AS AULAS NO CINEMA

Matthew Lipman e a filosofia para crianças, com documentários sobre a sua pedagogia



Matthew Lipman Foto3Matthew Lipman nasceu em Vineland, Nova Jersey, a 24 de agosto de 1922, e faleceu em West Orange, Nova Jersey, o 26 de dezembro de 2010. Foi um filósofo americano, reconhecido como fundador da filosofia para crianças. A sua decisão de trazer a filosofia para os jovens decorreu da sua experiência como professor na Columbia University, onde Lipman constatou a dificuldade dos seus alunos para raciocinar. Assim, procurou desenvolver-lhes a habilidade de raciocínio particularmente através do ensino da lógica. A crença de que as crianças têm a capacidade de pensar abstratamente desde muito cedo levou-o à convicção de que incluir a lógica na educação infantil ajudaria a melhorar a sua habilidade de raciocinar.

Em 1972, Lipman trocou Colúmbia pelo Montclair State College, onde criou o Institute for the Advancement of Philosophy for Children (IAPC), e começou a introduzir a filosofia nas classes de educação primária e secundária, de Montclair. Naquele ano, ele também publicou o seu primeiro livro Harry Stottlemeier’s Discovery, especificamente destinado a ajudar as crianças na prática da filosofia. O IAPC continua a atuar em âmbito internacional para promover a filosofia para crianças.

Segundo o jornalista brasileiro Flávio Ferreira, do que tomo a sua informação, Matthew Lipman, antes de dedicar-se a ajudar crianças a fazer filosofia, luitou contra o nazismo no corpo-a-corpo. Ele combateu na Segunda Guerra Mundial servindo em uma divisão de infantaria dos EUA, na França e na Alemanha, o que lhe rendeu duas condecorações. O filósofo iniciou a sua carreira académica em renomadas universidades realizando pesquisas sobre arte, estética e metafísica. Pois as suas primeiras preocupações filosóficas surgiram muito cedo a respeito da estética e da metafísica.

Matthew Lipman Capa DVDGraduou-se em filosofia na Universidade de Stanford (Califórnia) em 1948 e obteve o título de doutor na Universidade de Colúmbia (Nova York) em 1954, sobre um tema de arte. Nesta última, passou a ministrar aulas de lógica em 1956, após realizar estudos complementares de pós-graduação na Sorbonne (França). Em Nova Iorque, Lipman realizou as suas primeiras experiências de ensino de filosofia para crianças, tendo como substrato teórico as ideias de John Dewey e Lev Vygotsky. O seu trabalho chamou a atenção da comunidade académica e, em 1972, foi convidado a dar aulas na Universidade de Montclair (Nova Jersey). Lá, o filósofo desfrutou de apoio para desenvolver a sua inovadora proposta educacional e conheceu a sua principal colaboradora, Ann Margareth Sharp, que é a que continua com o seu labor e projetos.

Para difundir o programa “Filosofia para Crianças ­ Educação para o Pensar”, Lipman e Sharp fundaram em 1974 o IAPC (sigla, em inglês, para Instituto para o Desenvolvimento da Filosofia para Crianças). A entidade ajudou a promover a implantação do método em centros regionais de mais de 30 países, entre eles: França, Inglaterra, Alemanha, Rússia, Islândia, Portugal, Espanha, Austrália, Egito, Canadá, México, Chile, Argentina, Brasil, Colômbia, Guatemala, Nigéria, Zimbábue, Israel, Jordânia, Taiwan e Coreia do Sul. Este instituto forma educadores de todo o mundo. Lipman publicou 23 livros e mais de cem artigos em revistas especializadas em educação. A sua biografia e o seu trabalho foram tema de um documentário (“Sócrates para Crianças”) produzido em 1990 pela BBC, como um dos episódios da série “Os Transformadores”. Lipman visitou o Brasil em julho de 1994, por ocasião do “1º Encontro Nacional de Educação para o Pensar”. Na oportunidade, ele se encontrou com assessores do educador Paulo Freire com o objetivo de discutir as semelhanças entre as “comunidades de investigação”, que idealizou, e as “comunidades de trabalho”, pensadas pelo brasileiro para promover o ensino no país. Pouco a pouco, as questões cognitivas passaram a ocupar a maior parte do tempo do filósofo. Já a partir de 1968, Lipman desenvolveu um método de filosofia para crianças que hoje é aplicado em diversos países do mundo, como os citados anteriormente.

