CARTAS MEXICAS

Gerir o Colapso



Não cobiceis a riqueza de ninguém (…) Aquele que vê todos os seres no Eu, e o Eu em todos os seres, não odeia ninguém (…) À escuridão estão destinados os que cultuam somente o corpo, e a uma escuridão ainda maior os que veneram apenas o espírito (…) Os que veneram tanto o corpo como o espírito, pelo corpo vencem a morte, e pelo espírito atingem a imortalidade

(Os Uspanishad)

Não existe poder que possa já fazer frente, regular ou controlar o montante de dívida publica e privada que se expande pelo mundo sem parar, e que os dominadores globais do poder ate hoje: os banqueiros internacionais se esforçavam em simular aceitável, para por meio dela seguir a criar vassalagem desde as periferias ao Centros Financeiros. Atrelando à City londrina e a Wall Street, povos e estados de todo o mundo. Funcionou este engrenagem ate a quebra do Pulmão Económico em 2007-2008. No entanto, dentro de este esquema de poder neo-feudal, os senhores do dinheiro, não podem deixar estender a montanha de dividas; mesmo que isto signifique o inicio do fim desta comercial – concorrente civilização, em forma de colapso sistémico.

Num recente artigo intitulado: “Los balances de las Multinacionales se derrumban” publicado em Viento Sur, a 05 de Janiero deste ano, Manuel Peinado Lorca adverte: “A fim de evitar que o mundo caísse num colapso total durante a crise financeira de 2008, a Reserva Federal e os bancos centrais de todo o mundo, com o BCE à cabeça, imprimiram mais papel-moeda do que em toda a história. Como efeito colateral da impressão maciça de dinheiro (e da compra de ativos) por parte dos bancos centrais, o preço do petróleo atingiu um recorde de mais 100 dólares por barril (US$/b) durante mais de três anos. Enquanto as grandes companhias petrolíferas apresentavam resultados com lucros elevados devido ao alto preço do bruto, investiam uma grande quantidade de capital para produzi-lo(…)Desde a crise mundial de 2008, as sete principais companhias petrolíferas viram a sua dívida total combinada quadruplicar-se, passando de 96 mil milhões para os 379 mil milhões da dívida atual. Pareceria lógico pensar que, tendo desfrutado durante mais de três anos de um preço do petróleo de mais de cem dólares por barril, estes gigantes energéticos tivessem reduzido a sua dívida ou, pelo menos, que a houvessem contido. Desgraçadamente para elas, o custo de substituir reservas, produzir petróleo e repartir “lucros com os acionistas superou os rendimentos de um petróleo caro (…) Aí está a raiz do problema. Uma das desvantagens de arcar com uma dívida é a quantidade crescente de juros que a companhia tem que pagar para servi-la”.

Paul Craig Roberts, em seu texto de 30/12/2017, intitulado “How Much Death and Destruction Awaits Us in 2018?” afirma contundente: “Entre as ameaças económicas estão os mercados de ações, de títulos e do imobiliário que durante anos foram artificialmente inchados através da criação de moeda pelo banco central e por informações falsas de pleno emprego (…) Os bancos centrais suportam os mercados de ações não só com liquidez abundante mas também com compras diretas de ações” Mas esses bancos centrais chegaram a seu limite, além do qual o colapso já não pode ser impedido. Isso é o que está a acontecer na Europa, onde o Banco Central Europeu, está a advertir aos os países, nomeadamente ao do sul do continente, que a compra indiscriminada de dívida pública chegou a seu fim.

