor apanhar um dragão já existente no espaço galaico do que apanhar qualquer dragão.

            A casa de Bragança tem dragões e o escudo de Coimbra tem dragões, bom, cocas em ambos os casos e em ambos os casos adequados, então o lógico seria empregar esses e não andar a reinventar a pólvora molhada. E com o resto dos símbolos igual.

            Podem-se adaptar, mas acho importante que sejam reconhecíveis.

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Tens que desculpar, mas os que levamos tanto tempo fora da terra por vezes esquecemos os perigos de andar a pisar nas leiras dos outros…

            Este trabalho fiz-o inicialmente apenas para mim, como projeto privado, para fazer uma ou duas camisolas para agasalhar.

            Depois pensei em partilhá-lo por se lhe interessava a mais alguém. Craso erro.

          • Galician

            Não, não me parece mal, todo o contrario. Como me vai parecer mal? Quantas mais inciativas melhor. Só tentei dizer que o dragão que tinha desenhado, cumpría e cumpre os requisitos para ser galaico, de facto esse tema foi discutido como o próprio Tomás por email e até no teléfono. Que tu consideres melhor pôr o dagrão de Bragança é outro tema, mas não porque o outro não vala.

            Se pensasse que é a minha leira essa não poria o ficheiro em vector (esse dragão em formato vector custou 50€ que paguei do meu bolso) para que qualquer um descarregue e use. Todo o contrario, a ideia divulgar ao máximo é que a gente use como quiser.

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Pois desculpa pela confusão, mas chegou-me um e-mail (não teu, obviamente) que me dava a entender que me estava a meter onde não me chamavam e, claro, flipei porque eu sempre achei que o trabalho colectivo era boa cousa… Fico contente de que a pessoa que enviou o e-mail esteja enganada.

            Abraço,

            Miro

          • Galician

            E quem tem enviou o email. Pode-se saber?

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Obviamente, não. É correspondência privada.

          • Galician

            Certo, mas é curioso… que alguém te censure por isso…

            Porém sim considero temos que ter cuidado e nos assessorarmos bem (há muita gente que sabe destas cousas, mais da que a vezes pensamos) na hora de fazer estas cousas (eu não tenho nem ideia a verdade). Mas há que fazer, o imobilismo e não fazer nada não leva a ningures. Quantas mais iniciativas melhor sem dúvida.

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Não o interpretei como censura. Trata-se duma mensagem muito amigável, mas que menciona de maneira vaga o leirismo e as sensibilidades na Galiza. E isso fez-me lembrar outras ocasiões nas que eu próprio e outras pessoas trabalharam com a melhor intenção e saíram escaldadas.

            Ao contrário do que achas tu, a minha experiência faz-me pensar que na Galiza o problema principal não são tanto as ideologias quanto as psicologias 😉

            Saúde,

            Miro

          • Galician

            Estamos jogando com material sensível como são nem mais nem menos que os ‘símbolos nacionais’. Compre sermos cuidadosos, prudentes e delicados ao abordarmos estes assuntos…

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Sim, mas a minha intenção era precisamente atenuar esse cutrismo… Vê-se que fracassei XD

          • Galician

            Porque ías fracassar? Os teus desenhos estão muito bem…

            O que quero dizer é que é um material sensível, acho lógico que muita gente possa se sentir molesta, e é bom que o expressem e digam o que pensam…

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Obrigado. Era piada. Como disse, fiz-os para uso privado, depois decidi partilhá-los por se serviam de algo.

            Saúde,

            Miro

          • Galician

            Com certeza…. Eu já guardei vários deles no computador e estou a meditar se usar o teu dragão ou o que já tinha, mas ainda nao decidi…

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Homem, se pagaste 50 € usa o teu que o de Bragança é de graça.

          • Galician

            Paguei 50€ porque na altura, dos que tinha visto, era o único que poderia valer

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            A verdade é que é toda uma lição de compromisso. Parabéns.

            Seja como for, o bom desta polémica (pela minha parte um pouquinho artificial ;)) é que há mais pessoas que ficamos a conhecer melhor os ícones da Galiza antiga.

            Sem ser um purista no estético, sim que coincido contigo em que os símbolos são muito importantes porque têm o poder de sair à rua e chegar a mais gente do que os textos. Para mais, podem acender a curiosidade e a imaginação da gente e levá-la precisamente aos textos (ainda que seja só para tentar demonstrar que se trata de mais um “invento de los nacionalistas”).

            Este símbolo em concreto resulta muito atrativo e muito “Game of Thrones”, assim que cumpriria popularizá-lo urgentemente para tirar proveito da moda do serial e dos livros.

          • Ernesto V. Souza

            Isso é o que eu digo sempre… falta-nos Walter Scott, Jules Verne, uma tv… 😉

          • Galician

            Haverá que criá-los se não existem… 🙂

          • Galician

            Sim, fundamental popularizar… E o Merchandising não é só uma forma de popularizar mas também uma excelente possibilidade de negócio que gera riqueza. Na Catalunha é uma indústria.

