AS AULAS NO CINEMA

HELEN PARKHURST E O SEU PLANO EDUCATIVO DE DALTON

(Vários documentários)



Dentro da série que no seu dia iniciei com Sócrates, dedicada a grandes vultos da humanidade, que todos os escolares dos diferentes níveis educativos devem apreciar e conhecer, no presente depoimento, que faz o 54 desta série, falarei de uma grande pedagoga norte-americana, que a podemos incluir sem dúvida, dentro dos educadores da escola progressiva, mais denominada na Europa como movimento da escola nova, e também ativa.

helen-parkhurst-fotoHelen Parkhurst (1887-1973), foi uma educadora norte-americana, natural de Durand (Wisconsin), autora do primeiro ensaio sistemático de individualização do ensino, denominado Plano de Laboratório Dalton. Estudou bacharelato no colégio estatal de Wisconsin (1907), graduou-se no College da Universidade de Columbia (1910) e, nos seus anos maduros, obteve a licenciatura em Educação pela Universidade de Yale (1943). Ampliou estudos nas universidades de Munique e Roma, onde trabalhou com Maria Montessori, que exerceu sobre ela uma notável influência. A sua vigorosa atividade desenvolveu-se em múltiplas frentes: docência (mestra rural, professora de deficientes, professora de educação secundária, conselheira de educação e diretora escolar de 1916 a 1942); criação, difusão e coordenação do Plano Dalton (uma metodologia educativa inovadora para as escolas da cidade de Dalton); romancista, guionista e produtora de programas de rádio e TV de divulgações de conhecimentos sobre psicologia infantil e juvenil; conferencista (Inglaterra, 1921; Japão, 1924, 1934 e 1937; China, 1925; Dinamarca, Helsinki, 1929; Alemanha, 1929; França, 1932; África do Sul, 1934) e publicista.

Helen Parkhurst nasceu em Durand-Wisconsin a 8 de março de 1886, e faleceu em New Milford-Connecticut a 1 de junho de 1973. O original da sua certidão de nascimento foi extraviado. No arquivo de Durand há uma “cópia não certificada”, na qual a data de nascimento é 8 de março de 1886. Em 1905, conseguiu uma qualificação básica de ensino. Mais tarde estuda no Wisconsin State Teachers College, e em Roma, tal como comentámos antes, com Maria Montessori. Em 1943 recebeu o título de Mestra em Artes pela Yale University. De 1905 a 1913 trabalha de docente em várias escolas primárias. Durante o seu primeiro emprego teve que ensinar a 45 alunos de 6 a 16 anos numa escola rural em Waterville (Wisconsin). Ela introduz uma abordagem individual, na qual os alunos trabalham em tarefas, fazem suas próprias escolhas e cooperam uns com os outros e com o professor (mais tarde ela chamou isso de Experimento de Waterville). Em 1910 e 1911 foi professora numa escola em Tacoma (Washington). Nestes anos, começa a elaborar as suas ideias sobre a modernização da educação no que ela então chama “Plano de Laboratório”. A turma deve ser um laboratório social onde os alunos aprendem experimentalmente, onde há muita cooperação e onde os alunos mais velhos ensinam aos jovens. Então retorna para Wisconsin em 1912 para lecionar no Wisconsin Central State Teachers College. Em 1914, Parkhurst recebeu licença para ir a Roma para um treinamento de três meses com Maria Montessori. Quando Montessori veio para a Califórnia em 1915 para apresentar seu método na exposição mundial em São Francisco, Parkhurst estava atuando como sua assistente. Até 1918, Parkhurst foi posteriormente a mais importante representante de Montessori nos Estados Unidos. Ela até cria uma Escola de Formação de Professores Montessori. Parkhurst então separa-se parcialmente da pedagoga italiana para poder seguir seu próprio caminho.

