NGZ 147: ‘Marés’ cidadás e o repto de fazer um outro municipalismo

Novo número do Novas da Galiza coloca o foco na principal novidade do 24-M



As próximas eleiçons municipais de 24 de maio nom serám como as anteriores. Salvando a exceçom das europeias, a cidadania galega leva sem ser convocada às urnas desde outubro de 2012. Após um período marcado polos cortes sociais, a destruiçom de emprego e a proliferaçom de casos de corrupçom; o 24-M está chamado a certificar (ou nom) a tantas vezes anunciada morte do bipartidismo. É neste particular contexto que surgem as chamadas ‘marés’ municipalistas: para uns, candidaturas de confluência cidadá; para outros, frentes dirigidas por partidos.

O Novas da Galiza vem de tirar do prelo o seu número 147, onde analisa em profundidade o heterogéneo processo de conformaçom destas novas candidaturas, os principais reptos a que se enfrentam e as suas possíveis implicaçons a meio prazo no mapa político galego. Também em chave municipalista, o NGZ dedica umha reportagem à remunicipalizaçom dos serviços públicos, um debate aberto polo concelho de Teu com a decisom de devolver a gestom da água a maos públicas. Por outra parte, o colaborador Manuel Casal Lodeiro sustenta num interessante artigo que se estas eleiçons som muito diferentes a outras nom é principalmente porque se conformaram estas “iniciativas cidadás”, mas “porque provavelmente sejam as derradeiras antes de um profundo agravamento das conseqüências sociais e económicas do inexorável devalar energético”.

Sobre energia também fala Pablo Álvarez, presidente de Nosa Enerxía S.C.G. O entrevistado de Economia explica quais som os planos de futuro da cooperativa galega de energias renováveis, um projeto que leva um ano funcionando sob a filosofia de que “a melhor energia é a que nom se consome” e onde as sócias tenhem sempre a última palavra.

Na seçom de internacional deste número 147, a fotógrafa e jornalista Vera-Cruz Montoto publica umha fotorreportagem da falida festa de inauguraçom da nova sede do Banco Central Europeu. O que se pretendia umha tranqüila e ostensível ceremónia para as elites europeias rematou dando numha jornada de intensos protestos sociais que paralisárom a cidade de Frankfurt. Carlos C. Varela, pola sua parte, publica um novo artigo sobre experiências de emancipaçom política além do estado. Este mês é a vez do movimento zapatista, que vem de declarar a morte do “holograma Marcos” na sua aposta de radicalizar a estratégia horizontalista.

Na seçom de cultura, o NGZ coloca a gravadora a Pablo Cayuela, sócio e trabalhador de Numax, a nova sala de cinema que nasceu em Compostela à margem das grandes distribuidoras. Cayuela explica que a sua cooperativa “nom tem a obrigaçom de compensar as eivas da Junta com o cinema galego”.

A seçom de desportos centra-se na “caça às bruxas” iniciada após a morte de Jimmy, o adepto do Desportivo da Corunha assassinado em Madrid polos seguidores fascistas do Atlético. Paradoxalmente, as torcidas antifascistas estám a ser perseguidas pola polícia e a imprensa comercial, enquanto o fascismo continua a se exibir impunemente nas bancadas.

No suplemento central A Revista, Rubém Melide debruça-se sobre o assentamento inicial do povo suevo na Gallaecia histórica e as conseqüências do mesmo. Por se sabia a pouco, Joanma Sanches publica a primeira parte dum artigo sobre a chamada ‘Batalha de Cambedo’, das duas ditaduras ibéricas contra guerrilheiros antifascistas.

NGZ 147_A Revista

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