ilusão retrospectiva



Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders.
(Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.)

Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura, é uma sucessão de desgaste, resistência, destruição, paciência e saqueio. Uma perda de centralidade e uma míngua de conteúdos, de presença, de status como elemento basal e conformante, de sentido, influência, presença social, demográfica, política, histórica e até de território geográfico e simbólico. Alheamento, desatlantização, periferização, ausência e sono.

Nesse sentido podemos dividir a sua história a respeito das cronologias epocais clássicas, sendo comumente aceite que a cada fase de consolidação de Portugal independente e de uma Espanha castelhano-aragonesa, nomeadamente desde o Renascimento supuseram constantes de periferização, marginalização e apagamento da cultura, da sociedade, do território, da economia, da paisagem, da política própria e também da língua.

Poderíamos dizer que o Renascimento, com a consolidação de projetos centralistas e de Reinos mais fortes e estáveis, garantes de potências militares, burocracias, justiças e administrações (e com elas a língua, a cultura e com o nascimento das literaturas) supeditados a monarquias mais modernas fixa um ponto de inflexão para muitas das mais velhas nações, estados, reinos e condados da Europa. E que o período imediatamente post-napoleônico, com a construção, autorizada pelas grandes potências de Viena, dos estados-nação viáveis define o de não retorno.

Para o caso galego ambos os marcos históricos são gritantes. A transformação dos velhos sistemas políticos peninsulares e a deriva modernizante – com reutilização das elites locais na administração, na política de estado, guerra e na diplomacia – e imperial, iniciada com os Reis católicos em 1480; e a construção do-estado nação moderno após a restauração absolutista e com apoio militar das grandes potências europeias, da casa de Bourbon em 1823.

Antes de ambas as fases podemos contemplar também os dous grandes momentos dos últimos fulgores galaicos: a primeira na lealdade à dinastia de Borgonha e a linhagem de Pedro I contra os Trastamara e a seguir quase como continuum ou repetição a aposta por Portugal e Joana contra o partido aragonês e Isabel. E, a segunda, na reação militar, social e nacional com aliança com Portugal e Inglaterra, contra a invasão francesa e depois como reduto último da modernidade ilustrada, em defesa da constituição liberal de 1812 e outra ideia da Espanha.

Depois de ambas as fases e conseguintes derrotas persistirá uma constante de reação (identitária) a ambos os modelos de poder em construção. Curiosamente neles a presença de Portugal será marcante.

Nomeadamente no período comum da monarquia filipina, que favorecia extraordinariamente a economia da Galiza e a influência das suas elites em Portugal e Castela e que curiosamente coincide com o primeiro revival, reivindicação e polêmicas em defesa da Galiza, dos galegos, e do seu papel na história. Coincide também com uma ressurreição do mecenado, da cultura e até das manifestações cultas em língua galega e portuguesa na Galiza.

E também, desde 1823, será uma constante na reaparição da voz da intelectualidade galega, reagindo, a cada fase nova no projeto de construção nacional do estado espanhol. Mais intensos e mais galegos quanto mais a intelectualidade galega, por exílios ou por mudanças políticas e culturais no país do sul, tenha presente Portugal. Os exílios espanhóis de 1814, 1823 e depois 1846, 1854, 1886 são evidentes. Como também será a literatura portuguesa da época liberal e do período nacionalista e nomeadamente o sonho da República de 1910.

Como afeta isto tudo ao processo de restauração e reconstrução da língua galega na Galiza? e como curiosamente termina por construir-se um discurso diferenciador, uma ilusão retrospectiva que permitiu a Portugal esquecer a Galiza e à Galiza se dissociar de Portugal? Quando e como? pois o porque é evidente.

velho rei

“O velho rei” Ortiz Alonso, litografia (ca. 1965)

Proponho, para isto, nos centrar na mudança conceitual a respeito da identidade da língua, que introduzem os sábios padres Feijó e Sarmiento, dentro do esquema nacional/nacionalismo, no abandono definitivo do Latim como língua internacional de ciência, cultura e da Academia e no começo do decurso dos processos de fixação da língua nacional no mundo académico e cultural impresso e em normas unificadas da época.

Como bons e primeiros patriotas galegos (e leais conselheiros de el-rei de Espanha) e dentro de uma tradição imediata de anti-portuguesismo, nos ecos da Guerra de Separação de Portugal (no bafo internacional da Guerra dos 30 anos) e de Sucessão (a prolongação desse conflito internacional de alianças da época moderna); e de “ofensas” e “preterimentos” que se prolongam em toda a nossa tradição e continuam até o mesmo Ferrin hoje, e passam, por Vicetto, Murguia, Castelao, Otero e os vultos galegos do XIX e XX.