      • Galician

        Esse graal foi desenhado inicialmente por Tomás Rodríguez (2010) eu estilizei um bocado colocando o graal do cebreiro igual ao do escudo “oficial” e agregando um entrelaçado e na base mas o desenho é dele.

      • Heitor Rodal

        Muito bom trabalho.

        Contudo, desculpade ser maçador com as cores. Eis o que diz o dicionário priberam a respeito de “roxo”:

        ro·xo |ô|
        adjectivo

        1. Que é da cor da violeta.

        2. Purpureado.

        3. [Antigo] Vermelho.

        http://www.priberam.pt/DLPO/roxo

        • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

          Que falem os especialistas, mas é verdade que, para usos modernos, o vermelho tem a vantagem de que as cores do estandarte coincidiriam com as da bandeira portuguesa.

          • Heitor Rodal

            Pois. E sobre as coincidências cromáticas, ainda haveria outra que não deveríamos negligir: a mim a cor púrpura ou violeta com o amarelo traz-me à cabeça as cores da república espanhola.

          • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

            Pois o vermelho e o amarelo…

          • Heitor Rodal

            ´Como dito, sem entrar na justificação histórica, é uma combinação bem mais habitual: para além de Portugal, também são as cores do Estandarte real da Escócia e do escudo e a bandeira da Catalunha, Aragão, etc.

          • Galician

            O roxo não coincide com o violeta da bandeira espanhola, é mais escuro.

            https://www.flickr.com/photos/[email protected]/14580262417/in/set-72157645559577962

  • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

    Voltando ao tema original, encontrei o meu artigo muito melhor escrito no Expresso:

    http://expresso.sapo.pt/independencite=f889931?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2014-09-18

    “Mas se nos derem a perspectiva de ficarmos com a Galiza eu apoio o Reino
    dos Suevos, do Cantábrico ao Mondego, com capital em Braga – nós no
    Porto não nos queremos chatear com burocratas da capital.”

  • Heitor Rodal

    Ainda, sobre o possível significado do cálice, achei isto:

    “A cada antiguo territorio le correspondería, según ésto, una cruz. El santo grial en el centro, según las mismas teorías, representa el privilegio excepcional de la catedral de Lugo de mostrar públicamente la Sagrada Forma o cuerpo de Cristo. No obstante, es de todos conocido que desde la Edad Media, se entendió el cáliz como símbolo parlante de este antiguo Reino : Calice=Galice, y aparece documentado como armas los reyes de ” Galice” en el armorial Segar de Inglaterra del año 1282.”

    http://www.docelinajes.org/2012/07/galicia-banderas-y-escudos-de-las-comunidades-autonomas-que-componen-el-reino-de-espana/

    • Galician

      Sim, o primeiro registro que temos do Caliz no escudo de armas do Reino da Galiza é do 1282 no Armorial Segar que citas.

      Aqui podes ver uma explicação ampliada desde uma perspectiva pagã:

      https://www.flickr.com/photos/[email protected]/14922009910/in/set-72157645559577962

      • Heitor Rodal

        Pois. Eu o que achei mais significativo dessa explicação foi o do ‘simbolo parlante’. Quer dizer, que o cálice apareceria no brasão e bandeira por simples semelhança fonética: Calice – Galice. Mais uma interpretação, logo.

        • http://miromoman.wordpress.com/ Miro Moman

          Poderia ser. Mas eu vejo algumas contradições:

          http://www.elcorreogallego.es/tendencias/ecg/el-origen-del-escudo-de-galicia-ya-no-tiene-secretos/idEdicion-2011-05-12/idNoticia-668142/

          1.- Segundo as fontes citadas no já famoso artigo do Tomás, o cálice já estava no escudo nos alvores do Reino Suevo. Claro que é possível que as fontes estejam enganada ou que mintam, visto serem fontes religiosas, para “cristianizar” todos os símbolos.

          2.- Parece difícil que os ingleses ignorem quais são os símbolos da Galiza em pleno século XIII, quando as relações comerciais entre ambos reinos foram fluidas e ininterrompidas durante séculos, quando há casas nobiliárias inglesas com relações de parentesco com as galegas (os Lancaster reclamaram por duas vezes para si o Reino da Galiza).

          Os que defendem esta última hipótese partem da base (absurda) da Galiza ser um lugar remoto, mas ignoram que até tempos muito recentes o mar era a única autoestrada que havia no mundo e que as viagens marítimas eram muito mais fáceis que as viagens por terra. Nesse sentido, a Galiza e a Inglaterra estavam muito mais próximas do que a Galiza e Madrid (que é precisamente a perspectiva que nos incutiu a ideia da nossa lonjura)…

          • Galician

            Certo, Galiza nunca foi periférica no atlântico nem na Europa (veja-se o livro de Miguel Anxo Murado “Outra idea de Galicia” onde oferece muitos dados sobre isso). Porém não esqueçamos que o Pardo de Guevara (director do CSIC espanhol na Galiza) é um conhecido ultra-nacionalista espanhol e dize-se que mesmo “falangista”. Está gente não é de fiar. Seu trabalho é precisamente tentar desmontar a identidade nacional da Galiza.

        • Galician

          Os símbolos de Galicia (CCG):
          http://goo.gl/vDFZu7