Rafael Rez: “Os portugueses estão descobrindo rapidamente os meios digitais como ferramentas para empreender”



rafaelrez_divulgacao1“A internet é a melhor plataforma de consumo de conteúdo e comunicação já inventada“, com frases contundentes e muita autoridade no assunto, Rafael Rez, é hoje um dos principais nomes do Marketing Digital no Brasil.

Em breve, de toda a Lusofonia, tendo em vista o sucesso que suas palestras fizeram nos cursos abertos em Portugal em 2017 e, para este ano, as inscrições já estão quase esgotadas.

O Portal Galego da Língua conversou com Rafael Rez, que é autor do consagrado livro Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI ,é empreendedor na Web Estratégica e fundador da Nova Escola de Marketing e um dos palestrantes de marketing digital mais requisitados do Brasil.

RAFAEL REZ é Autor do livro de marketing: “Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI”, publicado pela DVS Editora. Possui MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2013. Fundador da consultoria de marketing digital Web Estratégica, já atendeu mais de 1.180 clientes em 20 anos de carreira.

Fundou seu primeiro negócio em 2002, de onde saiu no final de 2010. Foi sócio de vários negócios desde então. Além de Empreendedor e Consultor, é Professor em diversas instituições: HSM Educação, ILADEC, Cambury, Febrarcop, Impacta, ESAMC, ALFA, ESPM, INSPER. Em 2016 fundou a Nova Escola de Marketing.

 

O Marketing de Conteúdo é realmente a moeda do Século XXI?

Os profissionais de marketing parecem que se esqueceram que a função deles é contar histórias sobre seus clientes e produtos. Chamo isso de contexto. As marcas precisam contar histórias que coloquem seus produtos no contexto da vida dos seus clientes. Quando isso acontece a história faz sentido e é compartilhada. A publicidade brasileira foi pródiga em contar boas histórias nos anos 90, mas vem perdendo relevância ao encontrar dificuldade para lidar com esse mundo em digitalização.

A internet abre imensas possibilidades para contar histórias e interagir com os clientes de formas novas e envolventes.

A melhor dica é essa: qual história você pode contar que seja relevante para a vida do seu cliente e coloque seu produto nesse contexto?

Como o Marketing de Conteúdo surgiu em sua carreira de empreendedor e quais os principais impactos?

Trabalho com soluções para internet desde 1997. De 2002 a 2010 fui sócio de uma produtora de sites, e em 2011 iniciei uma agência digital, a Web Estratégica. Foi em 2011 que dei a primeira palestra sobre produção de conteúdo. Em 2012, comecei um site, que é o www.marketingdeconteudo.com.br, e comecei a produzir conteúdo sobre o assunto com cada vez maior frequência e volume.

Mas, foi em 2014 que troquei em definitivo o foco da minha atuação para o Marketing de Conteúdo. Desde então lancei alguns cursos on-line e dei dezenas de palestras sobre o tema em vários dos maiores eventos de Marketing Digital no Brasil. Fazer parte de um grande movimento de educação empresarial me trouxe grandes oportunidades profissionais e pude dar consultoria para grandes empresas, participar do crescimento de clientes que fazem diferença no mercado e ajudar a formar centenas de alunos e profissionais para esse novo mercado.

O livro “ Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI” foi bem recebido pelos profissionais de marketing e leitores em geral. Quais são seus planos para o livro? 

Estou em contato com algumas Editoras em Portugal, mas ainda não fechei contrato com nenhuma delas.

Recebo semanalmente de 10 a 15 contatos de leitores de Portugal pedindo pelo livro. A ideia é trazê-lo para Portugal e depois para outros países de língua portuguesa.

Hoje, como você se classifica profissionalmente: empreendedor, palestrante, escritor, professor, consultor? E como você analisa o empreendedorismo no Brasil.

Um pouco de tudo! Eu sou um realizador. Empreender é uma forma de realizar. Dar palestras e escrever o livro foram parte do processo de evangelizar o mercado sobre a importância do Marketing de Conteúdo, mas não me vejo como um escritor profissional.rafaelrez_livro_divulgacao

Hoje atuo muito mais como empreendedor na Nova Escola de Marketing do que como professor. Amo dar aulas e ensinar empresários e profissionais como mudar a mentalidade de marketing para alcançar resultados muito melhores.

Quais são as perguntas que um empreendedor deve responder para fazer um plano de Marketing de Conteúdo?

Basicamente:

Qual é a minha mensagem principal?

Com quem eu quero conversar?

Quais necessidades as pessoas com quem quero falar possuem e como posso ajudá-las a suprir estas necessidades?

Sabendo estas três respostas, todo o conteúdo será direcionado pensando nisso. Conhecer os clientes profundamente é o ativo de marketing mais importante que uma empresa pode ter.

Você esteve recentemente em Portugal e os cursos foram muito concorridos e comentados. Os portugueses já “descobriram” a abrangência do Marketing Digital e de Conteúdo?

Os portugueses estão descobrindo rapidamente os meios digitais como ferramentas de vendas e relacionamento. A demanda pelos nossos cursos foi bastante grande mesmo, ficamos surpresos.

Há muitos empresários querendo colocar seus negócios na internet de forma profissional e bem planejada. Percebemos uma grande sede de conhecimento e uma busca por informação de qualidade sobre o assunto.

Quais as principais diferenças entre Portugal e Brasil no que toca ao Marketing Digital?

Os portugueses e os brasileiros são muito parecidos em seus comportamentos. Os hábitos de uso de Aplicativos (Aplicações em Portugal), de fazer consultas e pesquisas informações de compra na internet são os mesmos.

Mas as empresas portuguesas ainda estão atrasadas na reação a estes comportamentos. Muitas ainda tem sites ruins, com pouco conteúdo, sem versões mobile e sem ferramentas de interação.

Os brasileiros são mais ousados e testam mais rápido qualquer novidade. Os portugueses são mais conservadores e analisam mais antes de testar.

Os países da Lusofonia são as próximas “fronteiras” a desbravar?

A Europa descobriu Portugal como destino turístico e gastronômico. Os brasileiros estão abandonando Miami e agora querem conhecer Lisboa. Sem dúvida os países lusófonos estão em evidência.

O clima, a comida, os vinhos, a alegria e as paisagens atraem muito. Mas depois de chegar, os visitantes se apaixonam pela cultura. Somos nações encantadoras, que recebem muito bem.

Como a Galiza pode ser inserida nesse rol de países lusófonos e promover o intercâmbio profissional, receber palestras e cursos.

Eu estive em Santiago de Compostela em setembro de 2017. Dirigi de Lisboa até lá, conhecendo a paisagem, a gastronomia e os vinhos pelo caminho.

Não cheguei a fazer contatos profissionais locais, mas ter um parceiro local ajudaria muito a realizar um curso local.

O curso mais próximo por enquanto é o da cidade do Porto em 27 e 28 de abril de 2017.

 

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José Carlos da Silva

Desde 2008, José Carlos da Silva é correspondente do PGL no Brasil. Residente em Campinas (São Paulo), é produtor cultural e periodista. Como produtor cultural trabalha pela difusão da cultura caipira, que tem na viola de 10 cordas, sua maior expressão.

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