Marcos Maceira: “O discurso reintegracionista conseguiu importantes avanços em como é percebido socialmente”



Marcos Maceira é presidente d’A Mesa desde 2014. Antes destacou sobretodo no ativismo estudantil e como historiador. A sua chegada à presidência da principal associaçom pola língua do país coincidiu com a nova etapa que a Lei Paz Andrade abriu ao movimento reintegracionista, cujos últimos sucessos Marcos valoriza mui positivamente. Por isso e por mais razões se tornou sócio da AGAL há um ano e até anuncia ações conjuntas por parte das duas associações.

Fomos falar com ele, por ser um dos nossos sócios mais recentes e também para conversar sobre as últimas iniciativas e denúncias levadas a cabo pola entidade que preside.

Foto Xan Muras

Foto Xan Muras

A PESSOA

Marcos, como começou a tua relaçom com o galego?

Embora sem o falar desde criança, a língua sempre estivo presente no meu âmbito. Penso que essa relaçom mais ou menos próxima e com muitas contradições foi fundamental para tomar consciência de termos umha língua própria subordinada a outra e também de sermos umha naçom. Já no ensino secundário acompanhei esta reflexom de consequências práticas assumindo o monolinguismo em galego, como principal contributo para tornar normal o que intuía que nom era.

O teu ativismo começou no movimento estudantil universitário. Ouve-se dizer que aquele movimento enfraqueceu muito. A que pensas que se deverá?

Nom estou em condições de avaliar isso porque nom participo do movimento estudantil desde há mais dumha década. Em todo o caso, todo é diferente sempre; o nível de intensidade e os conflitos de cada momento variam. De facto, vejo agora um ressurgimento do movimento estudantil e sobretodo muita nova gente a mobilizar-se. Nas manifestações a favor da língua ou recentemente contra os incêndios e a política florestal, a participaçom da mocidade foi grande. Mesmo na recolha de assinaturas da ILP Senso Comum para a garantia dos direitos linguísticos no âmbito socioeconómico, houvo coletivos como Erguer ou comissões de residências universitárias que se pugérom em contacto com a Mesa para recolherem assinaturas. Com todas as mudanças, lógicas, que pode haver a cada momento, isto é umha esperança.

Como historiador, coordenaste vários eventos para recuperar a nossa memória cultural. Ainda há muito por fazer neste campo, nom é?

A ocultaçom da Galiza a todos os níveis é abafante e seria muito mais se nom existissem iniciativas de todo o tipo para mostrar algo tam simples como que a Galiza existe por si mesma, como naçom, com língua, cultura, história. A ausência e a açom contrária dos poderes e instituções públicas galegas a respeito destas iniciativas é chamativa. Nem têm eles a iniciativa da recuperaçom nem apoiam quem a tem. Nem sequer para legitimar a sua existência, porque é claro que se nom tivéssemos toda umha história como naçom atrás nem haveria Junta, nem Autonomia, nem nada.

É surpreendente como a cultura galega sobrevive sem mais espaços de difusom que os que gera por si própria. O absentismo da rádio e televisom públicas dumha funçom que deveria ser a principal é clamoroso. Nos horários em que se emitem na TV os programas sobre a Galiza só falta pôr dous rombos. Sem o movimento associativo, sem autoras, músicas, sem o trabalho de pessoas e coletivos para a recuperaçom da nossa história, nom teríamos nem a pouca luz que ainda há.

Foto Rubens Rocha

Foto Rubens Rocha

Quando chegaste à presidência d’A Mesa já tinhas muita experiência no associativismo cultural. Pensas que este continua a ter a mesma capacidade de incidir na sociedade que quando começaste?

