NGZ 149: Um País rico de gente pobre

Na seçom cultural inclui entrevista a Ataque Escampe e recensom de 'A República das Palavras'



capa ngz 149Já chegou aos quiosques e às casas o novo número do Novas da Galiza, que dedica a sua reportagem principal à pobreza na Galiza, um drama que, após sete anos de crise, afeta já 23% da populaçom. Ademais, a pobreza de hoje já nom é como era: se antes ter emprego remunerado era garantia de um mínimo de bem-estar material, agora existe 17% de pobreza laboral.

Nom passou despercebido apesar do ruído mediático: em fevereiro, o Consejo Estatal de Enfermería (Conselho Estatal da Enfermagem) apresentava o relatório ‘La verdad sobre las doulas’, no qual denunciavam as pessoas que assistem mulheres ao longo da gestaçom, parto e pós-parto por usurpaçom profissional. Para além do debate científico e laboral, nom é menos problemático o imaginário que mobilizou e no qual se começou a desenvolver a polémica. Este mês, o NGZ conta-nos esta história de luitas pola (re)apropriaçom dos partos.

O mensal de informaçom crítica continua teimando em romper com o muro de silêncio que rodeia todo o relativo ao Tratado Transatlântico de Comércio e Investimentos (TTIP, polas suas siglas em inglês). Este mês, o professor de Economia Aplicada e membro de ATTAC-Galiza Gonzalo Rodríguez, pega na pluma e trata o tema a partir de umha nova perspetiva: que passou para que o TTIP chegue justo agora?

Na seçom de internacional, o independentista bretom Gaël Roblin explica numha entrevista o processo de consultas populares em localidades bretás. Lá, seguindo a experiência catalá, o povo foi chamado para opinar sobre a reunificaçom da Bretanha e a criaçom de um Parlamento próprio. Ademais, neste número 149 do Novas reaparece a mítica seçom Além Minho, desta volta com umha entrevista a Aida Suárez, a impulsora da Confraria Vermelha (Porto), a primeira livraria de mulheres em Portugal. Na seçom de Agro, o investigador Damián Copena fai um achegamento cara a indústria dos fitossanitários e as suas implicaçons, uns produtos cuja venda direta move por volta de 20 milhons de euros anuais.

«Se conheces o que tés perto, sentes-te orgulhoso e tomas responsabilidade de protegê-lo». Quem fala é José Manuel Menéndez, ativista do coletivo ecologista Senda Nova, da comarca de Bergantinhos. O Dito e Feito deste mês apresenta-nos um ambicioso projeto que vê na divulgaçom social da natureza umha valiosa ferramenta para a sua conservaçom.

Aí atrás, a jornalista do Novas Béti Vasques foi almorçar numha quinta-feira com as Ataque Escampe. Na taverna O Trece falárom da etapa que se abre para a mítica banda compostelana com a saída do seu histórico vocalista, Alex Charlón, e da publicaçom do livro Relatos Americanos. «Estamos a ultimar a transiçom», asseguram. O resultado da conversa, nas páginas de Cultura do novo número do jornal.

capa revista 79Entre outros conteúdos, no Novas da Galiza 149 também podemos encontrar a ‘Antropologia política do salgado’, o entrelinhas d’A República das Palavras de Séchu Sende ou umha entrevista com Borja Ínsua, da companhia de títeres Alakrán, que explica porque prefere o público adulto no sítio das crianças.

A Revista

No suplemento central A Revista, João Aveledo atende a importância do granito na Galiza, «a rocha matriz», e fai um repasso polos pensamentos que as suas paisagens tenhem inspirado ao longo da história nos habitantes do país. Pola sua parte, André Pena Graña pergunta-se pola origem da tradiçom do peite e o espelho da Mulher Marinha, mantida nas heráldicas até a atualidade. Num extenso artigo, o autor defende que o peite de Caldas permite ver umha origem neolítica da tradiçom.


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