Opiniom

  • O mito da norma oficial

    Das diversas formas em que se manifesta a religião do poder, bicho de sete cabeças, a pior é a das sombras cavernosas. A hidra das autoridades produz clarescuros que confundem a vista e o entendimento. Segundo o Apolo xuntesco, em Delfos não pode entrar mais que uma normativa, essa que os apolíneos funcionários chamam “oficial”. […]

  • O carro verde

    Quatro luxemburgueses venceram na história do Tour de França e poucos países devem ter uma tal densidade de pistas cicláveis fora do perímetro urbano e, porém, aqui em Luxemburgo, como na Galiza, a bicicleta continua a ser um brinquedo de fim de semana. Bom, se calhar estão a mudar um bocadinho as cousas desde que […]

  • Outra Europa é possível (revival)

    A “Assembleia”, hoje “Parlamento Europeu”, criou-se em 1958 como órgão comum da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aceiro) e do Euroatom (energia nuclear) para “representar a cidadania”. Porém, até 1979 as europarlamentares não eram eleitas por sufrágio direto senão que eram designadas polos parlamentos dos Estados membros. Seria mais jeitoso ter-lhe chamado Deputação […]

  • 10 filmes que durárom 21 anos: A ditadura militar no cinema brasileiro

    Em primeiro de abril vam os burros aonde nom devem ir, afirma o ditado popular galego. Porém, no Brasil, em 1964, os burros figérom ouvidos moucos da sabedoria popular e fôrom de maos dadas do imperialismo contra as políticas progressistas do presidente João Golart, conhecido pola alcunha de Jango.

  • Marcha fúnebre

    Burgos, azul entre as lançais torres da Catedral, ponte de São Paulo, ao fundo a estátua equestre do Cid. A reunião é ainda em meia hora. Chego com tempo sobrado para estacionar amodo e tomar café.

  • O marechal Ney entra em clausura (III)

    Desarraigar-se da vida em comum para recobrar a autonomia individual requer coragem. A reclusom comunitária é, apesar de todo, um ninho mole e protetor. A inóspita intempérie da vida em liberdade desgarrou a consciência da fidalga de Bendanha mal transpujo o portom do mosteiro.

  • São Paulo

    Segunda feira,de passeio

    através da Avenida Paulista:
    Orgulhosa e ignorante
    da sua modernidade espetacular.
    Criação que constrói prédios
    Em que a selva e capaz de imaginar- se
    No reflexo das suas vidraças.
    Placas pulídas em espelhos

    que podiam ter chegado ate o céu.

  • Da divisão à união

    Acontece com as organizações sociais o mesmo que acontece, em geral, com todo a rede coletiva das sociedades às quais elas pertencem; quer dizer, vivem atadas aos modelos e paradigmas sobre os quais assenta a comunidade. Inclusive se mesmo essas organizações propugnam e lutam por facilitar um porvir alternativo, que contemple a mudança de visão, dentro do imaginário coletivo, em que está imersa esta sociedade.

  • Os Idos de março

    Sete e trinta e oito da manhã. Há luz plena na rua. Ainda não é cálido o dia. Mas já presta. As árvores têm verdes rebentos e as amendoeiras, tão madrugadoras, já florescem.

  • Sempre Astúrias

    A família é a família. Duas notícias recentes de nossos primos-irmãos asturianos merecem algum comentário, dado que ninguém parece ter-se feito eco delas: o recurso de insconstitucionalidade à “Lei Montoro” do Governo das Astúrias defendendo o rango estatutário da personalidade jurídica das paróquias e a improvável mas aparentemente real coligação entre BNG e o partido galegófobo Andecha Astur.