A proposta conservaria as caraterísticas específicas destas falas, localizadas numha pequena regiom da província de Cáceres

Propõem português no ensino e ortografia reintegrada para o galego-português da Estremadura espanhola

Eduardo Sanches Maragoto: «Para um galego nom é difícil fazer e manter amigos no Xalma»



Apesar de que nõ todos os falantes das Elhas, Sã Martim de Trebelho e Valverde do Fresno defendem ũa normativa unitária para os trés lugares, sendo reticentes a que poda leval consigo um empobrecimento da riqueza dialetal, os autores desta proposta pensamos que a necessidai de uns critérios orientadores da escritura é cada vé mais reclamá por as pessoas que de ũa forma ou outra venem escrivindo na “fala” o u língua de Xálima nos últimos tempos. A irrupciõ das telecomunicaciõs e a apariciõ da Internet hã acentuau inda mais esta necessidai, já que as que asta fai poico unicamente eram ũas falas locais, devem cumpril agora novas funciõs comunicativas, relacionando, por exemplo na rede, os usuários deste val.

Corredera, Martín Galindo e Maragoto | Foto: sierradegatadigital.es

Corredera, Martín Galindo e Maragoto | Foto: sierradegatadigital.es

Assim começa o texto introdutório dos Critérios para orientar a ortografia do xalimego, proposta feita pública esta mesma semana e de aplicaçom para as variedades linguísticas galego-portuguesas do vale do Xalma, na estremadura espanhola. Os seus autores som Os seus autores som Antonio Corredera Plaza (Valverde do Freixo), José Luis Martín Galindo (Cáceres) e o galego Eduardo Sanches Maragoto, quem pretendem com a iniciativa substituir a ortografia castelhanizante que vigora por umha outra, precisamente, galego-portuguesa, bem que mantendo as particularidades próprias xalimegas.

Os autores dos Critérios acham que qualquer política lingüística a implementar no vale deve incluir a «introduçom do português no ensino como língua estrangeira obrigatória». Nom proceder desta forma seria «desaproveitar a enorme vantagem que os falantes têm, em relaçom ao resto dos estremenhos, para aprenderem esta língua com projeçom internacional e significaria renunciar também ao reforço lingüístico das falas através da língua do Estado vizinho».

Estes Critérios estám disponíveis na internet para consulta de qualquer pessoa interessada. No entanto, antes dessa fase, a primeira cópia foi entregue à associaçom ‘A Nosa Fala’ e, a seguir, foi distribuída para o exame, crítica ou apoio a um amplo grupo de filólogos e filólogas. Atualmente conhecem-se as seguintes adesões à proposta:

  • Maurício Castro Lopes, professor de português na Escola Oficial de Idiomas de Ferrol
  • Valentim Fagim Rodrigues, profesor de português na Escola Oficial de Idiomas de Ferrol e vice-presidente da AGAL
  • Carlos Garrido Rodrigues, professor de Traduçom e Interpretaçom na Universidade de Vigo e presidente da Comissom Lingüística da AGAL
  • Beatriz Peres Bieites, professora de português na Escola Oficial de Idiomas de Santiago de Compostela
  • Jorge Rodrigues Gomes, doutor em Filologia e membro da Comissom Lingüística da AGAL
  • José Luís Rodríguez Fernández, catedrático de Filologia Galega e Portuguesa na Universidade de Santiago de Compostela
  • João Varela Aveledo, co-autor do documentário Entre Línguas
  • Fernando Venâncio, doutor em Lingüística Geral da Universidade de Amsterdam
  • Vanessa Vilaverde Lamas, co-autora do documentário Entre Línguas

Também reconhecêrom a «coerência» da proposta, ainda que achegárom as suas próprias reflexões, os professores José Enrique Gargallo Gil (professor titular de Filología Românica na Universidade de Barcelona, especialista em dialetologia) e Juan María Carrasco González (chefe do departamento de Línguas Modernas e Literaturas Comparadas da Universidade da Estremadura espanhola, especialista nas variedades lingüísticas fronteiriças). Precisamente, Carrasco González defende que «a ortografia nom é só uma representaçom dos sons», mas «a imagem visual de umha língua, com a qual se devem identificar os seus falantes». Após reafirmar que as falas de Xalma«procedem do tronco medieval galego-português, em contato sempre com o leonês desde as suas origens», o professor defende que «a tradiçom galego-portuguesa medieval nãom é alheia às falas de Xálama».

