BABEL

Isolacionismo versus reintegracionismo linguístico na Córsega atual

As raízes italianas na língua e cultura corsas. A pegada do Irredentismo.



“Dalla lettura di queste canzoni si vedrà che i Corsi non hanno, né certo finora aver possono, altra poesia o letteratura, fuorché l’italiana. […] E la lingua côrsa è pure italiana; ed anzi è stata finora uno dei meno impuri dialetti d’Italia.” Salvatore Viale, ‘Canti popolari corsi’, 1843

A Córsega, com uma superfície um bocado maior do que a da província da Corunha e com apenas 322.000 habitantes, está a viver tempos históricos de mudança com a vitória eleitoral da aliança das duas tendências soberanistas tradicionais (a autonomista e a independentista) como a opção mais votada para obter 35,6% dos votos e 24 assentos na Assembleia Territorial, a dois assentos para a maioria absoluta nas passadas eleições regionais da França. No debate de investidura, o novo Presidente da Assembleia Territorial, o advogado e histórico militante Jean Guy Talamoni pronunciou o seu discurso integramente em corso, e em ele tendeu a mão para outras forças políticas e definiu como prioridades o desenvolvimento económico da região, um estatuto jurídico para a língua corsa e a amnistia dos presos políticos. A vitória do nacionalismo corso é fruto de uma progressão social constante desde a década de 90. “Diferentes pesquisas mostram que as ideias nacionalistas foram espalhando-se na opinião pública desde o final da década de 1990; hoje é claro que essas ideias têm percorrido um longo caminho durante a última legislatura”, diz o cientista político André Fazi, professor da Università di Corsica. [1]

Mas o certo é que num estado jacobino tão centralista como o francês, a margem de manobra parece reduzida. As instituições locais, que não têm poderes fiscais ou legislativos, terão de ser empregadas nomeadamente como alavanca para exercer pressão na opinião pública corsa e francesa. Porém, neste artigo vamos tratar a questão da problemática linguística e cultural que, desde os tempos do herói nacional Pasquale Paoli, está a se desenvolver na ilha mediterrânica.

pascoale paoli

Monumento na cidade de Bastia em honra de Pasquale Paoli, líder separatista e precursor do movimento nacional corso

Classificação linguística do corso.

Na França, o corso é classificado como língua autónoma no grupo das línguas românicas e é reconhecida como uma língua regional do Estado francês, mas nunca como língua oficial. Intimamente relacionada com o grupo central de dialetos italianos da Toscana, mantém as características centrais do dialeto medieval da comarca de Pisa nomeadamente e, em menor medida, semelhanças com o dialeto genovês da Ligúria, com os quais pode ser classificado para fins linguísticos, embora reconhecendo a presença de um substrato nativo e um desenvolvimento autónomo especialmente desde a anexação à França em 1789. Portanto, a designação como idioma é considerada inadequada pela maior parte de linguistas que não querem misturar política com o estudo de línguas, considerando o corso um dialeto italiano. A afinidade entre o italiano e o corso é ainda maior da que existe entre o italiano padrão e outras variedades faladas no território italiano e tradicionalmente consideradas dialetos. O corso e o italiano são tão semelhantes que normalmente aqueles que conhecem qualquer uma das variantes não haviam ter problema para compreender a outra, sem nunca ter estudado. Quase 12% dos corsos afirmam poder falar italiano corretamente, enquanto mais de 75% da população diz compreendê-lo graças aos programas das televisões italianas, segundo dados do último inquérito sociolinguístico da Córsega publicado em 2013. [2]

As semelhanças entre corso e italiano são altíssimas e podem ser vistas em frases do tipo:

– Corso: Sò natu in Corsica è g’aghju passatu i megli anni di a mio ghjuventù.
– Italiano: Sono nato in Corsica e quaggiù ho passato i migliori anni della mia gioventù.
– Português: Nasci na Córsega e passei lá baixo os melhores anos da minha juventude.

A primeira Constituição da Córsega, redigida para a efémera república independente criada em 1755, foi escrita em italiano e Paoli estabeleceu o italiano como a língua oficial da Córsega. O italiano foi a língua culta na Córsega até o final do século XIX. Mesmo a segunda Constituição corsa de Paoli, para o projeto de Reino anglo-corso em 1794, foi redigida também em italiano. Não foi até a segunda metade do século XIX quando as políticas seguidas por Napoleão III começam a acelerar o processo de substituição sistemática do italiano pelo francês. Aliás, nesta altura é quando nasce o isolacionismo, quando uma pequena parte das elites intelectuais corsas apostam na codificação independente do seu dialeto com uma grafia diferente da do italiano peninsular. [3]

Influência da cultura e da língua italiana na ilha.

