Governo Português promove candidatura Consello da Cultura Galega na CPLP

Inciativa causa estuporamento e primeiras reações em Portugal



Candidatura do “Consello da Cultura Galega”, promovida pelo Governo Português e o Instituto Camões ao estatuto de Observador Consultivo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), foi aprovada, segundo diversas fontes, por unanimidade pelo Comité de Concertação Permanente da CPLP.

A notícia que circula em ambientes portugueses causou até o momento a reação pública dos Colóquios da Lusofonia, e do MIL (Movimento Internacional Lusófono) que emitiram cartas e manifestos.

Na mesma linha Renato Epifânio publicava um artigo em opinião na primeira plana do jornal Público do dia 2 de junho, que terminava com estas palavras:

Fomos informados de que a candidatura do “Consello da Cultura Galega”, organismo público financiado pelos contribuintes galegos, ao estatuto de Observador Consultivo da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), foi aprovada por unanimidade pelo Comité de Concertação Permanente da CPLP. Constatando que esta entidade tem defendido publicamente que “a língua galega é independente da língua portuguesa” (sic), perguntamos que sentido faz aceitar na CPLP uma entidade que promove o isolacionismo, ao invés da convergência linguística e cultural com os restantes países e regiões do espaço lusófono. A nossa perplexidade é tanto maior porquanto, em 2011, como então denunciámos, Portugal vetou a candidatura da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa – esta sim, uma verdadeira instituição da sociedade civil e realmente pró-lusófona – ao mesmo estatuto de Observador Consultivo da CPLP.

A questão linguística galega é cada vez menos invisível em Portugal, e textos como este do Público, seriam impossíveis há poucos anos atrás.


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  • ranhadoiro

    Mais uma vez Portugal coloca-se ao serviço dos interesses de Castela/espanha lançando pedras ao seu telhado, em vez de centrar-se em verdadeiras políticas lusófonas.
    Quero lembrar, quequando a Academia Galega entrava na CPLP, o governo português, após diktat de castela/espanha, vetou a aceitação que já fora previamente aceite por todos os membros da CPLP.

    Agora introduz um cavalo de troia de castela/espanha na CPLP …também por um diktat de castela/espanha ou por asneira, e mais quando para fazer isso se violentam os estatutos da CPLP.

    Sabemos que a diplomacia portuguesa atuou de forma pouco honrada na apresentação desta candidatura, pois foi Portugal que fez todo para isso, pois ela representa a entrada na CPLP dum organismo Público. Esqueceu dizer que o CCG é um organismo público. Essa mesma diplomacia portuguesa, que repito, ouvido o ministério de assuntos externos espanhol, vetou a Academia Galega como entidade consultiva na CPLP

    http://consellodacultura.gal/

    http://www.xunta.gal/resultados-busca?p_p_id=resultadoBusca_WAR_GSASearch&p_p_lifecycle=1&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=2%26datafilter%3D2%26q%3Dconsello+de+cultura

    talvez porque o regulamento dos Observadores Consultivos especifica, que é para entidades da sociedade civil.

    Esqueceu dizer que o “Consello de Cultura” combate qualquer identificação das falas galegas com o português, e que abençoa as políticas do estado e da Junta autónoma para banirem o português da Galiza, e substituí-lo pelo castelhano, formam parte da coroa das políticas de substituição..

    Frente a isso as autoridades portuguesas para promoverem a candidatura, afirmaram que o CCG se dedica “a promover o português”, se calhar tentando assim confundi-los com outros grupos que sim defendem o português. Disse ainda a representação portuguesa na CPLP, nessa reunião, que o CCG “tem uma sede em Lisboa” (como não for os leitores de “galego a castelhana” que o governo autónomo paga em Lisboa….

    Entre nós: Foi todo uma farsa, como bem explica o Presidente do MIL Renato Epifânio

    • Heitor Rodal

      E apostaria que tudo isso seja em troca de nada.. Que gente mais absurda.

  • potanonimomain

    Língua independente do português… A nossa política linguística levou a que ata Portugal acredite nisso.