Principais critérios

Critérios para orientar a ortografia do xalimegoA proposta para o galego-português do Xalma assenta em três princípios básicos:

  • A solidariedade com o galego-português, especialmente com o português moderno. Por exemplo, no lugar de grafar *carru, *cutuvía , *xenti ou *pesoa, grafar «carro», «cotovia», «gente» ou «pessoa», mas mantendo a pronúncia autóctone.
  • O reconhecimento da diversidade lingüística dos três lugares que integram o vale do Xalma. Por exemplo, admitir a pluralidade de formas em palavras como médico/meico/meco ou os pares axim (plural axins ou axis)/pimento.
  • A estremenhidade, designadamente as terminações em -l dos verbos, soluçom comum a outras variedades lingüísticas presentes na Estremadura: cantal (cantar), dizel (dizer), frigil (frigir), etc.; ou também a queda do -d- em posiçom intervocálica, como em cantau (cantado), comiu (comido), adequá (adequada), metai (metade), boiga (bodega), etc.

 

ATUALIZAÇOM 28 DE AGOSTO DE 2015

 

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  • Ernesto V. Souza

    Pois a mim, sinceramente e com todos os respeitos, parece-me uma parvada…

  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    Mas… se no Xálima a relação língua internacional-língua local será ainda mais brutal e condicionará mais o modelo do que aqui…

  • jot

    Quanta impostura… Esta é a proposta “reintegracionista”? Com reintegratas assim, quem precissa de isolacionistas, se o resultado prático é o mesmo fetiche foneticista ao nível da ALLA (ou da Rag)? Vendo esse “ORIENTAL” na capa pergunto-me se os cubanos -/mi amol/- têm uma neurona mais do que as falantes da Estremadura (ou a têm @s gramá[email protected] do castelhano).
    Ainda bem que alguém inventou o termo lusista. Falta outro para referir aquelas pessoas que opinam que galego e português são duas línguas diferentes mas que querem que haja unificação ortográfica; mais acaí[email protected] companheiras de viagem para “lusistas” do que [email protected] da unidade da língua (“galego-português”) que se dedicam a desquartizá-la.

    • madeiradeuz

      Os paralelismos com a Galiza são limitados.

      Crioulo de Cabo Verde. Não digo mais.

      • Ernesto V. Souza

        Cabo verde… Procura um mapa mira-me a distancia e o espaco arredor de linguas e falamos depois…

    • madeiradeuz

      Gostaria de saber a tua proposta alternativa. Diretamente ir ali defender que o pessoal tenha, de um dia para outro, o português de Portugal como referência culta? Mais ‘doado’ o tinham em Olivença, portuguesa até há 200 anos, e hoje em dia a língua está praticamente desaparecida por uma substituição linguística atroz. Acho que os autores da proposta formulam o que atualmente é o mais realista e pragmático. A alternativa seria não fazer nada e deixar as cousas como estão.

      • Ernesto V. Souza

        Digamos que é uma proposta que bebe na mesma tradição e maneira de ver a língua (reaccionária e errada) na minha opinião que por estes lares parece normal e até ” pragmática ” … Sinceramente preocupa-me pouco uma ou outra pois afinal é a gente dessas terras quem decide. O que me preocupa é os assinantes com essa idea das línguas como protagonistas e mais sendo o que e quem sao no desenvolvimento atual do nosso galego na Galiza.

