Todos os artigos de Ernesto V. Souza

Ernesto V. Souza (Corunha, 1970). Formado como filólogo, publicou algum trabalho sobre história, contexto político e cultural do livro galego das primeiras décadas do século XX. Em 2005 começou a colaborar com o PGL e a vincular-se ao reintegracionismo. É sócio da Associaçom Galega da Língua e membro da Academia Galega da Língua Portuguesa; atualmente é o Diretor do Portal Galego da Língua.
  • oblomovismo

    Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura de Iliá Ilitch Oblómov, novo e rico senhor que mal sai da casa na capital […]

  • o fim da transição

    Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem. Parece que vieram fazer parte do jeito castelhano, ou simplesmente que recuperaram do fundo hábitos, […]

  • Depende

    Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais motivos de confronto cultural dos galegos nos modos espanhóis. Para nós, galegos, há sempre formas, […]

  • O 155 e outros erros de cálculo do capitalismo

    O problema de pensar que tudo vale, quando (após considerar a utilidade da existência de um adversário) se toma a decisão que batê-lo ainda conviria mais aos próprios interesses é a complexa sequência de acontecimentos que se produzem e a incontrolada velocidade de ações e reações que dispara cada movimento de cada uma das peças […]

  • Celso Álvarez Cáccamo: “Nós somos perfeitamente auto-suficientes como para fazermos o que temos que fazer sem aguardar por ninguém”

    Ernesto V. Souza entrevista Celso Álvarez Cáccamo (Vigo, 1958), professor na UdC, linguista de formação, ativista e colaborador do PGL, que vem de publicar na Através editora ‘Os passos da procura’, um poemário de raiz, memória e reflexão sobre o presente arredor.

  • Oligarquia e caciquismo

    O título é de Joaquin Costa, verdade que um bocadinho mais longo e ajustado: Oligarquía y caciquismo como la forma actual de gobierno en España : urgencia y modo de cambiarla / por Joaquín Costa (Madrid : Hijos de M.G, Hernandez, 1902). Mas também poderia ser de Porteiro Garea, aquele seu discípulo e motor primeiro […]

  • best-sellers

    Não será também este ano, pois já vai quase inteiro andado, que aconteça esse Apocalipse do papel, anunciado há décadas pelos profetas do digital, nem virá tão pronto esse mundo futuro imediato, há quanto pregoado, do livro terminator eletrónico. Mas alguma cousa, alguma, calhou aí. Talvez fosse apenas o milenarismo (na sua versão 2.0, da […]

  • Kevin Tomé: «A minha filha tem a possibilidade de aprender a norma internacional desde bem pequena, dado que sua mãe e eu falamos duas variantes da mesma língua, ela o brasileiro e eu o galego»

    Entrevistamos Kevin Tomé, emigrante em Bristol, rapeiro, colaborador de diversos projetos musicais e trabalhador de hotelaria. Faz a sua vida em inglês e galego, conta-nos da sua trajetória para o PGL e de como as redes encheram-se de rap em galego.

  • Paula Godinho: “Resistir, do latim resistere, que vem de stare, significa manter-se de pé, contrariar a gravidade – ou seja, está na base da nossa própria história, enquanto humanos”

    Entrevistamos a destacada antropóloga e ativista Paula Godinho que publicou neste ano ‘O futuro é para sempre’ na Através editora.

  • relíquias

    Muitas das religiões mantiveram culto a espaços, lugares, objetos de caráter cerimonial transcendidos em sagrado; e as mais delas também veneraram relíquias: objetos, livros, fragmentos da roupa, ou mesmo restos ou excrescências humanas que pertenceram ou foram parte dos antepassados, da gente venerável ou santificada da tribo ou da religião. Talvez nenhuma tantas adorou, reconheceu […]