Todos os artigos de Ernesto V. Souza

Ernesto V. Souza (Corunha, 1970). Formado como filólogo, especializou-se e publicou algum trabalho sobre história, contexto político e cultural do livro galego das primeiras décadas do século XX. Em 2005 começou a colaborar com o PGL e a vincular-se ao reintegracionismo. Colabora também no Novas da Galiza, é sócio da Associaçom Galega da Língua e membro da Academia Galega da Língua Portuguesa. Trabalha, como bibliotecário na Universidade de Valhadolid (Espanha).
  • Paula Godinho: “Resistir, do latim resistere, que vem de stare, significa manter-se de pé, contrariar a gravidade – ou seja, está na base da nossa própria história, enquanto humanos”

    Entrevistamos a destacada antropóloga e ativista Paula Godinho que publicou neste ano ‘O futuro é para sempre’ na Através editora.

  • relíquias

    Muitas das religiões mantiveram culto a espaços, lugares, objetos de caráter cerimonial transcendidos em sagrado; e as mais delas também veneraram relíquias: objetos, livros, fragmentos da roupa, ou mesmo restos ou excrescências humanas que pertenceram ou foram parte dos antepassados, da gente venerável ou santificada da tribo ou da religião. Talvez nenhuma tantas adorou, reconheceu […]

  • Desta vez sim foi adeus, meu caro John

    Uma das cousas que mais bota em falta um emigrante é o contato, a proximidade e trato com gentes galegas. A saudade e o remorso de não estar são intensas e não soluciona muito a frenética agenda alcoólico-gastronómica de poucos dias nas férias. O que importa é o dia a dia, a confiança, o poder […]

  • ‘Mortos por amor à Terra’ – Resenha (X. R. Ermida, Sermos Galiza, 2016)

    Resenha de ‘Mortos por Amor à Terra’ (Sermos Galiza, 2016) de X. R. Ermida Meilán

  • O triunfo do Capitão Hook

                This talk with you arises out of a sort of challenge from the Provost. I was here this year on June 4, and in a speech at luncheon the Provost challenged me to disprove this terrible indictment, “James Hook, the pirate captain, was a great Etonian but not a good one.” Now in my […]

  • porta para o exterior – resenha

    Demorei em ver. Mas foi apenas por questões pessoais. Eu participara no filme e era uma das “personagens” entrevistadas. Mas o dia em que gravei, in extremis, era o dia, agitado, em que eu terminava de embrulhar todas as últimas cousas para nos ir de Rianjo, na Galiza. Era, de feito, o dia, a tarde tão crepuscular […]

  • paradoxo de andar por casa

    É, para andar por casa. A minha língua oral é uma ferramenta comunicativo-identificativa, de grupo, de clã, marcada socialmente, e matizada cultural e politicamente, pelas suas modulações, prosódia e itens léxicos definidores. Em qualquer parte do mundo, acontece o mesmo. As variantes diafásicas, diatópicas e diastráticas, os usos cultos, marcas regionais e registros são parte […]

  • debates por abrir

    Há um debate sem abrir, na Espanha e em países onde se rende culto à nação uma, indivisível, homógenea, uniforme. Em estados onde a cultura é fixa em nome da “Nação” e as línguas estão legisladas como obrigas para os cidadãos nos textos legais. No caso espanhol, destacadamente e numa clara hierarquia, no artigo 3 da […]

  • grand finale

    Podemos asseverar, sem muito risco a equívoco (que a experiência nos avisa e os dados confirmam) que a Democracia espanhola percorreu desde fins dos anos 70, o caminho que leva da diversidade ou pluripartidismo que conforma, em condições naturais, o seu Parlamento, até este bipartismo estável que Manuel Fraga sonhava a imitação de ingleses e que realmente […]

  • Quando a ordem altera o produto

    Poderia dizer-se que na Galiza a revolução da “nova política” está acontecendo, mas no campo da língua.