Teresa Moure toma posse como académica da AGLP



Teresa Moure é desde o sábado 17 de junho académica de número da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP). A sessom de tomada de posse começou às 11h, com umha resenha biográfica da autora de Ostrácia feita polo Presidente da AGLP e condutor da cerimónia Rudesindo Soutelo.

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A seguir interevéu Teresa Moure, que durante mais de 45 minutos deu leitura a um belo texto autobiográfico. Recorrendo a diferentes fases da sua relaçom com umha tia homónima, hipotética primeira influência literária da nova académica, foi definindo a sua própria identidade artística e sociopolítica, cada vez mais longe das expetativas e língua familiares. Os últimos passos no reintegracionismo levárom-na à AGLP, que Moure definiu como nom sendo umha academia de pompa, mas de militantes “para ir todos de mãos dadas”. Emotivo discurso, aplaudido longa e calorosamente.

A seguir intervéu Mário Herrero Valeiro, que vincou a rebeldia da Academia, defendendo-a como um instrumento muito necessário para a língua depois de uns primeiros anos em que ele próprio desconfiou se a fundaçom da mesma nom seria começar o telhado polas vistas. Depois de pronunciar umhas palavras de reconhecimento para Ângelo Cristóvão, umha das almas da AGLP, Herrero frisou a importância da tomada de posse de Teresa Moure, que teria cruzado o rio Lethes nom para esconder-se, mas “para lutar pola hegemonia”.

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A cerimónia concluiu com declamaçom de poemas próprios ou alheios por parte de muitos presentes: Rudesindo Soutelo (Álvaro de Campos), Concha Roussia, Martinho Montero, Ângelo Cristóvão (Camões), Ângelo Brea (Camões), Gonçales Blasco “Foz” (Pondal), José Manuel Barbosa, Crisanto Veiguela (Pessoa), J. R. Pichel (Mário Cesariny), Mário Herrero, Antia Cortiças (Cântico Negro de José Régio) e Aurelino Costa (Cântico Negro de José Régio).

 


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