Mapa da Córsega juntamente com o daquelas regiões italianas que mais influência exerceram na ilha

Mapa da Córsega juntamente com o daquelas regiões italianas que mais influência exerceram na ilha

Córsega formou parte historicamente de várias repúblicas italianas até que a República de Génova, no decorrer de uma revolta separatista liderado por Pasquale Paoli, foi forçada a vendê-la de facto à França pelo Tratado de Versalhes de 1768. A conquista francesa da Córsega foi contestada por Pasquale Paoli e pelo seu movimento separatista, que tinha fundado em Corte, no coração da ilha, uma universidade em língua italiana para a preparação das futuras elites dirigentes corsas que historicamente assistiram à Universidade de Pisa para completar a sua formação académica. Esta decisão veio a confirmar o uso já habitual da língua italiana como língua culta e oficial na ilha. Além disso, desde o século XI a situação etnolinguística da Córsega tinha sido fortemente influenciada, especialmente na parte norte da ilha, como resultado das tentativas de repovoamento por parte dos governantes de Pisa favorecidos pela proximidade geográfica. A partir do século XIII e até o século XVIII, os pisanos foram substituídos pelos genoveses que, embora fundar novas povoações como Bonifacio e Calvi, fizeram um uso continuado da variedade toscana como língua escrita e de cultura, com um influxo menor do dialeto lígure. Estes fatores explicam que no Renascimento, e até a conquista francesa, na Córsega a única língua usada em comunicações escritas fosse o italiano, tanto em documentos oficiais quanto documentos notariais, até à sua proibição total sob Napoleão III, talvez movido pelo temor de contágio no processo de unificação que se estava a dar na península itálica. Contudo, os corsos irredentistas somente procuraram ativamente a unificação com a Itália desde as primeiras décadas do século XX, e com maior intensidade quando o irredentismo foi promovido pelo fascismo italiano. [4]

Reação perante a assimilação francesa. Nascimento e auge do irredentismo italiano

O irredentismo italiano na Córsega foi um movimento sociopolítico sustentado por aqueles corsos que se identificavam como italianos, recusando a adesão e pertença à França desde os tempos de Pasquale Paoli.

No final do século XVIII, começa a surgir na Córsega uma sensibilidade identitária formada em torno da promoção da língua italiana perante a progressiva assimilação francófona. Os primeiros sinais claros de este despertar remontam-se a meados do século XIX, coincidindo com a crise do movimento bonapartista e inspirado na recuperação da tradição nacional corsa do século XVIII liderada pelo omnipresente Pasquale Paoli. Um grupo de corsos, a princípio pequeno e, em seguida, sempre maior e desligado de partidos políticos tinha já começado, no entanto, uma atividade divulgativa que apontava para a defesa da língua e a identidade e história locais, pelo menos desde 1838-1839, período coincidente com a estadia na ilha do filólogo dálmata Niccolò Tommaseo. Tommaseo, com a ajuda do poeta e magistrado de Bastia Salvatore Viale (1787-1861), estudou o vernáculo corso pondo em destaque a sua riqueza e pureza e definindo-o como “il più puro dei dialetti italiani”, contribuindo para o nascimento dos primeiros germes de uma consciência linguística e cultural autónoma entre certas elites intelectuais reunidas em torno de Viale. Salvatore Viale, em sua introdução à edição de 1843 dos Canti popolari corsi, lança um manifesto ideológico em que reivindica com clareza a “identidade corsa como antítese da identidade francesa” e a sua natural pertença à área cultural italiana. [5]

Nessas décadas, e assim permanecerá até o final do século XIX, o corso vernacular só foi considerada adequado para temáticas folclóricas e festivas, enquanto para as “sérias ” a escolha daqueles que rejeitaram a assimilação francesa era instintivamente o italiano. Contudo, a Córsega foi apenas superficialmente envolvida nos fatos do Risorgimento, o processo de unificação italiana, à exceção de alguns intelectuais locais ligados a Viale e Tommaseo que consideravam, como em séculos passados, “terraferma” a Itália em vez da França.

