AS AULAS NO CINEMA

MARTA MATA, PIONEIRA DA RENOVAÇÃO PEDAGÓGICA

(Vários documentários)



Nas datas da última semana de agosto e primeira de setembro era tradicional celebrar na Galiza as escolas de verão para docentes, e especialmente as “Jornadas do Ensino da Galiza e Portugal”, que chegaram a cumprir 32 edições, e deixaram de celebrar-se a partir de 2008, por causa da nefasta política educativa da Diretora Geral de Formaçãmarta-mata-fotoo do Professorado (?) naquela altura Mª José Pérez Marinho. Não tenho dúvida alguma de que a educadora e pedagoga que mais luitou pela renovação pedagógica na Catalunha e no resto do Estado Espanhol foi Marta Mata i Garriga (1926-2006). Por isto é de justiça dedicar o presente depoimento, dentro da série sobre grandes personalidades, que devem conhecer todos os escolares dos diferentes níveis, e que iniciei com Sócrates, a esta grande pedagoga catalã, que ademais tive eu a sorte de conhecer e contar sempre com a sua amizade. Com ela completo o nº 63 da série. Marta Mata percorreu a maioria das comunidades do Estado Espanhol na década de setenta para promover em todos os lugares a realização de atividades de renovação pedagógica e, especialmente, escolas de verão para docentes, seguindo o modelo das “escolas d´estiu” catalãs. Uma ação solidária a sua que demonstra o seu labor a favor da renovação pedagógica do ensino, e não só na sua terra. Em Ourense pronunciara uma palestra sobre o tema nos locais do Ateneu na Torre, que eu ainda lembro bem, pois estava presente no ato.

A nossa pedagoga nasce em Barcelona a 22 de junho de 1926 e falece, com 80 anos, na mesma cidade, a 27 de junho de 2006. A sua família era oriunda da comarca do Baix Penedès em Tarragona. O pai, Josep Mata i Virgili (1896-1934) técnico industrial, era o herdeiro de uma antiga casa rural em Saifores, que falece em acidente de trabalho em Madrid. A mãe, Àngels Garriga i Martin (1898-1967), nascida em St. Vicenç de Calders, era mestra do Padroado Escolar do Concelho de Barcelona, e ao terminar o magistério continua os estudos normais na Mancomunidade da Catalunha. Marta Mata era a segunda filha do casal e assiste ao infantário e à primária do Grupo Escolar Baixeras e do Grupo Escolar Pere Vila em Barcelona, com os mestres Ángeles Echávarri, Teresa Vila Arrufat, Pilar Rahola de Falgàs, Àngels Rueda, com a mesma Àngels Garriga e Anicet Villar de Sercs. Em 1937 começa o bacharelato no Instituto-Escola do Parque da Cidadela, dirigido por Josep Estalella, com os professores Angeleta Ferrer, Enric Bagué, Anna Saavedra, Ernest Cervera e Joan Llongueras. Os mestres e professores destes centros foram destituídos ou dispersados em 1939. Termina o bacharelato em 1943, no Instituto Verdaguer, e o mesmo ano inicia os estudos de Ciências Naturais na Universidade de Barcelona. Antes de terminar o primeiro ano vê-se obrigada a interromper os estudos por doença.

No ano de 1944 desloca-se a Cal Mata, a casa familiar de Saifores, onde vai passar uma larga convalescença. É uma pequena aldeia de sessenta habitantes na qual, uma vez reestabelecida, começa a trabalhar na educação do tempo de lazer das crianças, segundo as orientações da sua mãe, que, por causa de uma parálise, tinha-se retirado à vivenda rural em 1946. Mãe e filha moram em Saifores até o ano 1965.

Desde Saifores inicia de novo os estudos universitários, agora na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Barcelona. Por culpa das dificuldades do deslocamento à cidade, matricula-se em regime livre, e termina a licenciatura na especialidade de Pedagogia no ano 1957, continuando depois com os cursos de doutoramento. Pertence à promoção de uma especialidade de Pedagogia reiniciada na década dos anos 50, depois do seu encerramento em 1939. À margem da universidade contacta com os pedagogos Alexandre Galí, Artur Martorell e Jordi Rubió, dos quais se considera sua discípula. Desde Saifores colabora com uns primeiros grupos de mestras e mestres de renovação pedagógica e com eles também trabalha no discreto ressurgimento de umas escolas que planejavam uma educação renovadora em catalão. Em Santa Oliva, povoação próxima de Saifores, participa na gestação da primeira escola para crianças menores de seis anos, que começa a funcionar em 1962 e que na atualidade é a escola infantil municipal Les Orenetes.