        • Louredo

          O xalimego non é un simples dialecto do portugués, é unha fala historicamente conformada, con muita influencia do castelán e do leonés. Cunhas características sociolingüísticas, sociopolíticas e lingüísticas mui diferente ao resto dos falares portugueses, por tanto é lóxico que se trate de forma diferente. Se se lles dá a escoller entre unha fala veciña e a súa outra lingua, ben presente no val, o castelán, escollerán este último. Non hai ningún sentimento “nacionalista” no val. Até agora, aínda pasando pola portaxe da influencia do leonés e castelán, esta fala de Xálima mantívose bastante ben. O que non entendo moi ben na proposta é manter a representación típica da nasalidade, da que estas falas carecen. Non sería máis simples acabar todas as palabras en n, conforme a pronuncia consonántica? Con certeza a proposta é absolutamente coherente coa alternativa AGAL. É absurdo impor unha solución portuguesa estándar que probablemente ningúen iria usar no val como lingua da comunidade

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Para as falas, todas as ortografias são absurdas. Já agora, se é o Xalma, será o Xalmego. E não é por acaso que o diferencialismo é defendido desde o diferencialismo…
            Mas já estamos no ano QUINTO da SEGUNDA DÉCADA do século XXI, pelo amor das deusas todas…

          • Louredo

            Estas falas son produtos do isolamento e da solidariedade histórica dos seus falantes. Evidentemente o portugués é unha opción, cousa que deben de decidir os seus políticos e falantes. A cuestión que o poder de tres concellos é pouco e mesmo sería complicado alterar o estatuto lingüístico da Extremadura. Para alén diso, o afastamento destas falas pérdese na noite dos tempos. É máis ca significativo a ligazón de unha boa parte do léxico ao leonés. No día de hoxe a ligazón dos xalimegos é coa súa fala, non co portugués estándar. A oficialidade do portugués é imposible na actualidade, e no futuro non o vexo. De feito estas falas teñen máis vitalidade do que o portugués de Olivença, bastante máis, pola situación isolada, pero tamén pola forte soldariedade interna destes concellos. Así de simple. Realmente a problemática ten máis que ver co da asturiano. As ortografías destas falas, calquera que sexan, non son para o estándar, son para que elas sigan a funcionar como elementos de cohesión e de ligazón co seu pasado e presente. Desde o momento que o portugués é de ensino voluntario na rexión, o camiño para a comunicación está aberto, desde xa. Con certeza a diversidade defende a diversidade.

          • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

            Não é diversidade, mas diferencialismo. É diferente. Ademais, os modelos ortográficos não os defendem os políticos nem os falantes. Defendem-se eles a si próprios graças à Filologia, e graças sobretudo ao cultivo literário da língua.
            É de estimar a boa intenção de acrescentar elementos de coesão. Fazemos o que podemos. E para além, na Extremadura espanhola há mais de 10.000 estudantes de português, ou seja que com um bocadinho de vontade o Xalmego não se perderá. Saúde.

  • Venâncio

    Certa fixação numa norma gráfica «portuguesa», que por aqui se cheira, é da ordem do maníaco. Então eu não posso dizer e escrever «subtil», porque um brasileiro diz e escreve «sutil»? Então um brasileiro há-de escrever «omnipotente», como eu faço, quando diz «onipotente»? Então temos os dois que escrever «contatar», e «dezassete», e «metrô», e «puré», e «tênis», só porque o outro, ele ou eu, assim diz? E isto multiplicado por vinte, multiplicado por trinta? Então os habitantes de Xalma têm de escrever à nossa maneira? À «nossa»? Mas existe alguma «nossa» maneira? Vão-se catar, ó fanáticos .A Galiza, às vezes, parece estar entregue a loucos.

