Opiniom

  • Os Jogos Galaicos

    O topónimo Cornide, que dá nome a umha dúzia de povoaçons da Galiza e Portugal, também se encontra na freguesia de Numide nomeando um Monte Cornide, situado mui significativamente perto do Castro de Gorgulhos e das Pedrinhas. Partindo do dicionário de Carré Alvarellos, Corominas e outros etimologistas baralharam a possibilidade de explicar Cornide por um *cornuetum, […]

  • DUARTE

    Numha carta da correspondência privada de Emma Goldman, veterana anarquista confessava-lhe a um companheiro: “Muitas vezes penso que nós, os revolucionários, somos como o sistema capitalista. Tiramos dos homens o melhor que tenhem, e depois ficamos tam tranquilos vendo como rematam os seus dias no abandono e a soidade”. A notícia da morte do Duarte […]

  • Ecos na África do Sul

    À partida, uma viagem à África do Sul pode parecer pouco ligada à temática deste blogue. Nada mais longe disso. Quero fazer neste artigo um pequeno diário daqueles ecos galego-portugueses que encontrei no caminho. As navegações Alguma coisa comentei no post que anunciava esta viagem, mas agora relatarei a história tintim por tintim. A modo […]

  • Toponímia gatuna

    Mapa de Traço, onde hai o lugar Rego de Gatos Há na freguesia de Traço um lugar chamado Rego de Gatos, que deveu recolher o nome de um verdadeiro rego homónimo. Aliás, entre a toponímia menor ordense acham-se uns terrenos chamados as Gatinheiras, em Tordóia, e a Gatinheira, um em Buscás e outro na Vilouchada, […]

  • Letras Galegas, 2018: algo que celebrar?

    Mais um ano chegamos neste maio ao Dia das Letras Galegas, uma celebração instituída pela Real Academia Galega, e mais um ano perguntam-nos os nossos amigos dalém-fronteiras e além-mar por quê é que são sistematicamente ignorados para essa honra destacados vultos das nossas Letras como Ricardo Carvalho Calero, Ernesto Guerra da Cal ou Jenaro Marinhas […]

  • Binormativismo: tentativa de resposta a um problema que nom se colocou

    Som da opiniom de que todo isto do chamado “conflito normativo” que arrastamos há décadas manifesta umha impotência: a de avançarmos, como formaçom social, na adoçom e normalizaçom do galego como língua nacional. Nom sendo isso possível até hoje, pola estrita correlaçom de forças esmagadoramente desfavorável a um galego em posiçom relegada, e tendo em […]

  • Binormativismo, debate na UDC

    O dia 12 de abril, a Faculdade de Filologia da Universidade de Corunha (UDC) acolheu um seminário dedicado à estratégia binormativista, proposta dos próprios estudantes. Assistiram ao seminário o professor da UDC Xosé Ramón Freixeiro Mato e o presidente da AGAL Eduardo Maragoto. Freixeiro começou a sua exposição comparando os dados dos dois mapas sócio-linguísticos […]

  • Crónica do II Encontro de mulheres da lusofonia

    No seu poema “Tempo e violência” a irlandesa Eavan Boland imagina uma sereia que quer ser humana para poder criar, envelhecer e morrer. “Isto é o que a linguagem nos fez”, languidescer numa gramática de suspiros, diz a sereia do Mar do Norte do poema de Boland. Uma experiência semelhante, verificar o que a linguagem […]

  • O retorno da zebra

    Quando os colonialistas portugueses toparom com uns fabulosos équidos em África, animais de cores inverosímeis, apenas atinárom em chamar-lhes zebras, comparando-os com os onagros ou asnos selvagens que conheciam na sua terra natal. Extinto na Península Ibérica por volta do século XVI, do zebro permanece o recordo, como fóssil toponómico, em dous pontos da comarca […]

  • oblomovismo

    Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura de Iliá Ilitch Oblómov, novo e rico senhor que mal sai da casa na capital […]