Todos os artigos de Ernesto V. Souza

Ernesto V. Souza (Corunha, 1970). Formado como filólogo, publicou algum trabalho sobre história, contexto político e cultural do livro galego das primeiras décadas do século XX. Em 2005 começou a colaborar com o PGL e a vincular-se ao reintegracionismo. É sócio da Associaçom Galega da Língua e membro da Academia Galega da Língua Portuguesa; atualmente é o Diretor do Portal Galego da Língua.
  • pangaleguismo

    * Publicado em A Viagem dos Argonautas,  25 de Outubro de 2018 e cá a petição de Alexandre Banhos. Em 17 e 18 de novembro do ano corrente celebrar-se-á em Lugo o Centenariazo da 1ª Assembleia das Irmandades da Fala, em cuja conclusão foi lido o histórico manifesto, aprovado e assinado por uma série de intelectuais […]

  • Ordem 73

    * Re-publico este texto, escrito sem muitas mais pretensões que refletir um bocadinho pessoalmente, e que não passa de um depoimento um tanto friqui, no PGL, a petição de um bom número de amizades que acharam interessante divulgar um bocadinho mais e por perto, nomeadamente para aquela gente que – eu próprio – não temos […]

  • faroeste

    Queiram que não, meus, minhas, a Galiza é diferente. A pouco que venham tomar a sério, já para explicar de fora, já para negar, combater e desmontar os seus tópicos, estruturas sociais, territoriais, património, economia atlântica, história, etc., a densidade e complexidade do que aparece, ao retirar as primeiras capas de crosta, tona e pele, […]

  • propaganda

    Resulta interessante considerar como a noção que hoje temos a respeito do que é a Literatura é aplicada a todas as manifestações das escritas antepassadas. Fazemos com tudo, é verdade, interpretando e dando sentido ao passado, a cada vez, em função de cada presente e dos contextos formativos, ideológicos, religiosos, culturais. Talvez há aspectos nos […]

  • belos cadáveres

    Ecoa, de Oscar Wilde a Sid Vicious, passando por James Dean, a quem a cultura popular terminou por atribuir, o dito de roda queimada e no future: Viva rápido, morra jovem e deixe um belo cadáver. Francamente se tivesse de fazer hoje, e após tão poucos e agitados anos, uma descrição simples do momento atual […]

  • ilusão retrospectiva

    Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura, é uma sucessão de desgaste, resistência, destruição, paciência e saqueio. Uma perda de centralidade e […]

  • Carvalho contra Chronos

    Meu pasado imperfeito, meu futuro condicional! Mais o presente, u-lo? R.C.C. “Excalibur” in Futuro Condicional, 1982, p.13 Tal como apontávamos, a questão da fixação da língua, na Galiza, passa pelo consenso, pela construção da ilusão coletiva (tal como o Mário Herrero destaca) em positivo. Na narrativa comum de uma ficção inventada (galego possível impossível), assumida, […]

  • reintegracionismo 3.0

    As línguas de cultura são cousa frágil, condicionadas por catástrofes, sucessos, azares, acasos políticos, invasões, migrações, expulsões, genocídios, mudanças dinásticas, económicas e  sociais; por inventos, descobertas, modas; sujeitas ao capricho, às vontades, teimas higienistas, restauradoras, historicistas, ou reformistas das elites; condicionadas pelo isolamento ou pela sua internacionalização em diversas épocas, pelo seu papel como língua […]

  • oblomovismo

    Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura de Iliá Ilitch Oblómov, novo e rico senhor que mal sai da casa na capital […]

  • o fim da transição

    Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem. Parece que vieram fazer parte do jeito castelhano, ou simplesmente que recuperaram do fundo hábitos, […]