Em setembro de 1919, Parkhurst fundou uma escola particular em Nova Iorque. Logo depois, Parkhurst também coloca as suas ideias em prática numa escola para meninos com deficiências físicas (The Berkshire Cripple School) no estado de Massachusetts. Isso é tão bom que sua amiga Mrs. W. Murray Crane, membro do conselho e uma das principais colaboradoras desta escola, pediu-lhe que também apresentasse seu método na High School para meninos e meninas na cidade de Dalton. Isso já está acontecendo em fevereiro de 1920. Os experimentos nessa escola dão às ideias de Parkhurst o nome de Plano de Laboratório Dalton. Logo depois disso, Miss Belle Rennie, de Londres, visita as escolas experimentais de Parkhurst. Ela escreve um artigo sobre isso no Suplemento Educacional do Times. Logo depois (especialmente na Inglaterra, suas ideias ganham uma ressonância maior). Entretanto, no Reino Unido a palavra “laboratório” evoca mal-entendidos, Parkhurst propõe mudar o nome de seu sistema para “Plano Parkhurst”, mas é isso que Parkhurst quer não vire, então ela escolhe falar sobre o Plano Dalton. A razão pela qual ela anexou a palavra laboratório foi colocada em palavras como segue: Pensemos na escola como um laboratório sociológico onde os alunos são os experimentadores, não as vítimas da evolução. Vamos pensar nisso como um lugar onde as condições da comunidade prevalecem enquanto prevalecem na própria vida”.

(Tradução livre: Vamos ver a escola como um laboratório sociológico, onde os estudantes fazem os testes eles mesmos. Eles não devem ser vítimas de um sistema complicado e cristalizado que é desenvolvido fora deles. Vamos ver a escola como um lugar que funciona como uma comunidade como a própria vida.).

Enquanto isso, com o apoio financeiro da rica família Crane, em Nova Iorque, Parkurst fundou a “Escola da Universidade Infantil”, que em 1920 recebeu o nome de “The Dalton School”, em homenagem à residência da família Crane. É também aí que ela rompe com a sala de aula e organiza as salas de aula de tal forma que crianças com diferentes níveis de desenvolvimento possam trabalhar em diferentes tarefas. Parkhurst mais tarde lidera o currículo educacional em academias pedagógicas. Mas ela continua a trabalhar com crianças e faz vários programas de rádio e TV, incluindo discos de gramofone. Ela também entrevista crianças. Eleanor Roosevelt admirou seu trabalho e a apoiou em 1939 com a expansão de sua escola em Nova Iorque. Nos anos de guerra, ideias sobre inovação educacional estão ficando caducas. Parkhurst entrega a administração da escola em 1942. Depois disso, não muito mais foi ouvido do Plano Dalton nos Estados Unidos, embora a Escola Dalton de Nova Iorque ainda exista. Fora dos Estados Unidos, as suas ideias afetam principalmente o Reino Unido, a Holanda, a China e o Japão. Ela certamente visita o país quatro vezes e até recebe um prêmio imperial. Em 1952, visita a Holanda e em 1957 é nomeada oficial na Ordem de Orange-Nassau.

helen-parkhurst-livroPrincipais publicações: Parkhurst escreveu vários livros. Publicou seus planos educacionais em Educação sobre o Plano de Dalton no ano de1922. Este livro foi traduzido em pelo menos 50 idiomas. Outras publicações incluem Ritmos de Trabalho na Educação (1935), Explorando o Mundo da Criança (1951) e Undertow (1960). Em Educação sobre o Plano de Dalton, elabora seus dous princípios: “liberdade” e “interação da vida em grupo”. Parkhurst representa um equilíbrio entre aprender através da instrução e resolver os problemas por si mesmo. Parkhurst também escreve em várias revistas sobre o seu trabalho, incluindo o The Laboratory Plan (27 de maio de 1926, Times Educational Supplement). Uma bibliografia abrangente pode ser encontrada numa antiga Enciclopédia Pedagógica Holandesa.

Distribuição nos Países Baixos: Em nome do comitê de educação da Society to Nut do General, um comitê holandês formado por LCT Bigot, PA Diels e Philip Kohnstamm visitou várias escolas de Dalton na Inglaterra em janeiro de 1924 e depois divulgou suas ideias na Holanda. A Dutch Dalton Association é fundada em 1931. Nos Países Baixos, existem hoje 368 escolas Dalton para o ensino primário e 25 para o ensino secundário. Há uma escola de Dalton para o ensino primário especial. Os cursos da Dalton são ministrados em diferentes escolas do país. Em vários lugares, como em Almere e Tilburg, há escolas que recebem o nome dela.

