Opiniom

  • Diferenças e igualdade

    Alguém dizia um dia que somos diferentes e por isso a igualdade entre as pessoas não pode existir. Da mesma maneira nos ensinaram a pensar sobre a língua: O galego é diferente do português e por isso a igualdade ortográfica, normativa, linguística, não pode existir. O que é diferente não pode ser igual. Mas que é o diferente?

  • E deixa-me subir

    Europa, 2012. Cidade cosmopolita. Cidadãos de 159 países. O ginecólogo olha para o ecrã. Pergunta se já escolhemos o nome. Se for uma menina… Depois de fazer algumas brincadeiras revela o segredo. Anunciamos a feliz notícia. Helena. Uma menina? Que bem…! Bom, o caso é que seja sã…

  • Umha economia autocentrada no País. Para que serve?

    Desde há muito tempo a Galiza é parte da periferia do sistema mundial, desempenhando um papel subordinado no Estado espanhol. Umha posiçom que foi reforçada com a pertença à Uniom Europeia e com independência das diferentes políticas levadas a cabo polo Estado espanhol e a UE, todas elas antigalegas.

  • Música de tradiçom familiar para celebrar a primavera

    O concerto foi no auditório do Conservatório de música de Santiago. A oficiante –concertista, organizadora, anfitriã e oradora– Isabel Rei Sanmartim. O público, mormente familiares, descendentes dos desconhecidos compositores que caberia qualificar com propriedade de amadores, como fam com razom franceses e portugueses, qualificá-los de aficionados, à espanhola, seria desmerecê-los. Achamos na Rede umha crónica do Faro de Vigo de um evento semelhante celebrado em Cangas em 2012 sob o título de Sons do Mar.

  • Boig per tu

    Seica a cantora colombiana Shakira, companheira do futebolista do Barcelona Piqué, suponho que fruito do namoro e a paixom, decidiu dedicar-lhe umha cançom em catalám e versionou o tema de Sau, Boig per tu.

  • Com que roupa?

    Noel Rosa… quem soubera bem dizê-lo nome, ao vivo, como um sambista, num pontinho de bebedeira entusiasta e saudosa, subido num palco. Imaginem o ritmo. E, porque não, o público cúmplice. Soa a música delicada, belíssima, não isenta de cálida travessura e morna decepção. O bar tem madeira por toda a parte, e objetos diversos […]

  • Os três poderes

    Hoje já ninguém pode negar que a guerra silenciosa entre os países emergentes e o Império Ocidental (pela hegemonia económica e política, a nível regional e mesmo global) mudou da sua face invisível para uma nova fase mais visível – relativamente mais palpável, devido aos últimos acontecimentos em pleno desenvolvimento, que fazem quase impossível ocultar […]

  • O mito da norma oficial

    Das diversas formas em que se manifesta a religião do poder, bicho de sete cabeças, a pior é a das sombras cavernosas. A hidra das autoridades produz clarescuros que confundem a vista e o entendimento. Segundo o Apolo xuntesco, em Delfos não pode entrar mais que uma normativa, essa que os apolíneos funcionários chamam “oficial”. […]

  • O carro verde

    Quatro luxemburgueses venceram na história do Tour de França e poucos países devem ter uma tal densidade de pistas cicláveis fora do perímetro urbano e, porém, aqui em Luxemburgo, como na Galiza, a bicicleta continua a ser um brinquedo de fim de semana. Bom, se calhar estão a mudar um bocadinho as cousas desde que […]

  • Outra Europa é possível (revival)

    A “Assembleia”, hoje “Parlamento Europeu”, criou-se em 1958 como órgão comum da CECA (Comunidade Europeia do Carvão e do Aceiro) e do Euroatom (energia nuclear) para “representar a cidadania”. Porém, até 1979 as europarlamentares não eram eleitas por sufrágio direto senão que eram designadas polos parlamentos dos Estados membros. Seria mais jeitoso ter-lhe chamado Deputação […]