AS AULAS NO CINEMA

FRANCESCO TONUCCI E O SEU GRANDE APREÇO PELAS CRIANÇAS

(Vários documentários)



   O dia 10 de outubro comemora-se o “Dia Mundial da Saúde Mental”. Acho que a personalidade educativa mais importante que temos na defesa das crianças, na formação das mesmas, no seu acolhimento afetivo, na importância do jogo infantil e de que as cidades sejam educativas, com ambientes adequados para as crianças desfrutarem das mesmas, é Francesco Tonucci, conhecido também como “Frato”. Para mim nesta altura, o melhor pedagogo que temos e, por sorte, ainda se encontra entre nós com 78 anos de idade. Tenho a sorte de contar com a sua amizade, e de escuitar o seu formoso pensamento pedagógico em várias palestras que pronunciou em diferentes locais da nossa Galiza. Por isto, bem merece este depoimento da série que iniciei com Sócrates, dedicada aos grandes vultos da humanidade, que todos devemos conhecer, e especialmente os escolares dos diferentes níveis do ensino. Com este depoimento, que faz o nº 69 da série, podemos comemorar tão importante jornada dedicada a promover a saúde mental dos seres humanos, que no caso das crianças, se deve fazer através da sua adequada educação, nas aulas e fora das aulas. E também nos ambientes urbanos das cidades, que devem planear-se pensando especialmente na infância e no desenvolvimento da sua personalidade.

 francesco-tonucci-foto-0   Francesco Tonucci nasceu a 5 de julho de 1940 na localidade italiana de Fano, sendo o segundo de quatro irmãos. O seu pai era enfermeiro e a sua mãe dona de casa. As lembranças da sua passagem pelas aulas do ensino primário e secundário não são precisamente gratas, sendo muito frequente o aborrecimento e os choros nas mesmas. Como aluno brilhante que era, a sua família terminou por matriculá-lo na escola média do Instituto Magistrale, com o objetivo de que estudasse um curso fácil e curto. Chegando depois a exercer de mestre de escola primária. Desde os primeiros anos mostrou uma grande atração pelo desenho e pela pintura, que tão importante foi na sua vida e nos formosos livros que, desde 1970, publicou dedicados às crianças. Em Fano frequentou os estudos dos pintores da cidade para observar o seu labor e criações, e em segredo, recolhia os tubos quase terminados de pintura, para empregá-los nos seus desenhos. Em 1958, devido às estupendas qualificações obtidas no Instituto Magistrale, consegue duas bolsas de estudos para realizar cursos universitários. Matricula-se na Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão, onde se licencia em Pedagogia em 1963. Durante dous anos exerce como professor de letras em escolas secundárias.

    Em 1966 contrai matrimónio com Maria Zuccarelli, com quem vai ter três filhos, Stefano, Francesca e Simone. Neste mesmo ano ingressa como investigador no Instituto de Psicologia (agora de Ciências e Tecnologias da Cognição) pertencente ao Conselho Nacional de Investigação (CNR) da Itália, e realiza os seus primeiros desenhos para ilustrar a adaptação a Itália do famoso Teste de Medida da Agressividade Não Verbal. Dentro deste Instituto presidiu ao departamento de Psicopedagogia, responsável, entre outros, pelo programa de educação ambiental. O objetivo deste programa é criar uma base de dados para e pelas crianças. Com o nome de “Marzucca” (união das primeiras sílabas do nome e apelido de sua esposa) assina os seus primeiros desenhos (banda desenhada) que ainda não publica. Nestes primeiros desenhos já se esboçam as personagens que dous anos mais tarde, com o heterónimo de “Frato”, vão adquirir autonomia para falar da escola de forma gráfica, satírica e comprometida. Desde este momento não vai deixar de elaborar desenhos, vinhetas e tiras cómicas para assinalar os erros e contradições da educação, sempre da perspetiva das crianças. Os seus desenhos transcorrem paralelos às suas pesquisas científicas e às suas iniciativas pedagógicas.