Como já sabemos Feijó é o primeiro que dentro do iluminismo ilustrado defende o galego e quem o antes e mais claramente relaciona com o português (no seu Corolário ao Paralelo das Línguas) e também o primeiro que propõe que de se escrever faça-se tal como fazem os portugueses (cuja língua, para ele é a galega com vozes cultas, modernas, técnicas, arábigas, etc). Porém, Martim Sarmiento é o primeiro que realmente faz sistematicamente, mas atenção, propõe uma inovação fundamental – quanto a quase completa sistematização teórica, nas suas mais diversas achegas escritas e destacadamente prática nas Copras dos 24 gallegos rústicos – a de escrever o galego, diferenciando-o do português da altura, e do que faziam os portugueses (os que conhece e odeia patrioticamente).

Sarmiento formaliza definitivamente uma escrita culta exclusivista, com base na tradição escrita galega, com um forte conhecimento da oralidade e da recolha, mas, em base o que conhece, e numa vontade declarada, tomando como modelos o dos documentos antigos em galego dos arquivos dos mosteiros e dos monumentos e não o português contemporâneo. Do que escapa (podemos considerar que em justiça histórica reparadora pela construção independente e a contrario da Galiza e do galego antigo e do antigaleguismo de Portugal).

Mas antes dele não era assim, porque não existia marcativo o conceito “nacional”. Nem a respeito do que era uma língua (plena, completa, nacional), nem a respeito do que era uma literatura Nacional (na sua época, na França primeiro e na Espanha Castelhana e Portugal depois, está a começar o processo de construção e fixação do cânone nacional e a nascer a Literatura tal como hoje a entendemos).

Uma vez fixado este marco, cumpre ir cara atrás para demonstrar que ainda no século XVII, non se diferenciava para os galegos eruditos nem português (nem castelhano) de galego, senão que se funcionava dentro do esquema de usos, dialetos e géneros medieval. Para além de que nem o português dera o salto definitivo na sua construção moderna, nem o castelhano terminara ainda os processos de reconstrução e sistematização, ambas como línguas fixadas em esquemas linguístico ortográficos coerentes e diferenciados.

Na altura, conviviam impressos e escritos de mão, da mais diversa época e escolas. Sendo os escritos de literatura e história de Portugal normais nas bibliotecas dos eruditos e colecionistas da época e a escrita em português ou galego deles (fragmentar, epistolar ou literária) indistinguível. E apenas classificável como galega ou portuguesa pelos eruditos contemporâneos em função das suas crenças e pelos mais modernos em função da história aprendida das nações e da mitificação poética posterior e explicativa dos “Séculos escuros” e da separação.

Chegados a este ponto, talvez conviria atender a todo aquilo que depois (a produção dos século XVII, XIX e XX e a celebrada descoberta dos textos medievais e de restos de escrita dos séculos XV a XVII) temos considerado como “verdadeiro galego enxebre” e questionar-nos se precisamente o caráter de galego (ou mais galego), não vem justo dado a posteriori, ou foi estabelecido para – ou por – aqueles textos que eram MARCADAMENTE anti-portugueses ou destacadamente singularizantes (a respeito da escrita do português contemporâneo a eles). Destaquem-se, na possível listagem, as  três saídas da Crônica Troyana, os escritos do Padre Cernadas, os restos teatrais (patrióticos, burlescos, anti-portugueses), os restos poéticos de caráter culto, identitário, críptico-patriótico e da literatura propagandística da francesada, dos textos da imprensa liberal.

Enfim e simplesmente: de todos os textos que claramente escritos na Galiza ou por galegos, não estando escritos em castelhano ou latim não pretendiam (nem queriam) ser confundidos com Português ou de portugueses.

O fenómeno contrário, claro, existe também durante os séculos XVI e XVIII: textos que querem passar por portugueses e também textos de mais difícil classificação que francamente, se entenderiam melhor apagando a ilusão retrospectiva e considerando que são produções galegas de gente que conhece, frequenta e lê em português, ou de portugueses num ambiente de predomínio galego.

Portanto: balizemos se a produção é anterior ou posterior à Guerra de Separação de Portugal (1640-1668). Ou se é da época e propaganda atraente dos primeiros Filipes ou posterior.

Uma vez nestas coordenadas cumpria tomar fôlegos e determinar que antes e destacadamente depois de Sarmiento existem duas tradições na escrita do galego: a daqueles eruditos e intelectuais que conheciam a tradição escrita portuguesa e a documental galega e a dos que não. E depois dele, a dos que conhecendo, continuavam Sarmiento e Feijó (Pintos, Romero Ortiz, os Camino, Añón, La Iglesia, Murguia Rosalia, Pondal, Cova céltica) e a daqueles que se limitam, usando a ortografia nova fixada pela Real Academia Espanhola do castelhano, a reproduzir foneticamente o que acreditam escutar e escolmavam enxebremente (Lamas Carvajal, Pérez Ballesteros, Curros, Barcia Caballero, Filomena Dato…).

Os primeiros representam a escrita desde a tradição conservada e o português (mas seguindo a Sarmiento, com jeito próprio), os segundos escrevem desde o castelhano, que de mais em mais, como língua de estado e dentro dos progressos da imprensa e a alfabetização é ou vai sendo onipresente.

