Rosalia é Mundial

‘Castelhanos de Castilha’ de Carlos Mendes Pereira, melhor vídeo poema

Nova ediçom de autor do vídeo do poema ganhador



Os internautas que participárom no concurso “Rosalia é Mundial”, de leituras lusófonas da fundadora da literatura galega contemporánea, preferírom o apelo dramático de “Castellanos de Castilla” à fina ironia anticlerical de “Decides qu’ o matrimonio”. O poema de Cantares Galegos tinha recebido 45 votos até as duas da tarde de hoje, 24 de fevereiro, Dia de Rosalia. O conjuntos dos vídeos participantes registárom 4554 visualizaçons e 232 votos até essa hora, uns números que a AGAL valoriza mui positivamente, por terem sido atingidos através de umha forma inovadora de divulgar a obra de Rosalia de Castro.

“Castellanos de Castilla / Tratade bem ós galegos” (Cantares Galegos) som os dous primeiros versos do poema ganhador. Trata-se de um dos poemas mais conhecidos de Rosalia de Castro em defesa da dignidade nacional galega. A leitura do mesmo correspondeu ao portuense Carlos Mendes Pereira, diretor de fotografia residente na Galiza. Após dous dias de dura competiçom com o segundo mais votado, “Decides qu’ o matrimonio”, pertencente a Folhas Novas e declamado pola escritora galega Susana Arins, “Castellanos de Castilla” distanciou-se, somando mais 20 votos em poucas horas. Mais longe ficam o terceiro e o quarto classificados: ¡Prá á Habana! V (Folhas Novas) polo brasileiro Márlio Barcelos e A gaita Gallega IV polo galego Carlos Quiroga.

Para além da divulgaçom da obra rosaliana, a AGAL quijo mostrar, com esta iniciativa, “como a unidade da língua galego-portuguesa está por cima de momentos históricos, sotaques e ortografias. A obra em galego de Rosalia é lusófona, é mundial.” De facto, a ortografia original dos poemas foi escrupulosamente respeitada. Ainda, através da conta do twitter @emgalego, a associaçom defendeu ao longo destes dous dias muitos usos lingüísticos de Rosalia de Castro, como, no caso concreto deste poema, o “i epentético” de CHEYOS ou FEIO, o cê cedilhado (DOÇURAS, ABORREÇO…) ou as formas do plural do presente de indicativo TÊN e VÊN.


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