NGZ 148: Um Dia das Letras que ninguém viu passar



NGZ 148Já está na rua o novo número do Novas da Galiza, centrado no Dia das Letras Galegas e na polémica figura do homenageado nesta ediçom de 2015: Xosé Filgueira Valverde. À reportagem dedicada à polémica decissom da Real Academia Galega e às suas consequências segue a análise biográfica de Filgueir, assinada polo historiador Tiago Peres, que se pregunta «por que é que triunfou a candidatura dum ativo representante da ditadura franquista?». Um entrelinhas do documentário Decreto Filgueira, produzido pola AGAL e dirigido por Ozo Perozo, completa as páginas dedicadas ao 17 de Maio.

Nom sai nos grandes meios de comunicaçom, apesar de ser um dos acontecimentos mais importante das últimas décadas… É o Acordo Transatlântico de Comércio e Investimentos (TTIP, polas suas siglas em inglês). O Novas da Galiza, que já foi informando deste tratado que estám a negociar os EUA e a Uniom Europeia, publica este mês umha nova análise. O texto pom o foco nos antecedentes mundiais deste tipo de planos de choque, da ótica do que a jornalista Naomi Kleim alcunhou como ‘terapia de shock.

Neste novo número o Novas completa a informaçom dedicada às próximas eleiçons municipais. Se no mês passado foi o turno das marés municipalistas, neste atende-se à proposta eleitoral do Bloque Nacionalista Galego e ao processo de Assembleias Abertas empreendido de cara a 24 de maio. Assim, numha entrevista a dupla página, a secretária de política municipal do BNG, Goretti Sanmartín, mostra-se convencida de que «é imprescindível para o povo continuar a ter umha força nacionalista que represente o País».

Este mês, a seçom de internacional nom o é tanto, e é que está dedicada a GALIZAleak, umha assembleia de galegos no País Basco que nasce com a vontade de difundir «umha outra ideia de Galiza» naquele país. Como explica o entrevistado Paulo Padin, um dos impulsores da iniciativa, GALIZAleak quer «romper com a tradiçom histórica dos folclóricos Centros Regionais».

Está a sexualidade livre do consumismo? Para a sexóloga Verónica Ramilo é claro que nom. O Novas publica umha entrevista a dupla página em que esta profissional galega —residente na Catalunha— rompe com alguns dos preconceitos mais instalados socialmente arredor da sexualidade: «No sítio de fazermos aquilo que desejamos, fazemos aquilo que se supom que temos que fazer»”.

Na seçom de Cultura, Abrahán Bande explica-nos mais detalhes sobre a versom galega do Atlas das Nações sem Estado da Europa, um projeto partilhado polo Novas da Galiza, a Através Editora e a Difusora de Artes, Letras e Ideias e do que o próprio Bande foi o primeiro impulsor. Mostra-se rotundo ao afirmar que, editar esta obra em galego-português era «umha questom simplesmente necessária». Aliás, a seçom de Cultura acolhe umha entrevista com Mariola Mourelo, ativista no campo da fotografia e género e impulsora do projeto Ffotoeduca. Para ela, «sermos capazes de utilizar a cámara como ferramenta para contar as nossas histórias permite viajarmos dentro de nós».

Entre outros conteúdos, o Novas da Galiza 148 publica a análise da economista María do Carme García Negro sobre os problemas atuais da mao de obra feminina na Galiza, o obituário de Eduardo Galeano assinado por Jacinta R. Trobo, a reportagem sobre montanhismo na seçom de Desportos ou a entrevista com o conjunto musical Habelas Hainas.

No suplemento central A Revista, J. Sanches publica a segunda parte do seu trabalho de aproximaçom à Batalha do Cambedo, onde as duas ditaduras ibéricas lançárom umha ofensiva contra guerrilheiros antifascistas. Por sua parte, em ‘Das vendas, das mercas e das feiras’, Óscar Valadares mergulha na toponímia relacionada com feiras e mercados que se estende polo país adiante.

NGZ 148


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