Pesquisa na Holanda: Nos Países Baixos, a pesquisa sobre a educação da Dalton foi realizada desde 2006. Isso é feito na Saxion, em Deventer, em colaboração com a Dutch Dalton Association. Em meados de 2010, o primeiro período da palestra de Dalton foi concluído com a publicação de um livro de Piet van der Ploeg. Van der Ploeg publicou uma série de artigos sobre a história do Plano Dalton. Em 2011, uma biografia de Parkhurst de René Berends foi publicada na SDUP: A cátedra na Saxion foi estendida pela segunda vez em 2014, agora por seis anos. Nesta altura é oficialmente chamado como grupo de pesquisa Renewal Education. Além da Associação Holandesa de Dalton, a Associação Freinet e Jenaplan e a VBS também se juntaram ao eleitorado como parceiros.

FICHAS TÉCNICAS DOS DOCUMENTÁRIOS:

1. Helen Parkhurst: Biografia.

Duração: 24 minutos. Realizador: Jort Berends (2015).

2. Helen Parkhurst: Perfil.

Duração: 8 minutos.

3. Helen Parkhurst e o seu Plano Dalton.

Duração: 3 minutos. Filme de animação.

4. A Escola Dalton de Helen Parkhurst.

Duração: 4 minutos.

5. Helen Parkhurst. Filme de animação.

Duração: 3 minutos.

 

BASES DO SEU PLANO EDUCATIVO DALTON:

O Plano educativo Dalton, posto em prática por Helen Parkhurst nas escolas da cidade norte-americana de Dalton, é um dos primeiros ensaios sistemáticos de individualização do ensino por meio de uma programação diferencial baseada na livre escolha e execução das atividades pelos alunos. A sua autora, integrante dum grupo de educadoras pioneiras da reforma escolar (M. Naumburg, E. A. Irving, L. S. Mitchell) foi, sucessivamente, mestra rural, professora de deficientes físicos e diretora das escolas primárias de Dalton (Massachussets). Concebe o seu plano estimulada pelas dificuldades que terá que afrontar na sua escola rural trabalhando com um amplo grupo de alunos sumamente heterogéneo. Com motivo da sua nomeação como diretora das escolas de Dalton, experimenta o plano durante alguns cursos (adotando daqui o seu nome), dando-o a conhecer em forma definitiva através do seu livro Education on the Dalton Plan, publicado em 1922. Teve uma notável influência no seu tempo, especialmente nos países de área anglo-saxónica.

Representa uma das melhor sucedidas encarnações do movimento reformista educativo, dominante na ideologia pedagógica naquela altura, que, inspirando-se em Rousseau, e passando por Pestalozzi e Froebel, vai encontrar Dewey como o seu mais fervente porta-voz, e em Mann, Barnard, Parker e Burk os seus precursores mais imediatos. A sua obra está enquadrada por três correntes interrelacionadas: 1) Evolucionismo educativo, reflexo do darwinismo social, que predica a reforma do currículo, concebendo-o articulado numa série de etapas graduadas, progressivas e interdependentes; 2) Herbartismo, que reduz o ato didático a um esquema formalizado e concede prioridade aos valores morais; 3) Ideias progressistas do Círculo de Chicago (Stanley Hall, Dewey, etc.), que reconduzem a atenção para as pautas do desenvolvimento físico e psicológico da criança. Paralelamente, na Europa também está germinando a ideia de uma Escola Nova (Ferrière, Claparède, Bovet, Decroly, Montessori, etc.).

A hipótese central do plano é que os indivíduos não têm as mesmas aptitudes nem o mesmo ritmo de trabalho. As metas podem ser comuns, embora os programas devam ser diferenciais e desenvolvidos de acordo com os ritmos temporais próprios de cada aluno. Consequentemente, concebe-se a escola como um laboratório “onde os alunos mesmos são os experimentadores, não as vítimas de um enrevesado sistema em cuja evolução não tomam parte”, como “um lugar onde a gestão do mestre se liberte da atmosfera de preconceitos e velhas teorias que evoca em nós a palavra escola…, onde as caraterísticas da sociedade destaquem como destacam na vida”.

