AS AULAS NO CINEMA

Sensibilizar as crianças à natureza, com os filmes ‘A Missão’ e ‘Sangue Sobre a Neve’



O Dia Mundial do Ambiente é o principal veículo das Nações Unidas dedicado a estimular ação e conscientização global em prol do ambiente. A data tem crescido e tornou-se uma importante plataforma pública, celebrada amplamente por partes interessadas em mais de 100 países. Também serve como o “dia das pessoas” para tomar uma atitude pelo ambiente, estimulando ações individuais ou coletivas que causem um impacto positivo no planeta. E a melhor maneira é começar por sensibilizar as crianças sobre tão importante tema. Em apoio à designação pela ONU de 2014 como o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, o 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente deste ano usará o mesmo tema, com um foco especial na questão da mudança do clima. Um importante objetivo é levar o tema à boca do povo, antecipando a Terceira Conferencia Internacional sobre os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, que será realizada em setembro em Samoa, e estimular um maior entendimento da importância dessas ilhas e da urgência de protegê-las, tendo em vista os seus riscos e vulnerabilidades, particularmente em relação à mudança do clima. Acreditamos que este dia e comemoração será uma excelente oportunidade para incentivar solidariedade pelas ilhas. “O Planeta Terra é a ilha compartilhada por todos nós. Devemos nos unir para protegê-la.” comentou o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, durante o lançamento do Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. O Dia Mundial do Ambiente é uma oportunidade para fazer as pessoas, crianças e jovens,  perceberem que são responsáveis pelo planeta Terra e que podem tornar-se agentes da mudança. Em 2013 esta jornada gerou uma cobertura global ampla que contou com cerca de 200.000 postagens em blogs e 26.000 artigos publicados para o Dia Mundial do Ambiente entre 1 e 10 de junho. Os vídeos realizados foram assistidos por aproximadamente 120 milhões de pessoas pelas telas digitais de grandes cidades como Nova Iorque, Londres, Milão, Munique, Barcelona e Almaty. Nas redes sociais, o Twitter somou 200 milhões de usuários ativos e o Dia Mundial do Ambiente esteve entre os Top 10 assuntos mais falados do dia em ao menos 15 países, com uma estimativa de 47,6 milhões de impressões no dia 5 de junho.

Este ano, o tema leva-nos a reconhecer que todos nós enfrentamos os mesmos desafios e estamos conectados e unidos por um objetivo comum de uma vida próspera e sustentável no planeta Terra. Devemos falar mais alto em solidariedade um pelo outro e, particularmente, pelos cidadãos dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. É muito importante celebrar este dia com atividades educativas e didáticas nos estabelecimentos de ensino. E também nas cidades, seja organizando campanhas para a limpeza de ruas ou promovendo iniciativas pela redução do desperdício de alimentos, dias sem carro, diminuição do uso de plástico, exibições de arte, movimentos de plantio de árvores, shows, recitais e apresentações de dança, iniciativas de reciclagem, campanhas online e competições, pois toda ação conta. Quando multiplicada por uma comunidade global, o impacto das nossas vozes e ações individuais tornam-se exponenciais. Para apoiar os comentários pertinentes e sensibilizar sobre a importância de respeitar o nosso entorno natural, o nosso ambiente e o nosso Planeta Terra, com atitudes ecológicas, aprendizagens que devem iniciar-se primeiro nos lares e depois nas escolas e aulas educativas, escolhi dous formosos filmes: um já realizado em 1960 por Nicholas Ray, sob o título Sangue Sobre a Neve, e o outro em 1986 por Roland Joffé titulado A Missão. A ação do primeiro desenvolve-se no Ártico, a do segundo nas terras guaranis, entre o Paraguai e o Brasil.