Em 1959 viaja pela primeira vez a Genebra e contacta com o BIE (“Bureau International d´Education”), onde conhece o pedagogo Pere Rosselló. Também dá início aos seus trabalhos como assessora das editoriais catalãs Nova Terra e La Galera, e a recém-criada revista infantil em catalão Cavall Fort. Trabalha nalgumas publicações do Instituto Nacional do Livro Espanhol e das editoras Teide e Vicens Vives. No verão de 1964 vive durante um mês no kibbutz Dvir de Israel, onde conhece o seu sistema educativo.

Em 1965 mora de novo em Barcelona. Com uma equipa de mestras e mestres de diversas escolas, Mª Antònia Canals, Mª Teresa Codina, Jordi Cots, Pere Darder, Enrich Lluch e Anna Mª Roig, e com o apoio de alguns pais de alunos destas escolas, inicia de maneira clandestina a denominada Escola de Mestres Rosa Sensat, e dedica-se a ela por completo. O mês de outubro do mesmo ano, com a modéstia que impõem as circunstâncias e com a ambição de recuperar o que se tinha perdido – a escola pública catalã, a sua língua, a sua cultura, a sua tradição pedagógica – propõe-se fazer, num só ano letivo, uma formação para mestres similar à dos três anos letivos que tinham feito os Estudos Normais da Mancomunidade da Catalunha, que é o primeiro ano de Tarde de Rosa Sensat. Ao terminar este primeiro ano, e durante quinze dias do mês de julho, em 1966, põe-se em marcha a primeira Escola d´Estiu (Escola de Verão) de Rosa Sensat, seguindo também o prestigioso modelo da escola de verão histórica da Mancomunidade. Durante estes anos estabelece relacionamento com mestres renovadores da Catalunha, Ilhas Baleares, País Valencià, Galiza e Euskadi, tendo como base a formação de mestres, e trabalha para fazer realidade a escola de todos e para todos, a escola democrática, a escola ativa, em definitivo, a escola pública de qualidade, o seu grande objetivo.

Mata com os fundadores de Rosa Sensat

Mata com os fundadores de Rosa Sensat

Desde Rosa Sensat, e durante dez anos, conecta com grupos de mestres que trabalham na renovação pedagógica em diversas zonas do Estado Espanhol e mesmo de Portugal. Também com professores universitários e instituições da França, Inglaterra, URSS, Chile e Itália. Durante este tempo, ademais de trabalhar na conceção da formação teórico-prática dos mestres, especializa-se no ensino da língua em situação de contato de línguas, e na didática da língua escrita e da fonologia catalã e castelhana.

No ano de 1971 participa em duas investigações do Instituto de Ciências da Educação da Universidade Autónoma de Barcelona, e em 1972 colabora nos inícios da Escola de Mestres de Sant Cugat pertencente a dita universidade. Como professora de Didática da Língua e de Pedagogia continua na universidade de maneira intermitente até 1977. A partir de 1976 trabalha umas horas semanais no ICE da UAB, em questões de ensino do catalão e como responsável de investigação até 1980.

Biblioteca da sua casa de Saifores

Biblioteca da sua casa de Saifores

Desde Rosa Sensat impulsiona a criação da revista Perspectiva Escolar em 1974, e ao ano seguinte promove a declaração da Xª Escola d´Estiu: “Por uma Nova Escola Pública”. Entre 1975 e 1977 prepara a sua tese de doutoramento sobre “Metodologia da língua escrita na Catalunha”, tese que permanece inacabada a partir da sua dedicação à política ativa.

FICHAS TÉCNICAS DOS DOCUMENTÁRIOS:

1. Pedagoga Marta Mata i Garriga.

Duração: 18 minutos.

2. Marta Mata i Garriga.

Duração: 15 minutos.

3. Marta Mata Garriga. Educação democrática, uma utopia?

Duração: 38 minutos.

4. Ponência de Marta Mata no 1º Encontro de Experiências de APAS-FAPA 27-11-2004.

Duração: 37 minutos. Ato no Centro Cultural Galileo de Madrid.

5. A Marta.

Duração: 17 minutos. Produtora: Fundação Marta Mata.

6. Auca de Marta Mata i Garriga.

Duração: 5 minutos. Desenhos animados.

7. Escola Rosa Sensat. Marta Mata Garriga.

Duração: 2 minutos.