Fugir das divisas encostadas ao controle bancário e mudar para cripto-divisas, como o Bit-coin, parece ser, em aparência, uma aposta revolucionaria destinada a torpedar as colunas fundamentais do poder bancário; mas um olhar mais atento pode fazer-nos mudar essa precipitada conclusão. Como bem afirma Peter Koenig: “Cripto-moedas são moeda fiduciária (fiat money), baseadas sobre o nada, nem mesmo sobre o ouro. As criptos são eletrónicas, invisíveis e altamente, mas muito altamente especulativas, um convite para gangsters e autores de fraudes. Com valores especulativos extremos, aparentemente é como se as cripto-moedas fossem concebidas para vigaristas e especuladores. A Bitcoin foi alegadamente inventada por Satoshi Nakamoto o qual poderia ser um pseudónimo de um homem ou um grupo de pessoas, que se suspeita viverem nos EUA. Acredita-se que a identidade de “”Nakamoto”” tenha sua origem na commonwealth [britânica], devido ao vocabulário utilizado nos seus escritos” Pelo qual o poder magico desta moeda reside, assim como o do dólar ou euro, na confiança real na sua expansão e rentabilidade momentânea; e dizer na confiança do comprador ansioso de pronto lucro.

Por seu lado, os ate outra hora, esperançados países BRICS estão vendo como o retorno da pobreza e miséria generalizada é de novo um fato. Em entrevista com o analista brasileiro Ricardo Antunes ao Correio da Cidadania, o autor fazia esta gráfica radical da realidade social do gigante Sul Americano: “Caminhamos celeremente para uma ‘indianização’ do país. Vamos tornar-nos um país com a miséria do tamanho da Índia, que é brutal e combina um sistema perverso de castas e classes, exploração, super-exploração, espoliação, naturalizando a miséria de centenas de milhões de pessoas, tratadas de forma inferior…” Algo que traduz sem dúvida as tensões geopolíticas, as remodelações de governo no Sul da América, e a pujança negativa do modelo neoliberal implementando nos últimos anos no continente. Modelo injusto que agora com maior celeridade tentam implementar: criando maior concentração da riqueza e mais precariedade laboral e um distanciamento alarmante da verdadeira economia produtiva, por causa da tentativa de expansão económica através da especulação continua. Voltando a trazer a tona a possibilidade de quebra sistémica também, ou de novo, nos países chamados emergentes. Dai não ser difícil inferir que a arquitetura óssea sobre a qual se sustenta todo o poder global está com osteoporose.

Com a Fundação em 1694 do Banco Central da Inglaterra, o poder financeiro fez-se com o controlo do Centro Geográfico Mundial, a partir dai era questão de tempo controlar o resto das nações, através da criação de Bancos Centrais a imitação do Britânico (Países cujos Bancos Centrais não estão em mãos do poder privado bancário, como os BRIC, sempre serão alvo deste poder. Controlar um Banco Central permite controlar toda a riqueza dum país). O segundo passo para o controle global, sempre foi, o controle do Imaginário Coletivo. Controlar os meios de comunicação é pois preciso e possível. Jornais de todas as tendências, aristocráticos, socialistas, republicanos, às vezes mesmo anarquistas, dão impressão de diversidade, mas dependendo do anel de poder financeiro baseado nas dividas, dependem desse poder. Corrompendo toda visão alternativa, consegue-se pois enfraquecer a fé dos seres humanos e apagar seu espírito de independência. Dominando a opinião publica por meio de técnicas de confusão, tão velhas na sua essência como inovadoras na sua posta em cena… Finalmente convencendo a humanidade de que é melhor não se envolver em política, melhor não ter mesmo nem opinião política. Por meio do controlo da opinião também se controla todo tipo de associações políticas, culturais, cientificas… que trabalham direta ou indiretamente para o paradigma criado pelas elites que comandam.

Mas todo este projeto de dominação está em perigo de ruir, por causa do colapso sistémico iminente. Preciso é para todas as elites empreender uma demolição controlada. E em essa etapa estamos.