francesco-tonucci-desenho-2

    As suas pesquisas pedagógicas e psicológicas focam-se no desenvolvimento cognitivo das crianças, o seu pensamento, o seu comportamento e o relacionamento entre a cognição das crianças e a metodologia educativa. Em 1991 levou a cabo na sua aldeia natal de Fano o projeto “A cidade das crianças”, que consistia em fazer uma cidade cujo ponto de referência fossem as crianças. O projeto teve muito sucesso e se estendeu a diversas cidades do mundo, incluídas algumas galegas como a de Ponte Vedra. O experimento, no qual contou com a ajuda dos seus amigos Marco Pineirini e Daniele Pousini, deu lugar à publicação do livro A Cidade das Crianças, de que existem edições em vários idiomas. Com desenhos seus, no livro pretende-se criticar a forma em que as cidades estão estruturadas, aconselhando que se estruturem e sejam criadas pensando na infância e nas crianças, em certa medida “protegidas” pelo resto da população. Segundo ele, a escola deve ter em conta as experiências vividas pelos alunos na sua vida diária e utilizá-las nas aulas. Outra base é a utilização destas experiências para elaborar pesquisas e “dar a lume” uma resposta que vai ser aprendida por meio da prática. No mesmo ano de 1991 foi nomeado presidente do “Comitê italiano de televisão e menores”, que pretende a proteção das crianças. Também é colaborador da Cidade da Ciência de Nápoles para a “Oficina das pequenas crianças”, e colaborador científico do projeto “Museu das Crianças” de Roma. Foi nomeado professor “honoris causa” da Faculdade de Ciências da Educação da Pontifícia Universidade Católica de Lima-Peru, e da Universidade de Lleida em 2016. Também da Universidade Nacional de La Plata (Argentina) em 2011 e da do Litoral de Santa Fé do mesmo país em 2012. Em 2014 recebeu o “Prémio Marta Mata” da Associació de Mestres Rosa Sensat de Catalunha. E no 2015 foi homenageado em Cuba pela Universidade de Camagüey.

    FICHAS TÉCNICAS DOS DOCUMENTÁRIOS:

  1. A Educação infantil: A importância dos primeiros anos.

     Duração: 100 minutos. Palestra ministrada por Francesco Tonucci em abril de 2013.

  1. A Escola que queremos.

     Palestra ministrada por Tonucci.

     Ver em: http://tv.us.es:82/la-escuela-que-queremos/

  1. Entrevista a Francesco Tonucci.

     Ver em: https://elpais.com/elpais/2016/08/17/eps/1471385101_147138.html

  1. Francesco Tonucci: A educação sem tecnologia.

     Ver em: http://openinnovationtraining.blogspot.com/2011/05/francesco-tonucci-la-

                     educacion-sin.html

  1. Contributos de Francesco Tonucci.

     Ver em: http://mediacionesfrancescotonucci21.blogspot.com/2018/03/aportes-de-

                     francesco-tonucci.html

   

    O PENSAMENTO PEDAGÓGICO-DIDÁTICO DE TONUCCI:

    Como pedagogo de grande relevância, Tonucci critica a escola atual e propõe várias modificações tanto na escola como na sua forma de trabalhar. As suas ideias principais são: deixar tempo às crianças pelas tardes para que façam cousas diferentes e depois tenham temas de conversa para falar na aula, o que requere não mandar demasiados deveres, já que passam tempo suficiente nas aulas; dar mais poder e liberdade às crianças e que estas sejam o foco da formação contando as suas experiências, pois segundo ele “se as crianças participarem ativamente na gestão e na tomada de decisões escolares, como o estabelecimento das regras a serem aplicadas nos recreios, a criança não se vai sentir escrava, mas um cidadão livre e soberano, que é o que deve procurar a escola democrática”. Também é importante o uso da leitura a viva voz dos livros nas aulas, e ter em conta que as crianças não são recipientes valeiros que há que encher de conhecimentos, pois estas têm as suas próprias vivências e formas de pensar, há que escuitá-las e criar entre todos o conhecimento. Igualmente as crianças são capazes de manter a sua concentração durante bastante tempo num jogo, embora não interesse isto à escola, porque não ajuda a elaborar logicamente os dados. De todas as maneiras, na escola, segundo ele, deve-se ter mais em conta o divertimento. E, se nos centrarmos no que se sabe fazer, mais que no que não somos capazes de levar a cabo, teremos crianças mais motivadas e menos frustradas, que ajudarão num futuro a criar pessoas mais seguras de si mesmas. Para isto, o professorado deste tipo de escola deve ser capaz de promover todas estas ideias, apoiar o trabalho em grupo e incluir a família e a cultura na escola.