  • Marisa Domínguez Valerio

    PERSONALMENTI,
    Ei Marisa Dguez, ca ve istó máis duia despóis de leel múltiplis artículus i agó a Intrevista
    a Eduardo S. Maragoto pa unha televisión galega. Puian habelsi formau máis i
    habel tíu máis in conta a us falantiss que son us que levamus a Fala desde que
    nacemus i que agó mismu cun a proposta que defendin nun vamus ni a sabel falal
    a nosa lengua. Sí, seremus poicus us que falamus, pero tos mui urgulloshus i
    somus mutus us que luchamus pul a nosa lengua, sin querel disvirtuala i
    cunvirtila in oitra lengua distinta, ¿i pur qué? Didin que pul pruximidai;
    Tamén istá Galicia próxima a Purtugal, ¿Nun le duiría a un galegu que le
    quisheran cambial su lengua sólu pul a pruximidai?, pulque sí, tendrá acepciós
    purtugueshas, pero tamén galegas, asturianas i leoneshas. Pa Eduardo S.
    Maragoto i demáis colaboradoris e mui fácil agarral u camiñu máis sincillu e idil que a Fala se iscriba in portugués, toma
    ia: IA NUN TENIN NIN QUE ISTUDIAL A FALA DE VERDÁIS I POYIN SIGUIL FENDU
    PROYECTUS, INTRIVISTAS…,sacal propostas individualistas no consensuas, que despóis
    van quedando i fadin que haya máis dudas du que e a Fala de verdáis. Informeibus
    que SÍ ha habiu ixenti , mutus LAGARTEIRUS, que han istudiau a Fala e ISCRITU
    IN FALA, intre elis quishera recordal a Sivirino López Fdez (fundadol da
    rivista ANDURIÑA,ISCRITA IN LAGARTEIRU) i Domingo Frades pul sel us máis
    pionerus. Istó mui urgullosha de formal parti de A.C. U lagartu verdi-Fala
    lagarteiru, que intre oitrus finis lucha pur a Fala LAGARTEIRA,PUL U QUE IA HA
    FEITU UN CUMUNICAU RECHAZANDU ESTA PROPOSTA. Comu hasta agó siguiremus iditandu
    i iscribindu a ANDURIÑA in LAGARTEIRU, cun u sei ispaciu pa valverdeñu i
    mañegu. También istá ACANF, cun miembros dus tres lugaris, filólugus i
    lingüistas traballandu pa unha escritura consensuá que manteña as piculiaridais
    de ca un. AGÓ: DECIDME EN LO QUE SE PARECE EL LAGARTEIRU A DICHA PROPUESTA.

    PERSONALMENTE
    , YO Marisa Dguez V, lagarteira,cada vez estoy más dolida, después de leer
    multiples artículos y ahora la estrevista a Eduardo S. Maragoto, para una
    televisión gallega. Podrían haberse formado
    más y haber tenido más encuenta a los
    falantes que son los que llevamos a Fala
    en nuestra sangre desde que nacemos y que ahora mismo con la propuesta que
    defienden no vamos ni a saber hablar nuestra lengua. Sí seremos pocos falandu,
    pero todos muy orgullosos y somos muchos los que luchamos por nuestra lengua,
    sin querer desvirtuarla y convertirla en otra lengua distinta, ¿Y por qué? Dicen
    que por proximidad; también está próxima Galicia a Portugal,¿ no le dolería a
    un gallego que quisieran cambiarle su lengua sólo por la por proximidad?, porque sí,tendrá acepciones portuguesas, pero también gallegas,
    asturianas , leonesas .Para Eduardo S.
    Maragoto y demás colaboradores es muy
    fácil coger el camino más sencillo y decir que A Fala se escriba en portugués,
    toma ya: YA NO TIENEN NI QUE ESTUDIAR A
    FALA DE VERDAD Y PUEDE SEGUIR HACIENDO PROYECTOS, ENTREVISTAS…, sacar
    propuestas individualistas no consensuadas, que después van quedando y hacen
    que haya más dudas de lo que es A Fala de verdad. Informaros que SÍ ha habido
    gente, muchos de ellos LAGARTEIRUS, que han estudiado A Fala y ESCRITO IN FALA, entre ellos quisiera recordar a Severino López ( fundador de la revista ANDURIÑA, ESCRITA EN LAGARTERU) y Domingo Frades por ser los
    más pioneros. Estoy muy orgullosa de formar parte
    de la A.C. U lagartu Verdi-fala lagareiru,
    que entre otros fines lucha por a Fala LAGARTEIRA , por lo que ya se ha hecho
    un comunicado RECHAZANDO esta propuesta.
    Como hasta hora seguiremus escribiendo y editando nuestra revista ANDURIÑA en
    LAGARTEIRU con su espacio para valverdeñu y mañegu..También está A.C.A.N.F. ,
    con miembros delos tres pueblos, flilólogos y lingüistas , trabajando para una
    escritura consensuada y que mantega las peculiaridades de cada variante.

