Todos os artigos de Ernesto V. Souza

  • paradoxo de andar por casa

    É, para andar por casa. A minha língua oral é uma ferramenta comunicativo-identificativa, de grupo, de clã, marcada socialmente, e matizada cultural e politicamente, pelas suas modulações, prosódia e itens léxicos definidores. Em qualquer parte do mundo, acontece o mesmo. As variantes diafásicas, diatópicas e diastráticas, os usos cultos, marcas regionais e registros são parte […]

  • debates por abrir

    Há um debate sem abrir, na Espanha e em países onde se rende culto à nação uma, indivisível, homógenea, uniforme. Em estados onde a cultura é fixa em nome da “Nação” e as línguas estão legisladas como obrigas para os cidadãos nos textos legais. No caso espanhol, destacadamente e numa clara hierarquia, no artigo 3 da […]

  • grand finale

    Podemos asseverar, sem muito risco a equívoco (que a experiência nos avisa e os dados confirmam) que a Democracia espanhola percorreu desde fins dos anos 70, o caminho que leva da diversidade ou pluripartidismo que conforma, em condições naturais, o seu Parlamento, até este bipartismo estável que Manuel Fraga sonhava a imitação de ingleses e que realmente […]

  • Quando a ordem altera o produto

    Poderia dizer-se que na Galiza a revolução da “nova política” está acontecendo, mas no campo da língua.

  • Assim a noite passa

    Que contraponto, imenso, com as opiniões dos jornais e os trabalhos “académicos”, o destes ‘Diários’.

  • Quem era Filgueira?

    Reportagem de Ernesto V. Souza sobre quem era Filgueira Valverde.

  • A gélida resposta

    Parece que a gente se envolveu entre os lenços de silêncio, desdenhando uma primavera mais que deveria ter sido necessariamente alegre e esperançada, as circunstâncias exigiam.

  • Poblacht na hÉireann…

    Dous galegos, a rirem, num barzinho. Em qualquer parte, num pseudo-pub irlandês em cidade castelhana. Penumbra e pouca gente no princípio do serão.

  • Ernesto V. Souza: «’A Sentimental Nation’ é um contributo fundamental, indiscutível, uma labaçada na consciência crítica e académica que destaca o abismo e abre também caminhos»

    Galicia, a sentimental nation, agora em galego como Galiza, um povo sentimental?, de Helena Miguélez-Carballeira, é um contributo fundamental.

  • Bilhete Postal

    Coimbra, no Mondego. Escada de São Tiago, fora justo do perímetro da cidade alta. Mesas na rua. Hora dos petiscos, do café, do almoço, nunca sei. Momento de simples descansar dos centos de turistas, que coma nós, na procura da sombra que foge, recalam de quando em quanto para tomar alento e pousar os pés, castigados pelas belas encostas e as pedras irregulares dos becos, largos e ruas.