No meio de todo este panorama, agora mais que nunca, parece que a visão profunda e mais pragmática da realidade deveria abrir-se, aos poucos, passo em meio da míope divisão nascida dos prejuízos antagónicos. Assim que por cima da já morta linha que separa esquerda e direita, vemos como somente uma unidade de ação conjunta no marco macro-político dos grandes poderes globais, pode aliviar o derrube imediato. Poderíamos tentar levar à frente (dentro dum pragmático acordo global das elites do Oriente e o Ocidente) essa necessária demolição controlada? O tempo é que vai dizer, no entanto é uma hipótese melhor que olhar de esguelho a implosão ou, avançar para uma outra criminal, aterradora e Mundial Guerra.

Observar como o nacionalista e controvertido presidente Trump está remodelando o mundo, ate tentar torná-lo uma zona mais segura, do que herdamos das belicistas políticas de Obama, e a administração Clinton, pode ser o início duma maior compreensão da complexa realidade. Apesar de a aparência de procura de guerra, no acordo com os curdos na Síria, que não é senão marcar a presença Norte-americana no Oriente Meio, não deixando a Rússia comandar uma solução a seu bel prazer, que restaria liderança a 1ª Potencia Mundial. A nível interno Trump tem colocado seus homens de forma a minorar o poder global bancário – com o objetivo claro de ir contraindo as políticas expansivas da dívida sem controle. Ainda que a guerra interna continua entre globalistas bancários e seguidores protecionistas do novo Presidente, dentro da Casa Branca, ainda não ter um ganhador claro. E a pesar, de que os banqueiros internacionais dominam todavia o pescoço vital do fluxo económico, que pode mover a cabeça política dos EUA a seu prazer, Donald Trump tem conseguido impor seu candidato Jerome Powell, como novo Presidente da FED. Esta mudança no seio da Reserva Federal Norte-americana, tem permitido colocar um ferro no centro do poder financeiro, que pode impedir aos banqueiros globais mover a cabeça governamental com a mesma facilidade que em décadas anteriores. Industrializar de novo o país, reconstruir o penoso tecido das infraestruturas civis, são alguns dos passos que podem de novo voltar a centralizar algo do velho poder no governo Federal, ou não: depende de como a reforma se efetuar e que tipo de empresas privilegiar.

No plano exterior longe da ameaça crescente de guerra no Oriente Meio, e do perigo duma expansão regional e mesmo mundial do conflito, a Administração Trump, está a lidar o conflito Palestino Israeliano, em aparência dando os palestinos como perdedores, como parece refletir a terrível decisão de mudar a Embaixada dos EUA a Jerusalém. Israel é prioridade, como demonstra também esse virar do cenário de confronto imperial para Irão. Procurando enfraquecer o poder xiita, inimigo do Estado judeu, favorecendo o sunita aliado antigo já do Império Britânico (mesmo permitindo o massacre do exercito saudita no Iémen, e a morte por desnutrição de dezenas de crianças, enquanto se bloqueia a entrada a porto, da ajuda humanitária). Mas por outro lado, a sua administração teve a coragem de finalizar o jogo do ISIS (Califato Islámico), impondo uma remodelação drástica e terrivelmente violenta no seio da mesma Arábia Saudita, utilizando próprio genro de Trump, Jared Kushner, como mediador. Segundo Terry Meisand: “Donald Trump distingue três tipos de dificuldades às quais o seu país deve confrontar-se : • Antes de mais a rivalidade da Rússia e da China ; • Depois, a oposição dos «Estados perigosos» (Coreia do Norte e Irão) nas suas regiões respetivas ; • Finalmente, o desafio ao Direito Internacional ao qual se entregam, ao mesmo tempo, os movimentos jiadistas e as organizações criminais transnacionais”… Dentro desse jogo geopolítico, temos que entender situações como as da América do Sul, sendo o Brasil pela sua extensão um país com capacidade de influência na geopolítica global: dai qualquer tentativa de independência do Império Ocidental ou aliança com Rússia e China deve ser travada em seco.

