Todos os artigos de J. Chrys Chrystello

J. Chrys CHRYSTELLO (n. 1949-) é um cidadão australiano que não só acredita em multiculturalismo, como é um exemplo vivo do mesmo. Nasceu no seio duma família mesclada de Alemão, Galego-Português (942 AD), Brasileiro (carioca) do lado paterno e Português e marrano do materno. Publicou aos 23 anos o livro “Crónicas do Quotidiano Inútil, vol. 1” (poesia). O exército colonial português levou-o a viver em Timor (set.º 1973- junho 1975) onde foi Editor-chefe do jornal local (A Voz de Timor, Díli) antes de ir à Austrália e decidir adotá-la como pátria. Começou a interessar-se pela linguística ao ser confrontado com mais de 30 dialetos em Timor. De 1967 a 1996 dedicou-se sempre ao jornalismo (rádio, televisão e imprensa). Durante décadas escreveu sobre o drama de Timor Leste enquanto o mundo se recusava a ver essa saga. De 1976 a 1982 desempenhou funções executivas na Companhia de Eletricidade de Macau. Ali, também foi Redator, Apresentador e Produtor de Programas para a ERM/ Rádio 7/Rádio Macau/TDM e RTP Macau e jornalista para a TVB - Hong Kong. Depois, radicar-se-ia em Sydney (e, mais tarde, em Melbourne). Durante os anos na Austrália esteve envolvido nas instâncias oficiais que definiram a política multicultural daquele país. Foi Jornalista no Ministério Federal do Emprego, Educação e Formação Profissional e no Ministério Federal da Saúde, Habitação e Serviços Comunitários; tendo sido Tradutor e Intérprete no Ministério Estadual da Imigração e no Ministério de Saúde (Nova Gales do Sul). Divulgou a descoberta na Austrália de vestígios da chegada dos Portugueses (1521-1525, mais de 250 anos antes do capitão Cook) e difundiu a existência de tribos aborígenes falando Crioulo Português (há quatro séculos). Membro Fundador do AUSIT (Australian Institute for Translators & Interpreters), Chrys lecionou em Sidney na Universidade UTS, Linguística e Estudos Multiculturais a candidatos a tradutores e intérpretes. Durante mais de vinte anos foi responsável pelos exames dos candidatos a Tradutores e Interpretes na Austrália (NAATI National Authority for the Accreditation of Translators & Interpreters). Foi Assessor de Literatura Portuguesa do Australia Council, na UTS Universidade de Tecnologia de Sidney (1999-2005), Em 1999, publicou a sua tese de MA, o Ensaio Político “Timor Leste: o dossiê secreto 1973-1975”, esgotado ao fim de três dias. Em 2000 publicou (e-book) a 1ª edição da monografia "Crónicas Austrais 1976-1996". Em 2005 publicou o "Cancioneiro Transmontano 2005" e publicou (e-book DVD) outro volume dos seus contributos para a história "Timor-Leste vol. 2: 1983-1992, Historiografia de um Repórter" (> 2600 pp., edição de autor CD). Entre 2006 e 2010, traduziu, entre outras, as obras de autores açorianos para Inglês, nomeadamente de Daniel de Sá (Santa Maria ilha-mãe, O Pastor das Casas Mortas) e de Manuel Serpa (As Vinhas do Pico), Victor Rui Dores "Ilhas do Triângulo, coração dos Açores (numa viagem com Jacques Brel)"; "São Miguel: A Ilha esculpida" e a "Ilha Terceira, Terra de Bravos" também de Daniel de Sá. Em 2011 traduziu a Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos para inglês e em 2012 completou a tradução de Caetano Valadão Serpa “Uma pessoa só é pouca gente, o sexo e o divino.” Nestes anos traduziu vários excertos de obras de dezenas de escritores açorianos integrados em projetos dos Colóquios da Lusofonia. Organiza desde 2001-2002, Colóquios Anuais da Lusofonia [Porto, Bragança, Seia, Fundão, Montalegre e Belmonte), nos Açores na Lagoa, Ribeira Grande, Maia, Moinhos de Porto Formoso, Lomba da Maia (São Miguel) e Vila do Porto (Santa Maria, Açores), e ainda no Brasil, Galiza e Macau] num total de 28 edições (2 por ano). Foi (2000-2012) Mentor dos finalistas de Literatura da ACL (Association for Computational Linguistics, Information Technology Research Institute) da University of Brighton no Reino Unido Foi Revisor (Translation Studies Department) da Universidade de Helsínquia (2005-2012). Foi Consultor do Programa REMA da Universidade dos Açores. (2008 a 2012) Considera marcante a Palestra proferida na ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS em 29 de março de 2010 juntamente com Malaca Casteleiro, Evanildo Bechara e Concha Rousia, presidida pelo então Presidente da ABL, Marcos Vilaça e ter sido admitido a 5 de outubro 2012 como ACADÉMICO CORRESPONDENTE DA AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa). É Editor dos CADERNOS (DE ESTUDOS) AÇORIANOS, publicação online, da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, http://www.lusofonias.net/conteudo/estudos-acorianos/ e continua a presidir à Direção da AICL – Colóquios da Lusofonia.
  • Galiza: da língua espanholizada à língua galega no mundo

    Esta comunicação não pretende ser académica pois os amores e os sentimentos não se podem dissecar num laboratório. A minha ligação à Galiza parece datar de 988 AD, segundo me contou a minha avó paterna que era brasileira carioca, de sangue minhoto e galego. Fui a Celanova em 1960 ver o sítio onde tudo começou, […]