FICHAS TÉCNICAS DOS DOIS FILMES:

  • Título original: The Mission (A Missão).
  • Diretor: Roland Joffé (Reino Unido, 1986, 125 min., a cores).
  • Roteiro: Robert Bolt. Música: Ennio Morricone. Fotografia: Chris Menges.
  • Produtora: Warner Bros Pictures. Produtor: David Puttnam.
  • Atores: Robert De Niro (Rodrigo de Mendoza), Jeremy Irons (Padre Gabriel), Ray McAnally, Aidan Quinn (Felipe), Cherie Lunghi (Carlotta), Ronald Pickup, Liam Neeson, Chuck Low, Rolf Gray, Bercelio Moya e Daniel Berrigan.
  • Prémios: Palma de Ouro no Festival de Cannes. Óscar à melhor fotografia. Globos de Ouro ao melhor roteiro e fotografia. Prémio David di Donatello e Prémio à melhor fotografia do Círculo de Críticos de Nova Iorque. Todos estes prémios foram conseguidos no ano 1986.
  • Argumento: No final do século XVIII Rodrigo de Mendoza (Robert De Niro), um mercador de escravos indígenas, fica com crise de consciência por ter matado Felipe (Aidan Quinn), seu irmão, num duelo, pois Felipe envolveu-se com Carlotta (Cherie Lunghi). Ela tinha-se apaixonado por Felipe e Mendoza não aceitou isto, pois ela tinha um relacionamento com ele. Para tentar penitenciar-se Mendoza torna-se um padre e une-se a Gabriel (Jeremy Irons), um jesuíta bem-intencionado que luita para defender os índios, mas se depara com interesses económicos. O Padre Gabriel é aceite pelos índios guaranis e cria a missão de S. Carlos, na selva tropical sul-americana que se encontra por cima das cataratas do Iguaçu, seguindo o caminho dum jesuíta crucificado, sem mais armas que a sua fé e uma flauta. Pouco tempo depois, como consequência do Tratado de Madrid, que reformulara o antigo Tratado de Tordesilhas, os jesuítas são convocados perante Altamirano, nomeado pelo Papa para decidir sobre o destino de umas missões que, criadas num território pertencente à coroa de Castela, por uma nova delimitação de fronteiras, estão agora sob domínio português. Quando Altamirano dá ordem aos guaranis de que saiam de S. Carlos, os índios decidem apresentar batalha. Gabriel e Mendoza encontram-se então perante um dilema terrível: deixar os índios à sua sorte na sua luita ou romper com o voto sagrado de obediência e não-violência. Ao acercar-se o estrondo dos fuzis e canhões europeus, um, Gabriel, eleva sua voz orando, enquanto que o outro, Mendoza, decide empunhar a sua espada.
  • Título original: The Savage Innocents (Sangue sobre a neve / Os dentes do diabo).
  • Diretor: Nicholas Ray (Itália-Reino Unido-França, 1960, 110 min., a cores).
  • Roteiro: Franco Solinas e N. Ray, segundo a história “Top of the World” de  Hans Rüesch.
  • Música: Angelo Francesco Lavagnino. Fotografia: Aldo Tonti e Peter Hennessey.
  • Produtoras: Magic Films / Play Art Grey Films / S.N. Pathé / Appia Film.
  • Atores: Anthony Quinn (Inuk, o esquimó), Yoko Tani (Asiak, sua esposa), Carlo Giustini (o 2º polícia), Peter O’Toole (o 1º polícia canadiano), Marie Yang (Powtee), Marco Guglielmi (Missionário), Kaida Horiuchi (Imina), Lee Montague (Ittimarnegk), Andy Ho (Anarvik), Anna May Wong (Hiko), Yvonne Shima (Lulik), Anthony Chinn (Kiddok), Francis De Wolff (Dono da fatoria), Michael Chow (Undik)  e Ed Devereaux (Piloto).
  • Argumento: Inuk é um grande e forte caçador, que cansou de ficar sozinho. Os seus amigos oferecem-lhe as esposas, pois há falta de mulheres e é o costume da comunidade, mas Inuk agora quer uma companheira. Ele tem sorte, pois chega a viúva do irmão de um dos seus amigos. E ela traz duas filhas, já em idade de se casarem. Outro esquimó vem com elas no caminho. Inuk fica indeciso entre as duas, mas quando o outro esquimó leva a mais velha, Inuk vai atrás pois quer trocar pela outra, que se chama Asiak. O esquimó e a mulher aceitam a troca, mas Inuk volta atrás e acaba ficando com a Asiak mesmo. Com ela vem a idosa sogra, que Inuk aceita de bom grado. Inuk continua a sua vida de caçador, alimentando as mulheres, mas um dia o seu amigo mostra-lhe um rifle. Inuk deseja um igual, e vai ao encontro dos homens brancos para trocar peles pela arma. Mas Inuk não entende os costumes do homem branco e acaba cometendo um erro: mata um missionário que o ofendeu. Ele volta para a sua região e desiste da arma. Mas os homens brancos não o perdoam e começam a perseguição que vai durar anos, a fim de levar Inuk a julgamento no qual certamente ele será condenado à forca.