Devido ao grande interesse suscitado com os seus projetos educativos para desenvolver a filosofia com as crianças, mesmo no infantário, foram realizados vários documentários fílmicos, que utilizo como base para o meu presente depoimento ao redor de Lipman, ainda pouco conhecido como educador no nosso país.

FICHAS TÉCNICAS DOS DOCUMENTÁRIOS:

1.-Matthew Lipman: Série Grandes Educadores.

  • Realização: Atta Mídia e Educação (Brasil, 2010, DVD, 90 min., cor).
  • Argumento: Matthew Lipman é um dos mais reconhecidos educadores do nosso tempo. Criador de uma metodologia de ensino de filosofia para crianças, Lipman conquistou o respeito de importantes instituições ligadas à Educação, como a UNESCO, que divulga este trabalho por todo o mundo. A sua metodologia transcende o ensino de filosofia e inspira o trabalho de educadores de todas as áreas. A partir de uma comunidade de investigação (grupo formado por alunos e professor), os alunos conversam e pensam sobre questões essenciais ao homem. Temas como a verdade, a justiça, a beleza ganham significado para a criança e o adolescente a partir de um diálogo filosófico que tem lugar na sala de aula.

2.-Encontro com Matthew Lipman.

  • Realização: Atta Mídia e Educação (Brasil, DVD, 65 min., cor).
  • Participação especial de Ann Sharp.
  • Conteúdo: O histórico do programa de Filosofia para Crianças; a metodologia e as outras disciplinas; a comunidade de investigação; a importância do diálogo filosófico; o Pensamento de Ordem Superior; o papel do professor numa educação para o pensar.

3.-Educação para o pensar.

  • Realização: Atta Mídia e Educação (Brasil, DVD, 60 min., cor).
  • Nota: O vídeo é conduzido por especialistas do Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças, entre eles o Prof. Dr. Marcos Lorieri, doutor em filosofia da Educação e professor da PUC-SP.
  • Participação: Matthew Lipman, filósofo e criador da metodologia e de Ann Sharp, fundadora, juntamente com Lipman, do Institute for the Advancement of Philosophy for Children, na Universidade de Montclair, nos EUA.
  • Argumento: Este vídeo, através de atividades gravadas em várias escolas envolvendo alunos de Educação Infantil ao Ensino Médio e de depoimentos de diversos educadores, mostra a metodologia de Educação para o Pensar inserida no programa Filosofia para crianças, de Matthew Lipman. Essa metodologia vai além do ensino de filosofia e inspira o trabalho de educadores de todas as áreas. A partir de uma comunidade de investigação (grupo formado por alunos e professor), os alunos conversam e, portanto, pensam sobre questões essenciais ao homem em um diálogo filosófico que acontece na sala de aula. A qualidade do pensar humano deve ser estimulada de maneira a permitir torná-lo criativo, crítico, investigativo, que tenha capacidade lógica, de raciocínio, de interpretação, tradução, que seja livre.
  • Conteúdo: A metodologia; desenvolvimento de habilidades de pensamento; a classe como comunidade de investigação; a problematização como motivo da busca do conhecimento; a mudança de postura de alunos e professor; diversas atividades em sala de aula.

4.- Sócrates for six year olds: Theory and Practice (“Sócrates para crianças: Teoria e Prática”).