Meisand, acrescenta que: “Muito embora ele considere também os Estados Unidos como a incarnação do Bem, contrariamente aos seus predecessores ele não diaboliza os seus rivais, adversários e inimigos, antes tenta compreendê-los.” Esta leitura de Meisand, nos leva a perguntar: aceitará este homem de verbo brusco e insulto fácil, a perda relativa da guerra na Síria, e o reforço do Hezbollah no Líbano, assim como as vantagens para Irão, que este trunfo de Bashar Al-Assad e o finalizar da guerra do Iraque, momentaneamente significam? Poderá chegar-se algum tipo de acomodo na região, beneficiado para todos, incluída a Turquia (que já não somente joga dentro do campo ocidental)? Permitirá esse acomodo, de produzir-se, ir mudando as seculares tensões entre sunitas e xiitas, em face de um dialogo mais aberto e compreensivo? Não parece o sim a resposta mais evidente, no entanto cousas teremos de ver para crer.

Ainda mais pasmados ficarão os nossos leitores ao saber que o governo do primeiro ministro israeliano Netanyahu, acaba de renovar a o acordo de exploração conjunta com Irão do oleoduto Eilat-Ashkelon, acordo que data de 1968 quando Tel Aviv e a monarquia iraniana do Xá, caminhavam em sintonia. Nunca nada é totalmente o que aparenta, a realidade tem múltiplas arestas. Dai, que em correio particular o senhor José Pulido, há um par de dias tivesse a bem lembrar-nos aquela magnífica observação de Noam Chomsky, que diz: “A população não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe”

A controversa política de Donald Trump tem lado sombra e lado mais claro. O cambio climatérico fora da agenda, as políticas migratórias restritivas, a promoção de mais um jurista muito conservador na Corte Suprema norte-americana (virando a balança em favor dum polo), assim como o excessivo protecionismo mercantil, em início falam dum lado autoritário e mesmo ousadia míope. Mas a revisão dos acordos de livre-comércio podem, no tempo, permitir a procura de novos mercados e novos aliados por parte dos países assinantes e, a sua vez, um peso maior de outras potencias em essas regiões (desatrelando um bocadinho a vassalagem das dívidas, com a referência a um só ator) ; equilibrando assim um pouco a geopolítica global, com a permissão de novas parcerias. Veremos também si a sua visão sobre o fim ou bem a remodelação da NATO pode impor-se, e talvez ajudar a ré-equilibrar o relacionamento com a Rússia (país ate o de hoje encurralado em suas fronteiras pelos exércitos desta organização, seguindo a velha estratégia britânica de contenção do grande e imprevisível urso russo).

Trás a explosão da dívida de 2008 os bancos centrais injetaram 20 trilhões de dólares nos maiores bancos globais imbuídos com títulos podres, acercando todavia mais a marca do colapso. Como gerir esta situação, que dez anos depois segue alastrando o sistema? A mesma China que está financiando toda sua expansão em base nas grandes, melhor dito gigantescas infraestruturas inter-regionais, não deixa pela mesma razão de ficar ancorada na dívida crescente (aquela que permite realizar estes projetos quase megalómanos). Dai que o poder chinês esteja também muito exposto à grande implosão, o qual faz necessário um acomodo mundial, pelo que é mesmo possível que a iniciada conversa entre Coreia do Norte e do Sul, esteja vinculada a essa pressão geopolítica precisa para a sobrevivência de todos. Aguardamos o pragmatismo poda mudar a a perigosa Ideologia do Delírio de um único ser capaz de impor sua ordem em todo o orbe.

