Nove anos de trabalho

O Apalpador: personagem mítico do Natal galego, resgatado

Fruto da sua naturalizaçom, o Apalpador está hoje presente em toda a parte



A 31 de dezembro de 2006, o Portal Galego da Língua publicava o artigo O Apalpador: personagem mítico do Natal galego a resgate, acompanhado de um trabalho de José André Lôpez Gonçález por volta do gigante carvoeiro.

Na altura, Lôpez Gonçález explicava o porquê de redigir um trabalho a respeito e anunciava também o desejo de revitalizar a memória do Apalpador antes da tradiçom esmorecer definitivamente:

Fora em Maio de 2001 quando, os daquela directores de Vaga-lume, órgão oficial da Associação Galega Corredor do Henares, demandaram a quem isto escreve que dissesse algo sobre o Natal galego e achei que ser nabice não aproveitar. Assim foi como redigi para o número dous dessa publicação umas apressadas primeiras linhas sobre este personagem que é de necessidade recobrar para a nossa tradição antes que seja tarde demais.

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O Apalpador | Desenho: Leandro Lamas

O Apalpador | Desenho: Leandro Lamas

Um ano depois, a associaçom compostelana A Gentalha do Pichel pegou na encomenda e lançou umha campanha de difusom da figura do Apalpador, inclusive com a primeira interpretaçom gráfica do mítico personagem, da autoria de Leandro Lamas. Após o labor de conscientizaçom, no ano 2008 o Apalpador saiu pola vez primeira às ruas da Galiza, novamente da mão da Gentalha e com a colaboraçom da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

A partir daí, a recuperaçom do Apalpador tornou-se em consolidaçom e depois já plenamente em normalizaçom, com um personagem mítico galego entrevistado na televisom pública do País e convertido em isca publicitária, estrela editorial e até assumido por instituições públicas. Atualmente, o Apalpador pode ser encontrado em toda a parte e mesmo é valorizado tanto polo pequeno comércio quanto polas grandes companhias multinacionais:

O valioso contributo de José André Lôpez findava do seguinte modo:

Valha este pequeno artigo para chamar a atenção da obriga de manter nas terras nas que ainda é vigorante o mito e recuperá-lo nas que já se perdeu, até fazê-lo universal no conjunto da Galiza, para alegria dos mais novos e goze dos idosos.

Nove anos depois da publicaçom de aquele trabalh, pode-se afirmar, sem dúvida, que o desejo por ele manifestado quando escreveu aquelas modestas linhas já é plenamente real, como provam as crianças que participárom este ano no certame escolar Conhecendo o Apalpador, organizado pola Fundaçom Artábria.


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  • Heitor Rodal

    Que desenhos tão lindos.

    E sim, com efeito: a recuperação do Apalpador é um magnífico sucesso do movimento regenerador galego.