O SER HUMANO É PRODUTO DA NATUREZA QUE O ENVOLVE:

No caso do primeiro dos filmes estamos no século XVIII e na América do Sul, quando um violento mercador de escravos indígenas, arrependido pelo assassinato de seu irmão, realiza uma autopenitência e acaba convertendo-se como missionário jesuíta em Sete Povos das Missões, região da América do Sul reivindicada por portugueses e espanhóis, e que será palco das “Guerras Guaraníticas”. Ao longo dos séculos XVI e XVII várias missões católicas foram criadas pelos jesuítas na América do Sul. Surgidas no século XIII, com as ordens mendicantes, esse trabalho de evangelização e catequese, desenvolveu-se principalmente nos séculos XV e XVI, no contexto da expansão marítima europeia. Embora tivessem como objetivo a difusão da fé e a conversão dos nativos, as missões acabaram como mais um instrumento do colonialismo, onde em troca do apoio político da Igreja, o Estado se responsabilizava pelo envio e manutenção dos missionários, pela construção de igrejas, além da proteção aos cristãos. Estas missões caracterizaram-se como a tentativa mais bem-sucedida da Igreja Católica para cristianizar e assegurar um refúgio às populações indígenas, ameaçadas de absorção ou escravização pelos diversos núcleos de descendentes de povoadores europeus, para organizá-las em novas bases, capazes de garantir a sua subsistência e o seu progresso. Durante o século XVIII o movimento missionário enfrentou problemas na América do Sul, em áreas de litígio entre o colonialismo espanhol e português. No sul do Brasil, a população indígena dos Sete Povos das Missões, foi submetida pelo Tratado de Madrid (1750), um dos principais “tratados de limites” assinados por Portugal e Espanha para definir as áreas colonizadas. Pelo Tratado citado, ficava estabelecida a transferência dos nativos para a margem ocidental do rio Uruguai, o que representaria para os guaranis a destruição do trabalho de muitas gerações e a deportação de mais de 30 mil pessoas. A decisão foi tomada em comum acordo entre Portugal, Espanha e a própria Igreja Católica, que enviou emissários para impor a obediência aos nativos. Os jesuítas ficaram numa situação delicadíssima, pois se apoiassem os indígenas seriam considerados rebeldes, e se contrário, perderiam a confiança deles. Alguns permaneceram ao lado da coroa, mas outros, como o padre Lourenço Balda da missão de São Miguel, deram todo o apoio aos nativos, organizando a resistência desses índios à ocupação das suas terras e à escravização. Dá-se o nome de “Guerras Guaraníticas” para esse verdadeiro massacre dos nativos e os seus amigos jesuítas por soldados de Portugal e Espanha. Apesar da absurda inferioridade militar, a resistência indígena estendeu-se até 1767, graças às táticas desenvolvidas e as lideranças de Sépé Tirayu e Nicolau Languiru. No final do século XVIII, os índios já tinham sido dispersados, escravizados, ou ainda estavam refugiados, na tentativa de restabelecer a vida tribal, que os caracterizava antes das missões. Este formoso filme quer relatar os interesses colonialistas em vista do enriquecimento e colonização. Nele se destaca o papel dos jesuítas que, em terras portuguesas, eram uma influência estrangeira (eram espanhóis) diversos às determinações da Corte (principalmente na questão indígena e territorial). O interesse da Ordem (ameaçada de extinção) estava acima dos índios, causando uma tensão interna nas personagens: obedecer ou seguir os ditames da consciência. Os jesuítas queriam as reduções longe dos centros povoados, onde eles mesmos teriam o controlo espiritual e temporal. O filme tem como pano-de-fundo a questão do Tratado de Madrid de 1750 que buscava redividir os territórios espanhóis e portugueses visando corrigir o já obsoleto “Tratado de Tordesilhas”. Objetivos: questão do comércio; livre navegação e segurança desses locais (construir fortes); valorizar a divisão natural (rios, cachoeiras, montanhas…). O ponto geográfico da cachoeira, no filme, é um aspeto significativo da delimitação natural. A recusa dos índios em abandonar as suas terras, cedidas a Portugal, e o consequente conflito armado, originou a temática do filme. O índio reduzido tem a sua organização tribal (e interior) desestruturada fazendo-o frágil frente aos ataques. As missões e reduções jesuíticas provocaram radicais mudanças na cultura do indígena, destruindo-a por dentro. Isto se verifica no filme em vários momentos.

