Bem hajas, Manuela



Caros/as amigas. Morreu Manuela. Bem sabemos todas/os .Foi-se uma amiga. Trabalhadora, sincera e valente. Lutou contra a doença com um ânimo dificilmente igualável. Uma mulher defensora da língua e da cultura da Galiza. Com critério firme e sem preconceitos. Aberta de mente e poliglota. Ficou muito trabalho sem acabar, muitas lições sem dar e muito parladoiro in- concluso.

Eu a tinha por minha amiga e a admirava muito. Se calhar pola sua franqueza, condição pouco frequente entre as gentes da Galiza, e por seus juízos contundentes mais perto do sim ou do não que dos quiçá a que estamos tão acostumadas. Mas também pola capacidade de dialogo que eu encontrava nela.

Lamento muito a sua perda. Livrou uma batalha esgotadora. Outra pessoa tivera-se rendido. Se calhar essa sua luta, junto com outras muitas dos doentes de cancro, serviram para salvar mais vidas num futuro. Não foi pequeno também o esforço de Isaac. Vai para ele as minhas condolências e a minha simpatia. Que faço extensa à comunidade da língua galega nomeadamente para aqueles/as que defendemos um tratamento de dignidade e de universalidade do nosso idioma e da nossa cultura.

Bem hajas, Manuela.

Na eira da Xoana, Dia da poesia

Na eira da Xoana, Dia da poesia

Adela Figueroa Panisse

Adela Figueroa Panisse

Adela Clorinda Figueroa Panisse é de Lugo (Galiza), fazedora de versos, observadora do mundo e cuidadora de amizades. Trabalhadora no ambientalismo e na criatividade da palavra. Foi professora e lutadora pela recuperação da dignidade da Galiza e, ainda, pela solidariedade entre os seres humanos e a sua reconciliação com a terra. Gosta de rir, cantar e de contar contos. Também de escutar histórias, de preferência ternas e de humor.
Adela Figueroa Panisse

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