    Segundo ele há muitas mais noções sobre como deveria ser a escola e, especialmente, deveria criar pessoas que fossem capazes de respeitar-se, ser individuais, livres, ter as suas próprias opiniões, ser pessoas menos frustradas e mais decididas a formar as suas capacidades. A escola deveria ser mais aberta às opiniões das crianças e criar o conhecimento entre docentes e discentes, ideias que colaboram para criar uma cidadania mais completa, competente e muito mais colaboradora em muitos aspetos, procurando a melhoria da vida atual e a consecução de um futuro melhor.

francesco-tonucci-livro-com-olhos-de-crianca-0    Para este grande pedagogo há que ressaltar também o importante papel do mestre e considerá-lo uma peça fundamental na educação das crianças, já que algumas crianças passam mais tempo com os mestres do que com os seus próprios pais ao longo do dia. É necessário potenciar mais o relacionamento entre a família e a escola, e esta tem que ajudar a família em aspetos em que esta não saiba como agir. Também considera necessário uma mudança de modelo: do educativo atual para outro que tenha em conta as competências da criança, há que escuitá-la e conseguir que partilhe os seus conhecimentos com os demais colegas, há que prepará-la para a vida na sociedade. Para isto, Tonucci comentou no seu dia: “A escola tem que estar ajustada às suas necessidades, em que se faça mais em menos tempo. Não pode ser que depois de seis horas de aulas as crianças cheguem a casa com deveres. As crianças têm que fazer cousas em casa, porém, cousas que saibam fazer elas só. Se todas as crianças fizerem as mesmas atividades e virem a mesma TV, depois na escola não terão nada que contar aos seus colegas”.

    Sobre a escola Tonucci continua a falar: “A escola deve ser um lugar belo, onde se possa respirar cultura, que tenha música, arte, seja agradável e cómoda. Deve preocupar-se por oferecer a todo o mundo aquelas bases, aquelas motivações, aqueles modelos culturais imprescindíveis para construir-se em património de conhecimento, habilidades e competências”. O pedagogo italiano fez finca-pé tanto na sua carreira profissional, como na sua vida pessoal, na ideia de que as crianças são o futuro e por isto devemos potenciar aquilo que melhor fazem, e há que promover mais a linguagem visual e da arte para argumentar e refletir. Expressar-se através do teatro e da música, por exemplo, é uma grande riqueza e ainda mais nas crianças, permitindo desenvolver a autoexpressão, promover a interação com os demais, favorecer a expressão emocional e reforçar a autoestima entre numerosos benefícios já comprovados cientificamente. E continua incidindo em que é muito importante escuitar as necessidades das crianças na família e na escola, pois a tarefa de escuitar as necessidades pode ser fundamental para, partindo do respeito, escuitemos não só as necessidades como também experiências que levem a criar aprendizagens. Ideia que se reflete claramente na convenção dos direitos humanos das crianças, onde se manifesta que há que ter em conta as suas opiniões e, para isso, há que escuitá-las. Não só há que educá-las para procurar a sua felicidade, como também para que saibam que cada problema tem muitas soluções. Tonucci fomenta desde a sua obra a filosofia de permitir que as crianças sejam livres e ademais, fazê-las capazes de fazer, sentir e expressar. E capazes de fazer, sentir e expressar são todas as crianças sem excluir nenhuma, pelo que é importante fazer uma escola inclusiva e aberta que receba e acolha inteligências e diferenças múltiplas. Ademais, também é importante entender e transmitir a escola como um lugar para cooperar e não concorrer, dado que a concorrência não é uma maneira saudável de viver. Utilizando a música como ferramenta de inclusão nas escolas conseguiríamos eliminar muitas barragens e que o voo das crianças fosse cada vez mais alto, autónomo e livre. A escola e a educação devem olhar-se e entender-se como algo criativo, dinâmico, que desperte os sentidos das crianças para criar aprendizagens que valorizem e de que estejam conscientes. Compreender e interiorizar que as crianças nos proporcionam mais do que pensamos e que a família, o ambiente, a escola, são locais de aprendizagem onde estas se vão formando como pessoas.

    AS SUAS ACERTADAS FRASES EDUCATIVAS:

    Nas numerosas obras escritas e cheias de desenhos de Tonucci, aparecem infinidade de frases e de textos enormemente sigfrancesco-tonucci-livro-a-solidao-da-criancanificativos, dos quais recolhemos uma antologia.