Chega-se assim a 1896, quando sai do prelo o primeiro jornal escrito em corso, A Tramuntana, fundado por Santu Casanova (1850-1936) e que, até 1914, tornou-se porta-voz duma nova identidade corsa, enquanto o italiano, ainda muito vivo na ilha no início do século XX, é cada vez mais dificultado pelo jacobinismo francês que, entre outras medidas anula o reconhecimento dos títulos universitários emitidos por universidades italianas com o fim de afrancesar as elites corsas. É nesta altura quando parte do incipiente movimento nacional corso começa a valorizar e codificar o dialeto vernáculo como ferramenta de resistência perante os crimes feitos em nome da aculturação francesa que ameaçava com abalar mesmo os alicerces culturais e históricos da ilha.

Juntamente com a promoção do corso como uma língua independente e não como variedade popular do idioma italiano, estoura uma vaga de reivindicação nacional que leva ao primeiro plano a demanda premente de autonomia administrativa e o estudo nas escolas da história da Córsega. Ao lado d’A Tramuntana uma outra revista, A Cispra, de tendência mais esquerdista e próxima do pensamento socialista, deu expressão a um estado de ânimo que envolveu transversalmente aquilo que hoje chamaríamos de “sociedade civil” da ilha, enquanto os líderes políticos e funcionários dos partidos nacionais franceses ficam fora do processo e permanecem leais ao governo central.

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) golpeou fortemente a Córsega, revelando ainda a persistência da desigualdade de tratamento perante a sua população que fez o Estado francês. De acordo com algumas estimativas, cerca de 10% de toda a população da ilha morreu no campo de batalha. A situação na Córsega era tão desesperada que muitos optaram por emigrar para as colónias ou encontrar empregos no continente em vez de voltar para suas casas em uma terra cada vez mais desertificada de todos os pontos de vista. [6]

Entre aqueles que permaneceram na Córsega e não participaram na diáspora tornou com força uma radicalização do movimento e um relançamento dos laços políticos com a Itália, que já com o governo Crispi tinha perseguido o desenvolvimento de movimentos irredentistas e uma política externa adversa à França. Em 1919 nasce, sob o impulso de Petru Rocca, A Muvra, um diário escrito principalmente em corso e italiano, com alguns artigos em francês. Em torno do jornal veio à tona em 1922 o autonomista Partitu Corsu d’Azione. Além do florescimento de jornais e periódicos multiplicaram-se os estudos linguísticos, como o “Atlante Linguistico Etnografico Italiano della Corsica” de Gino Bottiglioni, históricos e etnográficos dedicados à ilha, e publicados principalmente na Itália.

A chegada ao poder de Mussolini na Itália foi chave no processo de transição da reivindicação de autonomia e identidade a uma outra fase com reivindicações marcadamente separatistas e nacionalistas que, com o advento da propaganda e o financiamento fascista, deu um pulo fulcral ao novo irredentismo: o governo fascista não poupou esforços no apoio ao nacionalismo corso e criaram-se muitas bolsas de estudo para conseguir que os jovens corsos voltaram a frequentar as universidades italianas.

Logótipo da única revista escrita integralmente em língua italiana e publicada na Córsega

Logótipo da única revista escrita integralmente em língua italiana e publicada na Córsega

A historiografia e a propaganda política francesa explorou habilmente e com muito sucesso o mantra da contaminação fascista para desacreditar e destruir o movimento corsista contrário ao processo de afrancesamento, operando uma simplificação que equiparava o autonomismo e o separatismo corso com o colaboracionismo fascista, com toda a carga de desprezo que evoca a acusação implícita de traição e adesão a um sistema ditatorial banido pela história. Na verdade, a ajuda política do fascismo italiano ao separatismo corso não fez nada mas continuar, não antecipar nem criar, um sentimento difuso mas latente de estranhamento generalizado no conjunto do povo corso perante a nação francesa. Porém, a tendência tradicional e muito antiga do povo corso para invocar a ajuda externa e abrigar-se em personagens ou líderes “fortes” fez com que nesta coincidência histórica infeliz, uma parte importante do movimento corsista escolhe-se ou viu-se empurrado para um abraço fatal com o fascismo italiano. Uma recente interpretação revisionista, tanto na França quanto na Córsega, vem a apontar este obscuro episódio da historia corsa mais como um evento “acidental” e, ainda, estimulado pela indiferença e a incompreensão francesa, que como uma escolha e uma adesão plena e realmente ideológica. [7]

Reintegracionismo linguístico entre italiano e corso no século XXI.