A Galiza nom tem instituições próprias que a amparem. Nem para mostrar o seu passado nem para defender o seu futuro. Realmente o povo galego depende de si próprio. Bons exemplos temos estes dias, com as pessoas apagando o lume sozinhas, como outrora tivérom que recolher o piche nas rias. Isso é o que provoca que o movimento cultural galego tenha muitas dificuldades e limitações, mas também sem ele estaríamos muitíssimo pior. Por isto mesmo fai falta fazer muitíssimo mais. É o movimento cultural e associativo o que muitas vezes se encarrega do papel que num país normal seria das instituições.

Por citar um exemplo em relaçom à língua, a açom normalizadora dos coletivos a favor da língua é muitíssimo superior à de qualquer instituiçom pública na Galiza, até o ponto de que às vezes parece que há umha troca de papéis, ainda que a capacidade em recursos e meios seja sensivelmente inferior à da administraçom da Junta da Galiza, que ademais tem umha funçom legal que nom realiza.

Sem esta trajetória e sem todo o trabalho que se desenvolve muitas vezes em solitário, nom se teria visto a força social da língua em movimentos como Queremos Galego, que foi capaz de somar a capacidade de incidência de centenas de coletivos de todo o tipo para promover mobilizações históricas e que obrigárom a mudar o discurso galegófobo ainda que se mantivesse na açom política.

O REINTEGRACIONISMO

Conheces a AGAL e o reintegracionismo desde há muito tempo. Achas que foi ganhando compreensom por parte da sociedade? O que te levou a tornares-te sócio da AGAL?

Acho que o discurso reitegracionista conseguiu importantes avanços em como é percebido socialmente, embora falte muito por fazer. Neste sentido, a AGAL fai um trabalho mui importante e mui bom. Tornei-me da AGAL antes de mais porque acho que o galego tem que participar do espaço comum da Lusofonia, mas também porque complementa outro âmbito onde sou muito ativo, que é o da luita pola normalidade para o galego.

O reintegracionismo deu passos à procura de consensos partidários e institucionais avançando com a iniciativa legislativa popular Valentim Paz Andrade. Achas possível umha via de colaboraçom permanente de todo o movimento normalizador e de todas as forças políticas promovendo a aplicaçom dessa lei?

Nom só a acho possível, senom que é absolutamente necessária em relaçom à aplicaçom da Paz Andrade ou de quaisquer outras iniciativas que pressuponham avanços para fazermos algo tam simples, mas tam difícil, como podermos utilizar a nossa língua no nosso país.

As diferenças que houver som legítimas, mas estamos de acordo em que temos umha língua própria, em que queremos viver nela e que por enquanto nom temos direitos básicos que se podam exercer para o fazer. Sem esse mínimo nom podemos avançar, seja qual for a opçom ortográfica.

As vantagens para a normalizaçom do idioma através do conhecimento amplo do português ou da possibilidade de acesso aos meios de comunicaçom portugueses som evidentes em todo o que afeta a língua, entre outras cousas porque abriria os ouvidos a outras formas de falar galego . Isto último está reconhecido na Carta Europeia das Línguas Minorizadas ratificada polo Estado Espnhol em 2001, mas a Junta e o Estado fam como em quase todo, como se isto nom existisse. Mas de que nos serve que a nossa língua seja falada por milhões de pessoas em todo o mundo, se no nosso país temos limites de todo o tipo para a empregar com um mínimo de normalidade? Ainda que isto seja muito elementar, parece que ainda há quem nom o queira entender e, normalmente,os mesmos que nom querem que se poda abrir umha bancária ou solicitar a ajuda do guindaste na estrada em galego som os mesmos que temem que apareça algures um perigoso NH ou um Ç. Se calhar porque com umha língua normalizada o NH ou o Ç teriam mais facilitada a sua penetraçom.

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O Plano de Normalizaçom Linguística nom recebeu um apoio entusiasta por parte do reintegracionismo. E é que o português e a Lusofonia nom som praticamente mencionados… achas que, nesse sentido, seria preciso reescrevê-lo?

