Todos os artigos marcados como "Língua Nacional"

  • Tés crianças, tés alternativas

    Por volta da difusão social do galego são feitas cada ano uma miríade de campanhas institucionais e pessoais, surgem debates intensos mais ou menos emocionais, mais ou menos racionais e escrevem-se artigos que são comentados, em média, por mais pessoas que outros textos com temáticas diferentes. A língua move, é claro. Ora, toda esta ação […]

  • Por que falamos como falamos?

    É habitual que na Galiza as pessoas mais velhas de âmbitos rurais sejam consideradas modelos de língua. Parte-se da base que conservam muitas formas de que carecem outras pessoas, sejam neo-falantes ou moradores de zonas mais urbanas. Qual é realmente a sua poção mágica? Tecnicamente, ainda que soe frio e metálico, a resposta é a […]

  • Quando a emoção entra pola porta…

      … a razão, a experiência e a intuição saem pola janela. Assim reza um provérbio hindu. Quando dou uma palestra sobre a estratégia internacional para o galego costumo começar com um jogo. O tal jogo está no início do livro O galego é uma oportunidade. Antes de mais nada, aviso às assistentes de que […]

  • Quem vai gritar que o rei está nu?

    A ideia de que o português devia ser uma língua estrangeira e diferente do galego foi desenvolvida por um grupo de pessoas, muitas delas filólogas, na década de 1970. Foram cargos políticos os que a implementaram no Parlamento Galego em 1983, por motivações de todo o tipo, uns achando que era o melhor para o […]

  • Formatar

    Sou um viguês nascido na década de 70. Fui programado para falar em castelhano, como todos os rapazes da minha geração na minha cidade, em tantas cidades, em tantos lugares. O grau de sucesso do programa foi muito elevado, alcançando a quase unanimidade. Portanto, sou um minúsculo erro de sistema. O erro de sistema que […]

  • AGAL, casa comum

    Na AGAL existem duas sensibilidades sobre a sua natureza e missão social, ambas legítimas. Há quem ache que a norma gerada pola Comissom Linguística deve ser o motor da associação; outros consideramos que a AGAL deve ser a casa comum dos reintegracionistas.

  • 38%

    Uma das diferenças, sintomática, entre uma língua com estado e uma língua sem estado é a ligação desta última com as percentagens.

  • Buenos dias nos dê Dios

    Em 1926 a filóloga alemã Margot Sponer, que estava a elaborar a sua tese sobre textos medievais galegos, visita o nosso país. Desta visita surge um apetitoso texto cujo fio condutor é o grau de castelhanização das falas galegas que ela detetava perfeitamente por ser conhecedora da língua portuguesa.

  • É a sociedade mas não só

    «– Hello, eu tenho um monte de coisas, mas a Dora e o Botas querem achar alguma coisa que eles possam encher de água para carregar o peixinho vermelho. Eles podem encher isto de água? […]». Esta interação decorre entre a minha filha de 3 anos e a mochila da Dora, a aventureira, uns desenhos animados que formam atualmente um cânone junto da Peppa Pig ou do Ruca (Caillou). A minha filha vê-os na sua versão brasileira ou portuguesa.

  • Uma ilusão necessária

    Outra vez saíram números, desta vez do IGE, Instituto Galego de Estatística. Nos tempos que nos tocou viver os números ganharam grande importância na hora de criar emoções e mover o pessoal. De facto, ambas as palavras, emoção e mover, estão unidas em origem. Os números sobre usos da língua galega são os habituais e […]