  -“Os mestres deveriam aproveitar os momentos de liberdade e jogo dos escolares para podê-los observar, ver os aspetos do seu carácter e as atitudes que normalmente na aula não se apresentam, porém, não para usá-las contra eles, mas para os conhecer melhor”.

  -“Os escolares têm que chegar à escola com os seus bolsos cheios, não valeiros, e tirar os seus conhecimentos para trabalhá-los na aula. O trabalho começa dando a palavra às crianças e o mestre tem que conhecer o que sabem as crianças antes de atuar, porque se procede antes, seguro que faz dano. Se fossem escuitadas, as crianças poderiam levar à escola o seu próprio pensamento. O normal é que uma criança que tem uma inteligência prática, hábil com as mãos e que pode desarmar um motor, para a escola pouco vale, pois vale só se sabe elaborar dados de forma lógica. Essa classificação não tem senso algum. Essa atitude seletiva, de que existem poucas linguagens importantes e de que os demais não valem nada, conduzem a criança ao insucesso”.

  -“A escola utiliza a desconfiança e isso produz uma avaliação negativa baseada no que o escolar não sabe fazer. Apoiando-se no que sim sabe fazer bem, a escola deveria motivá-lo a recuperar e a ganhar o que não tem como uma conquista. A escola transmissiva acha que a criança não sabe e que vai à escola para aprender, enquanto o mestre ensina a quem não sabe. Essa é uma ideia infantil, que pensa que a criança é um copo valeiro, enquanto que o mestre verte conhecimentos que enchem a criança de forma gradual. Porém, a criança sabe e é competente e vai à escola para desenvolver o seu saber”.

  -“A escola deve ser capaz de ler a realidade concreta que rodeia a criança. A geografia é a do seu bairro; a história a da sua família”.

  -“O nascimento das democracias ocidentais e o desenvolvimento industrial exigem da escola uma formação elementar, uma alfabetização maciça. Exigem-no porque, se a democracia significa gestão popular do poder, cada cidadão poderá participar nela na medida em que se disponha de instrumentos para informar-se, expressar-se e discutir”.

  -“A escola não muda, continua a ser de complemento, permanece a escolha, embora deslocada para níveis superiores, os institutos ou liceus, as universidades e o trabalho; sobe a percentagem de analfabetismo funcional, quer dizer, o número dos que nunca utilizam instrumentos culturais mais elementares propostos pela escola: a leitura e a escrita”.

  -“O problema é mais profundo e continua latente sob as diversas formas estruturais e metodológicas: a escola de todos não se converteu na escola para todos”.

  -“Agora que todo o mundo vai à escola são muitíssimos menos os que podem encontrar na sua família as necessárias bases-modelos culturais”.

  -“Uma escola que queira ser realmente uma escola de todos e para todos, deve preocupar-se por oferecer a todo o mundo aquelas bases, aquelas motivações, aqueles modelos culturais imprescindíveis, para construir um património de conhecimentos, de habilidades e de competências”.

  -“Paradoxalmente, poderíamos afirmar que têm sucesso na escola os que não precisam dela. A escola, que deveria contribuir para introduzir a igualdade entre os cidadãos, pelo contrário, alimenta as diferenças”.

  -“Na instituição escolar não mudou nada porque se deixaram os professores completamente à margem deste processo de transformação”.

  -“A nossa escola vive hoje praticamente na “ilegalidade”, na incapacidade de aplicar as suas próprias normativas e com o medo de que apareçam outras novas, ainda mais avançadas”.

  -“Uma reforma real da escola deveria nascer dos que trabalham nela, como exigência de novos níveis profissionais, para a construção dos quais deveriam utilizar-se todas as energias atualmente disponíveis”.

  -“Um projeto que olhe para o futuro, face a este século XXI, deveria examinar três aspetos: o papel da escola e o seu relacionamento com a realidade do exterior; o método escolar e a relação ensino-aprendizagem e o docente, na sua função e formação”.

  -“A escola assume o papel de entidade educativa por antonomásia, amplia a sua duração e multiplica objetivos e atuações. As famílias solicitam da escola que ofereça mais e que compense as deficiências familiares e sociais. A escola converte-se num lugar de socialização, de recuperação e de terapia”.