No decurso deste debate que ocupa toda a segunda metade do século XIX entre cultistas e popularistas e, já nos anos 50-60 do século XIX, acontece uma proposta desgraçada e utilitarista (de “normalização” da singularidade galega como dialeto do castelhano espanhol) que vai ser a fixação culta e gramatical da escola castelanizante popularista, por obra e graça da publicação em 1868, da nefanda gramática de Saco e Arce.

Que é o sucesso que rompe definitivamente a tradição escrita em duas linhas de modelo culto e que inicia, com sucesso, o Isolacionismo moderno, ao encontrar apoio na corrente simplificadora popularista e nas instituições do estado, que acham “melhor” a declarada submissão do autor à ortografia proposta pela RAE. Gramática e proposta que encontra grande apoio na pragmática e na política institucional e na imprensa adscrita, verdadeira máquina espanholizadora de fins do XIX.

O que aconteceu depois ainda não foi bem explicado, nem debatido, pois afeta aos modelos em pugna, atuais e do passado mais próximo, que colidem na construção do Galego moderno.

Mas a dúvida, nas assas da coerência, lógica e explicação necessária, leva-me a considerar este contexto e perguntar e que passaria e se escolhemos como item referencial simbólico ou identitário o ponto anterior a Sarmiento e a ideologia da era das nações?

É dizer, eu hoje, após este périplo sintético e pessoal e sem renunciar aos admirados mestres Sarmiento e Feijó, vejo-me mais com o Conde de Gondomar (esse Montaigne à galega), pensando na pirataria atlântica, no comercio, na economia, na política agrária e florestal da Galiza, na aliança com Inglaterra e Portugal e enchendo a minha biblioteca de velhos livros, recomendando e agasalhando para entretimento dos amigos “Menina e moça” e a polemizar com o preterimento, maltrato da Galiza e com a história antigalega que inventaram pro domo sua tanto os biscainhos de Garibay, os aragoneses de Zurita quanto Brito e os portugueses.

* Publicado em A viagem dos Argonautas

Ernesto V. Souza

Ernesto V. Souza

Ernesto V. Souza (Corunha, 1970). Formado como filólogo, publicou algum trabalho sobre história, contexto político e cultural do livro galego das primeiras décadas do século XX. Em 2005 começou a colaborar com o PGL e a vincular-se ao reintegracionismo. É sócio da Associaçom Galega da Língua e membro da Academia Galega da Língua Portuguesa; atualmente é o Diretor do Portal Galego da Língua.
Ernesto V. Souza

Latest posts by Ernesto V. Souza (see all)


PUBLICIDADE

  • abanhos

    Que texto tão bom e tão esclarecedor

  • Pedro Lopes

    Na história nada acontece por acaso ou pelos ditames da sorte, tudo tem uma explicação bem lógica, o problema é que a historiografia muitas vezes tenta enviesar essa lógica contraponto o chamado “politicamente correcto”.
    A mim me faz enorme confusão acerca da história peninsular contada pela historiografia castelhana, onde claramente a importância do reino galego é por simplesmente omitida contraponto em seu lugar a importância de Castela-Leão, e chegam até ao ponto de querer recontar a própria história de Portugal à maneira deles, imagine-se! Um reino obra do acaso e com apoio inglês segundo se diz nas melhores faculdades de história de Espanha, um cliché que é totalmente ofensivo para um país que é mais antigo que o actual reino de Espanha, entidade que só existe como tal apenas desde as Cortes de Cádis no séc. XIX.
    Aqui culpo também os historiadores portugueses que para mim estão como grande parte da elite intelectual portuguesa, prostituídos intelectualmente a soldo de umas referências em revistas internacionais da especialidade e palestras em determinadas universidades espanholas, calando-se perante esta afronta que é a chamada história dos reinos peninsulares contada pela visão da historiografia castelhana.
    Sempre defendi que há um enorme défice de investigação historiográfica em Portugal, não porque não haja matéria, temos dos melhores e maiores arquivos históricos em todo o mundo civilizado, há documentos que só agora estão a ver a luz do dia graças a investigadores americanos que já descobriram o filão de documentos históricos não tratados nas bibliotecas nacionais e arquivos históricos, e onde obviamente constam referências ao reino da Galiza, mas porque passámos do 80 para 8, antes do 25 de abril a história e os feitos nacionais eram exacerbados pelo anterior regime ditatorial, e após a revolução dos cravos a história passou a ser minimalista e pior que isso descurada porque ainda hoje “parece mal” ou não é “politicamente correcto” enaltecer a nossa história nem que seja pelas melhores razões, corre-se o risco de se ser conotado como reaccionário.
    Na minha opinião a historiografia portuguesa deve-se “chegar à frente” e promover convénios de história peninsular em Portugal, onde haja lugar à exposição e debate da história nua e crua acerca da realidade peninsular desde a formação dos primeiros povos, promovendo palestras com historiadores de diversas origens seja de Portugal, Galiza e de outras paragens de Espanha, isso contribuirá para que a verdade seja reposta relativamente ao reino galego por exemplo e outras omissões e falácias no contexto dos reinos peninsulares.
    Curiosamente no capítulo da antropologia esta situação não se põe porque os antropólogos portugueses há muito que trabalham com os espanhóis numa tentativa de explicar as diversas raízes antropológicas do homem peninsular, há uma sintonia científica e nenhum dos lados vem contar histórias diferentes e incoerentes acerca de uma mesma realidade antropológica mas relativamente a povos peninsulares diferentes, ou seja nesta questão a Espanha não pode inventar histórias ou teses, dado que tem sempre a contraposição dos estudiosos portugueses na matéria, mas como este tipo de estudiosos são do tipo de andar no terreno de mexer na terra e nos achados, são pouco dados às tais “prostituições intelectuais”, digamos que há um certo pragmatismo científico no antropólogo, não lhes sobrando tempo para beber um bom vinho e comer um bom repasto a uma mesa farta a discutir teorias vãs, ou pior que isso a contribuir para o fomento de falsas teorias apenas para que o seu nome figure mais alto nos anais da antropologia europeia e peninsular.