Nom se podem continuar a elaborar planos, leis, decretos, assinar acordos, declarações, em relaçom à língua, sempre com a condiçom de que nom se cumpram, como aconteceu sempre na história autonómica. Nom só digo isto a respeito do PGNLG, mas também em relaçom à LNL, ou à Carta Europeia das Línguas.

O principal problema do PGNLG é que quando se começou a cumprir foi boicotado e agora na prática suprimido. Se a Junta ou o Parlamento figessem um mínimo exercício de responsabilidade com os seus documentos aprovados por unanimidade parlamentar, avaliaria o cumprimento do Plano para mudar aquilo que nom funcionou ou introduzir aquilo que falta, como contempla o próprio Plano. Isto nom é possível porque para o fazer primeiro há que aplicá-lo. Ainda assim, o exercício de ver o que se cumpriu e o que nom só o fijo umha entidade social como A Mesa através dum informe que foi remetido a todas as forças parlamentares. A maior responsabilidade, por ter maioria absoluta no Parlamento, é do PP, precisamente quem mais fijo por converter em inútil um Plano que contou com a participaçom de quase 1.000 pessoas representativas de todos os âmbitos da sociedade galega.

Se se tivesse aplicado o PGNLG é claro que se teriam introduzido ações concretas para promover a reintegraçom do galego no seu âmbito linguístico, mesmo a atividade do reintegracionismo seria muito mais visibilizada. Porém, na prática, o galego ainda nem é língua oficial, diga o que dixer o estatuto.

No que diz respeito ao PGNLG em relaçom ao reintegracionismo, pode ser percebido como dizes, mas nom deixa de ser certo que se realmente se chegassem a aplicar, na prática, as 440 ações do Plano, hoje o galego estaria muito mais presente, com muitos menos âmbitos de exclusom, e haveria menos dificuldades para estabelecermos canais de aproximaçom à Lusofonia.

A MESA

A língua nom tem tido sorte com as últimas e últimos valedores…

A funçom da instituiçom do Valedor do Povo é precisamente defender o povo contra abusos ou atuações arbitrárias dos poderes públicos. Ademais de toda a legislaçom que ampara o direito ao uso do galego, teoricamente cooficial na Galiza, a Declaraçom Universal dos Direitos Humanos indica que nenhumha pessoa pode ser discriminada, entre outras razões, pola língua. Porém, isto acontece no nosso país todos os dias sem que a administraçom faga nada para o remediar. O desamparo é maior quando umha instituiçom como a do Valedor fai o contrário do que é a sua única funçom. A atitude de 2 dos 3 últimos valedores a respeito da língua foi muito agressiva. No caso do demitido Benigno López chegando a solicitar a censura de livros de texto por dizerem que o galego é a língua própria da Galiza, e no caso de Milagros Otero estendendo essa postura a todos os âmbitos.

Porém, é mais um motivo para continuar a denunciar, a fazer visível e a pôr de manifesto umha realidade que nom se pode ocultar: na Galiza nom se pode viver em galego com a mesma normalidade que um cidadão de Madrid vive em espanhol, ou umha de Paris em francês.

Enquanto há centenas de entidades sociais, culturais, de mães e pais, ou de vizinhos e vizinhas, que agem todos os dias para repor a língua naqueles espaços onde está excluída, a Galiza nom conta com instituições que garantam como mínimo a possibilidade de empregarmos o idioma em todo e para todo. Por isso temos que nos organizar e procurar alternativas enquanto esta atitude hostil à língua nom mudar.

Os poucos avanços para o galego nas últimas décadas fôrom consequência da mobilizaçom da sociedade. Até um anterior valedor tivo que demitir pola mobilizaçom que provocara aquela recomendaçom de retirar dum livro de texto que o galego era a língua própria de Galiza.

