Todos os artigos de Ramom Varela Punhal

Nascido em Carvalho em 1942. Estudoi Teologia na Universidade Pontifícia de Salamanca, e Liturgia no Instituto Superior de Pastoral, em Madrid; Filosofia na Universidade de Pamplona e Filosofia, Psicologia e Organização do Trabalho na Universidade de Lovaina, Bélgica. Doutor em Filosofia pela Universidade de Santiago. Catedrático de Filosofia reformado.
  • Mulher, sexo e matrimônio no Antigo Testamento (II)

    A inferioridade da mulher O povo hebreu praticava a poligamia, sendo o exemplo mais eloquente o de Salomão que teve 700 mulheres e 300 concubinas (I Re. 11, 3), entre as quais eram frequentes as rixas. A Bíblia considera a mulher como um ser inferior sob a total dependência do home (Ex.. 20, 17), e […]

  • Mulher, sexo e matrimônio no Antigo Testamento (I)

    A menstruação, parto e sexo como pecados No Antigo Testamento, a sexualidade tem como finalidade a procriação, considerada como uma benção divina, enquanto que a esterilidade era considerada como um estigma para a mulher estéril. Para facilitar que todo matrimônio tiver descendência, promulgou-se a lei do levirato, que estipulava que, se um marido morre sem […]

  • Couraça do cristianismo frente à crítica

      A verdade far-vos-á livres1   Pretendemos demonstrar neste apartado que as diversas confissões religiosas, especialmente as do livro – judaísmo, cristianismo, islamismo-, são hipercríticas e beligerantes com as demais fações da mesma confissão, com as demais religiões e com os valores da sociedade contemporânea que não coincidem com os seus, e mui pouco receptivas […]

  • Proibição da leitura e traduções vernáculas da Bíblia (V)

    1A proibição da leitura e tradução da Bíblia a partir de Leão XIII Em 1906 cria-se a Pontifícia Comissão Bíblica com o ânimo de impor uma interpretação única e romana da Bíblia a todos os teólogos católicos, dando um passo mais na deriva cara a homogeneidade e uniformidade. O papa Leão XIII (1878-1903), na sua […]

  • Proibição da leitura e traduções vernáculas da Bíblia (IV)

      A repressão da leitura da Bíblia durante a época do iluminismo No século XVII surge na Inglaterra um movimento intelectual progressista que teve o seu máximo apogeu na França do século XIX, que se vai converter no epicentro a partir do qual se vai irradiar por toda Europa. É um movimento que tem confiança […]

  • Proibição da leitura e traduções vernáculas da Bíblia (III)

    Índices de livros proibidos Na época do Renascimento se produz, por uma parte, a renovação das ciências naturais e humanas, fruto, no caso destas últimas, do novo humanismo que vai substituir o teocentrismo medieval. Surge também o movimento de reforma da espiritualidade que vai afetar o cristianismo. A Igreja responde perante a nova situação com […]

  • Proibição da leitura e traduções vernáculas da Bíblia (II)

    A proibição estende-se por Inglaterra e Alemanha No século XIV a Igreja passa por uma crise de corrupção generalizada, que se traduzia, a partir deste século, numa obscena simonia para fazer frente ao financiamento eclesial, entre outras cousas, para a construção da Basílica de São Pedro. No seu seio surge o movimento dos Reformados ou […]

  • Proibição da leitura e traduções vernáculas da Bíblia (I)

    Não saber mais do que convém Faz uns dias topei-me polas ruas da velha Compostela um ilustre teólogo que me perguntou que fazia. Respondi-lhe que terminara um novo livro também sobre o cristianismo. Perguntou-me o título e disse-lhe que não ia gostar; que se vai titular O cristianismo contra a razão. A sua reação foi […]

  • Ódio do cristianismo contra a ciência

    Escutei faz pouco a um teólogo católico que afirmava que Deus joga aos dados. Surpreendeu-me ouvir esta afirmação, não por ela mesma senão por provir de alguém que, como clérigo em exercício, deve aceitar todos os dogmas da Igreja, ou polo menos justificar o seu sentido e/ou a sua interpretação. A proposição que afirma que […]

  • A Monarquia em Ortega (e IV)

    Esmorecimento do seu republicanismo   Em outubro de 1932, a Asociación al Servicio de la República, com muita pena e pouca glória anuncia a sua dissolução por considerar que a República estava já consolidada, e que tinha conseguido o seu objetivo, ainda que, em realidade, não conseguisse nenhum. Agora Ortega dedica-se a sentenciar por livre. […]