    • Louredo

      Anda que non metes castellanismos muller, dentro de pouco considerarase o lagarteiro un dialecto do castellano (está a medio camiño, moi avanzado). Un pouco de estudar portugués non viría mal non, e castellano e catalán, eses “us” que meten teñen unha explicación sabendo a gramática e a fonética destes idiomas. Que cousa máis ridícula escribir urgulloSHa. A tradución non facía falta aquí, iso para os extremeños. Non o lagarteiro non ten que ver co xalimego,ten relación máis ben coas linguas de Chechenia. Obrigado Marisa.

      • Marisa Domínguez Valerio

        Claro que nun me vindría mal aprendel purtugués, pulque sempris ven ben sabel oitras lenguas,u cuñucimentu nun ucupa lugal, pero non pa iscribil a miña lengua,son distintas. Nun sé si tendrás algún cuñucimentu de A Fala, pero na máis uivil un pocu ia ves que nun e cumu querin iscribilu. Ei falu cun cuñucimentu da miña lengua, i tú?

        • madeiradeuz

          Como que a ortografia do português não lhe serve? Veja lá este exercício, no qual deixarei em maiúsculas unicamente as palavras que precisariam maior adaptação:

          Claro que não me VINDRÍA mal APRENDEL português, PULQUE sempres vem bem sabel oitras LENGUAS, o conhecimento não ocupa LUGAL, pero não para ISCRIBIL a minha LENGUA, são distintas. Não SÉ se TENDRÁS algum conhecimento de A Fala, pero NA mais OUVIL um pouco IA vês que não e como querem ISCRIBI-LU. Ei falo com conhecimento da minha LENGUA, e tu?

          Como poderá comprovar, a ortografia do português adequa-se perfeitamente. Poderá discrepar em que “não” ou “são” diferem de “nun” e “son” (ou “sun”), mas saiba que as grafias “não” e “são” recebem as mais variadas pronúncias em toda a Lusofonia. Seja como for, se não gostar, sempre pode deixar “nõ” e “sõ”, que polo menos estão recolhidas na história da língua.

          Também pode dizer que eu pus um “para” onde você tinha “pa”. A pronúncia “pa” é comum às falas populares do castelhano e do asturo-leonês. Na Galiza e Portugal, a pronúncia popular é “pra”, embora cada vez mais se usa “pa”, embora acho que incorretamente.

          Quanto aos termos em maiúsculo, exceto o que parecem claros castelhanismos (lengua, vindría, tendrás; por língua, viria, terás), o resto são formas autóctones em que o ‘r’ original passou a ‘l’ e que na língua culta se poderiam passar a ‘r’ sem maior problema. Contudo, optei neste caso por deixar assim.

          Despeço-me, Marisa, indicando-lhe que uma cousa é como se “fala” a língua e outra como se escreve. Se quer que a “fala” seja uma língua viva e plena, e não unicamente uma “fala” de transmissão oral (embora seja isso o fundamental), deverão aceitar esta dicotomia, que acontece em quase todas as línguas europeias.