Na Mesa contamos com um serviço público gratuito, ainda que nom conta com nenhumha ajuda da Junta, que garante a confidencialidade se for necessário, para tramitar denúncias pola violaçom de direitos linguísticos por administrações, empresas… mas também para dar os parabéns a quem contra vento e maré insiste em utilizar a nossa língua, porque perante a ausência de apoio institucional temos que dar visibilidade ao apoio popular. Recomendo descarregar a App para Android e Apple disponível só com pesquisar “A linha do Galego”.

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A valedora atual nom atendeu até 300 queixas por discriminaçom linguística. Podes falar-nos de algumha delas?

A atual valedora começou no cargo instando a Junta a deixar de editar em galego os cartões de vacinaçom infantil. Perante as queixas apresentadas pola Mesa pola Normalizaçom Lingüística como a intensificaçom da reduçom de horas de galego graças à combinaçom da distribuiçom horária da LOMCE com o decreto de plurilinguísmo, justificou mais a Junta que a própria Conselharia. Esta atitude repete-se em casos como o da pessoa a que lhe denegárom a abertura da barreira na estaçom de Santiago por se dirigir em galego à empresa que o gere. A empresa pediu desculpas enquanto a Valedora justificou a atitude por ser umha empresa de fora. Assim poderíamos continuar até 300 casos.

Por outro lado, tivo iniciativa para apoiar a limitaçom do uso do galego, mesmo contra a lei.

No último caso conhecido avalizou a atitude galegófoba, denunciada pola Mesa, do quartel da Guarda Civil de Gondomar, que solicitou retirar dous sinais de trânsito por estarem na nossa língua. A valedora chegou a fazer mençom a um artigo da lei de trânsito que indica que a toponímia deve estar em galego e castelhano, obviando que a LNL assinala que a única toponímia oficial é a galega. Temos que lembrar que o mesmo quartel é reincidente. Em agosto de 2016 negou-se a tramitar umha denúncia por ser feita em galego.

A valedora atua como se por cada sinal em galego nom existissem milhares em espanhol mesmo deturpando a toponímia, ou como se por cada documento do SERGAS em galego nom estivessem milhares só em castelhano, excluindo o galego das suas comunicações, ou como se centenas de pessoas nom sofressem todo o tipo de abusos, discriminaçom, falta de atençom só por quererem utilizar sempre o nosso idioma. Dispara sistematicamente contra os poucos espaços onde o galego avançou algo nas últimas décadas, precisamente os conquistados por pressom social. Age como a coirmã do Zumosol, mas para defender o abusador do recreio.

Como está o caso da meninha discriminada por usar a forma Galiza?

Este é um dos casos mais lamentáveis, porque é um abuso contra umha menor com limitações para se defender. Onde fica o amparo que as administrações públicas devem dar aos menores? Galiza é umha forma legítima, plenamente galega, utilizada por centenas de coletivos de todo o tipo e mesmo reconhecida pola atual norma oficial. Segundo a justificaçom do centro, da Junta e da Valedora, a meninha devia ter empregado Comunidade Autónoma de Galicia. Isto é absurdo em qualquer caso e mais numha composiçom, numha produçom escrita para as aulas, quando fora delas, em casos semelhantes, nom se fai. O que evidencia é que o sectarismo e o racismo linguístico nom têm limites. Acontece neste assunto o mesmo que em qualquer outro. Por cada meninha que escreve Galiza há centenas que passam por todas as etapas educativas sem saberem nada da língua, da cultura, da história da Galiza, mas a preocupaçom máxima da Junta e da Valedora é atacar quem mostra um mínimo de conhecimento ou de vontade de o ter.

A “valentia” que demonstrárom contra umha meninha de 9 anos nom se vê nas centenas de casos de deturpaçom da toponímia, já nom só por parte da administraçom pública, estatal ou autonómica, mas também de empresas privadas que trabalham para elas por milhares de euros. Paga-se a quem desrespeita a legalidade enquanto se abusa dumha menor que nem sequer tivo um erro ortográfico.

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Para finalizar, fala-nos de algum projeto estrela que A Mesa esteja a desenvolver neste momento.

