Lidia, Javier e Lucía: a «experiência aPorto»



Experiência aPorto - Javier, Lidia, Lucía

Lidia Senra, labrega e euro-deputada, inscreveu-se este ano nos cursos aPorto. Javier García e Lucía Somoza participaram na edição do passado verão. O que motivou Lucía e Javier a se inscreverem? O que espera Lidia desta iniciativa?

 aPorto não é simplesmente um curso de verão. É um convívio com as pessoas portuguesas e os seus costumes, um contato com a literatura e as diferentes artes e, com certeza, a melhor oportunidade para conhecer as tascas mais pitorescas da cidade.

Quem assim se exprime é Lucía Somoza, aluna do aPorto em 2013. O seu contato prévio com Portugal foi uma década atrás, quando realizou estudos de Antropologia Social e Cultural em Lisboa mercê ao programa Erasmus. Mais tarde viajou em várias ocasiões a Portugal. Porém, a «experiência aPorto» foi marcante:

Foram cinco dias muito especiais, nos quais conheci pessoas maravilhosas. Quando chegou o momento de ir embora e finalizar a experiência, senti uma pena imensa. A mesma sensação que quando és criança e abandonas os teus colegas do verão.

Antes do aPorto, Javier García já tivera contato com Portugal. Em concreto, mercê às viagens com as turmas de português da Escola Oficial de Idiomas de Lugo a Montalegre e Lisboa. Também participara em festivais de dança tradicional em Viana do Castelo. Contudo, no aPorto encontrou algo mais:

A possibilidade de se envolver não só nas maravilhas do Porto, mas também da Lusofonia em geral. Em apenas uma semana ultrapassas inúmeras fronteiras que só existem nos mapas.

Assim sendo, recomendaria Javier a «experiência aPorto»?

De certeza. Por serem dias apaixonantes em que farão amizades que ficam além do aPorto.

Pela sua parte, Lídia Senra, euro-deputada de AGE, segue os passos da sua colega do BNG Ana Miranda, quem há quatro anos já se inscrevera nos aPorto —na altura, denominados CPP—. Miranda estudara Língua Portuguesa em Bruxelas até o nível médio, mas decidira inscrever-se no aPorto para «aperfeiçoar», com o intuito de melhorar a competência linguística numa das línguas de trabalho da União Europeia. As motivações da euro-parlamentar de AGE são similares:

O que me motivou para fazer o curso, é que me quero apoiar no português para utilizar o galego na minha atividade no Parlamento Europeu.

Senra, durante os cinco anos, adire uma prática já desenvolvida por Miranda na passada legislatura, e que agora voltará a pôr em prática no período em que novamente exerça como euro-deputada. Ambas são continuadoras do exemplo de José Posada e Camilo Nogueira, euro-deputados galegos que já utilizaram com normalidade o galego na Europa graças ao seu caráter oficial sob a designação de português.

Entrevistas com Javier e Lucía

Javier García Aguado

Lucía Somoza Sampayo

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