Legenda popularizada nos centros de ensino e universidades corsas que assinala que toda aquela pessoa que fala corso é quem de perceber italiano

Legenda popularizada nos centros de ensino e universidades corsas que assinala que toda aquela pessoa que fala corso é quem de perceber italiano

Atualmente, não existe mais um irredentismo italiano na Córsega, já que praticamente desapareceu com a morte de Petru Giovacchini, o último defensor irredutível, em 1951. Embora os movimentos autonomistas e independentistas, nascidos na Córsega a partir da década de 1960, quebraram quase totalmente os laços políticos com os corsos que tiveram que exilar-se na Itália após o final da Segunda Guerra Mundial, acusados de colaboracionismo, parte da sua ideologia continuou a inspirar tacitamente as linhas de ação cultural de organizações como o Partitu di a Nazione Corsa. A afirmação cultural italiana é hoje, muito importante e a influência das centenas de anos de dominação por parte das repúblicas de Génova e Pisa é significativo na construção histórica do imaginário coletivo da sociedade corsa atual. Mas só é a partir da década de 90 do século passado, e uma vez que o mantra da colaboração com o fascismo italiano começa a sumir, que nascem iniciativas de reafirmação da identidade cultural italiana plenamente normalizadas e que fazem uso do padrão peninsular. Entre elas destaca a revista sociocultural mensal A Viva Voce, animada por um grupo de estudiosos e intelectuais ligados à Università di Corsica, que propôs o uso, conjuntamente com o padrão insular, da grafia italiana como padrão culto. Da mesma opinião é o relevante linguista Corso Donati, autor do ensaio Corsica amara, la Patria che non c’è no que debate sobre a necessidade dos soberanistas corsos para se reintegrar na tradição linguística italiana, em vez de pretender a criação de uma tradição cultural e literária. [8] Outros linguistas, nomeadamente Olivier Durand, acreditam na necessidade de estabelecer um sistema educacional trilingue, em que parte das aulas sejam em língua corsa, parte em francês e parte em italiano. Este modelo, acha Durand, havia dar impulso ao corso como língua de instrução nas escolas, enquanto o italiano havia ficar em destaque como expressão da tradição histórica e literária da Córsega, com o intuito de que a sociedade corsa de hoje não perca a memória da sua herança cultural. [9]

Talvez um dos fatores mais interessantes deste renascimento das relações italo-corsas seja que este processo tenha lugar numa dupla direção. São numerosas as iniciativas que desde a península têm lugar para achegar relações socioculturais. O vulto da linguística italiana Giuseppe Vitolo acha que um conhecimento mais amplo da língua e da cultura italianas só pode beneficiar a saúde da língua corsa e a riqueza cultural da ilha, apontando que o estudo do italiano pode dar um impulso ao desenvolvimento das relações regionais entre a Córsega e, particularmente, as regiões italianas da Toscana, da Ligúria e da Sardenha. Ainda, propõe a criação de cursos universitários de estudos em “Língua e Cultura Corsa” em universidades italianas. Do seu ponto de vista, esta iniciativa permitirá conhecer a fundo a realidade corsa através de usos, costumes e, sobretudo, a existência de um dialeto próprio na ilha, cuja existência é habitualmente ignorada na Itália atual. [10]

E como ponto final, gostávamos de pôr em destaque a criação em 2010 da associação cultural italo-corsa Radiche, que organiza eventos culturais e faz um trabalho de difusão da história e da cultura corsa e mantêm o site www.radiche.eu. Mas sobretudo, vamos salientar, pela sua influência e referencialidade, um portal na rede, nascido em 2014, de atualidade política, social, cultural e linguística que, de um ponto de vista progressista e reintegracionista, procura situar a Córsega no âmbito cultural italófono com plenos direitos. Estamos a falar do site Corsicaoggi, escrito integramente no padrão italiano e que, tanto do ponto de vista dos conteúdos, quanto da estética e da filosofia, não deixa de nos lembrar o PGL atual. Ainda, e para a nossa admiração, nele podemos encontrar não poucas referências à questão do galego-português na Galiza, em artigos e comentários deixados por leitores que colocam o caso galego como exemplo de confronto linguístico entre isolacionistas e reintegracionistas. Vale a pena citar a declaração de princípios que podemos achar na apresentação do site e que se titula “Perchè in italiano”, em que se reúne um argumentário que faz finca-pé, além dos laços históricos, na utilidade do italiano como freio na desaparição e afrancesamento do dialeto corso e a vantagem que implica poder comunicar-se com mais de 145 milhões de falantes de italiano no mundo:

“La lingua còrsa è molto simile all’italiano moderno, molto più simile addirittura di alcune lingue e dialetti locali parlati in Italia, come il sardo, il calabrese o il siciliano. E certamente l’italiano è molto più simile al còrso che non il francese. Basti guardare un po’ di confronti tra parole in còrso, francese e italiano, per rendersene conto. E basta vedere quanto tu riesci a comprendere di queste pagine se non conosci già l’italiano ma solo il còrso.

Il còrso non ha che da perdere allontanandosi dall’italiano. Rischierà di francesizzarsi e snaturarsi sempre di più. Già oggi parole come “u tuvagliolu” (il tovagliolo) sono spesso sostituite da una parola mutuata dal francese, in questo caso “a servietta”. Crediamo invece che lo studio e l’uso della lingua italiana accanto al còrso e al francese possa essere uno dei sostegni per permettere alla lingua nustrale di sopravvivere e rifiorire.

E allora proviamo ad usarlo, e vedremo quante somiglianze ha con la lingua corsa. Può aiutarci a preservare la nostra identità, e può essere occasione di arricchimento culturale e di opportunità economiche, vista la vicinanza geografica dell’Italia e all’importanza del suo turismo verso l’isola.”

NOTAS:

[1] Entrevista no jornal basco Deia. 03/01/2016

[2] Inchiesta sociolinguistica lingua corsa 2013; Inchiesta 2013

[3] Vignoli, Giulio. Gli Italiani Dimenticati. Roma. Ed. Giuffè. 2000. pp. 114-128

[4] Vignoli, Giulio. Storia tragica dell’irredentismo italiano in Corsica coc.ilcannocchiale.it, 2 giugno 2006. URL consultada o 07/03/2016.

[5] Vignoli, Giulio. “Vita e Tragedia dell’Irredentismo Corso”. Roma. Rivista Storia Verità, nº4, 1997.

[6] Acquaviva, Sabino. La Corsica: Storia di un genocidio. Franco Angeli. Milano, 1987.

[7] Ferro, Maria Cristina. L’irredentismo fascista e l’occupazione della Corsica, radiche.eu, marzo 2010. URL consultada o 09/03/2016.

[8] Donati, Corso. Corsica amara, la Patria che non c’è. Roma. Asefi. 2000.

[9] Durand, Olivier. La lingua còrsa. Brescia. Paideia Editrice. 2003

[10] Vitolo, Giuseppe. “L’italiano in Corsica quale lingua della memoria storico-letteraria” em CorsicaOggi. 02/10/2015. URL consultada o 06/03/2016

Alexandre Fernández Ramos

Alexandre Fernández Ramos

Alexandre Fernández Ramos é militante desde muito jovem de diferentes organizações da esquerda independentista como a AMI e NÓS-UP, posteriormente focou o seu ativismo no associacionismo cultural, concretamente no centro social A Esmorga.

Antigo colaborador do Novas da Galiza, nos ultimos anos tem focado o seu interesse na aprendizagem de línguas, além de adquirir novas perspetivas culturais nas suas estâncias na Itália e na Sérvia.

Diplomado em Turismo e Graduado em Estudos Ingleses pola UNED, depois de realizar um projeto de voluntariado dedica-se a ministrar aulas de inglês em Ourense e a estudar uma pós-graduação no âmbito da gestão de arquivos e bibliotecas públicas. Desde Março de 2016 estagia no Arquivo Histórico Provincial da cidade de Ourense.
Alexandre Fernández Ramos

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  • ranhadoiro

    Muito interessante

    Obrigado por trazer isto aqui
    O Livro da AGAL PROBLEMATICA DAS LINGUAS SEM NORMALIZAR segue de autêntica atualidade

  • http://pgl.gal Valentim R. Fagim

    Magnífico trabalho, Alexandre. Fico com vontade de ler a próxima entrega.

  • Ernesto V. Souza

    Obrigado, Alexandre, muito material… a Córsega desde as últimas eleições francesas atrai poderosamente a minha atenção. Desconhecia este background tão interessante.