  • Realização: BBC (Reino Unido, 1990, cor).
  • Documentário para a TV – Série: Os transformadores.
  • Nota: Pode olhar-se entrando no Youtube.
  • Participantes: Matthew Lipman, Michael Dean, Ann Paul, Montclair State College, Institute for the Advancement of Philosophy for Children e a British Broadcasting Corporation (BBC).
  • Argumento: O filósofo e escritor Matthew Lipman apresenta a suas teorias sobre como ensinar as crianças a pensar. Participam dous grupos de alunos, um de um subúrbio rico, o outro de um bairro com problemas, para amostrar o seu programa de filosofia para crianças.
  • A prática é ilustrada com trechos da transcrição de um vídeo mostrando crianças de cinco e seis anos de idade engajar-se na Investigação Filosófica. Podemos observar os métodos da filosofia para crianças de Lipman e o método socrático de Nelson.

ASPETOS BÁSICOS DO MÉTODO PARA ENSINAR CRIANÇAS A PENSAR:

Quero aproveitar as mesmas palavras de Lipman, de uma entrevista que no o seu dia concedera a um jornalista brasileiro, para explicar o seu método de ensino. À pergunta sobre o seu interesse pela filosofia responde:

Meu interesse inicial era pela filosofia americana, por John Dewey. Quando fui para a França, me interessei por fenomenologia e existencialismo, porque me pareceu um tipo de filosofia mais intensa e vivencial. A tradição americana me parecia na época insuficiente para o que eu procurava. Quando comecei a me envolver com filosofia para crianças, me dei conta de que era impossível realizar meu objetivo sem a tradição da filosofia analítica. As crianças são muito preocupadas com a linguagem, as palavras e os sentidos. A experiência inglesa em análise linguística é indispensável.

Mais adiante fala de como nasceu o seu método didático e diz:

É difícil traçar as causas precisas. No início dos anos 50, li um artigo do filósofo francês Bernard Groethuysen, que morreu no 46, sobre a semelhança entre o pensamento de crianças e o dos grandes metafísicos. Isso me marcou muito. O trabalho de Vigotsky também confirmou que as crianças eram capazes de trabalhar com ideias muito mais que as pessoas imaginavam.

Para, a seguir, comentar os objetivos da a sua metodologia de ensinar crianças a filosofar:

Ajudar as pessoas a pensar por conta própria. Para isso, você precisa seguir certo número de etapas. Temos que fornecer às crianças modelos do que elas são através de personagens que tentam lidar com os seus problemas de uma maneira racional. Dizemos às crianças para serem racionais, mas elas não sabem do que estamos falando. Precisamos mostrar. Uma maneira de mostrar é com as histórias em que representamos como crianças racionais se comportam, como falam umas com as outras, como discutem as ideias, como respeitam umas às outras. Você começa com a narrativa, as questões levantadas por essas narrativas, as discussões etc. São várias etapas do processo.

Lipman abunda de como o seu método ensina a pensar melhor aos estudantes:

A filosofia contém a lógica, que ajuda a melhorar o raciocínio das pessoas, o juízo. A filosofia também ajuda a melhorar a formação de conceitos. Outros programas não têm essa ênfase. Quando você se concentra nas questões de raciocínio, juízo e formação de conceitos está lidando com três instrumentos muito poderosos que fazem parte do nosso pensamento.

À pergunta de que há pessoas, nomeadamente filósofos, que criticam o seu método, ele responde:

Estão cometendo um erro. Não estamos tentando fazer com que memorizem Aristóteles. Não estamos querendo que aprendam filosofia, mas que façam filosofia. Isso envolve deliberação, diálogo, raciocínio. As crianças podem ler, discutir, raciocinar. Podem falar das cousas sobre as quais falam os filósofos: sobre a verdade, a justiça etc. Podem dizer que as crianças não são capazes de fazer isso, mas o fato é que elas fazem.