    • Ângelo Cristóvão

      “Convénios de história peninsular” ou ideias como “a verdade” sobre a história são impossíveis. A Espanha, como Portugal, “inventou” ou interpretou a sua história, e nisto não foram especialmente originais. Por outras palavras, a Historiografia não é uma radiografia.

      • Pedro Lopes

        O caso de Espanha é mais grave porque omite ou pior que isso apaga uma memória colectiva de uma das suas naçōes sem estado que a compōem, neste caso a Galiza, para mim isto tem um nome, colonialismo encaputado.
        No caso de Portugal conta a sua história políticamente correcta tentando apagar verdade inconvenientes, uma das quais é obviamente a história compartida com os vizinhos a norte do Minho, em certa maneira tem a sua lógica porque ambos is povos seguiram destinos distintos os galegos escolheram anular-se em prol de uma suposta segurança e riqueza que lhes dava estar sob a alçada do reino castelho-leonês, os portugueses escolheram emanciparem-se e arriscar uma vida independente donos do seu destino e acrescentando muito mais ao seu terriitório, posterior império e levando a sua língua e cultura em constante evolução pelas quatro partes do mundo, recebendo em troca influências culturais e linguíísticas dessas culturas diversas em contacto, dando ao português esse cosmopolitismo que os diferencia das restantes nações peninsulares.

    • Venâncio

      Pedro Lopes,

      Peço desculpa, mas, mais uma vez, o Sr. faz afirmações de pesado calibre, sem a mínima referência bibliográfica ou identificação dos concernidos. Há-de convir que isso não é procedimento sério. Já lho disse mais vezes, mas pelos vistos não ajuda.

      Faça o favor de esclarecer em que se baseia documentalmente para afirmar isto:

      «Aqui culpo também os historiadores portugueses que para mim estão como grande parte da elite intelectual portuguesa, prostituídos intelectualmente a soldo de umas referências em revistas internacionais da especialidade e palestras em determinadas universidades espanholas, calando-se perante esta afronta que é a chamada história dos reinos peninsulares contada pela visão da historiografia castelhana.»

      Agradeço.

      • Pedro Lopes

        Caro Venâncio tenho tido alguns debates com espanhóis em foros especializados de diversa ordem, é nomeadamente em dois tipos de assunto que tenho como hobby investigar, história é a ciência política, verifico “in loco” que no capítulo da história peninsular há uma detorpação veiculada e institucionalizada por parte do governo espanhol, que tem por base duas universidades, a de Salamanca e a Complutense de Madrid, que por sua vez influenciam artigos de opinião em alguns jornais de referência por sinal alguns detidos por um grupo que em Portugal detém meios de comunicação.
        Nessas estórias veiculadas para nós portugueses, aparte da questão colonial óbvia exercida pela supressão da história galega, interessa atestar que há uma tentativa de recontar a história portuguesa numa espécie de justificaçăo do facto de Portugal ser uma nação independente o que para alguns círculos ainda não foi digerido desde 1143, cujo epicentro intelectual se encontra nessas duas universidades espanholas, politicamente na ala mais à direita do PP e alguma à esquerda que ambiciona uma unidade política com Portugal sob um regime republicano confederado e instuticional por vias de instituições de divulgação da cultura castelhana como o Elcano.
        Perante esta grave manipulação, a nossa elite historiográfica cala e consente, nomeadamente duas universidades portuguesas que tem responsabilidades para contraposição nesta matéria pelos seus proeminentes historiadores, as universidades de Lisboa e de Coimbra.

        • Venâncio

          Pedro Lopes,

          Que eximia arte a sua, de privar-nos, de sistematicamente continuar a privar-nos de qualquer referência portuguesa concreta: um nome de autor ou publicista ou historiador, um título de livro ou publicação, um departamento universitário, um grupo de investigação.