          • Marisa Domínguez Valerio

            Claro que
            .tiene muchas palabras lusas, pero ( de hecho muchas más) también gallegas,
            asturianas i leonesas, por ello no podemos escribir como pretenden. Nosotros
            como en gallego decimos AGORA, NO embora, ACEPTAR no aceitar, TAMÉN, NO tambén,ANDURIÑA,
            no andorinha, DEBERÍA, No deverao. Claro que queremos que sea una lengua viva
            como ha sido hasta ahora desde hace
            siglos, pero no cambiándola por otra distinta,es necesario que se estudie más i
            consensuar con los que hablamos. Todas: A Fala, Asturiano, gallego, Portugués
            vienen de una misma madre y todas se parecen: ¿simplificamos y escibimos todos iguales? Por eso quiero una propuesta de escritura más adecuada y consensuada para A Fala.Me
            despido.

            LAGARTEIRU:Claro
            que ten mutas palabras lusas, pero (de feitu mutas máis) tamén galegas,
            asturianas i leonesas, pur isu nun puemus iscribil cuomu pretendin. Nos cumu in
            galegu idimus AGORA NO EMBORA, ACEPTAR no aceitar, TAMÉN no tambén, ANDURIÑA no
            andorinha, debería no deverao. Claro que queremus que sea unha lengua viva cumu
            ha síu hasta agora desde fai siglus, pero no creandu oitra distinta. E
            necesariu que se istudii máis i consensual cun us que falamos. Todos: A
            fala,asturianu, galegu, portugués venin da misma mairi i toas se parecin:
            ¿simplificamus e iscribimus tos iguais?Pul isu queru que se faga unha porposta de iscritura máis adecuá i consensuá pa A Fala. Me dispidu.

            GALLEGO:claramente ten moitas palabras lusas, pero (de feito moitos outros ) tamén galego, asturiano i Leon , non podemos escribir como desexado. Dicimos cumo en galego AGORA NO embora , aceptar non aceitar, tamen NO tambén , Anduriña non andoriña , debe , non deberán . Claro que queremos ser unha lingua viva como foi ata agora durante séculos , pero non cambia-lo para un diferente, teñen que ser estudados máis e estar de acordo os que falamos. Todos : A Fala, Asturiano , Galego , Portugués veñen da mesma nai e todos eles parecen : simplificar e escibimos todos iguais ?quero unha Mellor proposal i consesuada para Fala Digo adeus.

            PORTUGUÉS( pido perdón si hay faltas, como no sé i no escribo portugués es traducido por el ordenado): claro que ten palavras lusas, mas (na verdade muitos outros)também galego , asturiano i Leon , então não podemos escrever como pretendido. Dizemos como en galega AGORA, NO embora , ACEPTAR,no aceitar , tamen , NO tambén , Anduriña não andorinha , DEVERÍA , não deverao . É claro que queremos ser uma língua viva como tem sido durante séculos , mas não alterá-lo para um diferente, precisam ser estudados mais eu concordo falamos . Todos:Fala, Asturiano , Galego, Português vêm da mesma mãe e todos eles parecem : simplificar e escibimos todos iguais ?Então, eu quero escrever uma
            proposta adequada i consesuada para A FalaDespeÇo-me

          • madeiradeuz

            Desculpe, mas a sua argumentação tem alguns erros.
            – AGORA e EMBORA são palavras diferentes para expressar cousas diferentes. Em português utiliza-se, claro que sim, “agora” (castelhano “ahora”). O único caso em que o significado poderia ser similar é na expressão “ir embora” (similar, não igual).

            – ACEPTAR é, com toda certeza, um castelhanismo em galego e ‘fala’.
            – TAMÉM é uma pronúncia relaxada de TAMBÉM. Cumpre lembrar que em castelhano popular existe “tamién”.
            – ANDURIÑA. Que teima com esta palavra! ANDURIÑA e ANDORINHA pronunciam-se EXATAMENTE IGUAL. Quero dizer, esse “o” na forma portuguesa pronuncia-se “u”, e o NH pronuncia-se igual que o Ñ. Portanto, anduriña=andorinha.
            – DEVERIA e DEVERÃO são formas verbais totalmente diferentes que existem em galego da Galiza, português de Portugal e nesse particular galego-português que é a fala. Castelhano: “debería” e “deberán”.