Elvira Nabiullina, presidenta do Banco Central Russo, tem-se mostrado também uma pessoa muito pragmática e inteligente: ao invés de deixar de investir em ouro, quando os ataques a moeda russa da era Obama, ela continuou a comprar o dourado metal e deixar flutuar livremente o rubro, mesmo em perigo de queda continua de seu valor. Acionando de maneira inversa a esperada no Ocidente. Rússia é hoje, com mais de 2 mil toneladas de ouro, uma das nações com maior montante desse metal em relação o PIB (o que lhe permite ter uma certa manobra no caso de agravar a quebra sistémica). Alem disso o trabalho de desenvolvimento geopolítico do poder russo, deixa certa margem para manobrar com sua moeda, em base a inflação ou deflação, segundo o interesse da sua elite dominante, instalada em Moscovo. Este principio de pragmatismo também parece dominar à elite chinesa e ao novo governo norte-americano, pelo que um certo acomodo global, ainda que difícil e complexo não deixa de ser possível. O exemplo russo nos mostra que uma guerra económica num mundo interpenetrado e moderno, pode mesmo desgastar mais ao agressor que ao agredido; fazendo mudar dinâmicas de mercado e reforçando os intercâmbios sul – sul, mais do necessário para poderes como o Europeu, por exemplo. Poder que pressiona agora Trump, para um acordo com Irão.

Dai que vamos aguardar e ver, se o novo gabinete de Trump, a pesar de suas ideias na teoria supremacistas brancas e suas políticas sociais fracas, pode no global ajudar a criar um melhor ambiente de paz, do que criaram seus predecessores (a pesar da campanha mediática a apregoar o contrario). Teremos de olhar a fundo, para ver se finalmente se dão passos reais que fez possível um acordo verdadeiro. Acordo que facilite, no tempo preciso, uma queda e remodelação do sistema ate o de agora dominante e, no presente já com metástase em fase terminal. Muitas cousas ficam por saber, do que se está já a tecer por baixo do tabuleiro mundial, num cenário pintado de confronto aparente; mas diz um sábio ditado hebraico: “Estou revelando uma porção ocultando duas”

Entre os contrastes não deixa de destacar as novas estatísticas, que colocam a recuperação de emprego nos EEUU, e sobretudo em camadas mais fracas da sociedade como afro-americanos e hispanos, num recorde histórico; logrado precisamente com a implementação de políticas económicas verdadeiramente capitalistas.

Preciso todavia será a humanidade tomar mais a sério sua responsabilidade nesta questão. Para o global unirmos a forças do amor, a paz e a sabedoria, na tentativa harmoniosa da procura do bem, a beleza e bondade, por cima do falso ódio e vil fanatismo. Para o individual manter o coração aberto, os olhares limpos da contaminação do medo e as mãos dispostas para à ajuda mutua… De ir evoluindo como espécie do confronto e guerra, para uma nova espécie de compreensão e abertura num dialogo ético. De mudar da mente interesseira, sempre na procura do beneficio ególatra, para mente limpa e colaborativa, sempre em procura do amor por todos os seres. De mudar este relato dependerá e muito nossa sobrevivência: mesmo a nossa capacidade de gerir o colapso, mudar o rumo e salvar-nos todos juntos. Será possível? Lembra irmão e irmã: querer é poder. Vamos trabalhar em conjunto e deixar de lado aqueles que fomentam, entre nós a divisão e a palavra negativa continua da impossibilidade. Nada é impossível, quando o amor trabalha sem cegueira.

“…E quando compreendi o discurso dirigido a mim, pude entender que em mim estava o conhecimento de todas as criaturas, tanto das cousas que estão nos céus como as coisas que estão sob eles; e vi que todas as escrituras e a sabedoria deste presente tempo eram vãs e fúteis, e que nenhum homem era perfeito…” (Palavras de Salomão a seu filho Roboam)

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

Galego, mas nascido no México, é diplomado pela Escola Pericial de Comércio de Ourense. Exerce como funcionário do Serviço Galego de Saúde do Governo da Galiza. Publicou várias obras de poesia e colabora habitualmente com diferentes publicações, entre as quais o PGL. É sócio da Associaçom Galega da Língua (AGAL) desde os meados dos anos 80 e académico da AGLP.
Artur Alonso Novelhe

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