RAG e Academia Brasileira de Letras assinam acordo histórico de colaboração



Em dia 9 de janeiro Sermos Galiza informava que a Real Academia Galega ia assinar na quinta feira um convénio de colaboração com a Academia Brasileira de Letras. No dia seguir, David Lombao publicava no Praza Pública uma cumprida informação na que dava conta do ato e das explicações do Presidente da RAG, Vitor Freixanes.

O Presidente da RAG, para contextualizar a aliança, aderia deste jeito uma das ideias força, estratégia e palavras de ordem mais populares no reintegracionismo na última década:

“O galego non é unha lingua local, é unha lingua que forma parte dun proxecto internacional”.

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Presidentes da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi, e da Real Academia Galega, Víctor F. Freixanes, assinam acordo na RAG. Foto: Web RAG.

 

No mesmo dia, o site da RAG dava em destaque detalhada informação do acordo:

A RAG e a ABL abren as portas a través deste acordo a potenciaren o intercambio de investigacións e manifestan o interese de levaren a cabo outros proxectos de colaboración en distintos eidos.

“Asinamos este protocolo coa vocación de iniciar un camiño de colaboración entre ambas as institucións para estreitar a relación entre a área cultural lingüística brasileira e a galega”, expresou Víctor F. Freixanes. “Na Real Academia Galega hai conciencia de que a lingua galega forma parte dunha familia onde están os irmáns de Portugal, do Brasil, de Angola, Cabo Verde, Mozambique… un territorio cheo de posibilidades tamén para o galego. Nós sempre dicimos que o galego non é unha lingua local, é unha lingua que forma parte dese proxecto internacional”, engadiu o presidente da RAG.

Com estas declarações, o presidente da Real Academia Galega, reforçava a importância do “acordo de amizade e colaboração” com a ABL. O Acordo formalizado, visa um horizonte de “projetos partilhados”, o que viria regularizar e explicitar o esquema no que já trabalham, segundo Freixanes, desde há tempo alguns membros da RAG desde os seus respectivos âmbitos e em colaboração com universidades e outras instituições do Brasil.

“Gustaríanos – destacou também Freixanes – que este fose o principio dunha colaboración estreita coa Academia Brasileira de Letras, que tivo como presidenta a unha das nosas académicas de honra, Nélida Piñon”

Marco Lucchesi também teve palavras de afecto para a sua predecessora no marco de uma visita que qualificou como “de relevo, histórica e sentimental”. O documento foi rubricado o 10 de janeiro de 2019 na sede da RAG, na rua Tabernas da Corunha.

As intervenções do presidente da Real Academia Galega, Víctor F. Freixanes, e do presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi após o histórico acordo, foram disponibilizadas pela RAG no Youtube:


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  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    Seria bom termos uma cópia desse documento. Estará escrito em galeÑol, em português AO’90 ou a duas colunas? XD

    Fora piadas, seria bom comprovar se a atividade dos académicos aumenta no Brasil. Subsídios, viagens, convites. Seria saudável, ainda que nos tempos de hoje o Brasil está em crise e não investe muito em cultura. Lembro aquilo de Rajoy, que era amigo do Temer e, portanto, do Bolsonaro:

    “Lo que nosotros hemos hecho, cosa que no hizo usted, es engañar a la gente.”

    Pois isso. ^^

  • Christian Salles

    Bravo RAG…os livros galegos a serem publicados no Brasil serão em qual grafia? Aquela isolada que vocês defendem ou a internacional que vocês repudiam?

    Essa esmola está muito boa. Meu santo desconfia.

    • Venâncio

      Christian Salles,

      No Brasil, bastantes livros de autores portugueses são editados, e são-no também no sentido inglês. Isto é, aparecem reescritos na morfologia e na sintaxe, e por vezes no léxico, do Português Brasileiro.

      Isto acontece até (caso particularmente significativo) com as recentíssimas traduções da “Ilíada” e da “Odisseia”, feitas por um português, o conhecido tradutor e ficcionista Frederico Lourenço.

      Muito me admiraria, pois, que os livros galegos a que o Sr. alude fossem divulgados no Brasil em galego autonómico.

      Respondi suficientemente à perplexidade (ou seria insinuação) do seu santo?

      Fernando Venâncio

      • Venâncio

        Só mais outra coisa. Como muita gente por estes lados, o Sr. fala só em “grafia”. Ora, se, mesmo entre as Normas do seu e do meu Português, as questões vão muito mais longe do que a ortografia, porquê reduzir o Galego autonómico a uma questão gráfica?

        Se o fosse, tudo seria muito simples: um adaptador ortográfico faria o serviço. E assim se evitavam, em Portugal. as reescritas até de romances originais em Norma galega reintegracionista.