O programa filosófico-educacional criado no final da década de 1960 por Matthew Lipman, denominado Filosofia para Crianças-Educação para o Pensar é um Programa educacional que propõe oferecer a crianças e jovens um espaço investigativo-dialógico no qual busquem maior e melhor compreensão de temáticas filosóficas e, ao fazê-lo, possam desenvolver a sua capacidade de “pensar melhor” através de uma metodologia que faz parte integrante do referido Programa. Em síntese os três grandes campos deste programa são os seguintes:

A) Um espaço investigativo-dialógico:

Matthew Lipman com criançasAs salas de aula e outros ambientes educacionais devem ser espaços investigativo-dialógicos. Isto é, devem ser espaços nos quais crianças e jovens aprendam a investigar e o aprendam a fazer em colaboração, compartilhadamente, com os outros. Melhor dizendo: que haja espaços nos quais crianças e jovens aprendam a investigar melhor (pois, todas as pessoas investigam naturalmente, mas nem sempre investigam bem) e aprendam a fazê-lo compartilhadamente e dialogicamente. Pensando nas escolas, a proposta é bem radical: a de transformar todas as salas de aula em “comunidades de investigação” ao invés de continuarem a ser espaços apenas de preleções e demonstrações.

B) Compreensão progressiva de temáticas filosóficas:

Iniciação filosófica das crianças e jovens que visa manter vivas nas pessoas, desde o mais cedo possível, as disposições para investigarem continuamente as chamadas “temáticas filosóficas”. Estas temáticas dizem respeito àquelas questões ou perguntas que todos os seres humanos se fazem, incluindo, aí, crianças e jovens e de cujas respostas se servem para orientar a sua forma de ser gente, a sua forma de agir, a sua forma de pensar, a sua forma de valorar. Ao longo da história da humanidade, estas questões (“questões de fundo”, ou “questões fundamentais”), têm sido praticamente as mesmas. Dizem respeito à realidade em geral, ao seu ser, a o seu possível sentido (ontologia ou metafísica); dizem respeito ao ser humano (antropologia filosófica), ao seu ser, ao sentido da sua existência; dizem respeito ao agir humano, especialmente em relação aos outros seres humanos e à natureza como um todo; daí derivam as questões relativas ao justo, ao bom, ao certo, etc. (campo da ética); dizem respeito ao fato de o ser humano pensar e produzir conhecimentos (gnosiologia, epistemologia); daí derivam questões sobre a verdade, sobre o pensar, sobre as melhores formas de produzir conhecimentos e sobre o seu papel na vida das pessoas, etc.; dizem respeito ao fato de os seres humanos viverem em sociedade e ao fato dramático da existência do poder e a sua relação com a liberdade (campo da filosofia social e política que se entrelaça especialmente com o campo da ética); dizem respeito ao belo, à beleza, à sua busca e produção-representação pelos homens (campo da estética); dizem respeito ao nosso processo de argumentação-raciocínio (lógica); e tantas outras questões.

C) Um programa voltado a uma Educação para o Pensar:

Como um conjunto de esforços intencionais tendo em vista desenvolver a capacidade de pensar melhor buscando incentivar as crianças e jovens a exercerem um pensamento reflexivo, rigoroso e crítico, profundo, criativo, cuidadoso, contextualizado e autocorretivo. O esforço filosófico inclui necessariamente o exame de como pensamos e de como conhecemos: há, naturalmente, na Filosofia um convite à metacognição que, quando exercida, nos leva ao pensar reflexivo e autocorretivo. Mas, há mais: podemos saber melhor dos instrumentos do pensar que são o que se denomina de habilidades de pensamento. Há que criar condições para o seu aprimoramento ou desenvolvimento. Lipman indica a metodologia da comunidade de investigação como sendo o processo e o âmbito privilegiado para tanto.

A DIDÁTICA PRÁTICA DE LIPMAN: CRIAR HABILIDADES DE PENSAMENTO:

Lipman indica quatro grupos de habilidades de pensamento que temos que criar e formar nos nossos estudantes:

1º grupo: Habilidades de Investigação. Investigação é pesquisa. É procura de soluções. É procura de saber como é, de saber como ocorre, de saber como se faz, de saber como se resolve um problema. Para se ter competência em um tal processo de investigação, são necessárias, no mínimo, as seguintes habilidades cognitivas:

  • A habilidade de saber observar bem.
  • A habilidade de saber formular questões ou perguntas substantivas.
  • A habilidade de saber formular hipóteses.
  • A habilidade de saber buscar comprovações.