            Como galego, e portanto como cidadão do Reino da Espanha igual que vocês, tenho grande respeito e simpatia polas pessoas que moram no Vale do Xalma / Val do Xálima. E é por essa simpatia que lhes digo isto: se a língua que falam é galego-português (que o é), defendam para ela uma escrita galego-portuguesa. Conservem as suas particularidades se o acharem conveniente para a sobrevivência da língua, mas utilizem para a ‘fala’ a ortografia de uma ‘fala’, não a de uma ‘habla’.

            Cumprimentos.

          • Marisa Domínguez Valerio

            Podríamos estar sacando semejanzas y diferencias
            sin parar, lógicamente si A Fala deriva del galaico-portugués y astur-leones va
            a tener paralelismos con todas, no es tan sencillo como lo ha hecho: coger una de las ramas de las que proviene y
            decir que se escriba así y claro que tiene su lógica , pero también podrían
            hacer la misma propuesta con las otras
            RAMAS DE LAS QUE PROVIENE. Eso no es estudiar A Fala , es querer convertirla en
            otra.saludos.

          • Louredo

            Non hai ningunha evidencia que “A Fala” derive do asturleonés, esa teoría non ten ningunha base científica, está totalmente desacreditada O único que ten común é o sistema vocálico, en parte (o que pode deberse ao castellano, a ademais nestes puntos coincide tamén co portugués o asturleonés) e un determinado número de palabras, que poderían explicarse por contacto histórico coas localidades veciñas perfectamente. Todo o demais é galegoportugués

        • Louredo

          É que hai que comezar polo principio. Os dialectos de Xálima non teñen o atributo de lingua, senón de dialecto galaico-portugués, con forte influencia castelá e leonesa. Algo teño tido destes dialectos.Aínda que sexa dialecto estaría ben encontrar unha forma de escribilos, e niso están. Pero o resultadp non pode ser preguntándolle á xente, son os especialistas os que a teñen que propor (xente con título e práctica). Con certeza dentro dunha vila hai formas de falas mellor e peor (máis contaminado polo castellano), e se deberían dar preferencia a esas formas na escola. É o que opino, pero tal válida pode ser unha ortografía como outra para unha fala, se representa ben os fonemas. Cozinha por exemplo representa igual os fonemas ca cuciña, sabendo que os “o” átonos se pronuncian como “u”

          • Marisa Domínguez Valerio

            Istá declará lengua minoritaria i a difinición ia u dí. Claro que ten que habel ispecialistas, pero non ispecialistas que nun tenin in conta to rialidai da lengua. Algu tendremus que idil us que falamus i que levamus siglus féndulu. Debi sel unha ortografía consensuá cun falantis e ixpertus e in isu se istá, pero non unha ortografía unilateral i non consensuá i que e impusibli que us falantis iscribamus cun unha lengua inventá que nun e a nosha. Si tú eris galegu iscribi in purtugués que se pareci i se poi adaptal, a vel si eris capá. gracias.

          • Marisa Domínguez Valerio

            Antes de haber divulgado dicha propuesta esta gente podría haber sido más profesionales y haber consensuado si de verdad puede ser viable.Cómo mínimo si hacen una propuesta de ortografía para nosotros, será para que la llevemos a cabo y escribamos así.¿ o sólo es para colgarse los galones y seguir haciendo congresos dando una visión de A Fala que para nada es la realidad? Para los que falamos es una propuesta que se queda a medias, no estudia cómo es en realidad A Fala, es simplista, unilateral e utópica, y para quien no la conoce da una visón errónea de A Fala, con lo cuál va a crear más dudas para quien la quiera conocer y estudiar de verdad. Es muy fácil escudarse es que los profesionales saben, y no digo que no,son muy importantes y queremos que nos ayuden(de hecho lo están haciendo), pero no necesitamos profesionales que no tienen en cuenta todo el conjunto del objeto a estudio, quedándose en lo que les conviene, sin tener en cuenta si el resultado es acertado o no y el daño que pueden hacer cuando no lo es.