          Das três uma: ou o Sr. tem medo de pronunciar-se abertamente e vem exprimir-se por enigmas (e eu até o compreendo, sabendo-se quanto o medo impera em alguns dos nossos círculos universitários), ou o Sr. não nos acha dignos de andar devidamente informados, ou o Sr. vem aqui só mandar umas bocas, a gozar com a malta.

          Nem uma nem outra nem outra hipótese o recomendam, há-de desculpar, senhor Pedro Lopes.

          • Pedro Lopes

            Venâncio se há coisa que não sou é Ingénuo para saber que há tipo de informação que só deve ser passada em determinados canais, ou então deve ser mantida reservada até que seja a melhor altura para a divulgar publicamente, apenas lhe posso dizer que sou um cidadão que tem dado o seu contributo modesto de forma directa e indiirecta para o prigresso do nosso país e concretamente houve duas situaçōes que me envolvi, o bloqueo do TGV, e a prijecção de importância do porto de Sines, objectivo conseguido e lhe posso dizer que Sines será o mais importante porto peninsular e um dos mais importante a nível europeu.
            Também me envolvi na luta para reverter parte da privatização da TAP, objectivo conseguido.
            Agora estou envolvido no reforço do interior e nomeadamente em atenção a três distritos onde o combate à interioridade deve ser analizado com algum cuidado e profundidade, Castelo Branco, Guarda e Portalegre.
            Também estou envolvido na causa oliventina tendo já apontado e divulgado soluções através de canais apropriado.
            Estou envolvido na luta a favor do encerramento da central de Almaraz.
            E outras mais lutas de cidadania.
            Agora recentemente descobri está luta galega que certamente apoiarei sem reservas porque eu sou além de um livre pensador, um espírito libertário e não tolero que um estado vizinho exerça qualquer tipo de colonialismo perante nações que embora sem estado devem ter o direito à existir preservando a sua língua e cultura.

          • Venâncio

            Sr. Lopes,

            O Sr. pode ter participado em todas essas “lutas de cidadania”, e felicito-o por isso.

            Eu sou um simples linguista, historiador do nosso idioma. E, para mim, as suas afirmações acerca de «grande parte da elite intelectual portuguesa, prostituídos intelectualmente a soldo de umas referências em revistas internacionais da especialidade e palestras em determinadas universidades espanholas» é retórica baratucha, roçando a irresponsabilidade.

            Peço-lhe que tenha mão nessa veia mirabolante e apocalíptica e que aceite que a informaçao intelectual não é propriamente a sua praia. Não embandeire em arco onde claramente não se aguenta. Não se meta onde nitidamente lhe falta o pé.

            Fique bem.

          • Pedro Lopes

            A carapuça não lhe servirá até porque a sua praia é demasiado curta e de pouca profundidade para albergar navios de grande porte, ou seja há coisas que nunca entenderá mas também não precisa dado que desepenha

          • Venâncio

            Eu não o tratei com ordinarices, Sr. Lopes. Mas compreendo que esse seja o seu nível. Passe bem.

          • Pedro Lopes

            Pelo contrário, cada um na sua praia e cada um a cada qual, a diferença é que o caro Venâncio comenta neste portal com a sua propriedade e sapiência de linguista que obviamente não discuto e muito menos tenho pretensões a discutir.
            À sua reacção foi corporativista uma reacçäo de classe, mas que não deixa de ser preoccupante, pois como deve saber há maus e bons catedráticis neste caso de história, assim como de outras profissōes, normal.
            E a incúria a que chegou a historiografia portuguesa tem responsáveis e não são políticos, seria aliás de rever a política de atribuição de bolsas de doutoramento nesta área porque os critérios de exigência deverão estar de acordo com o ensino correcto da nossa história aquém e além fronteiras.

          • Venâncio

            Lopes, não sei se tem sentido eu perguntar-lhe QUEM são os responsáveis pela “incúria” da historiografia portuguesa, mas ainda assim pergunto, já que o Sr. insiste nesse campo “não político”, palavras suas.

            Acrescento que o “corporativismo” me é inteiramente estranho. Não sou historiador (no sentido da historiografia), nunca trabalhei um minuto numa universidade portuguesa, não sou sequer cidadão português.

            E venham agora os nomezinhos, tá? Vamos lá ver essa valentia,

          • Pedro Lopes

            Bom se o Venâncio ensina lá fora então ainda é mais incompreensível a sua posição até porque nem é a sua especialidade ou sequer hobby.
            Evidentemente que não me cabe enumerar nomes mas para ter uma ideia, hoje a investigação histórica, se exceptuarmos, a Marinha, o ministériio dos negócios estangeiros e a Igreja católica que são repositórios naturais da nossa história, está a ser feita e visível por instiuiçōes e pessoas que não tem essa especialidade, como por exemplo o IST, um jornalista conhecido na praça, é um curioso emigrante nos EUA.
            Nos arquivos da Torre do Tombo há registos completos não tratados por exemplo acerca da escravatura com registos pormenorizados do número de escravos transaccionados pelos negreiros, assim como os registos dos milhares de livros queimados pela Santa Inquisição.
            Pergunta-se onde estão is corajosos historiadores para publucarem esses números., claramente à incúria que deve ser apontada às duas faculdades que enumerei dado que são aquela onde estão os mais prominentes historiadores, se exceptuarmos o Fernando Rosas que tem contação política de esquerda e portanto is portugueses não vão ao engano acerca das suas investugaçōes tendenciosas, os outros não me consta que estejam comprometidos com o poder ou partidos políticos abertamente, logo não deveriam estar condicionados, mas parece que sim.