Nota: É interessante consultar a página da Fundação Marta Mata.

Também a do MRP Associació de Mestres “Rosa Sensat”, criada por Marta Mata e outros educadores da Catalunha:

 

MILITÂNCIA POLÍTICO-PEDAGÓGICA:

Convencida de que a educação é uma responsabilidade da sociedade, da cidade, e que a renovação pedagógica necessita da atuação política, junta as duas facetas, a educação e a política, na sua trajetória vital. Em 1976 filia-se a Convergência Socialista, partido que esse mesmo ano se converte em Partido Socialista da Catalunha, e finalmente em Partido dos Socialistas da Catalunha (PSC-PSOE), a que Marta Mata vai pertencer toda a sua vida. As eleições de 1977 a situam no Congresso dos Deputados em Madrid, pela província de Barcelona. Assento que continua a ocupar aos ser reeleita em 1979, até que em 1980 deixa o Congresso ao ser eleita deputada ao Parlamento da Catalunha pela província de Tarragona. Desde 1983 até 1984 é senadora em representação do Parlamento da Catalunha.

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Durante os anos 1982 e 1983 participa de maneira relevante na organização e realização do “Iº Congresso de Movimentos de Renovação Pedagógica do Estado Espanhol”, de cuja comissão organizadora, por ela presidida, também fiz eu parte representando a ASPGP. O congresso, que fora patrocinado pelo Ministério da Educação, foi encerrado pelo naquela altura ministro José Mª Maravall, nos locais do Paço de Montjuich onde tivera lugar. No ano 1984 volta ao Parlamento da Catalunha pela província barcelonesa, até 1988. Em 1987 aceita o cargo de concelheira do Ajuntamento de Barcelona, e o vai ser durante dous mandatos até 1995, regendo durante esses oito anos a Área da Educação. É também deputada responsável pela Área da Educação da Deputação de Barcelona no período 1987-1991. Desde 1993 até 1996 é de novo senadora, eleita pela província barcelonesa.

Em todos os mandatos parlamentários trabalhou sempre nos temas e comissões relacionados com a educação e a cultura, e concretamente nos textos constitucionais e estatutários de educação e nos de diversas leis: LOECE, LODE, Normalização Linguística, passagem das escolas do CEPEPC a públicas, Conselhos Escolares e LOGSE. Apresentou proposições de lei e outras propostas sobre diversos temas educativos, de uma maneira especial no campo da educação das crianças menores de três anos. Como deputada ao Congresso de Madrid, no ano 1978 apresentou uma interpelação ao Governo a favor da liberdade de expressão. Como personalidade de reconhecido prestígio no campo da renovação pedagógica fez parte do Conselho Escolar do Estado desde a sua criação em 1986 até 2002, ano em que demite por não estar de acordo com a atitude participativa do Ministério. Também fez parte do Conselho Escolar da Catalunha representando a Federação de Municípios, de 1987 a 1995, e presidenta do Conselho Escolar Municipal de Barcelona por delegação do seu alcaide, desde 1990 a 1995, Conselho Escolar que se constituiu sob a sua responsabilidade como concelheira da Área da Educação.

Na sua dupla condição de política e pedagoga, muito especialmente depois do “Iº Congresso Internacional de Cidades Educadoras”, que se celebrou em Barcelona em 1990, e de que foi impulsionadora, com o objetivo de promover a Associação Internacional de Cidades Educadoras, que preside até 1995, viaja aos EUA, Argentina, Colômbia, Suécia, Costa Rica, Suíça, França, Itália, Inglaterra, Marrocos, Salvador, e recebe em Barcelona a visita de professores e instituições educativas, de esses e de outros países.

Trabalho de grupo escola-d´estiu de 1968

Trabalho de grupo escola-d´estiu de 1968

Herdeira da casa familiar de Saifores, na comarca tarraconense do Baix Penedès, cede todo o seu património para o serviço da recuperação da educação democrática e da escola de qualidade. Durante 25 anos foi convertendo o antigo paço rural num centro de estadia, convívio, estudo e lazer, aberto a famílias e grupos em geral, e especialmente dedicado a mestres e crianças. Ali, desde 1970, a escola de Mestres “Rosa Sensat”, ademais de outras escolas infantis e de primária, realizaram cursos e estadias, e desde 1979 celebra-se ali a Escola de Verão para mestras e mestres da comarca do Penedès. Com este património familiar, no ano 1984 cria a Fundação Àngels Garriga de Mata, na atualidade “Fundació Marta Mata Garriga”, entidade que tem como objetivo o desenvolvimento de uma conceção dinâmica da escola e o estabelecimento de relações entre o mundo da cultura, do trabalho, do lazer e do civismo. A Fundação ademais possui uma importante biblioteca especializada em educação, e o arquivo dos documentos de Marta Mata.