Três eixos ordenam as suas reflexões: o aluno, o mestre, a sociedade. Com respeito ao aluno se estabelecem dous objetivos básicos: a) exercício pleno da sua liberdade (escolha do trabalho e ritmos de execução das tarefas); b) facilitar oportunidades para o desenvolvimento espontâneo das suas capacidades. A consecução de ambos os objetivos conduz, de facto, a eliminar as condições do insucesso escolar e a introduzir o princípio da promoção contínua. Com respeito ao mestre fixam-se dous objetivos: a) transformar as suas funções tradicionais; b) possibilitar a sua especialização por matérias ou disciplinas.

Com respeito aos conteúdos, o objetivo principal será distribuí-los e articulá-los em novas unidades menos artificiais que as tradicionais “lições” (“atribuições”) e sequenciá-los em conformidade com critérios emanados do próprio ritmo marcado pelos alunos. Quanto às relações sociais dentro do quadro escolar se traça um duplo objetivo: a) potenciar a capacidade de escolha e compromisso do aluno; b) proporcionar modelos simulados de situações sociais típicas. Em suma, o plano Dalton assenta em três princípios: 1) Liberdade, entendida fundamentalmente como capacidade de dispor cada um do seu tempo, vinculando-a estreitamente à sua recíproca, a responsabilidade. Este vínculo materializa-se no “contrato de trabalho”. 2) Cooperação, potenciando esta atitude nas relações através do trabalho de grupo. 3) Individualidade, entendida não só como adaptação dos conteúdos às caraterísticas peculiares de cada aluno, como também o reconhecimento da responsabilidade de distribuir o tempo conforme às suas necessidades. Consequentemente, substitui-se o esquema organizativo tradicional (turmas e agrupamentos rígidos e convencionais de alunos) por um novo ordenamento espacial dos locais de trabalho, denominados “laboratórios” (que corresponderiam aos atuais departamentos do nosso sistema escolar) e por agrupamentos flexíveis e voluntários baseados na similitude de interesses e progressos.

PRINCÍPIOS E ORGANIZAÇÃO DO PLANO DALTON:

O Plano educativo-didático Dalton, criado por Parkhurst, é uma teoria e ensino da aprendizagem que se carateriza pelo respeito à individualidade do aluno, para que realize o seu trabalho com total liberdade e com responsabilidade. Aplica-se a crianças da segunda infância e adolescentes, que já sabem ler, escrever e calcular. A sua autora, Helen Parkhurst, foi uma mestra rural norte-americana, entre finais do século XIX e princípios do XX. Preocupada com seguir um sistema eficiente, estudou a obra de Maria Montessori, que chegou a conhecer em pessoa, e também recebeu influências do pedagogo John Dewey. O seu plano educativo estruturou-o centrado na individualização do ensino e na atividade pessoal do aluno, e levou-o para a frente a partir de 1920 na Escola Secundária da cidade de Dalton (Massachussets) e mais tarde noutras desta cidade americana.

helen-parkhurst-foto-com-uma-estudantePara o desenvolvimento do seu plano, Parkhurst partiu de dous pressupostos teóricos: o processo da aprendizagem é diferente para cada aluno em ritmo, profundidade e modalidade, e a individualização refere-se exclusivamente ao método de trabalho, embora não ao conteúdo, que singelamente é o programa oficial. Cada criança converte-se então em agente da sua própria aprendizagem.

Os princípios educativos em que baseou o seu Plano foram os seguintes: 1) O educando necessita de liberdade para desenvolver-se, pelo que a escola tem que facilitar-lha. 2) A liberdade não significa impunidade para a desordem, nem é sinónimo de conduta voluntariosa, pois o aluno que faz o que quer sem razão que o justifique, realmente não é livre, está submetido aos seus caprichos. 3) O desenvolvimento satisfatório do escolar requer que liberte o seu sobrante de energia e que lhe sejam proporcionadas oportunidades, oferecidas situações, para que de forma progressiva nele se desenvolva a responsabilidade, conheça as suas próprias capacidades, sinta o desejo de trabalhar com os demais na consecução de um fim comum, adquira realmente experiências positivas e aprenda a resolver problemas que correspondam à sua idade, não a etapas da sua vida futura.