          • Venâncio

            É absolutamente assombroso.

            O sr. Lopes solta a lebre sobre uma historiografia portuguesa que estaria a soldo de Espanha no que respeita à origem dos reinos ibéricos, passa a denunciar as bolsas de doutoramento e acaba aludindo à escravatura e à Inquisição… Deixa-nos extremamente curiosos sobre o próximo assunto.

            Ah, mas volta a referir anónimos “proeminentes historiadores”, deles exceptuando Fernando Rosas, que é de esquerda, e portanto “tendencioso”.

            O Sr. tem umas luzes do terreno, mas vê-se que a sua percepção dele é amadorística, preconceituosa, leviana. Que pena que certos activistas políticos sejam intelectualmente tão desinteressantes!

          • Pedro Lopes

            Venâncio fora da sua caixa de linguísta parece-me algo como peixe fora de água.
            Evidentemente que não lhe vou dar nomes, o meu comentário anterior serviu para dar apenas dois exemplos que não existe investigação histórica em Portugal, e você como intelectualmente interessante se deveria questionar primeiro antes de querer saber nomes.
            Ah e esqueci-me de referir que sou anti iberista, o que me dá acesso a informaçōes que jamais terá, aliás já notei em alguns seus comentários linguísticos aqui com a malta galega, uma certa tendência que o pode configurar dentro do perfil do chamado esbirro iberista.

          • Venâncio

            Agora o sr. Lopes começa francamente a delirar.

            Não, ilustre senhor. Se alguma coisa visceralmente não sou é “iberista”. E muito menos “esbirro”. Combato o iberismo desde que me conheço, denuncio-o até nas suas manifestações mais desvairadas, como é (já o fiz aqui no PGL) o “Acordo Ortográfico de 1990”, concebido e promovido pelos mais espanholizantes espíritos portugueses. E sempre expus os seus nomes, não fiquei por insinuações.

            Sim, repito, agora o sr. Lopes entra nitidamente em delírio, e declara: “Não existe investigação histórica em Portugal”.

            A sério? Então o sr. Lopes nunca leu José Mattoso, ou Diogo Ramada Curto, ou Rui Ramos, ou Miguel Real, ou Rui Tavares, ou Jorge Borges de Macedo, ou Cláudio Torres, ou João Medina, para ficarmos por alguns vivos…

            Leu (se leu) o Fernando Rosas, mas desgosta, por Rosas ser de esquerda.

            Olhe, sr. Lopes. Eu não vou perder mais tempo com um comentador de fim-de-semana. Dedique-se ao seu activismo político, de qualquer sinal que ele for, e seja feliz.

            Nestas coisas do espírito, o sr. arrica-se à retórica de café, talvez temperada (é so uma intuição minha) por algum ressentimento anti-académico, que não faz mal nenhum, mas que, a certo momento, começa a chatear um bocado.

          • Pedro Lopes

            Não há investigação histórica em Portugal, pode haver são justicativos sob a forma de publicaçōes para manterem as respectivas cátedras nas suas universidades que é outra coisa.
            Enumere-me uma só investigação séria acerca da escravatura, ou da verdadeira acção do Santo Ofício, ou acerca do mito sebastianista, ou dos propósitos da colonuzação do Brasil, ou da prova do descobrimento das américas antes de Colombo, ou do que esteve por base na criação do estado nação Portugal, etc, etc.
            E neste momento lamentavelmente são pessoas e entidades estranhas ao contexto da historiografia que estão efectivamente a investigar história com devida ciėncia, como já referi o Instituto Superior Técnico (IST) que pela primeira vez explica o conhecimento e tecnológica nautica dos séc. XV, XV e XVI, ou dos especialistas forenses da universidade da Madeira que apenas estão à espera de autorização para ter acesso às ossadas do suposto túmulo de D. Sebastião para confirmar que foi um embuste de Felipe II e que de facto não do dito mito.
            Ponho as minhas reservas acerca do seu não iberismo quando já o vi defender que a língua portuguesa tem mais origens nos castelhanismos do que no galaico-poruguės que para si é apenas uma forma de estilo.
            Está enganado o reeintegracionismo serve perfeitamente o anti iberismo, outra coisa é que seja manipulado para servir de cavalo de tróia no mundo lusófono mas certamente no palácio das necessidades haverá sempre alguém que esteja atento.
            Estou perfeitamente à vontade para falar do meio académico porque me formei numa das mais reputadas academias portuguesas, é também pertenço a uma ordem profissional que me dá obviamente responsabilidades acrescidas na acção de uma cidania crítica e pró activa e mais caro Venâncio a minha vida profissional não me dá tempo para ter vida de café.
            Boas férias.

