Nova política transfronteiriça para a língua franco-provençal



Indicador em francês (arriba) e arpitano (abaixo)

Indicador em francês (arriba) e arpitano (abaixo)

Os governos dos departamentos de Ródano-Alpes (França) e do Vale de Aosta (Itália) assinárom o Tratado de Cooperaçom Transfronteiriça para a Língua Franco-Provençal na Educaçom, nos Meios de Comunicaçom e na Transmissom familiar. A UNESCO considera que esta língua está num sério risco de desapariçom, polo que este acordo procura trabalhar dentro destas áreas estratégicas.

Ambos departamentos comprometêrom-se a realizar umha série de políticas em favor da língua franco-provençal, daí o assinamento deste tratado, com o objetivo de «estabelecer umha política lingüística comum a fim de salvaguardar, difundir e manter com vida o franco-provençal».

Segundo o governo de Ródano-Alpes, esta nova política focará-se em áreas como a educaçom, a transmissom familiar, a visibilidade pública, os meios de comunicaçom, ferramentas para a aprendizagem ou o seu uso em eventos culturais.

O franco-provençal, também conhecido como arpitano (arpitan), fala-se em três Estados: a França, a Itália e a Suíça. Nom se dispom na atualidade de qualquer censo que permita conhecer com precisom o seu número total de falantes. A UNESCO estima que podem ser arredor de cem mil, no entanto Ethnologue eleva esta cifra até os centro trinta e sete mil utentes em 2007, que se repartiriam em setenta mil nos territórios italianos do Vale de Aosta e do Piemonte, sessenta mil na França —a maioria na Saboia— e sete mil em cantons suíços como Friburgo ou Valais.

De acordo com a UNESCO, a língua está «num severo risco de desapariçom na França, na Suíça e, se calhar, também na Itália». O departamento de Ródano-Alpes diz que outros governos, incluindo os cantons suíços de Friburgo, Valais e Neuchâtel, mostrárom o seu interesse em assinar o Tratado pola Língua Franco-Provençal.

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