  -“O professor não é o saber mas o mediador do saber”.

  -“A escola desfruta da diversidade. Os pontos de vista diferentes constituem o motor indispensável da ação educativa, apresentam os contrastes ou as contradições e solicitam as comparações progressivas e aprofundamentos posteriores”.

  -“Existe um conflito que as crianças notam: os adultos amam-nas muito, embora não as escuitem nada”.

    AS SUAS FORMOSAS PUBLICAÇÕES:

    Tonucci publicou numerosos livros e artigos, utilizando nos mesmos o ensaio, a linguagem gráfica, a banda desenhada, etc., para comunicar os aspetos mais relevantes das suas pesquisas e experiências pedagógico-didáticas.francesco-tonucci-livro-com-olhos-de-crianca

    De forma sintética resenhamos a seguir as mais importantes obras escritas por Tonucci, ilustradas com os seus próprios desenhos enormemente significativos e motivadores. Indicamos editora e ano de edição, e se existe edição em galego-português.

  –A criatividade, ideias para um discurso educativo. (Em italiano, 1970).

  –A escola como investigação. (Ed. Avance, 1972). Com edição argentina pela Minho em 1988.

  –Aos três anos investiga-se. (Ed. Avance, 1976, e outra edição em 1988).

  –Os materiais. (Ed. Abril, 1977, e outra em 1990).

  –Por uma escola alternativa. (Ed. Guix, 1978).

  –O primeiro ano da nossa criança. (Edição argentina por Minho e Davila, anos 1980 e 1989).

  –Viagem ao redor de “Il Mondo”. Um diário da aula de Mário Lodi e seus alunos. (Laia, 1981)

  –Com olhos de criança. (Instituto Piaget de Lisboa, 1981, e Barcanova, 1989 e 1990).

  –Criança se nasce. (Barcanova, 1985, e edição pela REI Argentina, 1988). Edição portuguesa pelo Instituto Piaget de Lisboa em 1990.

  –Como ser criança. (Barcanova, 1989, e edição pela REI Argentina, 1990).

  –A cidade das crianças. (Fund. G. S. Ruipérez, 1991 e 2001, e edição galega pela Kalandraka em 2014).

  –As Olimpíadas 92, com olhos de criança. (Barcanova, 1992, e edição pela REI Argentina em 1992).

  –A soidade da criança. (Barcanova, 1993 e 1994).

  –Se não fazeis como eu. (Ed. PPC, 1995).

  –Com olhos de mestre. (Ed. Troquel de B. Ares, 1996).

  –Queridos pais. (edição castelhana de 1998).

  –Ensinar, ou aprender? (Caracas: Laboratório Educativo, 1999, edição em catalão pela Graó em 2003, 2008 e 2010).

  –Quando as crianças dizem basta!! (Ed. G. S. Ruipérez, 2003, e edição galega pela Kalandraka em 2016).

  –A maquinaria escolar. (Ed. Centro de Documentação Crítica, 2008).

  –Com olhos de avó. (Ed. Graó, 2012).

 

    TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

    Vemos os documentários citados antes, e depois desenvolvemos um Cinema-fórum, para analisar a forma (linguagem fílmica) e o fundo (conteúdos e mensagem) dos mesmos, assim como os seus conteúdos.

  francesco-tonucci-foto Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Francesco Tonucci, a sua vida, a sua obra, os seus desenhos educativos, as suas ideias, o seu pensamento, os seus livros e o seu importante labor, como grande pedagogo do MCE (Movimento de Cooperação Educativa Italiano), tanto na Itália como noutros países do mundo. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias. A citada amostra incluirá também uma secção especial dedicada ao MCE e aos seus grandes pedagogos.

    Desenvolveremos um Livro-fórum em que participem todos os escolares e docentes. De comum acordo pode escolher-se um dentre os títulos seguintes: A cidade dos nenos, publicado em galego pela Kalandraka em 2016, Com olhos de criança, edição portuguesa de 1981, Quando as crianças dizem basta, edição portuguesa de 2002, e Criança se nasce, editado pelo Instituto Piaget de Lisboa em 1990. Também podem interessar os livros A escola como investigação (1972), Aos três anos investiga-se (1976) e Por uma escola alternativa (1978).

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

Latest posts by José Paz Rodrigues (see all)


PUBLICIDADE