          • Venâncio

            Lopes,

            Sabe o que eu acho mesmo, mesmo chato? É ver um português vir aqui debitar alucinações pseudo-científicas acerca do âmbito da historiografia em Portugal, com o risco de algum leitor galego as tomar por realidade.

            Já as suas deformações da minha investigação só me fazem sorrir. Os frequentadores do PGL sabem que ando desde há muito empenhado exactamente na demonstração da origem galega do nosso idioma e na intimidade linguística que nos une à Galiza.

            Mas é essa sua atitude de maledicência desinformada e idiota a meu respeito o que me leva a, doravante, ignorar vossa senhoria.

          • Joám Lopes Facal

            Gastar cera em ruins defuntos era umha sábia sentença da minha avoa Gumersinda.
            Iberismo: um horizonte de miragem ou de racionalidade, segundo o vejamos.

          • Venâncio

            Úteis leituras de Verão para os amigos galegos e alguns portugueses, de três conhecidos ensaístas:

            EDUARDO LOURENÇO, A Nau de Ícaro, seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia, Lisboa, Gradiva

            ALFREDO MARGARIDO, A Lusofonia e os Lusófonos: Novos Mitos Portugueses, Lisboa, Universitárias Lusófonas

            ONÉSIMO T. ALMEIDA, A Obsessão da Portugalidade, Lisboa, Quetzal

          • Joám Lopes Facal

            O Eduardo Lourenço, e esse ensaio em particular, fai parte ineludível dos meus saberes portugueses; o livro de Margarido fica esgotado e em espera de reediçom por desgraça; o Onéssimo Almeida é para mim novidade e farei todo o possível para que venha acompanhar aginha a minha bibliografia identitária onde convivem em pacífica controvérsia, filosófica ou profética, bascos, cataláns, galegos espanhóis e portugueses.

          • Venâncio

            Joám,

            O “iberismo” foi sempre, em Portugal, a ideologia dos fracos, dos descrentes, dos desvairados, dos desesperados. Isso, desde a Geração de 70 (de 1870) até Saramago. Como se Portugal só se realizasse no quente seio duma Ibéria.

            Eu sei, e tu sabes, que, para um galego, o iberismo é (como o expôs Castelao) uma saída atraente, resolvendo-lhe elegantemente alguns problemas. Mas é um cenário muito difícil de vender, ou mesmo explicar, à larga maioria dos portugueses.

            Que Portugal alguma vez, pelos lindos olhos da Galiza, aceitasse dissolver-se numa Ibéria, eis o que convirá nunca imaginardes.

          • Venâncio

            P.S.

            Como todas as coisas perversas, o Iberismo e a Lusofonia têm, em mentes portuguesas, muito mais a ver um com o outro do que se suporia.

            Na realidade, a Lusofonia foi, no seu cerne, e continua a ser em bastantes dos seus ideólogos, um projecto de inspiração espanhola. Todos os grandes promotores portugueses da Lusofonia adoram ideologicamente Espanha. E fazem da Galiza uma leitura espanhola, por muitos abracinhos que vos vão aí dar.

            Imagina tu, agora, em que saco de gatos os galegos “lusófonos” se andam a meter.

          • Joám Lopes Facal

            O iberismo tem também umha nobre componente federalista e republicana. Do ponto de vista pragmático poderia mesmo ser um Benelux ibérico e quem sabe se no futuro umha confederaçom capaz de dissolver as essências tóxicas dos supremacismos delirantes.
            O magistério republicano, laico e profundamente galego de Castelao preparou-nos a nós para tal eventualidade.
            De momento, o asunto fica em curso na incessante oficina da toupeira da história.
            https://gl.wikipedia.org/wiki/Iberismo

          • abanhos

            Esse iberismo da tradição galerista e inexistente em castela/Espanha, e nos países catalães. Em Portugal ele tampouco tem raízes.
            O iberismo português concebe a península como dous Estados parceiros que se entendem e que aprimoramento o seu relacionamento de iguais. Está muito estendido em Portugal, e onde ao facto de o 80% do seu sistema financeiro ser controlado desde Madrid e não só isso, não lhe dão muita importância, o estarem mergulhados no espelho de Alice, numa terrível miragem que o loucura do seu lusismo… Como é miragem a tua Joam, como diria o Castelão serôdio do relacionamento com vascos e catalães, só é possível a miragem Galega se antes se desintegrar e bem bem castela/Espanha e seu projeto nacional.

