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electra



São bons tempos para tragédias das boas. A Companhia do Chapitô trazia o seu Édipo a Ferrol em 2016 e agora voltam com outra peça trágica, Electra.  Sófocles, Eurípides e Ésquilo já deram a sua própria visão da filha da Clitemnestra e Agamemnon e os do Chapitô continuarão a alargar o mito, mas com um toque particular: em chave de comédia hilariante.

Durante a guerra de Tróia, o rei Agamemnon tenta libertar a Helena do seu cativério. As condições marítimas não eram assim muito favoráveis e pediu ajuda aos deuses. Foi-lhe dito que sacrificasse a sua filha mais nova, Ifigénia, para conseguir bons ventos. O sacrifício da menina causa a ira da Clitemnestra, que junto do seu amante, Egisto, planeja uma vingança.

Ao voltar o Agamemnon da guerra é morto pela Clitemnestra e o Egisto. A Electra, menina dos olhos do pai, quererá também vingar-se, por sua vez (recordem que não há uma verdadeira tragédia grega sem jorros de sangue). Electra e o seu irmão, Orestes, consumarão a vingança.

No dia 25, às 20h30 no Teatro Principal de Compostela poderemos ver se isto é que se trata de uma visão mais do Ésquilo ou do Eurípides.

* Publicado em Lusopatia,

Carme Saborido

Carme Saborido

Carme Saborido é uma ativista sociocultural e professora. Nasceu em Padrom em 1982 e licenciou-se em Filologia Galega na USC. Atualmente frequenta o grau de Língua e Literaturas Modernas na mesma universidade.

O seu blogue, Lusopatia , quer ser uma janela aberta ao mundo que permita ver os vastos horizontes e dinamismo da nossa comunidade linguística.
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