No segundo dos filmes conhecemos a tradição dos esquimós de oferecerem a própria mulher emprestada a um amigo ou visitante; de matarem o primogénito se este nascer menina; de deixarem à morte um ancião, se ele for considerado um estorvo para a família; de sempre comerem carne crua e viverem muito bem em seus iglus. Vendo assim, até parece que é tudo muito cruel, mas comparando depois com a cultura do branco, vemos o quanto eles são de facto inocentes. A sequência do padre que quer introduzir a noção de pecado a eles é bem representativa disso. Mas não deixa de causar dó ver a cena da morte do bebé-foca, que com seus olhinhos de cachorro, se deixou matar para servir de alimento para a família de Inuk. No começo do filme, ele é um sujeito que vive sozinho até que ele tem a opção de escolher entre duas mulheres. Depois de muita confusão e de ele ter escolhido uma delas e do contacto com o homem branco, o filme assemelha-se mais a outras obras de Ray, que sempre tem a tendência de torcer pelo herói incompreendido e procurado como criminoso pela sociedade. O filme foi muito bem exaltado pela crítica. Muito por causa da interpretação de Quinn e dos diálogos em terceira pessoa que parecem forçar um pouco a inocência das personagens. Mesmo assim, não deixa de ser curioso o modo como eles tratam sempre as suas mulheres como sendo “inúteis” ou algo do tipo. Aliás, elas mesmas se referem a si próprias assim. Estamos perante um filme também muito lindo e decididamente ecológico e respeitador e que ainda conta com sequências próximas de um documentário, com direito a uma narração que se assemelha à de um programa da National Geograpahic. No que fica muito clara a total dependência dos seres humanos do meio natural em que moram, na sua vida, nos seus costumes, na sua sobrevivência, nas relações com o entorno social e natural, nas suas atitudes psicológicas e nas relações humanas. No caso do filme, num entorno tão selvagem e tão agreste como é o Ártico.

TEMAS PARA REFLETIR E ELABORAR:

Depois de ver ambos os filmes, utilizando a técnica de dinâmica de grupos do “cinema-fórum”, debater sobre os aspetos fílmicos dos mesmos, os roteiros e a linguagem cinematográfica utilizada pelos diretores R. Joffé e N. Ray, os planos, os movimentos de câmara, os “travellings”, o uso do tempo e do espaço e outros recursos fílmicos que aparecem nestas duas lindas obras cinematográficas. Também sobre as interpretações dos diferentes protagonistas, femininos e masculinos, as suas atitudes e a psicologia dos mesmos, as cenas mais conseguidas e o uso dos recursos fílmicos em cada momento. Analisar em ambos a fotografia dos dous entornos naturais: a selva guarani entre o Paraguai e o Brasil e o Ártico.