          • Pedro Lopes

            Apenas para o corrigir num dado a banca espanhola, detém cerca de 30% do sistema

          • abanhos

            A banca de castela/Espanha detém todo o sistema financeiro português menos caixa geral e o Novo banco.
            Houve concentrações bancárias por toda a Europa, mas Portugal converter-se em Leira exclusiva dos castelhanos… Que movimentar-se fora a concorrência.
            E na caixa geral na parte das acções em mãos privadas, a maioria é pública já são maioria os accionistas que respondem a interesses castelhanos de cara a futura privatizações.
            O do 80% e cifra publicada pela associação espanhola de banca… Vou ver se te passo a ligação

          • Pedro Lopes

            A banca espanhola, leia-se catalã, basca e cantábrica nunca perdeu dinheiro em Portugal, se juntarmos a isso o mercado português ainda chega para a banca portuguesa, CGD, BCP e Montepio Geral (o banco da Opus Dei), para os fundos financeiros americanos que comprararam o Novo Banco, a banca francesa com o BNP Paribas que gere a emissão de dívida pública do estado e mais a banca chinesa que se apresta a entrar no sistema financeiro para apoiar a EDP na sua expansão europeia temos que concluir que afinal o mercado português gera dinheiro e é apetecível.
            Ao contrário a CGD teve que cancelar a sua operação em Espanha porque não estava a ser rentável, a meu ver resultado de más apostas na localização da sua rede de balcões talvez tivesse sido mais benéfico apostar só na Comunidade de Madrid.
            Os portugue

          • abanhos

            Com a Tróika não ganharam, fora antes. Ao emprestar a U E a Portugal a tipo entorno ao 1por cento Portugal pode sair do círculo da dívida e a substituir curto por longo prazo.
            Além disso quando emitia dívida comprava o BCE, a Tróika era o mecanismo dos creditors de último recurso…
            O que garantia a Tróika era a não falência de Portugal e que os que deram os cretos não falissem, de rebote

          • Pedro Lopes

            Convenhamos que até eu ganharia muito dinheiro com dívida pública portuguesa nessa altura se me deixasse

          • Pedro Lopes

            Temos pena acerca do seu chatismo em referência aos meus comentários, mas o respeito intelectual também se faz pela coerência da defesa das ideias ou convicçōes, ora já testemunhei comentários seus a desdenhar os reeintegracionistas e pior que isso a defender que o conceito de lusofonia é um conceito vão desaconselhando inclusive os galegos que vejam os seus comentários a não encetarem aproximações à lusofonia, explique-me lá esse seu anti iberismo ó santa criatura.

          • abanhos

            Fernando, a riqueza dos teus impropérios e descalificamentos, daria para uma bem linda antologia.
            Infelizmente eles, além da sua vastidão e largura, não acrescentam muita cousa aos teus sensatos (e até insensatos) argumentos. Mas isso sim ficam muito mais coloridos.
            Se estás férias de verão estas na Terra da nossa língua, que che sejam gratos os dias.

          • Venâncio

            Alexandre,

            Se só me conheceres do que vai aqui no PGL, escapam-te coisas minhas tão lindas e recentes, como

            «Lusismos y galleguismos en uso en español. Una revisión crítica», in Español y Portugués en contacto. Préstamos e interferencias, Dolores Corbella & Alejandro Fajardo (eds,), Berlin / Boston, De Gruyter / Mouton, 2017, págs. 19-36

            «Quinhentistas e o léxico galego-português», IV Congresso Internacional de Linguística Histórica, Universidade de Lisboa, Julho de 2017 (proximamente em ebook)

            «Verbos exclusivos do Galego-Português moderno: história e metodologia», in Actas do III Congresso Internacional de Linguística Histórica, Santiago de Compostela, 2017, págs. 483-498

            «O Galego de todos nós», Quilombo Noroeste, 10-III-2016
            https://aeg.gal/noticias/item/61-o-galego-de-todos-nos

            e poupo-te o mais que haveria de “insensatos argumentos”.

          • abanhos

            Se me enviares algum lerei com paixão
            Abraço

  • Pedro Lopes

    Para finalizar a minha intervenção crítica acerca nomeadamente da falta inexplicável de investigação histórica séria em Portugal e que a meu ver é indirectamente responsável pela acção de tentativa de apagamento da história da Galiza e rescrever a própria história portuguesa por parte da historiografia espanhola, deixou aqui prova da actual investigação levada a cabo pelo filósofo Manuel Gandra um dos maiores especialistas mundiais acerca da acção templária peninsular, que desmonta o mito sebastianista e que vai ser atestada por uma investigação forense ao suposto túmulo de D. Sebastião, no Mosteiro dos Jerónimos, mandado lá colocar pelo seu tio Filipe I de Portugal e II de Espanha.
    https://youtu.be/JEIWl6vybn8
    Está investigação forense apenas está a aguardar presentemente autorização do ministério da cultura para que se abra a tumpa
    Portanto deixo aqui um conselho aos galegos que se querem saber acerca do que se anda a fazer nos domínios da investigação histórica em Portugal, esqueçam os históriadores portugueses, a actual investigação está a ser feita por pessoas e entidades fora dos círcuitos normais de história é isto já deverá ter soado alarmes na academia de história espanhola. 🙂