Opiniom

  • Académica e Academia de Segunda Origem

    Fiquei contente pela recente nomeação de uma mulher, María Victoria Moreno, para o Dia das Letras Galegas 2018. É apenas a quarta ao longo destes 55 anos de celebração deste dia que começou muito bem, inaugurado com Rosalia, embora cedo brilhassem pela sua ausência novas pessoas de sexo feminino. A Real Academia Galega fez o […]

  • Portuguesismo e autocolonização

      Resposta ao artigo de A. López Carreira En defensa de Galicia publicado no jornal Sermos Galiza em 23 de junho de 2017.   “A verdade é sempre revolucionária” é uma ideia tomada por Gramsci do nobel de literatura em 1915, o francês Romain Rolland, retomada depois por múltiplas autoras. Se os galegos fôssemos franceses, […]

  • Desta vez sim foi adeus, meu caro John

    Uma das cousas que mais bota em falta um emigrante é o contato, a proximidade e trato com gentes galegas. A saudade e o remorso de não estar são intensas e não soluciona muito a frenética agenda alcoólico-gastronómica de poucos dias nas férias. O que importa é o dia a dia, a confiança, o poder […]

  • Matar os caubóis com Alexandra Lucas Coelho

    Alexandra Lucas Coelho assina um título provocador, O meu amante de domingo (Tinta da China, 2014), onde assistimos ao que fica após a catástrofe num caso amoroso, mais ou menos turvo, desses que marcam quem os experimentar, com uma perspetiva atual, um ritmo vibrante e um humor desatado. Porém, o assunto, como sempre na literatura, […]

  • O CARRO: O todo e as partes…

    O Carro é um universo complexo, cravado na memória dos tempos e da alma; praticamente insondável. Seria difícil, por não dizer impossível, conceber a realidade da Galiza se apagarmos a figura do carro. É provavelmente o elemento mais representativo da nossa cultura tradicional; da nossa cultura. Portanto antes de despedaçá-lo e falar das suas partes, […]

  • EUCALITOS: NOM, OBRIGADA

    A dor case nem deixa reagir. 62 pessoas falecidas no horror das chamas. Nem o inferno se existir pode ser mais terrível. Ninguém quer isso! É evidente. Mas temo-nos que perguntar porque aconteceu. Monocultura de eucalitos e pinheiro. Aldeias abandonadas, a fugida do mundo rural para as cidades. A falta de cuidados das matas dos […]

  • No Parlamento, todas lusistas

        Ontem, 15 de junho, fazíamos trinta e quatro (34) anos da conhecida Lei de Normalización Lingüística aprovada em 1983 durante o governo do recentemente condecorado Fernández Albor (Alianza Popular, hoje Partido Popular). Mas ontem também acontecia que o atual governo do PP tinha de dar explicações na Comissão de Cultura do Parlamento Galego […]

  • Salvar a nossa Língua

    “Eu nada faço” deve pensar o devoto instruído na verdade quando vê, ouve, toca, come, anda, dorme, respira, fala, segura ou solta alguma coisa, abre ou fecha os olhos, considerando que “são os sentidos que se relacionam com os objetos sensíveis (…) O devoto que renuncia ao fruto de suas ações consegue a paz eterna. […]

  • Membro da «família AGAL»

    Amigas e amigos, como bem falou o nosso presidente, concebo a AGAL, acima de tudo, como uma família. Uma grande e heterogénea família. A fortaleza da nossa associação assenta, ao meu ver, nessa diversidade, na permanente capacidade de enriquecermos o nosso projeto com novas ópticas, com novas estratégias, com renovadas linhas de trabalho. Isto permite […]

  • A Monarquia em Ortega (e IV)

    Esmorecimento do seu republicanismo   Em outubro de 1932, a Asociación al Servicio de la República, com muita pena e pouca glória anuncia a sua dissolução por considerar que a República estava já consolidada, e que tinha conseguido o seu objetivo, ainda que, em realidade, não conseguisse nenhum. Agora Ortega dedica-se a sentenciar por livre. […]