Todos os artigos marcados como "Ernesto V. Souza"

  • pangaleguismo

    * Publicado em A Viagem dos Argonautas,  25 de Outubro de 2018 e cá a petição de Alexandre Banhos. Em 17 e 18 de novembro do ano corrente celebrar-se-á em Lugo o Centenariazo da 1ª Assembleia das Irmandades da Fala, em cuja conclusão foi lido o histórico manifesto, aprovado e assinado por uma série de intelectuais […]

  • Ordem 73

    * Re-publico este texto, escrito sem muitas mais pretensões que refletir um bocadinho pessoalmente, e que não passa de um depoimento um tanto friqui, no PGL, a petição de um bom número de amizades que acharam interessante divulgar um bocadinho mais e por perto, nomeadamente para aquela gente que – eu próprio – não temos […]

  • faroeste

    Queiram que não, meus, minhas, a Galiza é diferente. A pouco que venham tomar a sério, já para explicar de fora, já para negar, combater e desmontar os seus tópicos, estruturas sociais, territoriais, património, economia atlântica, história, etc., a densidade e complexidade do que aparece, ao retirar as primeiras capas de crosta, tona e pele, […]

  • belos cadáveres

    Ecoa, de Oscar Wilde a Sid Vicious, passando por James Dean, a quem a cultura popular terminou por atribuir, o dito de roda queimada e no future: Viva rápido, morra jovem e deixe um belo cadáver. Francamente se tivesse de fazer hoje, e após tão poucos e agitados anos, uma descrição simples do momento atual […]

  • ilusão retrospectiva

    Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura, é uma sucessão de desgaste, resistência, destruição, paciência e saqueio. Uma perda de centralidade e […]

  • Carvalho contra Chronos

    Meu pasado imperfeito, meu futuro condicional! Mais o presente, u-lo? R.C.C. “Excalibur” in Futuro Condicional, 1982, p.13 Tal como apontávamos, a questão da fixação da língua, na Galiza, passa pelo consenso, pela construção da ilusão coletiva (tal como o Mário Herrero destaca) em positivo. Na narrativa comum de uma ficção inventada (galego possível impossível), assumida, […]

  • reintegracionismo 3.0

    As línguas de cultura são cousa frágil, condicionadas por catástrofes, sucessos, azares, acasos políticos, invasões, migrações, expulsões, genocídios, mudanças dinásticas, económicas e  sociais; por inventos, descobertas, modas; sujeitas ao capricho, às vontades, teimas higienistas, restauradoras, historicistas, ou reformistas das elites; condicionadas pelo isolamento ou pela sua internacionalização em diversas épocas, pelo seu papel como língua […]

  • oblomovismo

    Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura de Iliá Ilitch Oblómov, novo e rico senhor que mal sai da casa na capital […]

  • Depende

    Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais motivos de confronto cultural dos galegos nos modos espanhóis. Para nós, galegos, há sempre formas, […]

  • O 155 e outros erros de cálculo do capitalismo

    O problema de pensar que tudo vale, quando (após considerar a utilidade da existência de um adversário) se toma a decisão que batê-lo ainda conviria mais aos próprios interesses é a complexa sequência de acontecimentos que se produzem e a incontrolada velocidade de ações e reações que dispara cada movimento de cada uma das peças […]