Quanto ao desenvolvimento prático e organização do método didático proposto, temos que ter em conta os seguintes aspetos:

– A matéria do ano apresenta-se dividida em dez unidades progressivas correspondentes aos dez meses letivos. Cada unidade subdivide-se em unidades menores, correspondentes à semana e a cada dia. Ao início do mês o aluno compromete-se a trabalhar sobre cada unidade segundo o seu ritmo, não podendo passar à unidade seguinte sem antes ter terminado a anterior.

– Os mestres são guias do trabalho. Não existem aulas mas laboratórios a cargo de especialistas nas diversas disciplinas, e onde se encontra toda a documentação pertinente para realizar o trabalho pessoal.

– Não existem livros de texto mas folhetos elaborados a modo de índice de investigação e pesquisa, em que se resenham todas as unidades de trabalho com indicações e orientações precisas e detalhadas sobre exercícios, bibliografia, etc.

– Cada estudante tem um cartão em que vai indicando graficamente as unidades realizadas. Mais tarde o docente comprovará se foram feitas de forma satisfatória. Desta forma realiza-se o controlo do trabalho escolar.

Esta metodologia tem as vantagens de estimular realmente a autoaprendizagem dos escolares, de que o mestre possa conhecer em forma mais concreta as capacidades dos seus alunos nas tarefas que dirige, e também cria um ambiente em que cada escolar está interessado no seu trabalho e vai aprendendo a respeitar o tempo dos demais. Pelo contrário pode criticar-se que é uma metodologia em que predomina o aspeto intelectualista na aprendizagem, e também o predomínio do trabalho escrito dos estudantes sobre outros tipos de trabalhos. Porém, este método estendeu-se muito de modo especial pelos países anglo-saxónicos e pelos de Extremo Oriente.

CRÍTICA QUE PODE SER FEITA AO PLANO DALTON:

Embora represente um sério intento de aproximação ao ideal de “escola à medida”, podem formular-se ao Plano Dalton as seguintes objeções: 1) Nível ideológico: a) Projeta as pautas de racionalização do trabalho, próprias do sistema produtivo, no esquema organizativo dos conteúdos e do trabalho escolar (“Taylorismo”), embora não se questiona nem os seus fundamentos, nem a sua legitimação; b) Simulam-se situações sociais (“contrato de trabalho”), embora não se remarquem as diferenças existentes entre o simulado e o real (utopismo); c) Concede-se a todos os alunos a mesma liberdade, embora nem todos se encontrem nas mesmas condições para a exercitar da mesma maneira.

2) Nível científico-técnico: a) No desenho de atividades de aprendizagem constata-se uma clara inclinação a favor das que impulsionam o pensamento convergente e reprodutivo; b) Substitui-se o recurso didático da lição pela livre informação e investigação do aluno, ainda que caberia perguntar-se até que ponto se justifica esta eliminação.

3) Nível prático: a) Predomínio das atividades individuais sobre as sociais; b) Aplicável só aos alunos que já dominem as técnicas instrumentais básicas; c) A elaboração das “atribuições” requer uma especial preparação e dedicação do professorado.

TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Vemos os documentários citados antes, e depois desenvolvemos um Cinema-fórum, para analisar a forma (linguagem fílmica) e o fundo (conteúdos e mensagem) dos mesmos, assim como os seus conteúdos.

Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Helen Parkhurst, a sua vida, a sua obra, a sua prática educativa e as suas experiências e técnicas didáticas desenvolvidas nas escolas da cidade norte-americana de Dalton. O seu projeto educativo chegou a ser conhecido em todo o mundo como “Plano Dalton”. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias.

Seria lindo levar a cabo na nossa escola e centro educativo o sistema educativo-didático criado por esta pedagoga, seguindo os diferentes passos, projetos de trabalhos individuais, e o estudo das diferentes disciplinas do currículo com a sua metodologia. Mais tarde, depois de aplicar este método, seria bom realizar entre os estudantes e os docentes uma assembleia valorativa sobre como resultou a nossa aplicação prática do método de Parkhurst nas nossas aulas e espaços escolares.

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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