2º grupo: Habilidades de Raciocínio. Raciocínio é o processo do pensar através do qual nós conseguimos obter novos conhecimentos, a partir de conhecimentos anteriores que já temos e a partir de certas relações que estabelecemos entre tais conhecimentos. As habilidades de raciocínio mais urgentes a serem “cuidadas” educacionalmente talvez sejam estas:

  • Ser capaz de produzir bons juízos, isto é, ser capaz de produzir afirmações bem sustentadas por boas razões.
  • Ser capaz de estabelecer relações adequadas entre ideias e, especialmente, entre juízos.
  • Ser capaz de inferir, isto é, de “tirar” conclusões.
  • Há outra habilidade muito útil, tanto para a vida, quanto para o desenvolvimento do raciocínio: trata-se da habilidade de identificar ou perceber pressuposições subjacentes.

3º grupo: Habilidades de Formação de Conceitos. Um conceito é sempre uma organização de informações numa ideia que pode ser expressa por uma palavra, por um conjunto de palavras, por esquemas, etc.. Diz Lipman que um conceito é um conjunto de informações relacionadas entre si e que formam um sentido, um significado. O trabalho com as palavras é um bom caminho para desenvolver habilidades que auxiliam na formação de conceitos, tais como:

  • Habilidade de explicar, ou desdobrar, o significado de qualquer palavra.
  • A habilidade de analisar, de esmiuçar elementos que compõem um conceito qualquer e de, em seguida, sintetizar, unir de novo tais elementos, reconstituindo o conceito.
  • A habilidade de procurar significados de palavras em fontes como dicionários, enciclopédias, pessoas, e de adequar os significados encontrados ao contexto em que tais palavras estão sendo utilizadas.
  • Habilidade de observar características essenciais para que algo possa ser identificado como tal.
  • Habilidade de definir, isto é, de ser capaz de dizer o que algo é e que o torna inconfundível.

4º grupo: Habilidades de Tradução. Traduzir é conseguir dizer algo que está dito com certas palavras, ou de certa forma, por meio de outras palavras, ou por meio de outras formas, mantendo o mesmo significado. Diz Lipman que isto é o que ocorre nas boas traduções de uma língua para outra. Mas, não só: isto ocorre, também, quando procuramos dizer, com nossas próprias palavras (ou por outros meios), algo que alguém disse, ou escreveu, ou expressou por mímica, desenho, etc., mantendo o significado.

Estes desempenhos envolvem habilidades de interpretar, de parafrasear, de analisar e todas as habilidades relacionadas à formação de conceitos.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Matthew Lipman Capa livroServindo-se da técnica do Cinemaforum, analisar e debater sobre a forma e o fundo dos filmes documentários anteriormente resenhados.

Organizar nos estabelecimentos de ensino de todos os níveis uma amostra monográfica sobre o método didático de Lipman. A mesma terá que incluir fotos, textos, frases educativas, cartazes, autocolantes, desenhos e mesmo textos dos próprios estudantes. Deve aproveitar-se o que há na internet sobre a sua figura. Com todo o material podemos editar e/ou policopiar uma monografia dedicada a Lipman. Paralelamente a esta amostra, podemos projetar os filmes documentários anteriormente resenhados e organizar um debate-papo sobre o método para ensinar a pensar às crianças, desenhado por Lipman. E como pode ser levado às nossas atuais aulas.

Trataremos de organizar nalguma das nossas aulas dos diferentes níveis educativos, uma sessão prática de filosofia e de ensinar a pensar para os escolares e estudantes, tomando como modelo as realizadas por Lipman. Ao final das mesmas tiraremos as correspondentes conclusões.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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