Ademais dos projetos que já desenvolvemos, muitos para cobrir espaços dos quais desertou a Junta como A Linha do Galego de que falava antes, Abertos ao galego para empresas e estabelecimentos que usam o galego habitualmente, ediçom de materiais para o ensino infantil ou assessoramento sobre direitos linguísticos, a açom reivindicativa e de elaboraçom de alternativas, todos elas realizadas sem nengumha ajuda da Administraçom galega, agora mesmo estamos pendentes da tramitaçom da ILP de medidas para a garantia dos direitos linguísticos no âmbito socioeconómico. Com ela pretendemos que se garantam uns direitos mínimos de uso real do galego num espaço onde se desenvolve grande parte da nossa vida, o que é imprescindível para acedermos a serviços básicos, onde a presença do espanhol está muito regulada e o galego está excluído.

No Estado existem mais de 500 disposições legais de todo o tipo que exigem a presença do espanhol. Desde a Constituiçom até o último regulamento de elaboraçom de produtos à base de carne, por pôr um exemplo. Para o galego há meia dúzia e nem sequer se cumprem. Somos conscientes de que nom vai resolver todos os problemas para o uso normal do galego, mas também de que é incrível que no ano de 2017 nom avancemos nada para conseguir algo que de facto existe no caso doutras línguas oficiais no Estado.

Além disso estamos a preparar umha iniciativa conjunta com a AGAL de que teremos notícias em breve…

Em qualquer caso, e já para finalizar, no caso da Mesa e de quase todas as entidades sociais que trabalhamos em prol do nosso idioma, acho que conseguimos suster todo e somos capazes de desenvolver atividades e favorecer pequenos avanços, só porque contamos com o apoio de sócias e sócios. Por isso quero animar todas aquelas pessoas que nom som sócias da Mesa, da AGAL, ou da entidade cultural que trabalha na sua localidade ou comarca, a que o faga.

Conhecendo Marcos

Um sítio web: www.amesa.gal

Um invento: A imprensa

Umha música: Vexo, de Acadacanto

Um livro: Scórpio, de Carvalho Calero

Um facto histórico: A batalha de Porto de Bois

Um prato na mesa: Cozido com [email protected]

Um desporto: Nom practico mais acho interessante o Fútebol gaélico

Um filme: A Esmorga, de Ignacio Vilar

Umha maravilha: Subir à moa do Pindo

Além de galego: Solidário com todos os povos e com a humanidade

Eduardo S. Maragoto

Eduardo S. Maragoto

(Barqueiro, Galiza, 1976) Estudou Filologia Portuguesa em Santiago de Compostela, cidade onde participou no sindicalismo estudantil e na fundaçom do Movimento de Defesa da Língua (MDL) através da Assembleia Reintegracionista Bonaval. Entre 2001 e 2006 trabalhou na Escola Oficial de Idiomas (EOI) de Valência, onde participou na constituição de Veu Pròpria (associaçom de novos e novas falantes de catalám) e da plataforma Nunca Mais. Na atualidade trabalha como professor de português na EOI de Compostela. Desde 2006 até 2010 pertenceu ao conselho de redaçom do jornal Novas da Galiza, jornal onde coordenou os trabalhos de correçom e a secçom de Além Minho. Também pertence à Gentalha do Pichel e à AGAL, associaçom que preside na atualidade. É autor do livro Como Ser Reintegracionista sem que a Familia Saiba e co-autor do Manual Galego de Língua e Estilo e dos documentários Entre Línguas, Em Companhia da Morte e A Fronteira Será Escrita.
Eduardo S. Maragoto


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  • http://www.notas.gal Eliseu Mera

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  • Galego da área mindoniense

    Língua, cultura e istória.
    Eu acho que a Galiza é ũa parte da naçom portuguesa, já que compartilhamos todos isses elementos. Mesma língua, mesma cultura, mesmas tradições, mesmas lendas, mesma istória até o 1139…