A educação ambiental tem sido um componente importante para se repensar as teorias e práticas que fundamentam as ações educativas, quer nos contextos formais ou informais, e deve ser interdisciplinar, orientada para a solução dos problemas da realidade local, adequando-os ao público-alvo e a realidade dos mesmos, pois os problemas ambientais devem ser compreendidos primeiramente em seu contexto local, e em seguida ser entendida em seu contexto global e planetário. É importante que ocorra um processo participativo permanente, de maneira que não seja apenas e exclusivamente informativa, é imprescindível a prática, de modo a desenvolver e incutir uma consciência crítica sobre a problemática ambiental. Seguindo este asserto, proponho o seguinte “Plano de Atividades Educativo-Didáticas para, desde as aulas, Sensibilizar as Crianças à Natureza”, a desenvolver nos nossos estabelecimentos de ensino:

  • Organizar saídas e passeios escolares pelo entorno natural da localidade onde se encontre a escola, centrando-se essencialmente em três grandes centros de interesse: a floresta (árvores, plantas e animais), o campo (o jardim, as culturas e a quinta) e a ribeira (o rio e as plantas, árvores e animais próprios da ribeira). Muito importante há ser ensinar às crianças a observar e recolher dados da observação realizada, por meio de fichas, fotos e desenhos.
  • Elaborar monografias, seguindo a técnica freinetiana da “Biblioteca do Travalho”, nas quais, com apoio bibliográfico, se devem incluir desenhos, fotografias, textos e redações feitas pelos estudantes. Temas apropriados para estas monografias: o carvalho, o castanheiro, a nogueira, o milho, a batata, as nossas árvores fruteiras, as flores, os nossos pássaros, os animais domésticos, a vaca, os cogumelos, as abelhas e o mel, os insetos, as plantas medicinais, etc.
  • Se existe um espaço apropriado, manter um horto escolar e um jardim, que devem ser cuidados pelos estudantes. Ademais de plantas e árvores, deveriam cultivar-se legumes de todo o tipo (tomates, alface, pimentos, cebolas, alhos, feijões, beringelas…).
  • Organizar atividades lúdicas, artísticas e jogos: trabalhos manuais (com barro e/ou papel) relacionados com os animais, árvores, plantas e flores; jogos tradicionais como os quatro cantos, as escondidas, a procura dos ninhos, a bilharda ou estornela, os bugalhos ou carraboujos, etc.; construir um herbário, depois de recolher flores e folhas; representar, depois dos pertinentes ensaios, a obra de Manuel Maria Berenguela, uma espinha de tojo e organizar uma audição musical, para aprender algumas cantigas, do CD de Suso Vaamonde Os sonhos na gaiola.
  • Recolher ditos populares, refrães, lendas, lengalengas, adivinhas, coplas, etc., relacionados com as árvores, as plantas e os animais. Dentro do campo literário, organizar recitais poéticos e que os estudantes redijam poemas, lendas, fábulas e contos, em que os protagonistas sejam os animais, as flores, as plantas, os insetos, os peixes e as árvores. Organizar também livro-fórum depois de ler livros sobre a natureza.
  • Podem organizar-se além disso amostras nas escolas com murais, livros, fotos, cartazes, retalhos de jornais e revistas, frases e ditos sobre a natureza. Paralelamente podem ver-se vídeos e DVDs de temática ecológica e convidar a dar palestras a biólogos e ecólogos da localidade. Sem esquecer a comemoração da festa da árvore, realizando plantação de árvores, que depois hão cuidar os estudantes.

 

 

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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