          • Marisa Domínguez Valerio

            Louredo, in oitrus comentarios pos que e unha opción que debin dicidil us pulíticus i falantis,Pus ben,tos,mus istamus manifestandu a u respectu. Tamén didis y ben ditu: ” É absurdo impor unha solución portuguesa estándar que probablemente ningúen iria usar no val como lingua da comunidade”. Isu mismu e u sintil de us lagarteirus.

    • madeiradeuz

      Como lhe digo mais abaixo, uma cousa é a língua falada e outra escrita. Vou-lhe colocar um exemplo aproveitando um comentário meu anterior:

      COMENTÁRIO EM GALEGO-PORTUGUÊS: Gostaria de saber a tua proposta alternativa. Diretamente ir ali
      defender que o pessoal tenha, de um dia para outro, o português de
      Portugal como referência culta? Mais ‘doado’ o tinham em Olivença,
      portuguesa até há 200 anos, e hoje em dia a língua está praticamente
      desaparecida por uma substituição linguística atroz. Acho que os autores
      da proposta formulam o que atualmente é o mais realista e pragmático. A
      alternativa seria não fazer nada e deixar as cousas como estão.

      COMENTÁRIO NO MEU GALEGO, ORTOGRAFIA GALEGO-PORTUGUESA: Gostaria de saber a tua proposta alternativa. Diretamente ir ali
      defender que o persoal tenha, dum dia para outro, o português de
      Portugal como referéncia culta? Mais ‘doado’ o tinham em Olivença,
      portuguesa até hai 200 anos, e hoje em dia a língua está praticamente
      desaparecida por umha sustituciom linguística atroz. Acho que os autores
      da proposta formulam o que atualmente é o mais realista e pragmático. A
      alternativa seria nom fazer nada e deixar as cousas como estám.

      COMENTÁRIO NO MEU GALEGO, ORTOGRAFÍA GALEGO-CASTELHANA: Gustaría de saber a túa proposta alternativa. Diretamente ir alí defender qu’o persoal teña, dun dia pr’òutro, o portugués de
      Portugal como referencia culta? Mais ‘doado’ o tiñan en Olivença,
      portuguesa até hai 200 anos, e hoxendía a lingua está praticamente
      desaparecida por unha sustitución lingüística atroz. Acho qu’os autores
      da proposta formulan o qu’atualmente é o mais realist’e pragmático. A
      alternativa sería non facer nada e deixa-las cousas como’stán.

  • anduriña ulagartuverdi Eljas

    CUMUNICAU de A.C. U LAGARTU VERDI

    A Asociación Cultural U Lagartu Verdi–Fala lagarteiru, asociación lagarteira creá in
    As Ellas in 2009 pa, intre oitrus finis, defensa, fomentu i divulgación de A
    Fala, ispecialmenti u LAGARTEIRU; Se dirigi a tos falantis e intereshaus pa
    cumunical que, in vista dus últimus acunticimentus rifiríus a u que Antonio
    Corredera Plaza ha dinuminau “xalimego” i a su proposta de ortografía:

    ·
    Istá in contra da su idea de
    unificación de as tres variantis de A Fala in u que cunsideramus unha proposta
    unilateral i non consensuá .

    ·
    Rechaza aplical a ortografía
    purtuguesha in A Fala, pulque cunsideramus que e unha proposta simplista i que
    nun recolli ni a realidai histórica ni u bagaji cultural du LAGARTEIRU.

    ·
    Tamén rechaza que u LAGARTEIRU isté incluíu dentru du que él divulga
    cumu “xalimego”, ni que deba iscribilsi cun a grafía lusa que defendi.

    ·
    A A.C. U Lagartu Verdi-Fala
    lagarteiru istá traballandu, ixuntu cun a A.C. A Nosa Fala i varius lingüistas
    i filólugus in unha proposta ortográfica consensuá pus tres lugaris que respeti
    as tres variantis i as piculiaridais de ca un de elis.

    In As Ellas, a 27 de Agostu de 2015