MARTA MATA no Conselho Escolar de Barcelona 1990

MARTA MATA no Conselho Escolar de Barcelona 1990

Ao terminar a sua dedicação à política ativa em 1996, oficialmente aposentada e reformada, e com energia renovada, começa a ocupar-se de pôr em ordem os seus escritos e preparar algumas publicações, especialmente as dedicadas à celebração do centenário de sua mãe, a singular mestra Àngels Garriga. Prepara também a edição de uma coleção de contos sobre a história do Penedès. Porém, a jubilação dura-lhe pouco tempo, já que novos projetos atraem a sua ocupação. Em primeiro lugar, a coordenação do programa “O Fórum na escola” dentro do acontecimento “Fórum Barcelona 2004”. Sem ter terminado este projeto, recebe o encargo por parte do Ministério da Educação de presidir ao Conselho Escolar do Estado, responsabilidade que aceita com o desejo de contribuir para fazer real a participação na educação, objetivo pelo que sempre luitou. Desde este cargo impulsionou a criação da revista digital Participación Educativa. Sem terminar os projetos desta última responsabilidade, falece em Barcelona a 27 de junho de 2006.

Pelos seus grandes méritos, Marta Mata recebeu ao longo da sua vida numerosas distinções, entre as quais podemos destacar as seguintes: Grã-Cruz de Afonso X O Sábio (1988), Membro da Ordem do Mérito Constitucional (1988), Prémio Rosa Manzano à Mulher Trabalhadora (1991), Filha ilustre de Banyeres do Penedès (1995), Medalha de Ouro ao Mérito Científico (1997), Creu de Sant Jordi da Generalitat da Catalunha (1997), Doutora “Honoris Causa” pela Universitat Autònoma de Barcelona (1999), Prémio Ramón Fuster do Colégio de Doutores e Licenciados da Catalunha (2001), Grã-Cruz da Ordem de Carlos III (2006), a título póstumo, menção honorífica do “XII Prémio Mestres 68-2005” (2006), e também a título póstumo, Prémio Lola Soler, da sua fundação (2006).

AS SUAS PUBLICAÇÕES:

Marta Mata é autora de diversas obras sobre pedagogia, didática da língua, e também de contos para crianças. Adaptou e dirigiu coleções de contos infantis e escreveu numerosos artigos e depoimentos sobre pedagogia e política pedagógica. De tipo pedagógico, com edições em catalão e em castelhano, merecem ser citados os seus livros: Pensemos na nova educação (Nuestra Cultura, 1981), A educação pública (Destino, 1997), A projeção social da leitura a partir da escola (Ministério da Cultura, 1983), O país das cem palavras (La Galera, 1981, com edição portuguesa por Plátano de Lisboa em 1973) e Àngels Garriga: a sua escola e a sua geração de mestres (Fundació Àngels Garriga, 1998). Entre as numerosas publicações para crianças e de tipo escolar, podemos destacar: Chiribit: primeiro livro de leituras (Vicens Vives, 1963), A casa de Pedro (Nova Terra, 1966) e Letra por letra: material programado para o ensino da leitura e a escrita (La Galera, 1976).

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Vemos os documentários citados antes, e depois desenvolvemos um Cinema-fórum, para analisar a forma (linguagem fílmica) e o fundo (conteúdos e mensagem) dos mesmos, assim como os seus conteúdos.

Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Marta Mata i Garriga, a sua vida, a sua obra, as suas ideias pedagógicas, o seu pensamento e o seu grande labor a favor da renovação pedagógica da escola em todo o Estado Espanhol, e muito especialmente na Catalunha. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias. A citada amostra há de incluir também uma secção especial dedicada às “Escolas d´Estiu” da Catalunha, e à Associació de Mestres “Rosa Sensat”.

Desenvolveremos um Livro-fórum em que participem todos os escolares e docentes. O livro mais adequado para ler é o intitulado Pensemos na nova educação, de que existe edição em castelhano pela editora Nuestra Cultura (Madrid, 1981). Também poderia valer o seu livro A educação pública, com edição castelhana pela Destino de Barcelona em 1997.

 

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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